domingo, 27 de março de 2016

ÁGHATA BORRALHEIRA CHEGA AO FACEBOOK


CURTA, PARTICIPE E COMPARTILHE A PÁGINA DA ÁGHATA BORRALHEIRA - UMA GATINHA PRETA NA LUTA CONTRA O PRECONCEITO E A DESIGUALDADE. Ela é a protagonista de uma TRILOGIA LITERÁRIA para encantar e sensibilizar crianças e adultos que em breve estará à venda em todo o Brasil. São clássicos infantis, devidamente repaginados, com as protagonistas na pele de uma gatinha preta. A intenção é inserir o negro nas histórias infantis onde heróis, príncipes e princesas sempre foram brancos e continuam sendo. 

        Ághata: "Por obséquio... o que significa esse prato vazio bem na hora do meu almoço?"

Ao mesmo tempo, os livros também colocam em destaque um animal de cor negra e despertam a atenção para o respeito e amor aos animais de qualquer cor. Nesse primeiro momento Ághata será protagonista dos livros: "Ághata Borralheira", "Ághata de botas, luvinhas e encharpe brancas" , "Ághata no País das Maravilhas", "Ághata de Neve" e "Ághata Adormecida". Idealização, texto e fotos: Fátima ChuEcco - autora dos livros "MI-AU BOOK - Um livro pet-solidário" e "MI-AU BOOK & Cia", respectivamente de 2009 e 2010.

Enquanto os livros estão sendo produzidos, interaja nos posts do facebook da Ághata com comentários e fotos. Acesse https://www.facebook.com/aghataborralheirabook/?fref=ts


A EVOLUÇÃO DOS LIVROS DE COLORIR


Engana-se quem pensa que os livros de colorir foram uma moda passageira.  É verdade que houve uma euforia passageira no início e que muita gente se decepcionou com desenhos com espaços minúsculos e livros muito semelhantes uns aos outros. Por outro lado, muita gente também se descobriu na pintura, adotou como hobby essa atividade e passou a procurar livros mais interessantes e próximos de seus gostos pessoais. 

Assim, podemos apenas dizer que esses livros “passaram” pela vida de muita gente sem causar paixão, mas cada vez mais descubro gente realmente envolvida com os livros de colorir. Uma página no facebook tem quase 40 mil membros e todo dia chovem postagens de desenhos coloridos nela. E ontem descobri uma obra que RETRATA a EVOLUÇÃO DOS LIVROS DE COLORIR.  É O ANIMORPHIA do artista filipino KERBY ROSANES.  Ele tem apenas 24 anos e já uma celebridade da Doodle Art ou, para simplificar, arte do rabisco.


Aliás, para provar que os livros de colorir vieram para ficar, basta ir até a livraria Cultura da Av Paulista. No último andar, na sofisticada seção de livros sobre fotografia, tem uma ala LOTADA de livros de colorir, na maioria estrangeiros e com todo tipo de tema: pessoas, animais, decoração, moda, flores, obras de arte, carros, mangá, heróis dos quadrinhos... tanta coisa que dá para passar o dia lá.

E entre tanto livro bom se destaca o de Kerby com belíssimos desenhos de animais selvagens com jubas ou partes do corpo formadas por centenas de outras pequenas criaturas. Um universo tão rico e encantador que até quem nunca gostou de pintar pode se interessar pela atividade. Há muitos livros de colorir com animais selvagens, mas a diferença é que Kerby retratou camaleão, matilha de lobos e chimpanzés usando relógio! Cenas inusitadas. E onde mais vamos achar um livro de colorir com o raro DRAGÃO DE KOMODO?


Quando cheguei em casa já me atirei na mesa onde estão meus lápis de cor. Foi uma viagem colorir camaleões em meio a outros seres minúsculos escondidos na floresta.  Mas atenção: esse livro é com papel reciclado que costuma chupar tinta de canetinha bem mais que papel comum branco. Por isso use apena lápis de cor e lápis de cera – como fiz na foto postada aqui do camaleão. Só uso canetinha quando o papel é branco e grosso. Abaixo algumas das fantásticas páginas desse livro que é um dos melhores que já vi para colorir...  e olha que tenho muitos, pesquiso sempre livros desse tipo. Recomendadíssimo!!!





E vale lembrar: colorir é de fato relaxante. Tira a gente desse mundo, dá asas a a nossa criatividade, nos ajuda a expressar o que há de melhor em nós mesmos, dá uma sensação de prazer e orgulho quando vemos o desenho terminado... e é um exercício pleno de cromoterapia porque à medida que a gente pinta vamos absorvendo todas aquelas cores... e isso motiva a gratidão porque é realmente um grande presente poder encher os olhos com tantas cores e tons. É uma atividade completa que mexe com os olhos, senso de estética, cérebro, mãos, emoção, dá auto-estima, afasta a solidão... substitui fácil consumo exagerado de chocolate, café, alcool, drogas ou tranqulizantes. Mas tem que tentar...

Texto: Fátima ChuEcco... jornalista que se descobriu na pintura de livros de colorir




segunda-feira, 21 de março de 2016

AÇÃO JUDICIAL INÉDITA SOLTOU CÃES DE LABORATÓRIO, MAS ELES AINDA NÃO TÊM UM LAR


Vocês se lembram deles? São 14 cães de rua usados como cobaias durante dois longos e dolorosos meses na Universidade Federal de Viçosa (MG) em 2015. Ativistas conseguiram uma ação judicial que exigiu a soltura dos animais que, apesar da liberdade, ficaram para sempre marcados com sequelas. Foram em sua maioria adotados e tratados, mas ainda restam quatro deles em SP, no sítio da ONG Cão Sem Dono: Jamal (na foto com a voluntária Valéria e com equipe da ONG), Bob, Angela e Perninha (que recebeu esse nome porque manca).  Apesar de todo sofrimento que passaram, eles têm ótima índole e muito amor para dar. Leia mais sobre os cães resgatados na minha matéria publicada hoje no portal Olhar Animal. Encante-se com esse episódio inédito na causa animal e ajude a espalhar a história desses sobreviventes. Um exemplo inspirador para ativistas, veterinários e amantes dos animais em geral. Leia em
http://www.olharanimal.org/testes-cientificos/11997-conheca-a-inedita-e-impactante-historia-desses-caes-resgatados-da-vivisseccao




sexta-feira, 18 de março de 2016

FEIRA DE ADOÇÃO COM CÃES SOBREVIVENTES DE LABORATÓRIO


PROTAGONISTAS DE UMA HISTÓRIA INÉDITA NO BRASIL,  ESSES CÃES SE TORNARAM SÍMBOLO DA LUTA CONTRA A VIVISSECÇÃO


A ONG Cão Sem Dono, de SP, estará realizando uma grande feira de adoção com 60 cães neste sábado, dia 19, das 10 às 17h, na Loja Petz do bairro Ipiranga (Av Presidente Tancredo Neves, 600). Entre os candidatos a um lar amoroso estão quatro cães que foram mantidos como cobaias na UFV – Universidade Federal de Viçosa em 2015. Por meio de procedimentos invasivos e dolorosos eles foram induzidos a uma doença chamada orteoartrite que é crônica e incurável, porém, com o tratamento adequado, podem viver bem e ter as funções todas preservadas como qualquer outro animal.

Esses quatro cães e outros dez eram plenamente saudáveis e foram retirados das ruas para servirem de cobaias. Só foram libertados das terríveis experiências devido a uma forte campanha de ativistas e população em geral que conseguiu ação judicial para soltura dos animais. Na época eu me envolvi bastante no caso, acompanhei cada passo dos protetores e fui publicando matérias que mostravam o estado dos cães antes e depois da tortura liderada por uma veterinária que há mais de dez anos recebe recursos de Orgãos de pesquisa para experimento com animais saudáveis.

                                 Os sete sobreviventes que ficaram com a ONG Cão Sem Dono

Na ocasião entrevistei especialistas que argumentaram a respeito da falta de propósito desse tipo de experimentação que resulta em apenas duas coisas: crueldade e dinheiro mal investido. O mais ético e eficiente em termos de resultados é tratar animais que realmente possuem determinada doença ou lesão. Todos os dias cães e gatos doentes morrem sem tratamento porque seus tutores não podem arcar com clínicas veterinários e procedimentos cirúrgicos. Muitas faculdades de Medicina Veterinária, infelizmente, ainda insistem em causar extremo sofrimento a animais saudáveis, muitos deles bem jovens, ao invés de testar tratamentos em animais que realmente necessitam de ajuda médica.

A ONG Cão Sem Dono ficou com sete cães de Viçosa (vide foto), sendo que três já foram adotados conforme fotos abaixo. Agora restam quatro que, junto com mais 56 animais ansiosos por um lar, estarão presentes na feira deste sábado. Alguns, como a Pelota (vide foto) já estão há anos no canil da ONG que tem, além desses, mais 200 cachorros em um sítio de Itapecerica da Serra. Vários deles estão esperando um lar há mais de 5 anos. Todos já estão castrados, vacinados e vermifugados. Os portes variam de médio a grande, e as idades variam de 1 a 10 anos.  Em cada uma das coleiras, um QR Code levará o interessado à ficha completa do animal.

                              Três ex-cobaias adotadas em feira promovida pela Cão Sem Dono

O Cão Sem Dono tem 10 anos de atuação. Muitos dos animais chegam quase mortos à ONG e passam por todo um tratamento até ficarem aptos à adoção. Por isso também aceita ajuda financeira que, no momento, devido a tantos tratamentos e “boquinhas” para alimentar, se tornou urgente. Para adotar o interessado tem que ser maior de 21 anos e apresentar documentos de identificação e comprovante de endereço. Também deverá ser entrevistado e assinar termo de responsabilidade.


Carta da Cão sem Dono – Vale a pena ler

“Viver no abrigo de uma ONG pode parecer bom para nós que estamos vendo de fora, mas para os animais é um castigo para não falar um inferno. Animal em abrigo ainda é um animal abandonado pela sociedade. E nós sabemos disso. E eles sabem também.
Cachorro gosta de pular, brincar, esperar o dono chegar do trabalho para ganhar um carinho, fazer festa, dormir gostoso em um lugar confortável, limpo e seguro. Se engana quem pensa que isso acontece em um abrigo. Lá eles passam frio e às vezes fome, pois os maiores comem primeiro e comem mais, e os pequenos muitas vezes acabam apanhando dos maiores. Muitos passam a vida presos em um canil vendo outros cães partirem para um lar ou para o céu, sem entenderem a razão de estarem presos. Um cão em um canil é solitário. E a solidão dói.

                     Pelota está desde pequenininha na ONG e, embora dócil, ainda não foi adotada

A ONG Cão Sem Dono tem um bom espaço, alimentação de qualidade e atendimento veterinário, mas está longe de ser um lar ou um local seguro para qualquer animal. Se eles pudessem falar o horror que é viver em um abrigo, certamente o fariam. Muitas vezes, basta cruzarmos com seus olhares para entendermos isso.
Hoje nós estamos com mais de 70 cães - dos 300 que abrigamos - que estão presos em canil, alguns confinados neles há mais de 5 anos, vivendo tristes, sem saberem o que é ter uma família, uma caminha quentinha e confortável, sem ter como pedir socorro.


Sendo assim, a maneira que encontramos em ajudá-los é fazer um grande evento de adoção para apresentar esses animais. São cães muito dóceis, carentes, amorosos e que tem muito a ensinar para nós. Alguns tem pouco tempo de vida e outros um pouco mais. São cães muito especiais, sofreram muito nas mãos de humanos sem coração e ainda assim tem muito amor para nos dar.
Pedimos, por eles, para que vocês ajudem a divulgar esse evento aos quatro cantos. Quanto mais gente souber dessa feira de adoção mais chances eles terão na vida.
Aproveitando, informamos também que o Cão Sem Dono, hoje, tem pouca ração e sem muitas condições de fazer qualquer coisa, pois nosso caixa está zerado, pois o pouco que tínhamos está sendo usado para esse evento de adoção do dia 19. Para conhecer as formas de ajudar acesse


quarta-feira, 16 de março de 2016

TRABALHO VOLUNTÁRIO - UMA AJUDA DE MÃO DUPLA


Nesse meu artigo publicado na Catho hoje, como colunista convidada, falo da importância que tem doar parte do nosso trabalho ou de algo que fazemos bem.  Como um bumerangue, o que vai volta. No artigo conto como minha ajuda aos gorilas-das-montanhas,da República Democrática do Congo, acabou, sem querer, gerando frutos bem interessantes como trabalhos remunerados. Frutos totalmente inesperados de um trabalho que prestei de coração, sem nem imaginar tais resultados. Espero que esse relato sirva de inspiração!
Leia em
http://www.catho.com.br/carreira-sucesso/colunistas/convidados/trabalho-voluntario-nao-e-de-graca#.VulpQBMzU8Y.facebook

domingo, 13 de março de 2016

O QUE FEZ O HOMEM EVOLUIR MAIS QUE OS DEMAIS ANIMAIS?


Sempre achei estranho o ser humano ter evoluído de maneira tão diferente das demais espécies que habitam a Terra, afinal, todos os seres deste planeta possuem um mesmo padrão de existência porque são feitos a partir dos mesmos materiais orgânicos. Todos, de alguma maneira, precisam respirar, se alimentar e se reproduzir embora com sistemas orgânicos diferentes, uns mais complexos, outros mais simples.

Então por que o homem evoluiu tanto? Por que temos TV, avião e espaçonave?
Ao meu ver, há duas hipóteses a se considerar: ou o homem não é daqui, mas de um sistema cósmico semelhante ao nosso sistema solar, e veio para cá buscando refúgio dotado de uma evolução já bem acima da média das demais espécies da Terra...

OU... O homem teve contato e estabeleceu comunicação com extraterrestres dos quais recebeu potencial intelectual para evoluir de uma forma que não seria possível seguindo a natureza da Terra. E nesse, digamos, “intercâmbio”, o homem pode ter aprendido a escravizar as demais espécies. Talvez o cruzamento entre humanos da Terra e de outro planeta tenha possibilitado uma geração de seres humanos mais inteligentes, talvez isso tenha acelerado a evolução do homem na Terra, porém, de forma desastrosa já que a violência e a dominação sobre outros animais fizeram parte desse “pacote evolutivo”.



Não é possível a natureza criar bilhões de espécies animais num mesmo planeta e só conceder a uma a possibilidade de um salto evolutivo como ocorreu com os humanos na Terra. Alguma interferência “externa” houve... tenho certeza disso.

Meio que caiu de moda assuntos ligados aos “deuses astronautas”, tão bem representados nas paredes das cavernas e de templos egípcios, mas acho que ali está a chave desse mistério. A exaltação do ouro, por exemplo, me faz pensar: da onde nasceu isso? O ouro é um bom condutor de energia. Seu uso, em toda nossa existência, teria sido melhor no abastecimento de cidades, mas então porque virou objeto de adoração e de riqueza, com uso decorativo e representando o poder?

Será que outras civilizações não estiveram na Terra em busca desse e de outros metais como “combustível”? E no contato com os habitantes da Terra passaram a impressão de serem superiores (como deuses - os chamados Deuses Astronautas)? Será que o fato de levarem ouro consigo não causou a impressão de que o utilizavam como um elemento mágico e não para gerar energia?



Não faz sentido desperdiçar a grande utilidade que teria o ouro em nossa vida moderna para transformá-lo em caras peças de adoração/adorno... revestindo igrejas, templos, estátuas, joias etc. Não faz sentido. Então parece que houve uma interpretação errada dos humanos da Terra ao assistirem os tais deuses astronautas levarem o ouro daqui.

Fato é que algum evento muito impactante aconteceu na Terra fazendo o homem “destoar” brutalmente das demais espécies do planeta. Tanto em inteligência quanto em comportamento, pois, não é nada normal uma única espécie ter tanto interesse de escravizar todas as demais (e a si mesma como ocorreu com indios, negros etc). Não foi um evento natural. Houve algum elemento externo ao planeta.

sexta-feira, 11 de março de 2016

INSPIRAÇÃO! CADELA RECEBE MARCAPASSO SEM SER COBAIA

                                              Joana ganhou marcapasso e passa bem (SP)

Vejam que coisa bacana de tomar conhecimento e espalhar, especialmente para professores e alunos de Veterinária já que a vivissecção é uma das piores coisas que fazemos contra os animais. A cachorrinha Joana recebeu no dia 3 deste mês o implante de um aparelho de marcapasso e passa bem, mas ela de fato “precisava” do procedimento. A cirurgia, realizada por meio de uma parceria entre a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) e a Faculdade de Medicina (FM) da Unesp de Botucatu, beneficiou Joana e os estudantes que acompanharam tudo... e ainda pode beneficiar mais estudantes caso a operação tenha sido gravada.

Venho constantemente abordando o assunto de cobaias em faculdades de medicina veterinária que, além de ser uma crueldade sem tamanho, não contribui para o ensino e nem para o avanço de estudos sobre tratamentos. O mais ético, inteligente e eficiente é os estudantes tratarem animais que de fato estão doentes. Há centenas de cães e gatos morrendo sem socorro porque seus tutores não podem arcar com clínicas veterinárias. Por que ao invés de manter um biotério (que tem alto custo) e causar dor e sequelas em animais saudáveis, muitas vezes bem jovens (com três e quatro meses de idade), esses alunos não aprendem com casos “reais”?

No final de 2015 as redes sociais se agitaram com o caso de 14 cães retirados das ruas para servirem de cobaias na Universidade Federal de Viçosa (MG) – situação que acompanhei de perto entrevistando especialistas para ajudar a provar a brutalidade a que aqueles animais estavam sendo submetidos. Depois de muita luta de ativistas locais e de SP os 14 cães foram liberados para pessoas que os quisessem adotar por ordem judicial. Apesar da vitória dos ativistas (e do bom senso), os cães deixaram a faculdade cheios de graves sequelas porque foram cortados ligamentos importantes de suas pernas (leia mais em http://www.anda.jor.br/08/12/2015/estao-caes-resgatados-universidade-vicosa ).

         Gabriela adotou Alôncio, um dos 14 cães que foram usados como cobaias na UFV

A veterinária que conduziu a pesquisa já é veterana nesse tipo de estudo arcaico e ainda recebe ajuda financeira de Órgãos de pesquisa para isso (leia uma das minhas matérias sobre o assunto que teve quase 30 mil curtidas em http://www.anda.jor.br/03/12/2015/juiz-ordena-soltura-imediata-caes-universidade-vicosa ). Mas, lamentavelmente, o que acontece em Viçosa se repete em muitas faculdades brasileiras e do Exterior. Solução existe. Já está mais do que provada a eficiência de técnicas que não utilizam cobaias e, como dito acima, seria muito mais produtivo aprender salvando vidas. Afinal... não é esse o objetivo de todo médico... salvar vidas?

                 Francisco adotou o cão Doug, retirado das ruas para servis de cobaia na UFV

Caso Joana
Muita gente se envolveu... vale a pena conhecer esse caso! Reparem que o material publicado pela Unesp (que vcs poderão ler abaixo) cita o nome de todos os envolvidos, professores e alunos, valorizando a atitude ética e profissional de todos. Isso sim é ensino de primeira qualidade! Repassem a universidades de medicina veterinária para motivar uma mudança de posturas arcaicas causadoras de extremo sofrimento a animais saudáveis.

Segundo informações da Unesp, a cachorra Joana foi conduzida ao Hospital Veterinário da Unesp com desmaios muito frequentes e convulsões. Foi examinada pela residente Bárbara Keiko Kichise e pela equipe do Serviço de Cardiologia Veterinária da FMVZ, orientada pela professora Maria Lucia Gomes Lourenço. “O eletrocardiograma da paciente apontou alterações compatíveis com uma enfermidade denominada Síndrome do Nodo Doente, muito comum em fêmeas da raça Schnauzer”, diz o informativo da Unesp.

Um monitoramento de 24 horas dos batimentos cardíacos do animal confirmou o diagnóstico. “Ela apresentou alterações significativas, com pausas longas nos batimentos que provocavam os desmaios. Chegamos a registrar pausas de 8 segundos. Pela gravidade do caso, sabíamos que teríamos resultados parciais com os medicamentos. O que realmente daria sobrevida a ela seria o implante do marcapasso”, explica a pós-graduanda Amanda Sarita Cruz Aleixo.

A equipe do Serviço de Cardiologia Veterinária da FMVZ se mobilizou para buscar viabilizar a implantação de um marcapasso na paciente. O professor Rubens Ramos de Andrade, da Faculdade de Medicina, foi contatado e se dispôs a colaborar no caso. Além de ceder o marcapasso, o professor Rubens, com apoio dos residentes em Medicina André Garzesi e Leonardo Garcia e acompanhamento da equipe da FMVZ, realizou a cirurgia de implantação.

A anestesia foi feita pela equipe do Serviço de Anestesiologia Veterinária da FMVZ, com a residente Carolina Hagy Girotto, a médica veterinária Natache Garofalo, a pós-graduanda Mariana Werneck, sob a supervisão do professor Francisco José Teixeira Neto. Uma medicação importante utilizada no procedimento foi cedida pela professora Patrícia Fidelis de Oliveira, da Faculdade de Medicina.

Antes da cirurgia a proprietária foi alertada sobre a gravidade do caso e a possibilidade de óbito do animal. “Desde o início, ela assumiu os riscos e autorizou o procedimento. Tudo foi feito com muita cautela, com todos os materiais, medicamentos e equipamentos, inclusive os necessários para possíveis intervenções de emergência”, ressalta a pós-graduanda Angélica Affonso.

O procedimento foi muito bem-sucedido. Os membros do Serviço de Cardiologia Veterinária da FMVZ monitoraram a paciente intensivamente nas primeiras 24 horas. Por aproximadamente dois meses o animal será submetido a exames semanais para acompanhar seu estado. A evolução do caso tem agradado a equipe. “Os desmaios cessaram completamente e o animal apresentou uma melhora significativa até o momento”, conta Amanda.

Rosa Maria da Silva, proprietária do animal, atesta o sucesso do procedimento. “Eu achei que minha cachorrinha não ia sobreviver. Mas eles correram com ela, fizeram de tudo, conseguiram o marcapasso. Desde a cirurgia ela não teve nenhum desmaio. Está brincando, se alimentando. Não tenho como agradecer as meninas que cuidaram dela e a professora Malu”.

Marcapasso
Segundo a professora Maria Lucia, a primeira implantação de um marcapasso em cão aconteceu em 1967. Utilizando a técnica de implantação transvenosa, a mesma a que Joana foi submetida, o primeiro procedimento foi realizado em 1976. “A técnica já é preconizada, mas não é feita com tanta frequência no Brasil, inclusive pelo alto custo do aparelho e de todo o procedimento”.

DEPOIMENTO IMPORTANTE
Além da importância da parceria multidiscilplinar entre setores da FMVZ e da FM, a docente salientou os benefícios para o ensino. “Como não é uma cirurgia feita rotineiramente, foi muito importante para que os residentes e pós-graduandos de várias áreas pudessem acompanhar esse procedimento, além de possibilitar a interação com a equipe da Faculdade de Medicina. Agora, temos um exemplo para mostrar sobre colocação de marcapasso em cães. Isso gera um grande interesse nos alunos. Além de atender o animal, todo o processo foi muito produtivo e estimulante em termos didáticos”.

quinta-feira, 10 de março de 2016

FEIRA VEGANA COM ONGS DIA 12 NA VILA MARIANA (SP)


2ª Feirinha Vegana Solidária de ONGs da Surya Solidária acontece no próximo sábado, dia 12 de março, das 10h às 18h, no Espaço Surya Brasil com entrada gratuita. Participam  da segunda edição a Ong Catland especializada em resgate de gatinhos em situação de rua, com a venda de brinquedos para gatinhos, canecas, camisetas, souvenirs. O Projeto Calendário Celebridade Vira-Lata com venda de camisetas, biscoitos veganos para cães, além do calendário que dá nome ao projeto estrelado por simpáticos vira-latas resgatados e que agora desfrutam de uma vida digna. A Ong Bendita Adoção também com calendários, camisetas além de promover uma feira de adoção de coelhos, camundongos e filhotes de cachorrinhos, todos saudáveis, resgatados de maus-tratos.



Na pracinha de alimentação, delícias doces e salgadas da culinária vegana com a Bem Te Vegan (sanduiche jaca louca, pão de melado), Natural Cookies e Vegnice (coxinhas de jaca verde) e Mun Artesanal com deliciosas e saudáveis barrinhas de diversos sabores (chocolate, goji berry, ameixa, banana) e porção de tempeh. E para quem deseja obter mais informações com matérias, dicas, receitas, a Revista Vegetarianos estará presente com venda de revistas,  assinaturas e livros.



O que: 2ª Feirinha Vegana Solidária de ONGs
Quando: Dia 12 de março (sábado), das 10h às 18h
Onde: Espaço Surya Brasil
Endereço: Rua Dr. Fabrício Vampré, 232 – Vila Mariana, São Paulo/SP – Telefones: (11) 5084-2591 / 5084-2582
Entrada Gratuita

terça-feira, 8 de março de 2016

Minicurso “Jornalismo + Assessoria de Imprensa – Os dois lados da moeda”



Ministrado dentro das agências ou departamento de comunicação das empresas com duração de duas horas com "Consultoria Breve" de releases da agência/empresa

Ou para grupos fechados com no mínimo 10 pessoas fora da agência

Feedback de jornalista de veículos para aprimoramento de releases

Por que um assessor de imprensa por vezes não enxerga onde sua estratégia de comunicação está falhando? Seria o texto, as fotos (ou ausência de), o modo de abordagem, a ausência de elementos jornalísticos sustentando o release, a falta de diálogo construtivo com o cliente ou um pouco de tudo isso?

Depois de passar por diversas redações como do Diário de SP, SBT Repórter, Correio Popular de Campinas e liderar durante seis anos consecutivos a divulgação de todos os eventos do Consulado da Austrália no Brasil, inclusive durante a Copa 2014, reuni uma série de dicas que podem ser bastante úteis aos assessores de imprensa em qualquer fase da carreira.




São mais de 25 anos atuando como jornalista (repórter, repórter especial e editora) incluindo 15 anos como assessora de imprensa em Jobs para Páscoa da Lacta, Aon (empresa líder em gestão de pessoas e riscos), consulados e embaixadas presentes em bienais de arte e feiras de Educação/Turismo. Experiência como assessora de imprensa junto ao Sebrae e em feiras de negócios de diversas áreas.

A vivência intensa em redações de veículos diários, semanais (impressos e TV) e online facilitou a compreensão do que é mais importante inserir e destacar num release. Também me permitiu ter uma visão crítica-construtiva de textos de divulgação e formas mais efetivas de ilustrar as pautas.

Nesse minicurso consigo passar um feedback como jornalista que recebe mais de 300 emails diariamente de agências de todo o Brasil. E posso dar dicas de como vender uma pauta assumindo uma postura mais próxima de outro colega de profissão (o jornalista de veículo), entendendo suas necessidades e motivações para transformar um release em matéria.



Mesmo atuando como assessora de imprensa há 15 anos, nunca me afastei das redações de veículos de comunicação e essa chance de estar presente nos "dois lados da moeda" simultaneamente ampliou bastante minha visão sobre o trabalho de assessoria de imprensa resultando em diversos cases de sucesso que são expostos durante o curso.

Até 2015 fui assessora do Projeto Tecendo as Águas, do Instituto Supereco, patrocinado pela Petrobras e Chevrolet, além de escrever em diversas revistas. Com a finalização desse projeto ambientalista estou retomando minhas palestras e cursos que já foram ministrados na livraria Martins Fontes da Av Paulista entre 2013 e 2014. Agora retomo essa atividade com ainda mais cases e dicas aplicáveis à assessoria de imprensa, além de elementos motivadores para profissionais em diversas fases da carreira.

Consultoria Breve  - Ao final do curso analiso dois releases da agência que tenham sido enviados para mim previamente e que servirão de referência para ajustes que podem ser necessários ou aprimoramentos diversos.


Inovando e abrindo o leque de atuação - Em tempos de crise é necessário inovar e ampliar a atuação junto aos clientes para garantir sua permanência nas agências. Por isso também cito vários cases de sucesso em que expandi minha atuação oferecendo soluções criativas para eventos, campanhas e posturas junto ao público consumidor.

Bio:

Fátima Chuecco - Jornalista com 25 anos de carreira, passagens pela grande mídia e 15 anos de assessoria de imprensa incluindo sete deles dedicados ao Consulado da Austrália. Formada pela Universidade Metodista de SP em Comunicação Social, Rádio e TV, começou no jornalismo corporativo passando pela Eletropaulo e Itaú. Atuou em jornais de bairro e na grande mídia como Diário de SP (sendo neste jornal editora do Caderno de Empregos), SBT Repórter (TV SBT), Correio Popular de Campinas e A Notícia (SC). Foi ainda assessora de imprensa do Sebrae e, recentemente, do Projeto Tecendo as Águas patrocinado pela Petrobrás e Chevrolet. Responsável pelo Guia Oficial da Austrália no Brasil durante seis anos e divulgação da comitiva australiana durante a Copa 2014. Colaboradora das revistas Moema&Campo Belo, Jardins Life Style e Meu Pet, entre outras. Tem artigos publicados em três coletâneas literárias e dois livros próprios. Atualmente ministra cursos sobre jornalismo e assessoria de imprensa.

Parte de minha trajetória pode ser vista nos sites/portfólios abaixo:
http://fatimachueccowork.blogspot.com.br - contempla resumo da carreira e trabalhos em AI/Jornalismo
http://jornalistafatima4.wix.com/sosterra - contempla trabalhos jornalísticos e de AI sobre meio ambiente/proteção animal/carreira literária

CONTATO: Mais informações e preços escreva para jornalista.fatima@uol.com.br 

quinta-feira, 3 de março de 2016

ILHA TEM 140 GATOS E APENAS 16 HUMANOS


Levanta a mão quem gostaria de viver nesse lugar. Aoshima é uma ilha no sul do Japão que recebe turistas na primavera e verão, mas se mantém quase deserta no resto do ano... quer dizer, deserta de pessoas, pois, são 140 gatos vivendo lá atualmente em contraste com 16 habitantes humanos. Um ano atrás eram 120 gatos e 22 pessoas, conforme mostra o vídeo abaixo. 


Por conta disso o lugar ficou conhecido como “A Ilha dos Gatos”.
Recentemente um dos habitantes, Kazuyuki Ono, de 59 anos, soltou um apelo pelo twiter pedindo comida aos gatos porque, devido ao mau tempo na região, eles ficaram impossibilitados de buscar ração em outros lugares. Bem... “choveram” doações. Caixas começaram a chegar sem parar exatamente no dia 22 de fevereiro que acabou instituído como o “Dia do Gato”.


Kazuyuki diz que é visível a felicidades dos felinos com comida tão farta e ele até precisou soltar outro alerta dizendo que já há estoque suficiente até abril. Ainda assim, de acordo com as fotos abaixo, capturadas do Google Imagens/Aoshima, dá pra ver que alguns gatinhos preferem “caçar” seu próprio alimento. São imagens encantadoras, mas não encontrei o nome dos autores. É possível notar a semelhança na pelagem dos felinos. Os gatos são, em maioria, amarelos, brancos e rajados. Já houve uma tentativa de castrar a colônia, mas apenas 10 animais passaram pela cirurgia até agora.


Aoshima recebeu os primeiros gatos quando sua população chegou a mil habitantes. A intenção era que controlassem a população de ratos que invadia os barcos. Funcionou muito bem! Mas o comércio local foi diminuindo, as pessoas foram indo embora atrás de melhores condições de vida e os gatos ficaram. Para quem adora fotografar gatos a ilha é um verdadeiro paraíso. Eles parecem ter nascido para isso e estão em lindas poses por toda parte.











terça-feira, 1 de março de 2016

MAIS DE CEM VIRA-LATAS NUM FILME EMOCIONANTE


Quem quiser ver tem que correr. Em cartaz em apenas dois cinemas de SP (Itaú Cultural e Reserva Cultural), o filme húngaro "White God" arranca lágrimas da plateia e não é por menos: nele estão reunidas cenas de quase todo tipo de sofrimento enfrentado por cães de rua ou que caem nas mãos de pessoas violentas e sem escrúpulos. MAS  É PRECISO VER O FILME LEMBRANDO O TEMPO INTEIRO QUE AS CENAS DE VIOLÊNCIA SÃO MONTAGEM (assista o making of no final desse texto). E AINDA: mais de cem cães que aparecem no filme são todos de abrigos de Budapeste cujos voluntários acompanharam de perto as filmagens e muitos tiveram a chance de ser adotados depois de participarem dessa obra cinematográfica. Nos créditos finais do filme aparece uma mensagem dizendo que foram adotados.


O protagonista (interpretado por dois cães) é um cachorro abandonado em uma estrada depois que uma taxa é instituída para famílias que possuem cães sem raça definida, os populares vira-latas, que prefiro chamar de "mestiços". A partir desse momento ele passa por várias atrocidades que bem conhecemos: apanha muito em rinhas, passa fome e frio, e vai parar num canil. MAS A PLATEIA SE SENTE ALIVIADA E VIBRA COM A CENA DA FUGA. É INESQUECÍVEL E ARREPIA TODOS OS FIOS DE CABELO VER DEZENAS DE CÃES ESCAPANDO JUNTOS DO CANIL E GANHANDO AS RUAS. IMPAGÁVEL.


No fundo é uma espécie de "A Revolta do Vira-Latas" em alusão ao clássico "A Revolta do Bichos", de George Orwell. Algumas cenas são espetaculares e compensam as que mostram sofrimento (nas quais várias pessoas fecham os olhos... inclusive eu!). Sabemos que são cenas de mentira, mas mesmo assim dói. No entanto, é um filme importante para protetores e ativistas da causa animal assistirem. Tem um conteúdo muito interessante focado na descriminação dos animais sem raça definida - as maiores vítimas da violência e extermínio em toda parte do mundo.

O título "White God"  ou "Deus Branco" procura fazer um paralelo entre o que se passa com os cães e o que ocorre com os grupos humanos marginalizados pela cor ou etnia. Uma supremacia branca que escraviza, humilha e massacra aqueles que julga inferiores sejam eles cães ou outros seres humanos. No trailer já dá para sentir o "clima" do filme e se arrepiar um bocado. Vale a pena ir até o cinema derramar umas lágrimas e torcer por um final feliz nem que em alguns momentos você tenha que cobrir os olhos.

É um filme raro, sem atores conhecidos, que mostra uma dura realidade, mas que tem no elenco mais de CEM cães que puderam se divertir por alguns dias fora do abrigo e ainda ganharam uma segunda chance. Acesse o trailer abaixo que já teve mais de 1 milhão de visualizações e tb o making of (logo depois do trailer) que mostra que, na sangrenta cena de rinha, por exemplo, os dois cães estavam apenas brincando (Ufa! Um alívio e lembre disso ao ver o filme):




SORRISO LINDO DA CADELINHA QUE PERDEU TODAS AS PATAS




Vejam esse sorriso de Chi Chi. Sofreu horrores, mas nada arrancou dela  a ternura, o desejo de amar e ser amada. Como postado anteriormente (vide matéria nesse blog), Chi Chi  é uma cadelinha que teve as quatro patas amputadas devido as condições em que foi mantida num matadouro da Coreia do Sul. Seu caso comoveu meio mundo e ela foi notícia nos principais telejornais. Esteve por muito tempo pendurada pelas patas, o que ocasionou grande infecção. O açougueiro então, resolveu descartar sua carne e a jogou no lixo. Ela foi encontrada por um morador local que acionou a ARME, uma entidade de proteção animal dos EUA. Chi Chi (que significa amar em coreano) precisou amputar as pernas, mas ganhou uma nova vida. Ela recebeu próteses que, pelas fotos e videos em sua página no facebook  (Chi Chi of Arme), estão lhe permitindo andar e brincar. O que mais impressiona é a serenidade estampada no rosto de Chi Chi depois de um trauma tão violento e longo. Ela não guardou nenhum rancor dos humanos. É extremamente dócil, ativa... um espetáculo de superação. Um história para se passar adiante e guardar no coração. Realmente forte e incrível. Foi adotada por uma família que mora em Phoenix e logo estará em seu novo (e primeiro) lar. Fotos, videos e notícias podem tb swer vistos no site http://armeteam.org . Novas fotos:





ESTRANHAS MANIAS FELINAS

“Daqui não saio, daqui ninguém me tira”. A frase, que é muito popular no Brasil, se encaixa direitinho em algumas situações protago...