sexta-feira, 29 de abril de 2022

Gatinha perdida há 13 dias estava presa em casa pertinho da sua. Fica a dica!


Paola Jung, de SP, acredita que sua gatinha Misty tenha escapado por um muro atrás da casa já que não havia outra rota de fuga. O problema é que a gatinha, de 4 anos e castrada, tinha acabado de chegar de outra casa onde Paola morava e não conhecia a vizinhança. Num ambiente completamente desconhecido corria muitos riscos e, inclusive, tinha vários machucados quando foi localizada. 

Nos vídeos que Paola fez a meu pedido notei alguns pontos "suspeitos" de esconderijo ou abrigo que tinham passado despercebidos por ela. A estratégia foi trabalhar esses pontos-chaves diariamente de forma a manter Misty alimentada enquanto era procurada.

É preciso muito cuidado com casas "aparentemente" seguras. Qualquer objeto esquecido no quintal pode servir de trampolim mesmo no caso de muros altos. Misty usou uma piscina encostada no muro que dava para um terreno baldio. Ali perto havia um ferro-velho com galinhas, pintinhos e coelhinho - um grande atrativo. Mas em todo o entorno havia mais locais para Misty perambular.


Paola me procurou quando Misty já estava desaparecida há 8 dias e cometeu um erro muito comum: saiu procurando a gata pelo bairro deixando de dar atenção aos imóveis vizinhos. Misty estava presa no quintal de uma casa do outro lado da rua e da onde não poderia sair sem ajuda.

"Tenho que agradecer infinitamente porque eu já não sabia mais o que fazer. Estava gastando energia em locais longe de casa e, como a consultora disse, minha gata estava numa casa bem pertinho da minha. Provavelmente eu não teria encontrado ela sem as orientações que recebi. Acho que se as pessoas soubessem que tem uma consultoria como a que ela faz creio que os gatinhos seriam muito mais resgatados do que eles são”.

Ouçam o relato dela:


Então fica DICA: olho na segurança da casa para evitar fugas e olho na vizinhança se o bichano escapar... né Misty?!

Obs.: Em casos menos frequentes um gato pode ir parar longe de casa se entrar no motor de um carro ou se for levado embora por alguém. Mas na maioria dos casos eles ficam por perto.

Texto: Fátima ChuEcco, jornalista, escritora, fundadora e consultora da @buscacats
ZAP 11 94682-6104

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Gatinha encontrada depois de 37 dias inspirou serviço especializado em gatos perdidos


Com o sugestivo nome de Rebecca Selvagem já era de se esperar que essa gatinha, a qualquer hora, fizesse juz a sua origem. Então, quatro anos atrás, exatamente no dia em que seria castrada, Rebecca escapou de casa estourando uma rede de plástico da porta de entrada. Estava há 12 horas de jejum e era completamente avessa ao contato humano - fatores que deixaram sua tutora em pânico.

Daquele dia em diante a busca pela gatinha foi intensa, cheia de erros e acertos, mas principalmente de muita aprendizagem. É o que conta a jornalista Fátima ChuEcco, fundadora da @BuscaCats:

"Tudo que falaram pra fazer eu fiz, desde colocar areia com xixi na frente de casa até procurá-la em colônias de gatos. Mas conforme os dias iam passando sem sinal dela, eu mesma fui criando técnicas para encontrá-la ou, ao menos, mantê-la alimentada. Por isso saía de manhã para checar alguns pontos onde ela poderia estar e, de noite, abastecia pontos de alimentação pelas calçadas".


Na época, a jornalista, como a maioria dos tutores, ainda acreditava que o gato poderia caminhar sozinho para bem longe e gastou a sola dos sapatos em andanças por todo o bairro.

"A gente é impelida a sair andando, chamando e colando cartazes, mas tudo isso é feito sem estratégia, na base do desespero e não em ações pensadas que podem dar mais resultado. Em primeiro lugar, gato não sai andando quilômetros como os cães fazem". 

Além da busca a pé, a jornalista colou mais de 100 cartazes e fez flyers para colocar nas casas.

"Nem todo mundo vê cartaz na rua e, aliás, tem gente que mal sai na rua. Então consegui atingir muito mais gente ao meu redor com os flyers nas caixas de correio. Entrei nas casas vazias e prédios em construção. A cada dia ficava mais criativa e fui combinando técnicas desde feng shui a interpretação de sonhos".

Como Rebecca é de fato "selvagem", mesmo depois de capturada - diga-se de passagem a poucos metros de sua casa com ajuda de uma gatoeira - ainda ficou uma semana vivendo dentro de um guarda-roupas antes de dar as caras.

"Tinha que colocar a caixa de areia, comida e água dentro do guarda-roupas porque ela não saía de lá de jeito nenhum. Cheguei a pensar que não era a minha gata já que gatos tigrados são muito parecidos. Mas quando ela resolveu abandonar o esconderijo e começou a subir no meu colo e escanear meu rosto com seu focinho, roçando levemente os bigodes na minha face, tive certeza que era ela porque só ela tinha esse hábito de reconhecimento!".


BuscaCats surgiu de um grupo de ajuda

Ao conseguir resgatar Rebecca que, passados 37 dias estava num buraco na parede do prédio ao lado do seu,  a jornalista começou a dar dicas no grupo GatosPerdidosEncontradosEmSP do Facebook (Acesse AQUI). 

"Quis ajudar as pessoas que estavam passando pela mesma aflição que passei. A gente dorme mal, come mal, fica doente... a vida vira de ponta cabeça. Então o grupo virou um espaço para as pessoas postarem seus gatos perdidos, gatos achados e conhecerem o que funcionou bem na busca pela minha gatinha".

Em 2020 Fátima percebeu que apenas as dicas que ela e outras pessoas postavam nas redes sociais, muitas vezes não eram suficientes para encontrar os gatos. Então criou um serviço de "busca personalizada" onde estuda o entorno da onde o gato se perdeu.

"Foi muito bom passar a ajudar dessa forma mais minuciosa e técnica porque cada gato tem uma personalidade, um histórico de vida, e as buscas precisam ser personalizadas levando tudo isso em conta. Embora espalhar cartazes e postar na rede social sejam ações importantes, procurar a pé e nos locais certos é essencial. Tem que divulgar e procurar ao mesmo tempo".


O suporte emocional é outro ponto forte do serviço:

"Senti na própria pele o que essas pessoas estão sentindo agora. Por isso procuro manter acesa a esperança delas com ferramentas que também usei nos momentos em que quase joguei a toalha".

No blog da BuscaCats (acesse AQUI) e tb no Instagram @buscacats há uma série de histórias com finais felizes e depoimentos dos tutores que podem inspirar as pessoas que estão com seus gatinhos desaparecidos.

Além do grupo no Facebook específico para SP, a jornalista criou recentemente um grupo para postagens de gatos do Brasil todo (acesse AQUI).

"É bem importante não apenas postar o gato perdido, mas também procurá-lo em postagens de gatos achados ou resgatados em vários grupos do Face. E para as pessoas que resgatam gatos também fica o apelo para que postem o bichinho em grupos de animais perdidos, mencionando o bairro, porque nem todo gato resgatado é gato abandonado - muitos se perdem e, inclusive, quando entram em motor de carro podem ir parar em outro bairro".


O diferencial da @BuscaCats

A jornalista Fátima ChuEcco sempre atuou na causa animal. Na Anda - Agência de Notícias de Direitos Animais escreveu por 11 anos. Foi colunista da Miaumagazine de Portugal e sempre fez (e continua fazendo) reportagens para ajudar os animais domésticos e selvagens. Hoje escreve em seu próprio blog que vc acessa AQUI

Por isso, o serviço batizado de @BuscaCats carrega esse DNA da jornalista que é uma amante de animais e principalmente de gatos. Com preço acessível de R$ 98,90, a consultoria, realizada pelo zap para todo o Brasil, inclui estudo de vídeos, mapeamento e técnicas desenvolvidas pela própria consultora para ampliar as chances de encontrar o gato. E ainda oferece um acompanhamento por duas semanas para o tutor ir atualizando a situação e sanando dúvidas.

Agora que você já sabe como surgiu a BuscaCats, veja o vídeo com a Musa desse serviço inédito feito com carinho por quem ama e entende de gatos:











quarta-feira, 27 de abril de 2022

Stefan, gatinho que escapou da guerra, vira porta-voz dos ucranianos


No instagram do Stepan @loveyoustepan, justamente com a foto acima, ele diz "A Ucrânia não quer guerra". O gatinho que conseguiu fugir para a Polônia e depois para  França junto de sua tutora, depois de ficar uma semana num abrigo subterrâneo, é um dos porta-vozes dessa guerra insana que, além das vítimas humanas, incluindo milhares de crianças, também expõe ao horror um número incontável de cães e gatos que estão feridos ou morrendo de fome pelas ruas da Ucrânia.


Stepan foi indicado para o prêmio de maior prestígio da indústria de influenciadores - World Influencers and Bloggers Awards 2022 @wibaglobal que acontecerá no dia 18 de maio em Cannes. Toda a arrecadação de fundos será destinada à Ucrânia e os ingressos estão à venda no site  www.forum.wiba.global

O gatinho levava essa vida

Que após a invasão russa se transformou nisso


Leiam o relato dele de como tudo aconteceu, postado em seu instagram @loveyoustepan:

"No dia 24 de fevereiro, de manhã cedo, estávamos dormindo em casa. Às 5 da manhã, uma explosão foi ouvida, e eu nem entendi o que era. Depois de um tempo, meia hora depois, houve mais explosões, as janelas tremeram. Dei um pulo e entendi que algo terrível estava acontecendo! O ataque e bombardeio de Kharkiv (especialmente no norte de Saltovka, onde moramos). Percebemos que a guerra havia chegado à nossa casa.

No primeiro dia da guerra foram as destruições mais graves. Os projéteis atingem as casas vizinhas todos os dias; as casas queimaram diante de nossos olhos. Por algum milagre, nossa casa permaneceu segura exatamente por uma semana. Nossa casa também foi danificada no oitavo dia quando um projétil voou para a varanda dos vizinhos. Não houve fogo. Graças a Deus! Em duas ou três dúzias de apartamentos, todas as janelas se espalhavam. Além disso, duas conchas caíram no nosso quintal em frente à casa.


Passamos duas noites no porão e sem eletricidade por uma semana. Tivemos que ir ao porão próximo para carregar o telefone. Então conseguimos sair da cidade. Os voluntários de Kharkiv ajudaram-nos levando-nos à estação ferroviária. Pegamos o trem Kharkiv - Lviv (em 20 horas chegamos a Lviv). Depois seguimos até a fronteira com a Polônia. Na fronteira, ficamos em uma fila em uma passagem de pedestres. Havia muita gente (4-5 mil). Após 9 horas, cruzamos a fronteira.


Quando chegamos à Polônia, recebemos ajuda da Associação Mundial de Influenciadores e Blogueiros de Mônaco. Eles nos ajudaram a chegar à França para esperar o dia em que poderíamos voltar para casa. Estamos bem agora. Preocupamo-nos muito com nossos parentes na Ucrânia e faremos o melhor que pudermos para ajudar nosso país


Texto: Fátima ChuEcco, jornalista, escritora e consultora sobre gatos perdidos. Fundadora da editora MI-AU Book www.miaubookecia.com @miaubookecia e da BuscaCats @buscacats



segunda-feira, 25 de abril de 2022

Acredite! Seu gato pode estar na casa que faz muro com a sua! Irene estava!

 


Alguns gatos parecem "evaporar". E então seus tutores saem desesperados em busca deles e muitos cometem um erro fatal: ficam rodando as ruas do bairro (muitas vezes até de carro) e esquecem de focar nas casas da vizinhança mais próxima. 

Essa história ocorrida, em abril deste ano, traz duas DICAS para quem perdeu um gatinho. A primeira é que ele pode estar bem mais perto do que se imagina, aliás, na casa ao lado ou que faz fundos com a sua. A segunda DICA é que estabelecer uma conexão mental com o bichano pode fazer uma diferença enorme na busca.

A Andressa Almeida, de SP, já estava desperdiçando seu curto tempo andando pelo bairro em busca da gatinha Irene quando, por orientação da BuscaCats, decidiu focar no próprio quarteirão. A tarefa era difícil porque sua gatinha entrou num daqueles terrenos imeeeeensos de antenas da Enel, cheio de mato, ao lado da sua casa.

Foi uma maratona recuperar Irene e Andressa envolveu a família toda: a avó, mãe, irmão e também o vigia do terreno da Enel onde havia galinhas, coelho e muito lugar para a gatinha se esconder. Aliás, ela provavelmente esteve zanzando por cinco dias nesse terreno antes de ser encontrada sabem onde???

Encontrada na casa bem atrás da sua... separada apenas por um muro! 

Irene tem 5 anos e é castrada. Então fica o alerta de que mesmo castrados, os gatos podem sim se aventurar na rua se tiverem chance. É totalmente Mito que gato castrado não sai de casa. Podem até ficar mais sossegados, mas experimentar a liberdade será sempre uma tentação.

E reparem que a "escapada" não foi por falta de companhia de outros gatos, pois Irene convive com Zé Maria, Lucrécia e Joaquim. Andressa acredita que fechou Irene acidentalmente fora de casa, na laje. E dalí ela desceu para a garagem e depois foi para a rua. 

Tinha opção de ficar quietinha na garagem que, aliás, tem passagem para a ala dos cachorros que ela é habituada a entrar. Mas a curiosidade coçou suas patinhas e lá foi ela se lançar num mundo desconhecido deixando todo mundo louco.

Felizmente, Andressa focou a vizinhança explorando imóveis do seu quarteirão, falando com diversos moradores e ganhando aliados. Vizinhos a avisaram sobre casas onde a gatinha andava circulando.

Uma manhã sua avó ouviu um miado que vinha da rua detrás, mas as tentativas de encontrar a gata foram em vão. 

Naquela noite Andressa buscou se conectar com Irene mentalmente:

"Fiz o que a consultora da BuscaCats falou e pedi muito para Irene fazer contato comigo e me mandar um sinal para encontrá-la. Então, pela manhã, bem na hora que fui para a cozinha, escutei um `miau´ e reconheci que era dela. Subi na escada encostada no muro e a vi sentadinha na lavanderia da casa que dá para os fundos da minha. Comecei a gritar para moradora segurar a Irene lá e o filho dela pegou minha gata entregando-a para mim por cima do muro".

Gravem essas DICAS: explorem a vizinhança e façam conexão mental com o gatinho perdido. E jamais se acomodem na ideia de que "o gato volta sozinho". Embora uns consigam fazer isso, muitos outros, como Irene, precisam ser resgatados e o quanto antes porque as ruas são repletas de perigos.

Texto: Fátima ChuEcco, jornalista especializada em gatos, fundadora e consultora da BuscaCats


sexta-feira, 15 de abril de 2022

Gatinha surda está entre as centenas de gatos abandonados e feridos na Ucrânia. Ajude compartilhando!


"Kitty não ouve o perigo e acredita que tudo ao seu redor é bom e bonito, como ela". Com essa frase a gatinha da foto, diagnosticada como surda, é apresentada no Facebook https://www.facebook.com/cherryneedshome/ por três ucranianas que estão tentando encontrar lares para gatos "orfãos" da guerra.

Cada post de gatos resgatados entre escombros e destroços de mísseis menciona da onde é o bichinho e em que condições ele está, além de um contato para quem puder ajudar ou adotar.

Uma das fotos mais famosas foi a desse gatinho flagrado pela imprensa internacional e que já está em local seguro:



O Facebook https://www.facebook.com/cherryneedshome/  tinha intenção de, inicialmente, encontrar um lar para a gatinha Cherry, mas diante do número enorme de gatos que ficaram perdidos, feridos e sem ter o que comer, as postagens passaram a divulgar outros casos como a da gatinha Sonia que tem 19 ANOS e está sozinha. Ninguém sabe onde estão seus tutores e ela corre risco de ficar nas ruas de Kharkiv, ruidosamente atacada.


A situação é muito trágica e perigosa para humanos e animais. Não sabemos se essas pessoas que estão fazendo de tudo para salvar outras vidas poderão continuar com suas nobres missões. Na verdade, elas nem deveriam estar nessa situação porque atacar civis é crime de guerra e, dependendo das ações violentas, pode também ser crime contra a humanidade. 

Mas a invasão russa atropelou toda e qualquer regra ética e fica difícil prever o que sobrará da Ucrânia... um país onde o povo, em geral, aprecia muito a companhia de "amigos" de quatro patas. Enquanto isso, o resto do mundo não reage na mesma medida contra a Rússia por razões econômicas.

Nós, do outro lado do mundo, podemos ajudar compartilhando páginas como essa para alcançar mais pessoas.


Ainda no Facebook tem a página https://www.facebook.com/RudawGeneration e Instagram @rudawgeneration que tem divulgado muitos vídeos de resgates de animais ou de tentativas de ajuda aos cães e gatos que andam atordoados pelas cidades bombardeadas.

Texto: Fátima ChuEcco, jornalista, escritora e consultora sobre gatos perdidos. Fundadora da editora MI-AU Book www.mniaubookecia.com @miaubookecia e da BuscaCats @buscacats

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Magrelon: esqueceu de voltar da "balada". Tutor o recuperou assobiando!



Essa história é uma delícia porque em curto tempo teve um desfecho feliz e, aliás, muito criativo. Começa no dia 1º de abril de 2022 quando César Augusto Vaz viajou deixando seu gato, o Magrelon, sozinho em sua casa em um condomínio de São Carlos (Interior de SP). Quando César retornou, no dia 4, o gatinho tinha sumido e havia fezes e xixi dentro da casa - coisa que Magrelon não costumava fazer. 

Abre aspas: Teria ficado revoltado com a ausência do tutor e sujado a casa de propósito ou enfrentado um gato invasor que aproveitou pra marcar território?

Como qualquer tutor, César também se desesperou e passou a procurar o gato em todo canto chamando por ele de dia e de noite. Acionou até os bombeiros porque desconfiou que o gato tinha se enfiado embaixo do muro de uma das casas do condomínio. 

Mas sabem como Magrelon "deu as caras" no dia 7? Respondendo ao "assobio" (ou assovio, que é forma mais usada em áreas rurais) do César!

Então, você que tem gato, anota essa dica:

"Tem que saber se comunicar com seu animal de uma forma única. Desde pequenininho me comunico com ele assoviando. Inclusive uma outra vez que ele se perdeu também o encontrei dessa forma. Criar uma comunicação é essencial. Sem assoviar talvez fosse bem mais difícil achá-lo. Nesse caso em particular, consegui chamá-lo de longe. Eu estava na rua e ele ouviu meu assovio do alto de uma casa"

Vejam o vídeo do reencontro:



Mas calma! Cuidado para não deduzir que apenas a comunicação "diferenciada" como um assobio ou emitindo algum outro tipo de som é o suficiente para achar um gato. Antes de tudo tem que saber onde procurar e evitar, por exemplo, um erro muito comum que é sair procurando pelo gato no bairro de carro. Normalmente os gatos ficam perto de casa quando escapam ou se perdem, ou seja, na vizinhança.

Foi por isso que, ao prestar consultoria ao César e conhecer os arredores da casa dele por meio de vídeos, logo o orientei para focar seu condomínio e o condomínio ao lado, pois, aquele ambiente lotado de casas, árvores cheias de passarinhos e frequentado por muitos outros gatos era uma verdadeira e deliciosa "cidade" para um gatinho jovem e ainda não castrado explorar.

Conclusão:  Magrelon provavelmente tinha ido pra "balada"

Havia ainda relatos que alguns gatos adentravam o condomínio vizinho, por isso pedi ao César para verificar da onde eles vinham porque talvez Magrelon estivesse por lá, digamos, tentando fazer "amizade" ou tentando ganhar alguma gatinha no cio. O pai de César também notou uma casa cheia de gatos ao lado desse outro condomínio e era justamente nesse trecho que Magrelon estava.


Mas a telepatia também pode ter relação com esse reencontro. Vejam que interessante:

"A gente tem que fazer orações e se comunicar telepaticamente porque o universo sempre vai te ajudar, principalmente se vc for uma pessoa de coração bom. Fiquei doente com dor de garganta e nem ia sair de casa naquele dia, mas resolvi comprar algum remédio e, na volta, aproveitei para procurar o Magrelon porque a farmácia fica na frente do condomínio vizinho. E, de repente, fui guiado exatamente para o ponto onde ele estava e tive o ímpeto de assobiar".

Bacana e curioso esse desfecho, não é mesmo? Sempre reforço a importância de se comunicar mentalmente com o gatinho desaparecido porque o tutor pode sonhar com alguma pista da onde ele está ou então ter alguma intuição na direção dele, que acredito ter sido o caso do César.

"Meu gato deve ter ido atrás de uma galera de gatos ou de uma gatinha, conforme a consultora da BuscaCats disse ser uma das hipóteses mais prováveis. Mas deu tudo certo graças a Deus, ao Universo e à consultora, pois se não fosse por ela não teria recebido tantas orientações que também ajudaram muito. O trabalho dela é muito bacana e eu recomendo".


E agora?

Agora Magrelon vai entrar numa "linha dura" até ser castrado, ou seja, nada de "baladinha". Também vai ganhar uma coleira com identificação e eu recomendo as de "neon" para refletirem no escuro e com elástico anti-enforcamento.

Mas tem outra coisa muito importante para sinalizar: nem todo gato tem a sorte que Magrelon teve. Nessas "saidinhas" os gatos podem ser envenenados, atacados por cachorros, atropelados, ficar doentes, feridos ou presos em algum lugar. Então evite que ele tenha acesso à rua. 

Mas e nos condomínios?

Claro que nesses condomínios de casas, os gatos geralmente vivem soltos por conta da topografia desses locais. Eu mesma já peguei outros casos de gatos que foram parar em condomínios vizinhos ou se perderam até mesmo dentro dos próprios condomínios onde vivem. Então, nesse caso, é fundamental que esses bichanos carreguem identificação e que, no caso de sumirem, sejam imediatamente e minuciosamente procurados na vizinhança porque uma  inocente "balada" pode sair cara.

Texto: Fátima ChuEcco - Jornalista, escritora e consultora sobre gatos perdidos da BuscaCats

http://buscacats.blogspot.com

www.miaubookecia.com




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