segunda-feira, 29 de março de 2021

Não perca a esperança: gata é encontrada depois de 15 anos


Mais de uma década separaram a gatinha Brandy de seu tutor Charles nos EUA. Mas quando já não se acreditava mais ser possível revê-la, em fevereiro deste ano, Charles recebeu uma ligação da empresa do microchip implantado em Brandy em 2005, quando ela tinha apenas dois meses de idade. Ele foi informado que a gatinha estava num abrigo de animais em Los Angeles, distante 40 milhas de sua casa. 

E Charles se surpreendeu quando viu que era mesmo sua gatinha, 15 anos mais velha. Na época em que ela sumiu, o tutor supôs que pudesse ter sido atacada por um coiote ou atropelada, pois, nos EUA não é comum as casas e apartamentos usarem redes de proteção. Em geral os gatos vivem soltos por lá e é por isso mesmo que muitos vão parar nos abrigos municipais que até hoje, em pleno século 21, ainda sacrificam os animais que não são procurados e retirados pelos tutores.

E Brandy deu muita sorte porque Charles mudou de casa nesse tempo todo, mas não trocou o número do celular e assim pôde ser localizado. Ninguém sabe por onde esteve a gatinha na última década, mas é provável que tenha sido resgatada e cuidada por outra família até escapar ou ser abandonada e recolhida das ruas pelo abrigo de Los Angeles que, imediatamente, checou se havia microchip nela.

O final foi feliz embora Brandy e Charles não vivam juntos. Ele foi com outros animais para um apartamento pequeno e preferiu deixar Brandy, que já é uma senhora de idade, na casa de sua irmã. Agora Charles visita Brandy sempre quando pode.

As informações e foto são do Abrigo de Animais do Condado de Los Angeles.

Essa história serve para inspirar as pessoas que estão com seus gatinhos perdidos. Por mais que pensamentos ruins venham à mente e finais tristes também sejam possíveis, manter a esperança acesa ajuda bastante porque  esse tipo de vibração esperançosa conecta gato e tutor mesmo à distância.

No grupo do Facebook Gatos Perdidos e Encontrados em SP que administro tem sempre histórias com finais felizes que são também bastante inspiradoras. No grupo tem ainda muitas dicas para procurar os gatinhos. Acesse AQUI

E para quem encontrou, resgatou ou tem observado um gato que parece perdido, criei o grupo AchoQueViUmGatinhoPerdido. É para postar a foto do bichano e, quem sabe, o tutor reconhecê-lo nesse grupo. Acesse AQUI


E quem quiser uma consultoria "personalizada", eu também posso dar orientações pelo whats app depois de um estudo sobre o perfil do gato e da vizinhança. Por um valor bem acessível de R$ 50 ajudo a criar uma estratégia de busca mais assertiva nos arredores da casa do gato porque a maioria dos gatos, quando se perde, fica por perto. A exceção fica por conta de casos como esse da Brandy (narrado acima) que é quando o gato é levado embora por alguém ou entra no motor de algum veículo e vai parar longe.

Fátima ChuEcco Jornalista e Escritora

Conte a história de seu gatinho num fotolivro literário lindo lindo!!!!Veja exemplos no site www.miaubookecia.com e entre em contato pelo email jornalistafatima@uol.com.br



quinta-feira, 25 de março de 2021

Felix: gata com nome de gato encanta estação ferroviária inglesa



Desde 2011 Felix "trabalha" na Estação Ferroviária de Huddersfield em Yorkshire, na Inglaterra. Quando está usando seu colete é possível saber seu cargo: "Controladora de Pragas Sênior" que, em outras palavras, significa que ela evita a invasão de pombas e ratos.

A gatinha tinha um lar e um nome feminino, mas quando começou a perambular pela estação a confundiram com um gato macho e a apelidaram de Felix. Seus tutores acabaram entendendo que ela tinha nascido para viver na estação, que era naquele lugar que ela se sentia feliz e que por isso que ela sempre fugia de casa.


Assim, Felix acabou virando "a sensação" da estação. Foi numa consulta ao veterinário que os funcionários descobriram que se tratava de uma fêmea, mas o nome já estava dado. Em 2015 um passageiro chamado Mark Allan resolveu criar uma página no facebook para Felix e sua fama se espalhou ainda mais.

A escritora Karen Moore publicou dois livros sobre Felix: um em 2017 e uma continuação em 2019, quando a gatinha já contava com a companhia de um "recruta" chamado Bolt. Eles andam pela estação e pelo escritório com total liberdade.


O facebook da dupla, que tem 140 mil seguidores, é alimentado com frequência: fotos e videos que vale conferir. Acesse AQUI

Algumas fotos do facebook:






Fátima ChuEcco jornalista e escritora

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segunda-feira, 15 de março de 2021

Pedro é um carismático recepcionista de pet shop em SP


Quem dera todas as pet shops dessem "emprego" aos gatos como esse assumido pelo Pedro. Sim... ele é recepcionista da Pet Shop Pro Amigo, no bairro da Aclimação, em SP. Recebe e encanta a clientela e, claro, tem gente que vai até lá especialmente para vê-lo.

Mas a vida de Pedro já foi bem mais dura vivendo nas ruas:

"Pedro apareceu na rua onde minha mãe mora  já adulto e ficou lá por dois anos. Alimentávamos ele na calçada todos os dias durante esse tempo. Ele era muito arisco e não permitia aproximação", conta Andressa, a proprietária da pet shop.

"Um dia ele apareceu machucado e foi necessário resgatá-lo. Não foi fácil, mas conseguimos. Levei para a clinica para oferecer os cuidados, depois castramos e o mantivemos numa baia até a recuperação. Era difícil manipulá-lo. Tinha dia que conseguíamos tratar dele e noutros não, mas aos poucos ele foi se rendendo aos nossos carinhos", continua.

Pedro foi então ficando solto no consultório da clínica (que fica dentro da pet shop) sem demonstrar interesse  de ir para a rua novamente.


"E assim fomos liberando mais espaço para ele. Hoje Pedro fica solto na loja e não quer por o pezinho na rua por nada... hahaha. É super carinhoso conosco. Chegamos a tropeçar nele porque não sai do nosso pé. Porém, adora dar mordidinhas de amor. Faz sucesso entre os clientes e alguns até pedem para adotá-lo, mas nós  não conseguimos viver sem ele!".

Gostou da historinha? Bonita não?!

Seria tão bom todos cães e gatos sem lar terem um lugarzinho reservado nas pet shops, né gente?!

Mas vale um alerta nesse caso do Pedro:

Embora ele tenha preferido a loja no lugar da rua, isso não quer dizer que foi efeito da castração. Muitos gatos castrados, tanto machos quanto fêmeas, continuam interessados em passear e explorar novos ambientes. Castração não muda a personalidade do bichano. O objetivo da castração é promover saúde (no caso das fêmeas evitar câncer de mama) e impedir a procriação, o que resultaria em mais gatinhos nas ruas abandonados e sofrendo.

Faço questão de frisar isso porque sempre vejo tutoras reclamando que o gato castrado continua querendo sair e, por vezes, até foge de casa. Infelizmente, muita gente acaba não colocando redes de proteção nas janelas e sacadas achando que não tem mais perigo do gato dar umas voltinhas por conta própria. Mas a rua continua sendo um apetitoso convite à liberdade mesmo para alguns gatos castrados.

Eu mesma tenho uma gata castrada, a Dianna, que fugiu por um único vitrô do apartamento que não estava telado. Nunca imaginei que ela se esforçaria tanto para ir dar uma "voltinha". Tinha rede em todo lugar, menos nesse vitrô e foi justamente por onde ela saiu. Felizmente consegui recuperá-la.

Certamente, o que fez Pedro "mudar de opinião" com relação à viver na rua na foi a castração e sim toda a atenção e carinho que recebeu, além de refeições garantidas todos os dias. 

Emprego, comida, cama, amor e pelo lavado... quem não quer?


Fátima ChuEcco - jornalista e escritora

Site www.miaubookecia.com



domingo, 14 de março de 2021

Gata consegue voltar para casa pedindo socorro e arranhando porta de estranha


Essa incrível história é praticamente obrigatória para quem está com um gatinho desaparecido e quase sem forças para manter a esperança. Quando estava há quase dois meses perdida, a gatinha Nina, da zona leste de SP, literalmente arranhou a porta de uma casa, bem perto da sua, como que pedindo socorro. Mas não qualquer casa e sim a de uma moça que havia colocado um potinho de ração para ela.

Beatriz Franco, a dona da casa, não só abriu a porta como acolheu Nina, como deu banho nela (porque estava muito suja) e a levou no veterinário no mesmo dia. Percebendo que podia se tratar de uma gata perdida, postou no grupo que administro de Gatos Perdidos e Encontrados em SP a foto da gatinha. Vejam:


Foi assim: Beatriz já havia notado a presença "recente" de Nina pelos telhados da vizinhança, mas diferente de outros gatos, ela não descia. Foi quando teve a ideia de colocar o potinho de ração do lado de fora de sua casa. Então Nina não só comeu tudo como, em seguida, começou a arranhar a porta.

O veterinário onde Beatriz levou Nina achou que seu estado geral era bom, apesar da aparente magreza, e então, o próximo passo de Beatriz foi checar se havia alguém procurando pela gata. Na mesma noite que postou no grupo de Gatos Perdidos e Encontrados em SP, a Audeniza, que já tinha visto um post sobre o sumiço da Nina, enviou a postagem para a tutora Marisol Fernandes e... bingo: era a gatinha perdida!

"Já era tarde da noite, mas entrei em contato com a Beatriz e fui buscar Nina. Foi no dia 8 de Março e então ganhei esse presente do Dia Internacional da Mulher", conta. 

"Eu já tinha seguido todas as dicas para encontrar gatos, lido relatos inspiradores de pessoas que reencontraram seus gatinhos, espalhei cartazes, entreguei folhetos, postei em vários grupos do Face, fiz rondas diurnas e noturnas ... mas o que acabou trazendo minha gatinha pra casa foi a postagem no grupo de Gatos Perdidos e Encontrados em SP. Sou muito grata a todos que ajudaram e à Deus", complementa.

Reparem que se formou uma "Corrente do Bem": Nina foi acolhida pela Beatriz, que postou no grupo de gatos perdidos e onde a Audeniza viu e enviou imediatamente para a Marisol. Tudo num único dia!

Detalhe: Beatriz só se cadastrou no grupo de gatos perdidos para poder postar a Nina. Ela nem era membro do grupo!


Marisol achou melhor levar Nina na veterinária que já cuidava dela e descobriu que a gatinha precisava de um tratamento para se recuperar: "Ela nem miava de fraqueza. Estava desidratada e perdeu muito peso. De 3 quilos e meio foi para 2 quilos. Teve que ficar um dia internada tomando soro e agora está sendo tratada com vitaminas".

Mas não pensem que Marisol é de ferro. Assim como todo mundo que perde um gatinho, ela também pensou em desistir algumas vezes:

"Teve dia que cheguei a pensar que ela não voltaria mais. Mas daí a gente vai lendo histórias com finais felizes e fica inspirada a continuar procurando".

Aliás, Marisol espera que a história de Nina também encha de esperança o coração de algumas tutoras que estão passando pelo que ela já passou.

Proteção Essencial

Com o retorno de sua gatinha, agora Marisol também vai telar a casa toda que é a melhor maneira de proteger os gatinhos dos perigos da rua. Nesse blog tem uma matéria minha com dicas sobre redes de proteção que pode ser acessada AQUI

Veja outras histórias inspiradoras como essa, além de dicas para melhorar as buscas, acessando o menu do blog do lado direito da tela e também no grupo Gatos Perdidos e Encontrados em SP acessando AQUI


Fátima ChuEcco - Jornalista e escritora, autora de livros sobre animais incluindo "Encontrando Rebecca Selvagem - Uma busca intensa e cheia de fé", onde dá diversas dicas de como encontrar gatinhos perdidos e narra a "saga" em busca de sua gatinha que ficou 37 dias perdida. Metade do livro é narrado pela autora e outra metade tem a versão da própria Rebecca. Saiba mais no site www.miaubookecia.com


Consultoria personalizada



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Os animais não só sentem como pensam e agem, provam pesquisas e a convivência com eles


A palavra "irracional" usada para definir os animais está cada vez mais em desuso. Isso porque as pesquisas mais recentes provam que eles possuem "cognição", que
 é a absorção de conhecimento por meio da percepção, associação, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem. E ainda que os animais não tenham todos esses processos tão complexos quanto nos humanos, só o fato de possuírem cognição os torna seres conscientes de si mesmos e capazes de planejar ações de acordo com o que sentem.... ações não instintivas.

Leia aminha matéria completa acessando AQUI

Fátioma ChuEcco - Jornalista e escritora

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sábado, 13 de março de 2021

Onde está Platão? Uma gatinha foi entregue no lugar dele e ele continua perdido!



Em algumas ocasiões, quando um tutor procura por seu gato perdido, acaba encontrando outro, até parecido, mas que não é o amor da sua vida. Foi o que aconteceu com Stefani Afonso de SP. Enquanto ela procurava intensamente pelo seu gatinho na Cohab II de Itaquera, levaram até ela a gata Bia que, por engano, foi confundida com Platão (foto de abertura).

Como a semelhança era grande e uma semana de sumiço pode deixar um gato saudável bem abatido, a própria Stefani ficou um pouco em dúvida no início. Mas depois foi vendo que, além de se tratar de uma gata, a pelagem era diferente da de Platão.

"Ela estava faminta. Então coloquei comida e água na garagem da casa para que ela pudesse ir se alimentando e recuperando. Como era muito mansinha desconfiei que pudesse também ter uma tutora à procura dela, tão desesperada quanto eu na busca por meu gato Platão", conta.

A suspeita de Stefani se confirmou logo no dia seguinte quando a tutora da gatinha Bia foi buscá-la:

"Minha gata tem quase 16 anos e vai, no máximo, até a frente de casa. Mas quando desapareceu por três dias já sabia que algo tinha acontecido. Alguém achou que Bia era Platão e a pegou sem que eu visse. Então a levou até a casa do pai da Stefani", conta Maria do Carmo que também mora na vizinhança.

                                        Bia foi confundida com Platão e levada 
                                               embora quando estava na frente de sua casa 

Casos assim são mais comuns do que se imagina, principalmente quando tem alguma recompensa envolvida na busca. Pessoas mal-intencionadas podem até sequestrar animais bem parecidos com os que estão perdidos visando a recompensa. Mas também pode ocorrer um equívoco. Alguém pode ver um gatinho parecido e realmente achar que é aquele que está perdido.

Eu mesma, quando estive à procura de minha gata perdida, atendi inúmeros chamados de pessoas que acreditavam ter encontrado a Rebecca. Ocorre que, sendo uma gata rajada, do tipo gato do mato, outros gatos como ela existiam por toda parte. E eu mesma acabava ficando em dúvida quando me mostravam um gato no telhado ou vivendo em alguma casa abandonada.

Então foquei em dois detalhes: no "M" que ela tinha na testa e que era muito perfeitinho, e no seu comportamento "selvagem". Assim, se a gata podia ser vista de dia e permitia certa aproximação de pessoas estranhas, certamente não era minha gata que fugia até da própria sombra.

 
Para distinguir Rebecca Selvagem de outros gatos parecidos 
foi preciso focar no M de sua testa e no seu comportamento extremamente arredio

Dupla proteção

A sorte de Bia foi que um morador da redondeza soube do sumiço dela e também da gatinha que Stefani estava acolhendo. Então ele avisou a tutora de Bia que foi imediatamente buscá-la.  

Mas já pensou se o desfecho fosse diferente e a tutora de Bia não ficasse sabendo de seu paradeiro?

Esse caso reforça a importância das redes de proteção, não somente para evitar que os gatos passem por inúmeros perigos nas ruas, como também para impedir que gatinhos mansos, que ficam de vez em quando na calçada ou na frente de casa, sejam levados embora por alguém querendo uma recompensa ou até por alguém com boa intenção achando que encontrou o bichano perdido. Nessa minha matéria dou dicas de quais redes são as mais adequadas. Acesse AQUI

Onde está Platão?

Stefani  ainda não achou Platão, mas pelo menos recebeu uma pista assim que estendeu a mão para Bia. Foi como se, ajudando a gatinha, tivesse recebido uma recompensa. Uma vizinha informou que viu Platão no muro e o assustou com água para que ele fosse embora. E ele foi. O lado bom dessa pista é que ao menos Stefani agora sabe que ele, provavelmente, continua no quarteirão, escondido em algum lugar.


Ela  mergulhou numa busca intensa e está fazendo tudo direitinho: falando com vizinhos e estabelecimentos comerciais, procurando em locais abandonados, vazios ou em construção/reforma, colando cartazes, disparando alertas com empresa especializada, colocando ração na frente e fundos da casa, falando com gatinhos de rua (leia mais sobre esse método AQUI) e, claro, orando.

Por isso, encontrar Platão pode ser apenas uma questão de tempo. No grupo que administro do Facebook de Gatos Perdidos e Encontrados em SP todos podem colaborar compartilhando os posts de gatinhos perdidos, lendo e repassando as dicas que também posto na página e se inspirando com as histórias felizes. Acesse o grupo AQUI

Fátima ChuEcco - Jornalista e escritora  Site www.miaubookecia.com


                                         Consultoria Personalizada




sexta-feira, 12 de março de 2021

Como o gatinho Xodó conseguiu voltar para casa depois de 13 dias?


Essa é uma pergunta que a gente teria que fazer ao próprio Xodó, pois, são muitas as hipóteses ligadas a seu retorno depois de 13 dias desaparecido. No entanto, vale lembrar que um conjunto de ações é muito importante conforme conta a tutora Jaqueline Correa de SP:

"Seguimos todas as dicas possíveis. Falamos com todos os vizinhos, colocamos cartazes na região e também entregamos pessoalmente para as pessoas. E, além da orações, também falamos com gatinhos que vivem soltos na rua".

Jaqueline se refere a um método que tem se tornado popular e que consiste em pedir ajuda para outros gatos. Nesse blog você pode ler mais relatos de pessoas que encontraram seus gatos perdidos dessa forma. Acesse AQUI

No dia 9 de março Xodó voltou para casa, mas não conseguiu entrar porque portas e janelas estavam fechadas. Foi então que a mãe de Jaqueline ouviu um miado e ao checar se deparou com Xodó.

"Ele sumiu numa terça-feira e voltou no mesmo horário de uma outra terça. Estava limpinho, então creio que ficou em algum lugar onde conseguiu ser cuidado, mas também notei que estava abatido e amuado. Então estamos tratando da saúde dele".

Jaqueline conta que os outros quatro gatos da casa fizeram festa com o retorno de Xodó e, principalmente, a gatinha Raquel que o encheu de lambidas (foto abaixo).


Nesse caso, a somatória de ações certamente contribuiu para o retorno do gatinho. Alguém da vizinhança talvez estivesse com ele sem deixá-lo sair e, às vezes, nem foi por mal. Pode ter sido alguém que apenas quis ajudá-lo, mas ao ver os cartazes deixou ele sair.

Pode ser que Xodó ficou sem poder sair de uma casa onde havia cachorros e teve de aguardar o momento certo para escapar. Talvez tenha ficado preso sem querer em algum imóvel vazio ou nos fundos de uma loja... qualquer coisa assim.

E quem sabe os gatinhos com quem Jaqueline "conversou" na rua não deram um empurrãozinho para Xodó encontrar o caminho de volta para casa?

De qualquer forma, a busca a pé pelas redondezas e a divulgação por meio de cartazes e redes sociais são fundamentais. Veja mais detalhes de como fazer isso acessando uma outra matéria minha AQUI

Proteção Essencial

E, por fim, fica a sugestão de colocar rede de proteção em toda casa ou apartamento. As ruas são cheias de perigos e nem todo gatinho tem a sorte que Xodó teve. Também é necessário escolher redes apropriadas. Eu mesma, quase perdi uma gata por conta de uma rede de plástico que tinha no portão de casa. Claro que depois que recuperei minha gatinha cuidei melhor da segurança dela. Veja minhas dicas de redes AQUI

Acesse também o grupo que administro de Gatos Perdidos e Encontrados em SP onde vários relatos sobre gatos encontrados podem inspirar as buscas por um bichano que ainda está perdido.




Fátima ChuEcco - jornalista e escritora

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terça-feira, 9 de março de 2021

Animais perdidos: cuidado ao contratar empresas que disparam alertas


Quando um bichinho se perde, o tutor fica com todo o seu emocional abalado e é justamente nessa hora que podem surgir pessoas mal-intencionadas oferendo falsos serviços de alertas. Para grande parte dos tutores, perder um cachorro ou gato é como perder um filho e é nesse momento de vulnerabilidade que podem ser enganados de forma a ficarem feridos tanto no bolso quanto no coração.

Por isso, ao contratar uma empresa que dispara alertas na região onde o animal se perdeu é preciso tomar alguns cuidados. Em primeiro lugar é importante checar se a empresa existe mesmo. O fato de existir um site, muitas vezes até bem ilustrado ou com algum conteúdo interessante, não significa que a empresa  é real e muito menos que vai realizar o serviço contratado.

É muito fácil copiar textos, depoimentos e imagens da internet para “fingir” que se trata de uma empresa honesta. 

Então, apesar da pressa e do desespero, é bom o tutor checar o CNPJ, endereço e fone de contato – essas informações geralmente constam no rodapé dos sites.

O atendimento é outro elemento a ser observado. Uma empresa séria entende o momento difícil que o tutor está passando e trabalha com gente especializada no atendimento telefônico fornecendo um suporte claramente profissional.

Importante prestar atenção também no conteúdo do site de forma que comprove casos de pets solucionados. Sabemos que nem todo cachorro e gato desaparecido é encontrado por meio de alertas, mas por outro lado temos consciência de como essa ferramenta é funcional e pode fazer a diferença. 

Portanto, para não jogar dinheiro fora e se encher de esperança enquanto nenhum alerta é emitido por uma falsa empresa, não contrate por impulso.

Em geral, as pessoas criam cartazes para distribuir na vizinhança e posts para compartilhar nas redes sociais e, muitas vezes, essas ações, somadas as buscas de campo (que também são essenciais), trazem o bichinho de volta. Isso sempre deve ser feito. Mas a vantagem dos alertas é uma maior cobertura da região, incluindo bairros próximos dependendo do plano contratado. 

Especialmente os cães, andarilhos por natureza, tendem a caminhar pelas ruas sendo que muitos são encontrados a quilômetros de distância. Assim, os alertas funcionam muito bem porque alcançam mais pessoas e não só os amantes de animais de grupos do Facebook e de outras redes sociais

No caso dos gatos, os alertas também podem ajudar bastante, principalmente quando o sumiço já consumiu alguns dias, pois, embora os gatos prefiram se esconder em locais bem próximos de casa, existem situações em que os bichanos são levados embora por alguém (principalmente quando são mansinhos) ou por algum carro se tiveram a infeliz ideia de entrarem no motor.

Além disso, os alertas podem ajudar a encontrar os animais que foram socorridos por alguma ONG de outro bairro ou região. Às vezes eles podem ter sido resgatados de algum atropelamento ou acidente e levados para clínicas veterinárias e abrigos distantes de suas casas.

E, como cada segundo importa na recuperação desses bichinhos, os tutores devem se manter atentos para não cair em golpes de falsas empresas de alertas ou de buscas.




Fátima ChuEcco - jornalista e escritora, administradora do grupo do Facebook "Gatos Perdidos e Encontrados em SP" e autora de vários livros sobre animais incluindo o fotolivro "Encontrando Rebecca Selvagem - Uma busca intensa e cheia de fé", onde é relatada a "saga" para encontrar sua gata que ficou perdida por 37 dias. Metade do livro é narrado pela autora e outra metade pela própria Rebecca.  Saiba mais em www.miaubookecia.com 


segunda-feira, 8 de março de 2021

PLANTAS PENSAM?



Se vc acha um absurdo "pensar" nisso sugiro continuar lendo. Em 1880 Charles Darwin já dizia que as raízes dos vegetais agem como o cérebro de animais inferiores (creio que ao usar o termo inferior Darwin se referia a animais menos evoluídos). Outros pesquisadores se debruçaram sobre essa questão e chegaram à conclusão que as plantas têm inteligência, definida como a capacidade de solucionar problemas. As plantas, segundo esses estudos recentes, teriam também formas próprias de linguagem e memória. Na veja.com tem uma nota sobre esse assunto: "O biólogo eslovaco Frantisek Baluska diz que há grande resistência a essas descobertas". Pudera... se grande parte da humanidade sequer admite que os animais pensam, que dirá as plantas.



"Parte da comunidade científica não aceita que as plantas possam ser descritas como dotadas de inteligência. Existe um bloqueio psicológico em reconhecer a existência de seres tão ou mais espertos do que nós", diz o biólogo. Bingo! É exatamente isso! No ano passado escrevi um artigo que trazia no título uma interrogação: "Seres Humanos, Seres Superiores?". Argumentei a respeito do ser humano ter uma forte resistência de aceitar a capacidade de raciocínio em outros seres vivos. Uma tendência a não descer do pedestal que o faz sentir-se como o único animal racional do planeta - como se isso fosse possível ou mesmo provável com bilhões de espécies espalhadas sobre a Terra.



Somente no final do século XX e agora no XXI é que cientistas começam a admitir que outros animais não-humanos também sentem e sofrem como nós... e, ufa!, finalmente enxergam que eles também "pensam". É difícil entender como algo tão óbvio custa a ser absorvido pelos humanos. Vamos partir do princípio básico: se o organismo de um animal reage ao frio e ao calor, obviamente reage  ao corte, à queimadura e à pancada... reage com dor. Não é preciso fazer experiências mirabolantes pra comprovar isso. É claro demais! E se esse mesmo animal expressa tristeza, alegria, raiva e medo... óbvio que é dotado de emoções. E se tem emoções, pensa a respeito do que lhe afeta, pensa a respeito do que existe a sua volta.


 Agora vamos transferir esse mesmo princípio básico as plantas: se elas reagem ao frio e ao calor também devem sentir dor. Será que cortar uma árvore, arrancar uma flor e puxar uma folha não causa incômodo? Será que sendo vegetarianos tb não estamos causando sofrimento a essas criaturas que tão pouco conhecemos e entendemos? 

Veja bem... isso não é uma crítica aos vegetarianos ou veganos mesmo porque eu sou vegetariana. Mas talvez fosse bom a gente aceitar que em qualquer vida há o desejo latente de viver e, portanto, quando esse desejo é interrompido, pode sim haver algum tipo de sofrimento que varia em escalas dependendo da evolução do organismo (animal ou vegetal).

Talvez, para evitar qualquer dor, em qualquer espécie viva, seja necessário nos alimentarmos apenas de comida sintética. Aliás, já repararam nos filmes com temática futurística? Não vemos nesses filmes as pessoas almoçando, jantando ou fazendo um lanchinho. A alimentação é toda sintética ou o alimento é absorvido de maneiras que nem sequer conseguimos imaginar. E continuando com a reflexão... se as plantas sentem dor, talvez se comuniquem, tenham emoções e pensem.

DICA DE LEITURA: A Vida Secreta das Plantas – Peter TOMPKINS e Christopher BIRD

Gata passou a viver em bueiro depois que se perdeu

A história de Sabrina serve de alerta para os tutores que estão com gatinhos perdidos. Essa gatinha, de um  ano de idade, já estava há seman...