segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Orelha: Deter jovens que matam animais salva também crianças e pessoas indefesas


Orelha já estava na sua hora de dormir, quietinho em sua casinha, quando foi atraído para um local fora do alcance das câmeras. Certamente, ao ser chamado, foi feliz abanando o rabinho. Crianças também são atraídas por brinquedos e doces porque os psicopatas têm como alvo os ingênuos e indefesos. 

Muita gente acha um exagero fazer manifestações como as que foram feitas para o cão Orelha, mas essas pessoas desconhecem o fato de que detectar assassinos de animais, especialmente aqueles que matam com requintes de crueldade, é detectar alguém que provavelmente fará o mesmo com crianças.

Vocês já viram quantas crianças desaparecem sem deixar nenhum rastro, sem nenhum pedido de sequestro? 

A carreira de um psicopata, na grande maioria dos casos, começa matando animais. É o processo natural de aprendizagem da crueldade antes de migrar para vítimas humanas, em geral, com pouca ou nenhuma chance de se defender como crianças, mulheres e idosos. 

Os psicopatas são frios, dissimulados, mentirosos e sem qualquer sentimento de culpa. Para eles, o sofrimento alheio é diversão. Animais incendiados, enterrados vivos, espancados até a morte, enforcados, torturados, envenenados ou mortos por qualquer tipo de violência são a marca de sangue e dor que os psicopatas vão deixando pelo caminho.

Segundo a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Lima, autora do livro "Mentes Perigosas - O psicopata mora ao lado", é importante não confundir o psicopata com doentes mentais. Os psicopatas não sofrem de delírios ou alucinações (como na esquizofrenia) e nem de depressão. A parte racional deles é íntegra, por isso sabem perfeitamente o que estão fazendo e são ardilosos o suficiente para enganarem suas vítimas. 

E isso fazem tanto com pessoas quanto com animais.

Por isso é muito importante denunciar assassinos de animais para salvar não somente outros animais, mas também crianças e gente indefesa.

Texto: Fátima ChuEcco, parcialmente extraído da coletânea "Somos todos animais"

Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal

jornalistafatima4.wixsite.com/sosterra









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