quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Apaixone-se pelos Gatos do Casarão do Ipiranga e participe!


Eles eram mais de 100 gatos vivendo num casarão de 1924 instalado no histórico bairro do Ipiranga, em SP. Hoje restam 17 graças a um trabalho admirável de voluntárias que não pouparam esforços para mudar a realidade desses pequenos felinos.

As colônias de gato se formam em locais públicos, onde são protegidos por lei e podem ter acesso ao método de CED - Capturar, Esterilizar e Devolver ao local de origem com a ajuda de orgãos municipais e estaduais, ou podem se instalar em áreas privadas onde precisam contar também  com a responsabilidade dos proprietários para manejos éticos e seguros.

Nesse vídeo você conhecer essa história de sucesso escrito com muito suor e garra. Mas um história que ainda não chegou ao fim e necessita da sua ajuda. Veja,  compartilhe e comente  no YouTube para dar força ao projeto. Acesse também o instagram @gatosdocasarao


Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal, escritora e fundadora da editora www.miaubookecia.com e da @buscacats

Foto de abertura - Pixabay Free

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Lindo filme conta história verídica de Pinguim numa escola


"Lições de Liberdade" é um filme para se divertir, emocionar e... amar. E o melhor: é uma história real que se passa na Argentina nos anos em que a ditadura comandava o país. Mas o Pinguim batizado de  Juan Salvador não se envolveu na política e sim nas aulas de inglês de uma escola para garotos ricos. Nadar na piscina era seu maior deleite, além de ganhar peixinhos frescos dos alunos.

E o Pinguim, gente... é um verdadeiro ator... e ouvinte. Ele presta atenção em tudo que lhe dizem como se realmente estivesse interessado na conversa. Ouve atentamente confissões, desabafos e segue a toda parte o professor que o resgatou coberto de óleo numa praia.

Vale cada minuto. Eu vi no Prime Video, mas deve ter em outras plataformas.

Trailer legendado:


Fátima ChuEcco, jornalista ambientalista e da causa animal e escritora

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Poema da Libertação de culpas e medos


No buraco por onde só passava uma cabeça de alfinete no meu coração, abriu-se uma cratera por onde mergulhei no meu mais profundo âmago, me libertando de medos, culpas, crenças e sentimentos ruins. A alegria se fundiu com a gratidão no lugar onde a mágoa se fundia com a raiva.

Autoria: sonhei com esse poema, então não sei se é de autoria do meu inconsciente ou não

Fátima ChuEcco -jornalista ambientalista e da causa animal Foto AI


Celebração em 2026: Raro nascimento de gêmeos de gorilas-das-montanhas


 A família Bageni de gorilas-das-montanhas acaba de ganhar dois novos membros. No dia 3 de janeiro a fêmea Mafuko (foto) deu a luz a dois meninos. Bageni tem agora 59 indivíduos. Mãe e gêmeos estão sendo monitorados de perto pelo guardas florestais uma vez que dois recém-nascidos é um grande desafio para a mãe transportar pela floresta com segurança. E estamos falando de uma floresta onde ainda há caçadores e armadilhas mortais, além de guerrilha.

Mafuko tem 22 anos e nasceu na Família Kabirizi, no Parque Nacional de Virunga, em 2003, na República Democrática do Congo - um dos únicos lugares onde vivem os ameaçados gorilas-das-montanhas. Apenas Uganda e Ruanda também têm gorilas dessa espécie.

A mãe de Mafuko foi assassinada em 2007 num cruel ataque de caçadores. Em 2013 ela deixou sua família de origem para ingressar na Família Bageni. Gorilas não se reproduzem com parentes. As gorilas entram em outras famílias quando atingem a puberdade. Por isso Tumaini, a irmã de Mafuko, também acabou ingressando na Família Bageni.

Mafuko já teve gêmeos em 2016, mas eles morreram uma semana após o nascimento. Ela, no entanto, já cuidou de outros cinco filhos.  

Além dos gêmeos, outro motivo de celebração é o Centenário de Preservação do Parque Nacional de Virunga que recebe apoio da União Europeia e da Unesco. Está à venda um belíssimo livro desse evento que pode ser enviado para qualquer lugar do mundo.


No entanto, os desafios são grandes numa região onde ainda existe conflito armado entre milícias. O Parque já perdeu vários guardas que dedicaram suas vidas aos gorilas. 

O trabalho em Virunga compreende a proteção de outros animais e também o empoderamento das comunidades locais gerando capacitação para agricultura, energia limpa e empregos. No site http://virunga.org pode-se adquirir itens confeccionados por artesãs de Virunga e também camisetas, bonés, canecas, bolsas... tudo muito lindo e com estampas de gorilas-das-montanhas.

Também é possível ajudar financeiramente e os gorilas precisam muito, mas muito mesmo de nossa ajuda. Acesse http://virunga.org


A título de curiosidade é bom dizer que os gorilas-das-montanhas não caçam. Sua alimentação é basicamente folhas, raízes e frutas. Eles também comem cupins das árvores. E, apesar do tamanho, são pacíficos, razão pela qual beiram à extinção. Os gorilas não atacam ninguém, apenas se defendem. Quando há invasores armados, o líder do grupo, normalmente um gorila costas prateadas (foto) quebra galhos e bate no peito para afugentar os inimigos, mas é um mecanismo de defesa completamente ingênuo contra as espingardas e outras armas.

Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal, apaixonada pelos gorilas-das-montanhas. Veja alguns de meus trabalhos de maior repercussão acessando

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Todos os cães que participam do filme Gump eram de rua e foram resgatados


Se você ama animais e especialmente cães precisa assistir "Gump - Uma lição de vida" ou, no título original, "Gump - o cão que ensinou as pessoas a viverem". Nesse filme da República Tcheca de 2021 e disponível no Prime Video, Gump é um cachorrinho abandonado dentro de uma lixeira quando filhote e que acaba adotado por um artista de rua. 

O filme é lindo e mostra várias problemáticas envolvendo cães como abandono,  maus-tratos e fábrica de filhotes. Inclusive, uma das melhores amigas de Gump no filme é uma cadelinha que foi usada como matriz num canil e que, na vida real, teve o mesmo destino até fugir e ser resgatada pela protetora Verônika que, também na vida real, resgata animais.

A história é contada pelo próprio Gump, com a visão dele das coisas e das pessoas. Ele até menciona a "ponte do arco-íris" que leva os cães para o Céu. Tudo muito fofo!


O enredo se passa em torno da busca de Gump pelo seu tutor e vice-versa. Ambos são maldosamente afastados e saem pelo mundo na esperança de um reencontro. Em suas andanças Gump vai conhecer a rotina de um abrigo de cães e também uma protetora de animais, além de fazer amizade com cães de rua.

E o mais legal desse filme dirigido por F.A. Brabec e baseado no best-seller de Filip Rozek, é o respeito e reconhecimento dado a todos os cães atores. Todos já viveram nas ruas e, no final do filme, é mostrada a breve história de cada um até ser resgatado. 

Filip Rozek fundou a organização With a Dog I Like the World, que ajuda abrigos e pessoas que salvam cães. Ele escreveu o livro Gump quando ainda não tinha o cachorrinho de mesmo nome. Quando foi convidado para ter seu livro num longa-metragem, a protetora Verônika, então amiga de Filip, apresentou a ele um cão de rua que se enquadrava nas características de Gump.

Dessa forma o Gump entrou na vida real de Filip. O filme é doce. O final é feliz e maravilhoso. Não percam!

Em 2024 foi lançado o Gump 2 com título original "Gump - We are two" ou "Gump - Somos dois" porque Gump terá uma companheira e viverá novas aventuras, inclusive, com outros animais resgatados como um porquinho. O filme não veio para o Brasil, mas segue o trailer abaixo:




Fátima ChuEcco jornalista e escritora especializada em pets

Site www.miaubookecia.com 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Cada segundo é tempo suficiente para mudar tudo para sempre!


O Passado é História, o Futuro é Mistério e Hoje é uma Dádiva, por isso é chamado de Presente. (Provérbio chinês).

Bobagem viver o presente tentando resgatar o passado. Bobagem viver o presente tentando adivinhar o futuro. O presente se faz a cada segundo e...

Cada segundo é tempo suficiente para mudar tudo pra sempre! (Charles Chaplin)

Fátima ChuEcco - jornalista e escritora edm "Frases que amo"

domingo, 28 de dezembro de 2025

Vídeo: Santuário maravilhoso criado por Brigitte Bardot nem parece desse mundo de tão lindo!


O ícone da beleza dos anos 60/70 e musa da causa animal se foi neste domingo, 28 de dezembro de 2025, aos 91 anos de idade. Muita gente sabe que ela foi uma guerreira incansável em defesa dos animais, mas pouca gente conhece o santuário que ela criou que, de tão perfeito, nem parece desse mundo (assista abaixo). 

Tem de tudo: gatos, cachorros, patos, coelhos, ovelhas, galinhas, cavalos... a lista de animais resgatados pela Fundação Brigitte Bardot  é enooooorme! Brigite Bardot sacudiu a indústria cinematográfica por muito tempo e, jovem ainda, se aposentou das telas para investir tudo que tinha na defesa dos animais. 

Ela conseguiu erguer um santuário na Normandia (França) maravilhoso. Parece mais um paraíso com os qual a maioria dos protetores de animais sequer conseguem sonhar. As instalações são lindas e funcionais.  

Conheça o santuário nesse vídeo... você não vai se arrepender de ver tantos animais felizes, num ambiente seguro e convivendo em paz uns com os outros. No final do filme tem umas cenas históricas com Brigite, ainda jovem, correndo com os animais pelo gramado. E pra quem ama gatos os vídeos são imperdíveis:



Acesse o site da Fundação Brigitte Bardot AQUI

Brigitte Bardot participou do MI-AU BOOK!

Essa ativista maravilhosa abrilhantou o "Mi-Au Book & Cia - Um livro pet-solidário" de minha autoria e publicado em 2010. Ela escreveu uma carta do próprio punho para o livro  e enviou algumas fotos como a que abre esta matéria.


Fátima Chu🌍Ecco

Jornalista e escritora, consultora da @buscacats

site www.miaubookecia.com



segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Existem três tipos de gatos que somem ou se perdem segundo estudo


Para encontrar gatos desaparecidos é preciso levar em conta  em qual categoria o gato se encaixa porque isso fará toda a diferença nas buscas. Tem a categoria dos gatos de vida livre ( criados soltos com  acesso ilimitado à rua), gatos de vida semilivre, com liberdade monitorada, isto é, vigiados de perto enquanto dão um passeio no jardim, calçada ou local próximo e os gatos que não têm qualquer acesso à rua.

Gato de vida livre não se perde. Ele se encrenca no entorno da onde vive. 


Um gato com livre acesso a telhados e imóveis vizinhos conhece muito bem o local. Ele conhece os cheiros, sabe onde tem outros gatos, onde tem cachorro, seus pontos de descanso e caça de insetos, ele tem na memória tudo ao seu redor. Esse gato, quando some, é porque ficou preso acidentalmente em algum local, machucou-se em algum lugar e está com dificuldade de caminhar ou pular, ou lamentavelmente algo pior aconteceu. Está impedido de voltar, mas não está perdido. Tendo chance ele pode voltar para casa sozinho. E é o gato que mais se afasta de casa, muitas vezes sendo frequentador de quarteirões ao redor.

Gato de vida semilivre pode se perder, mas não vai longe.

Aquele gato com liberdade vigiada, que passa a maior parte do tempo em casa, mas tem autorização para algumas "saidinhas", também conhece o entorno mais próximo, mas se algo o forçar a ir para mais longe, tipo um grande susto (fogos de artifício), perseguição por um cachorro ou briga com outro gato, ele pode se perder num pequeno raio que não frequenta, mas numa distância pequena de sua casa, geralmente até uns 200 metros. Mesmo que não esteja preso ou machucado, esse gato geralmente precisa de ajuda para voltar para casa porque não é tão conhecedor do "pedaço" como o gato de vida livre.

Gato que vive exclusivamente em casa geralmente não se afasta mais de 50 a 100 metros.

Essa categoria de gato não conhece nada da vizinhança, portanto, o ambiente é totalmente hostil para ele desde os primeiros passos fora de casa. Isso vai forçá-lo a buscar esconderijo muito próximo, às vezes nas casas vizinhas. Ele tem mais chance de ficar preso acidentalmente que os gatos das outras duas categorias porque desconhece totalmente o entorno e pode acabar se enfiando onde não deve.

Estudos publicados em revistas científicas sobre gatos perdidos revelam que a maioria é encontrada perto de casa (a menos de 500 metros), sendo a busca física crucial. 

Uma das pesquisas mais importantes nessa área foi feita por Kat Albrechtex-tratadora de cães de caça da polícia dos EUA, investigadora de cena de crime e policial que virou detetive investigativa de animais de estimação.  Ela foi pioneira no uso da "teoria da probabilidade de busca" e do raciocínio dedutivo para gatos desaparecidos, além do Perfil Comportamental Felino, um sistema de previsão de padrões de comportamento felino semelhante ao perfil do FBI sobre o comportamento criminoso.

Segundo suas conclusões, uma busca em um raio de 200 m provavelmente será suficiente para encontrar um gato desaparecido que vive exclusivamente dentro de casa, sendo que muitos deles não chegam a se afastar nem 50 metros, buscando esconderijo nas cinco casas ou imóveis mais próximos da onde escaparam.

Sua pesquisa diz também que aproximadamente um terço dos gatos foram recuperados em até 7 dias quando utilizado o método de busca física nos prováveis esconderijos. Um número significativo é encontrado logo no início: 34% em até 7 dias, 50% em até um mês, mas a taxa de recuperação cai significativamente após 90 dias.

No entanto, devemos levar em conta que no Brasil temos situações diferentes que podem levar um gato a ser encontrado depois de 90 dias e bem perto de casa. Isso porque são muitas as colônias de gatos de rua alimentados por protetores nos centros urbanos. Um gato perdido, depois de um tempo vagando sem destino pelos telhados, pode acabar sendo aceito numa dessas colônias e deixar de ser visto pelos seus tutores.

É preciso lembrar também que um gato não vai longe quando se perde, ao contrário do que ocorre com os cães que são andarilhos por natureza. Porém, ao entrarem em motores de carros, os gatos podem sim parar muito longe sem condições de voltarem sozinhos. Em motores entram geralmente os gatos de vida reclusa e filhotes por serem mais assustados e não conhecerem o redor da onde vivem, mas não é a maior tendência. Na maioria dos casos gatos perdidos ficam por perto e correm risco de vida enquanto seus tutores, erroneamente, os procuram pelo bairro e locais distantes.

Texto: Fátima ChuEcco, jornalista ambientalista e da causa animal, escritora e fundadora da @BuscaCats, única consultoria especializada em gatos perdidos do Brasil. Fotos IA

http://buscacats.blogspot.com zap 11 94682-6104






Protetor de animais geralmente é PAS - Pessoa Altamente Sensível


Seus olhos enchem de lágrimas com cenas tristes ou alegres? Seu coração pula ao assistir um filme em que um bichinho corre perigo? É tomada por um abatimento íntimo quando vê notícias sobre guerras e gente ferida, perdendo tudo que tinha na vida? Mas também chora quando vê ou toma conhecimento de finais felizes? As Pessoas Altamente Sensíveis são assim. No popular são as famosas "manteiga derretida".

PAS não é um transtorno, mas um traço de personalidade presente em cerca de 20% da população da Terra. São indivíduos que processam estímulos sensoriais, emocionais e sociais de forma bem mais intensa e profunda que a maioria. Captam detalhes e sutilezas de ambientes e emoções alheias.

Portanto, as PAS são pessoas muito empáticas, que se preocupam com os outros, mas que também sofrem muito com essa sobrecarga sensorial.

Sabe como identificar um PAS rápido? Sugira um filme com animais. Se ela perguntar se o final é triste, pode ter ter certeza que é uma PAS evitando uma provável crise de choro com o filme.

E isso é bom ou ruim? Depende de como cada um lida com essa condição. Tem gente que realmente fica abalada de tal maneira ao ver certas coisas que pensa até em deixar essa vida. Elas se sentem muito impotentes diante de tanta violência e injustiça. 

Aliás, as PAS tem um senso nato para combater injustiças. Elas se mostram indignadas com injustiça desde a infância. Não suportam inocentes sendo machucados, presos, torturados. Sentem na própria pele ao verem animais sendo maltratados. As PAS são muito emotivas, com tudo. Podem ficar alegres ao salvar uma formiguinha da água e extremamente tristes ao verem um boi indo para o matadouro.


Socorrem lagartas na rua e as colocam em árvores, lamentam que aves sejam engaioladas e animais enjaulados, se emocionam com o sorriso meigo de gente bem simples que comemora o pouco que tem e sentem o coração saltar na boca ao verem um cachorro atravessando uma rua movimentada.

Vivem permanentemente emocionadas. Com tudo!

As PAS não se identificam muito com esse mundo em que vivemos. Elas sentem que vieram de outro planeta ou lugar em que violência, escravidão de animais, fome, guerra e torturas não existem. Elas não se sentem capazes de se encaixar nesse mundo, nessa época. Geralmente não conseguem assistir filmes de terror ou ação sangrentos mesmo sabendo que não passa de fantasia. 

Embora com empatia extremamente desenvolvida, não escolhem profissões que lidam diretamente com dor e sangue como função de médico e enfermeiro. São muito sensíveis e sentem em si a dor alheia. 

Geralmente são jornalistas, advogados, assistentes sociais, ambientalistas, artistas e outras profissões onde podem contribuir para um mundo melhor. Tem Muitas PAS na causa animal - pessoas que adoecem e às vezes morrem tentando salvar animais.

As PAS conseguem ser felizes, mas ao mesmo tempo carregam as dores do mundo. E dói.

Texto: Fátima ChuEcco, jornalista e escritora. Fotos de IA



Depressão é como areia movediça. Quanto mais você se mexe, mais afunda


 As pessoas podem ficar deprimidas por várias razões, de perda de ente querido a problemas de saúde ou financeiros e até mesmo chute na bunda. Tem depressão nostálgica que é a saudade de um passado feliz, saudade daquilo que você não tem mais ou da pessoa que você não consegue mais ser. E para cada um a própria dor é imensa, maior que a dos outros. 

O estado de depressão é como areia movediça. Você se sente imobilizado e afundando. E quanto mais se mexe para sair da situação, mais afunda. O estado de depressão é sensação intensa de impotência e invisibilidade ou pior, rejeição. Uma vez li que o fundo do poço não é o fim porque sempre dá pra descer mais um pouco. Isso é muito real.

Mas a depressão por não conseguir uma renda própria para se sustentar talvez seja a mais profunda, especialmente se você vive numa cidade que é uma das maiores do mundo, cheia de oportunidades a cada metro quadrado.

Muitos anos atrás, trabalhando como editora do SBT Repórter, fiz um programa sobre desemprego. Nunca esqueci o rosto de um dos entrevistados que chorava por não ter aquilo que "dizem" dignificar o homem: seu trabalho. É uma dor complexa porque a pessoa vive cercada por milhares de prédios comerciais e empresas sem conseguir atuar em nenhuma delas.

E quando por ventura aparece algum trabalho, muitas vezes temporário, as dívidas já são tantas que os ganhos não cobrem mais os gastos e ainda falta. Aquele homem do programa do SBT se sentia sem dignidade, sem crédito e era até acusado de mentiroso ou preguiçoso porque para a maioria das pessoas é mesmo bem difícil acreditar que numa cidade tão grande, com tanta gente e trabalho, nenhuma porta se abre.

Mas a verdade é que as vezes o trabalho simplesmente não vinga não importa o que você faça, não importa quantas coisas você saiba fazer. Chega uma hora que você percebe que se mexer não muda nada na sua condição de areia movediça. Tem que esperar um socorro, um milagre. 

A depressão também pode fazer a pessoa se sentir como uma casa abandonada cheia de vidraças quebradas. Ela se mistura na paisagem até não ser mais percebida. Encrustada num terreno infértil, não pode sair dalí e nem se reconstruir onde está. É apenas uma velha casa desmoronando aos poucos. Totalmente impotente a sua condição.

Quando entro em depressão procuro lembrar, por exemplo, das pessoas que vivem em Gaza perdendo casas, filhos, maridos, feridas, doentes e cujo objetivo nem de longe é emprego, mas sobreviver. Pensar nessas pessoas, crianças e animais nos campos em guerra ajuda a enxergar que nossa situação pode ser ruim, mas não é extrema. E que embora a sensação de impotência já faça parte de nossas entranhas, ainda deve existir uma solução, nem que seja um milagre.

Texto: Fátima ChuEcco, jornalista e escritora. Foto AI

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Fiapo de Manga em comédia romântica. Opção leve para ver no Natal!


 O longa americano "Merv", em cartaz no Prime Video, tem como protagonista o cãozinho Gus - um "terrier mix" que pode ser traduzido como um terrier mestiço, bem semelhante ao nosso brasileiro e amado "Fiapo de Manga". Na realidade Gus é de fato um cão resgatado que, segundo a diretora do filme Jessica Swale, reunia as características para interpretar Merv.

O filme mostra que cães podem ter depressão, deixarem de comer devido à tristeza e até morrer por motivos emocionais. Merv entra em depressão quando seus tutores se separam e ele passa a ter guarda compartilhada. Jooey Deschanel e Charlie Cox interpretam os tutores atrapalhados que disputam o afeto do cãozinho.

Merv é levado para um resort canino numa tentativa de alegrá-lo e se tem uma coisa que Gus (ou Merv) sabe fazer é demonstrar tédio. Ele é excelente no papel de apático e entediado. E o mais legal é que ele e os demais cães que aparecem no filme tem suas atuações reconhecidas nos créditos dos atores (nos letreiros finais).

O resort é de extremo luxo. Acho que ainda não existe nenhum assim no Brasil. Tem o trivial como piscina, jogos, entretenimentos diversos, salão de beleza,mas conta até com uma "comunicadora animal" que faz sessão de terapia com os cães para contar aos tutores como eles estão se sentindo.

A história, beeeem leve, se passa em clima natalino, então é uma boa opção para relaxar e deixar os filmes de ação e sangrentos de lado.


Vale ressaltar um momento bem breve do filme, mas que retrata uma cruel realidade: a eutanásia dos animais que "vencem o prazo" de serem adotados nos abrigos. Não tem nenhuma cena mostrando o final trágico desses cães, mas Merv ganha uma companheirinha salva deste destino que é muito comum nos Estados Unidos.

Vejam que o Brasil, apesar de casos isolados e extremos de maus-tratos a animais, ainda assim não mata animais de rua. Há um batalhão de protetores espalhados por todo o país e uma lei federal que proíbe a matança de animais de rua.

O que acontece em vários Estados americanos é horrível. Quando os abrigos lotam, matam os animais que estão lá há mais tempo para receber novos moradores. Tem abrigo que mata os animais no final do ano quando todos os funcionários entram em férias. Tem abrigo que ainda usa câmara de gás.

Tem alguns grupos que ficam levando alguns desses animais "condenados" à morte para abrigos que tenham vagas. É um cenário pavoroso. Tenso. O Brasil está muito, mas muito mais avançado que os EUA nesse assunto.

Bom... Fiquem com o trailer de Merv:


Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal

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Eles eram mais de 100 gatos vivendo num casarão de 1924 instalado no histórico bairro do Ipiranga, em SP. Hoje restam 17 graças a um trabalh...