segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Orelha: Deter jovens que matam animais salva também crianças e pessoas indefesas


Orelha já estava na sua hora de dormir, quietinho em sua casinha, quando foi atraído para um local fora do alcance das câmeras. Certamente, ao ser chamado, foi feliz abanando o rabinho. Crianças também são atraídas por brinquedos e doces porque os psicopatas têm como alvo os ingênuos e indefesos. 

Muita gente acha um exagero fazer manifestações como as que foram feitas para o cão Orelha, mas essas pessoas desconhecem o fato de que detectar assassinos de animais, especialmente aqueles que matam com requintes de crueldade, é detectar alguém que provavelmente fará o mesmo com crianças.

Vocês já viram quantas crianças desaparecem sem deixar nenhum rastro, sem nenhum pedido de sequestro? 

A carreira de um psicopata, na grande maioria dos casos, começa matando animais. É o processo natural de aprendizagem da crueldade antes de migrar para vítimas humanas, em geral, com pouca ou nenhuma chance de se defender como crianças, mulheres e idosos. 

Os psicopatas são frios, dissimulados, mentirosos e sem qualquer sentimento de culpa. Para eles, o sofrimento alheio é diversão. Animais incendiados, enterrados vivos, espancados até a morte, enforcados, torturados, envenenados ou mortos por qualquer tipo de violência são a marca de sangue e dor que os psicopatas vão deixando pelo caminho.

Segundo a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Lima, autora do livro "Mentes Perigosas - O psicopata mora ao lado", é importante não confundir o psicopata com doentes mentais. Os psicopatas não sofrem de delírios ou alucinações (como na esquizofrenia) e nem de depressão. A parte racional deles é íntegra, por isso sabem perfeitamente o que estão fazendo e são ardilosos o suficiente para enganarem suas vítimas. 

E isso fazem tanto com pessoas quanto com animais.

Por isso é muito importante denunciar assassinos de animais para salvar não somente outros animais, mas também crianças e gente indefesa.

Texto: Fátima ChuEcco, parcialmente extraído da coletânea "Somos todos animais"

Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal

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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Vídeo: Orelha leva milhares para a Paulista. Emocione-se

 


Milhares de pessoas compareceram à manifestação pelo cão Orelha e outros animais assassinados no Brasil no domingo, dia 1 de fevereiro. A passeata, que saiu do Masp e tomou os dois lados da Avenida Paulista, tinha também inúmeros cachorrinhos. Cartazes, banners, camisetas, adesivos, gritos depedindo justiça... teve de tudo na manifestação. E foi emocionante!

Veja o vídeo com os melhores momentos:


Manifestação gigante desse jeito em SP só aconteceu em 2012 com o Movimento "Crueldade Nunca Mais" quando a Avenida Paulista recebeu 10 mil manifestantes. Dessa vez, o estopim foi a morte brutal de um cãozinho comunitário que vivia há 10 anos na Praia Brava, em Santa Catarina.



Logo depois, outro cão comunitário, o Abacate, foi morto a tiros no Paraná. E há outros casos pelo Brasil. Um deles, o do cão Sansão que teve as patas traseiras amputadas, inspirou a lei federal que aumentou a pena para quem maltrata ou mata animais. Hoje a pena é de 2 a 5 anos e aumenta se o animal morrer por conta da violência.





Texto, vídeo e fotos: Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal

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sábado, 31 de janeiro de 2026

Emília é exemplo de adoção responsável! Conheça essa história


 A gatinha Emília foi jogada dentro da minha casa quando ainda era um bebê... talvez tivesse quase um mês de idade. Na época a saudosa Ághata Borralheira, minha gatinha e protagonista de livro de mesmo nome, ainda era viva. Inclusive, Emília faz parte de uma das histórias do livro.

Ághata e Emília tinham patinhas brancas, o que confere charme aos gatos com essas características. A adoção foi rápida e ela também nos encantou aqui em casa como um raio.

É um exemplo de adoção responsável porque sua tutora até hoje, passados quase oito anos, ainda me envia fotos dela (como as do vídeo). É muito importante que, depois de uma adoção, o contato seja mantido para evitar casos tristes como os que vemos todos os dias com animais adotados e pouco tempo depois deixados à própria sorte ou até pior.

Vejam o vídeo da Emília. Deliciosas imagens:



Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Caso Cão Orelha: Cabe indenização por dano moral coletivo (comoção nacional)


Na foto Orelha é abraçado por Abacate - outro cão comunitário morto a tiro na terça, dia 27 de janeiro. Lembram da pequena yorkshire frequentemente agredida e morta por uma enfermeira em 2012? A acusada foi condenada a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais coletivos já que a comoção foi nacional e, inclusive, foi um estopim para o Movimento "Crueldade Nunca Mais" que encheu a avenida Paulista com mais de 10 mil manifestantes, entre os quais havia famílias inteiras e crianças.

No caso do Orelha também cabe indenização. Vejam a explicação do advogado criminalista Dr. Gil Ortuzal e repasse para que mais gente saiba disso:

“A brutalidade praticada no caso do cão comunitário Orelha extrapola qualquer esfera individual e alcança diretamente a moralidade pública e o sentimento coletivo de repulsa à crueldade. Trata-se de uma violação grave a bens jurídicos difusos tutelados pela Constituição Federal, especialmente pelo artigo 225, que impõe ao Poder Público e à coletividade o dever de proteger os animais contra práticas cruéis. Nesses casos, a responsabilização civil por dano moral coletivo é plenamente cabível, podendo ser buscada por meio de ação civil pública movida pelo ministério público ou mesmo a associação protetora dos animais, independentemente da responsabilização criminal dos agressores, como forma de reprovação social, prevenção de novas condutas e reafirmação dos valores éticos da sociedade.”

"Em ação civil pública, a responsabilidade pelo pagamento de dano moral causado por menor de idade recai, prioritariamente, sobre os pais ou tutores. Eles respondem pelos atos dos filhos menores sob sua autoridade e companhia (art. 932, I, CC), com responsabilidade objetiva (independe de culpa). 

O Artigo 932 do Código Civil brasileiro (Lei nº 10.406/2002) estabelece a responsabilidade civil indireta ou por ato de terceiro. Ele determina que pais, tutores, empregadores, donos de hotéis e educadores respondam objetivamente pela reparação de danos causados por seus filhos, pupilos, empregados, hóspedes ou educandos, facilitando a indenização à vítima. 

Principais Responsáveis (Art. 932, CC):

I - Pais: Pelos danos causados pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e companhia.

II - Tutor/Curador: Pelos danos dos pupilos/curatelados que se acharem nas mesmas condições".

Resumindo: Condutas que geram grande clamor e impacto social podem gerar ações de caráter coletivo por atingirem a comunidade como um todo.

Proposta para Lei Orelha:

Já que no Brasil menores de idade não são presos, uma Lei poderia ser criada em homenagem ao Orelha (e tantos outros). Essa lei poderia exigir indenização coletiva para crimes hediondos contra animais e que geram comoção nacional (como foram os casos do Lobo e da Manchinha), determinando que o valor pago seja totalmente dirigido a ONGs de proteção animal e hospitais veterinários públicos.

A pena de serviços comunitários é branda demais. Não causa impacto nos assassinos e nem em seus responsáveis. Mas indenização financeira volumosa por dano moral coletivo pode ter um efeito mais concreto nesses casos.

Além disso, em se tratando de menores de idade, os criminosos precisam ser monitorados pela polícia, pois, inúmeros estudos mostram que todo psicopata inicia sua carreira matando animais, às vezes até mesmo na infância.

Relembre esse exemplo de Lei inspirada em crime contra animal:

Lei Sansão (2020): O pitbull de dois anos de idade teve as duas patas traseiras decepadas. Ele sobreviveu, foi tratado e morreu em dezembro de 2024. O caso inspirou a Lei Sansão ou Lei 14.064/2020 que aumentou a pena de maus-tratos contra animais para 2 a 5 anos de prisão. A pena é aumentada de um sexto a um terço se o crime provocar a morte do animal. 

Estátua para Orelha na Costa Brava (SC):

A ideia é muito boa, mas apenas se for colocada uma lápide informando as pessoas o motivo da homenagem. Tipo assim: "Cão comunitário idoso, dócil e amado por todos brutalmente assassinado por adolescentes".

Texto Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal

Fotomontagem da abertura: gostaria de dar o crédito mas ainda não sei quem é o autor

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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Manifestação pelo Orelha quinta e domingo em SP e Santos. Participe!!!


O brutal assassinato de Orelha por adolescentes em Florianópolis (SC) comoveu o Brasil e várias manifestações/caminhadas estão sendo programadas. Na Capital de SP tem protesto no Masp (Av Paulista) na quinta-feira dia 29 às 18h e domingo, 1º de fevereiro às 10h. Tem em Santos também no domingo às 10h.

Embora nenhuma outra manifestação tenha superado a "Crueldade Nunca Mais", realizada em 2012 na avenida Paulista, com mais de 10 mil pessoas, todos os protestos são importantes para motivar leis de proteção animal. O caso Sansão é um exemplo. Relembre:

Sansão (2020): O pitbull de dois anos de idade teve as duas patas traseiras decepadas. Ele sobreviveu até dezembro de 2024. O caso inspirou a Lei Sansão ou Lei 14.064/2020 que aumentou a pena de maus-tratos contra animais para 2 a 5 anos de prisão. A pena é aumentada de um sexto a um terço se o crime provocar a morte do animal.

Caso Joca (2024): Joca tinha cinco anos quando morreu durante um transporte aéreo pela Gol. Por engano, o cão foi enviado à Fortaleza passando 12 horas no porão da aeronave. Não resistiu. A tragédia incentivou as empresas a reverem seus protocolos nas viagens com animais. Mas o ideal é que cada cia aérea tivesse pelo menos um avião apenas para viagens com animais nas cabines. Assim todos os tutores voariam em seguranças com seus animais de estimação.

Caso Manchinha (2018): Talvez o caso de maior repercussão nacional. Manchinha vivia nos arredores de um Carrefour de Osasco (SP) quando foi morto a pauladas por um segurança terceirizado. Houve inclusive indignação internacional. Em Osasco houve manifestação gigante.



Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

EUA: Centenas condenados à morte e salvos por aviões de resgate


Centenas de animais saudáveis, incluindo filhotes de cães e gatos, são condenados à morte nos EUA apenas por estarem em canis lotados... e isso acontece o ano inteiro. Mas na madrugada do dia 23 de janeiro, a Wings of Rescue realizou uma de suas maiores operações de salvamento levando esses animais, de avião, para locais seguros. Salvaram 500 vidas!!!

"Abrigos em Houston, Abilene e no norte do Texas estão operando acima da capacidade. Animais saudáveis ​​e aptos para adoção estão ficando sem tempo simplesmente porque o espaço acaba. Esses vôos não resolverão a superlotação de canis da noite para o dia, mas salvarão mais de 500 vidas, transferindo animais para canis com vagas disponíveis e encaminhando-os para adoção. Em uma noite, três aviões, nove estados e centenas de vidas transformadas", diz a nota no instagram do @wingsofrescue_official

"Isso é viver em um mundo de possibilidades. Requer planejamento, parceiros e apoio. Cada vôo acontece porque pessoas decidem intervir. Se você acredita que animais saudáveis ​​e prontos para adoção merecem mais do que um prazo, esta missão é para você. Ajude a manter esses vôos no ar!", é dito no instagram do grupo de resgate.

Diferente do Brasil, onde uma lei federal proíbe a eutanásia de animais recolhidos das ruas, inúmeros estados dos EUA matam os animais quando os abrigos sustentados pelo governo lotam. No Brasil existem programas de castração gratuita, castração de animais comunitários e campanhas de adoção. Não é um trabalho perfeito, pois, existem falhas e falta de apoio para abrigos particulares, porém, o Brasil não aceita sacrificar animais que podem, um dia, conseguir um lar.

Já nos EUA, locais como Texas, Flórida, Califórnia e muitos outros, ainda recolhem animais das ruas e os sacrificam numa prática obsoleta que sequer resolve o problema de controle populacional desses animais. E há cidades remotas onde ainda se usa câmara de gás causando mortes lentas e sofridas. Inclusive, um tempo atrás escrevi sobre uma gatinha que sobreviveu duas vezes à câmara de gás (e também ao refrigerador) e foi adotada. Leia essa incrível história acessando em:

Gata sobrevive à câmara de gás e ao refrigerador | Jusbrasil

No Texas, moradores locais normalmente tentam adotar os animais que estão no "corredor da morte". Esse corredor já existiu no Brasil no tempo das terríveis "carrocinhas" (só os mais velhos conheceram). Mas em São Paulo isso acabou, por força de lei estadual, há mais de dez anos... dez anos gente! E no resto do Brasil acabou por lei federal há dois anos.

Tomara que os estados americanos nos copiem porque a castração em massa é o caminho mais eficiente e humano para saúde pública e controle populacional.


Ajude nesse trabalho. Apoie a Wing of Rescue. Acesse o Instagram wingsofrescue_official

Acesse também o Instagram nathanthecatlady que participa ativamente das operações

Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal

Fotos: instagram @wingsofrescue_official

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domingo, 25 de janeiro de 2026

Abaixo-assinado contra massacre de gatos na Nova Zelândia. Assine!!!


Milhares de gatos na Nova Zelândia e também Austrália estão na mira de massacres por meio de envenenamento e caça com arma de fogo. Embora tratem esses gatos como selvagens, na verdade são gatos domésticos que foram abandonados ou que se perderam de suas casas próximas de florestas e seus descendentes. Mas ainda que fossem naturalmente selvagens, nada justifica essa perseguição insana e cruel.

A alegação é que os gatos estão exterminando diversas aves nativas, mas ninguém fala do desmatamento e queimadas (frequentes nos dois países) que roubam dessas aves local para ninhos e fonte de alimentos. É mais fácil culpar os gatos que enfrentar a forte indústria agropecuária, dentre outras, que acabam com o meio ambiente propício para animais nativos.

Em face disso, foi criado um abaixo-assinado pedindo ao governo da Nova Zelândia que não permita a caça dos gatos, inclusive por crianças. Há competições incentivando meninos e meninas a matarem a pauladas os gatos, filhotes, gatas gestantes... é uma brutalidade ensinada aos menores de idade.

No ano passado inúmeros cientistas atestaram que há métodos de controle populacional humanitários e muito mais eficazes. 

Por favor, assine a petição clicando em https://c.org/kbbJB2Gq9Y 

A tradução do texto do abaixo-assinado segue abaixo:

Nova Zelândia permite competições anuais de caça a gatos, ao mesmo tempo que planeja incluir gatos selvagens no programa Predator Free 2050, visando, na prática, sua completa erradicação.

Gatos selvagens — muitos dos quais são animais de estimação abandonados ou seus descendentes — enfrentam capturas, envenenamento e abate em todo o país. As competições de caça não apenas normalizam, como também recompensam a violência, ensinando crianças e comunidades que a crueldade é aceitável, enquanto alimentam a obsessão da sociedade com a violência e seu contínuo desrespeito pelo valor da vida.

Como escritora e defensora ferrenha dos animais, eu, Viola Di Grado, peço ao governo da Nova Zelândia que suspenda a erradicação letal de gatos selvagens e proíba as competições de caça. Também os exorto a adotar alternativas humanitárias e baseadas na ciência, como os programas de Captura, Esterilização e Devolução (CED), castração, microchipagem e manejo responsável de animais de estimação.

Por que isso importa:



A erradicação letal de animais inocentes não é apenas moralmente inaceitável, mas também causa extremo sofrimento. Iscas envenenadas, armadilhas e tiros são frequentemente dolorosos, lentos e indiscriminados. Competições de caça incentivam ainda mais a crueldade, ensinando às comunidades que ferir animais é entretenimento. Existem alternativas humanitárias e eficazes para proteger a vida selvagem, respeitando o bem-estar animal.

Esta petição é apoiada pela organização sem fins lucrativos americana de proteção aos gatos, Ally Cat Rescue, que pressionou a decisão do programa Predator Free 2050 contra a caça de gatos selvagens no início de 2025, por meio de uma carta assinada por 178 cientistas, veterinários e especialistas em controle animal. A carta citava evidências científicas de que a erradicação de gatos selvagens em toda a Nova Zelândia é uma meta desumana e impossível, enquanto campanhas de esterilização em larga escala seriam mais eficazes. Nenhum dos destinatários da carta respondeu.

Assine esta petição para defender os gatos, promover a compaixão e acabar com a crueldade na Nova Zelândia.

Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal

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O espancamento de Orelha prova o quanto estamos numa sociedade cruel e doentia


"Os mansos herdarão a terra", mas não essa Terra. Isso fica evidente quando vemos casos como o do cão Orelha, brutalmente assassinado por quatro adolescentes que o atacaram de forma covarde e ainda se divertiram fazendo isso, na Praia Brava, em Santa Catarina, no início de 2026.

Aos dez anos de idade, já com com pelinhos brancos, certamente Orelha não conseguiu reagir ao primeiro golpe, não conseguiu fugir e deve ter caído no chão, dando a chance de ser espancado quase até a morte. Morreu pouco tempo depois devido à gravidade das lesões na cabeça... estouraram a face dele.

Isso não é "coisa de adolescente". Isso é coisa de indivíduos que já demonstram perfil psicopata e a grande maioria dos psicopatas começa matando animais justamente na adolescência... depois migram para o assassinato de adultos.

Infelizmente, também não é um caso isolado. Em 2025 houve 5.600 denúncias de violência contra animais em Santa Catarina. Imagine no Brasil todo!

No Brasil, adolescentes não são condenados e presos nem por assassinato de pessoas, desprezando totalmente uma conduta doentia que deveria, ao menos, ser monitorada de perto pelas autoridades. Eles matam, estupram... e a vida segue porque supõe-se que a regeneração virá quando fizerem 18 anos. Regenerados assim... instantaneamente.

Quem ataca covardemente um cão idoso e indefeso, certamente não hesitará em espancar uma mulher ou qualquer pessoa sem condições de se defender. É assim que vemos todos os dias mulheres, idosos e crianças assassinadas. É assim que vemos uma simples briga no trânsito ou desentendimento num bar terminar em morte.

Imaginem a dor que Orelha sentiu, não só a física, mas a emocional, de se ver cercado por covardes armados de paus com pregos. Justo ele, tão manso, tão sorridente, andando tranquilo pelaareia da praia e confiando cegamente nos humanos.

Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal, autora da série "Assim começa a carreira de um psicopata" que reúne inúmeros casos de psicopatas que mataram animais antes de assassinar pessoas


Gatinho perdido há 15 dias estava na casa de um pitbull. Como pode?


Quando gatinhos se perdem os tutores procuram em todo lugar, menos nas casas onde vivem cachorros. Mas o gatinho Pesto, de SP, prova o improvável. Depois de 15 dias desaparecido em que deixou sua família "louca" atrás dele, Pesto finalmente foi visto entrando na casa de um pitbull onde, aliás, outro gatinho também estava vivendo no meio de tralhas e materiais de construção.

Mas para entender como ele foi parar lá e como o descobriram nesse local, vamos começar pelo começo.

Pesto escapou de casa no dia 29 de dezembro de 2025 e, em se tratando de um gatinho que vivia em casa telada, sem acesso à rua, a tendência era de Pesto buscar um abrigo o mais próximo possível. No dia 30 ele foi visto do lado externo de uma janela num prédio pertinho de sua casa. Depois disso sumiu de vez!

Como havia colônia de gatos próxima e também galpões enormes nas redondezas, esses locais seriam atraentes para um gato que nunca foi para a rua. No entanto, uma única foto me fez mudar de ideia quanto ao seu paradeiro. Eis:


A expressão corporal e o olhar de Pesto é de muita aflição nessa foto. Está acuado, desconfiado, com medo... Então, nesse estado, deduzi que ele procuraria um esconderijo por ali mesmo e não andaria até a colônia que ficava um pouco mais distante.

A casa do pitbull era praticamente vizinha do prédio onde ele foi fotografado e não tinha ninguém morando nela. Só ficava ali o cachorro que era alimentado por uma pessoa que entrava na casa para cuidar dele e já ia embora.


Como consultora sobre gatos perdidos, aconselhei a tutora Raquel Araujo Oyakawa a criar pontos de alimentação nas duas laterais do prédio e do outro lado da rua. Bingo! Pesto começou a aparecer para comer e numa dessas vezes foi visto entrando na casa do pitbull.

Mas a captura não foi nada simples. A família toda se uniu. O cuidador do pitbull abriu a casa, prendeu o cachorro e foi uma correria danada para conseguir agarrar o gatinho.

Vejam o depoimento da tutora:


Foram 15 dias que pareceram uma eternidade, um pesadelo que só quem viveu sabe. Devido a um descuido, Pesto ficou trancado no quintal por horas e quando abri o portão da garagem, no desespero, ele escalou o muro e fugiu.

Quem ama gato sabe: só a ideia de acontecer algo assim já é desesperadora e quando isso se torna realidade nosso coração fica totalmente despedaçado e a sensação de impotência toma conta. O Pesto é muito meu companheirinho, carinhoso, extremamente caseiro e medroso… então quando ele desapareceu, fiquei completamente perdida.

Passamos a primeira semana e meia tentando os métodos de busca conhecidos pelo senso comum: espalhar cartazes, falar com vizinhos, chamá-lo na rua e tentar atraí-lo com ração, mas tudo de forma arbitrária, atirando para todos os lados e esperando resultado. Conforme passavam os dias, o desespero tomava cada vez mais conta e o desgaste físico e mental tornavam difícil enxergar um caminho, além de ser quase impossível não se deixar abalar por comentários de que não havia mais o que ser feito além de esperar algum contato de quem o encontrasse ou que alguém deveria ter pego meu gatinho e não iria devolvê-lo (discurso que mais ouvi), além de claro, não deixarmos de imaginar o pior.


Pouco mais de uma semana depois da fuga, conheci o trabalho da Fátima da @BuscaCats e, sinceramente, foi um divisor de águas nessa história. Desde o primeiro contato, deu pra perceber o quanto o conhecimento dela sobre gatos é profundo. Ela ouviu toda a história, perguntou sobre a rotina, a personalidade, os medos e hábitos do meu gato, analisou o local de fuga dele e a partir disso montou uma estratégia inteligente e focada, que permitiu colhermos mais informações até chegar ao resultado positivo.

Um ponto que fez toda a diferença foi o incentivo à busca ativa. Depois das tentativas frustradas, enquanto os dias corriam e o desespero aumentava, eu me sentia completamente perdida, não sabia mais o que fazer… mas a Fátima me mostrou que sair, observar, procurar nos horários certos, saber onde colocar as iscas e, principalmente, insistir era fundamental. Ela também me orientou muito bem sobre como abordar os vizinhos: o que falar, como falar, quais perguntas fazer e até como pedir ajuda de forma mais eficiente. Cada orientação tinha um porquê, sempre baseada no comportamento felino e na história do meu gato, nada era aleatório.


E algo que me marcou bastante foi o cuidado com a parte emocional e energética. A Fátima trouxe dicas sobre intenção mental, conexão com o gatinho, manter o foco e não agir só pelo desespero. Parece sutil, mas fez toda a diferença. Me ajudou a manter a calma, a confiança e a sensação de que, de alguma forma, ele estava me sentindo ali, procurando por ele.

E então, depois de 15 dias, conseguimos resgatá-lo. O alívio, a felicidade, o choro… é inexplicável. Feliz demais por nossa história ter um final feliz e muito grata de ter tido essa assessoria que, sem dúvida nenhuma, foi indispensável para trazermos o Pesto para casa são e salvo.

Raquel também desenhou um daruma - boneco japonês que representa perseverança e superação. O costume é pintar um olho dele e fazer um pedido e, quando o pedido for realizado, pintar o outro olho.

Vejam:


DICA Valiosa:

Não desprezem casas com cachorros na busca por gatos perdidos. Com gatos tudo é possível.

Fátima ChuEcco - jornalista, escritora, fundadora e consultora da @BuscaCats - única consultoria especializada em gatos perdidos do Brasil http://buscacats.blogspot.com


sábado, 24 de janeiro de 2026

Grupo de gorilas das montanhas enfrenta metapneumovírus humano


Do Natal para cá as coisas não andaram muito bem para o grupo Kwitonda de gorilas das montanhas. Os 19 membros vivem no Parque Nacional de Vulcões de Ruanda e são monitorados pela equipe assistencial do Gorilla Doctors. Vários deles, incluindo os dois silverbacks (costas prateadas ou líderes), se contaminaram com o metapneumovírus humano que circula há 20 anos pelo mundo causando problemas respiratóerios nas pessoas.


É considerado um vírus comum sem grandes complicações, mas em gorilas pode ser fatal. O contato com turistas leva até os gorilas vírus dos quais eles não estão preparados para se defender. Por isso o ideal é que os humanos usem máscaras na aproximação com os gorilas - o que muitas vezes não acontece.


A equipe do Gorilla Doctors precisou intervir aplicando antibióticos e acompanhando a saúde de 16 membros que ficaram doentes apresentando tosse, secreção nasal e letargia. O silverback chamado Karevuro, inclusive, se manteve um pouco afastado do grupo por uns dias - o que foi motivo de preocupação.


Também um bebê ficou doente, mas felizmente sua mãe foi vista amamentando-o recentemente. Após as intervenções medicamentosas os gorilas foram se recuperando e em 22 de janeiro pareciam bem segundo os médicos do Gorilla Doctors. Embora sejam veterinários de formação, eu prefiro chamá-los de médicos porque não tenho nenhuma dúvida de que gorilas são pessoas.

Conheça e apoie o trabalho do Gorilla Doctors. Acesse Gorilla Doctors - Mountain Gorilla Veterinary Project & Centro de Saúde da Vida Selvagem da UC Davis Gorilla Doctors

Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal, apaixonada por gorilas das montanhas (escrevendo sobre eles desde 2009)

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Gatinho Filou andou mesmo 250 km ou pegou carona no motor de um veículo?


Será que Filou, estando perdido numa estrada, em ponto onde tradicionalmente motoristas fazem uma pausa, não entrou no motor de veículo que seguiu na mesma direção que seus tutores e que, por sorte, o deixou em Homps, vilarejo bem próximo a Olonzac, na França, onde ele mora?

Prefiro acreditar que Filou intuiu que um determinado carro ia na direção da sua casa do que ele mesmo ter andado 250 km com suas patas. Os gatos têm um sexto sentido apurado. São muito intuitivos.

Embora a versão do gatinho atravessar uma longa distância tenha uma narrativa cativante, não é o que costuma ocorrer na realidade. Estudo publicado na Scientific Reports, importante revista focada em pesquisas de comportamento animal, mostra que gatos domésticos, quando fogem, costumam ficar por perto, em geral, até 50 metros de suas casas, podendo chegar até 200 metros com o passar dos dias.

É por isso que a maioria dos gatos que vivem exclusivamente dentro de casas, quando se perdem, são achados, geralmente, em imóveis vizinhos. Já os gatos de vida livre (criados soltos), diz a pesquisa, podem se afastar mais, porém, não andam grandes distâncias. 

Os cães sim são andarilhos por natureza e podem atravessar vários quilômetros por dia dependendo do porte físico e condição de saúde. Os gatos tendem a buscar abrigo ou esconderijo o mais próximo possível da onde escapam.

O caso

Filou virou notícia em todo o mundo depois que se divulgou que ele teria percorrido 250 km (a quatro patas) depois de escapar de seus tutores durante uma viagem, quando eles voltavam da Espanha para Olonzac, na França, onde vivem. Ele teria saltado pela janela do motorhome numa parada que o casal fez no caminho.

Cinco meses depois Filou foi resgatado a meio quilômetro de distância de sua casa e graças ao microchip teve sua família localizada. Magro, abatido, desidratado e com as patinhas esfoladas, o veredicto "mais emocional que técnico" apontou que o gatinho teria cruzado centenas de quilômetros sozinho utilizando-se de seu senso de direção.

O perigo de uma história como a de Filou

Embora histórias como a de Filou encham de esperança os corações de quem está com uma gatinho perdido, pode também gerar um efeito negativo fazendo os tutores acreditarem que seus gatinhos voltarão para casa sozinhos. Isso pode desmotivar buscas intensas nos arredores que são cruciais para se encontrar um gato perdido.

Em meu trabalho como consultora sobre gatos perdidos vejo muita resistência em algumas pessoas em acreditar que o gato está preso ou escondido muito perto de casa ou da onde ele escapou. E muitos bichinhos morrem por conta disso. 

Já registrei inúmeros casos, com depoimentos e fotos no blog da BuscaCats, de pessoas que só acharam seus gatos porque se dedicaram no entorno da onde o gato se perdeu. Elas se embrenharam em buscas diárias ao invés de procurarem longe ou de cruzarem os braços achando que o gato voltaria sozinho ou que estaria sendo cuidado por alguém.

Quem ama, procura.

Também registrei alguns casos de gatos encontrados, por exemplo, em outro bairro, mas que foram parar lá no motor de um carro. E de outros que até voltaram sozinhos, mas porque estiveram acidentalmente presos em algum local próximo que, por sorte, foi reaberto e deu a eles a chance de voltarem para casa.

Que a história de Filou inspire os tutores a acreditarem num reencontro com seus gatos perdidos, mas nunca os faça desistirem de procurar seus gatinhos na vizinhança achando que voltarão sozinhos.

Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal, escritora e fundadora da editora www.miaubookecia.com e consultora da @buscacats (única consultoria especializada em gatos perdidos do Brasil) http://buscacats.blogspot.com




Orelha: Deter jovens que matam animais salva também crianças e pessoas indefesas

Orelha já estava na sua hora de dormir, quietinho em sua casinha, quando foi atraído para um local fora do alcance das câmeras. Certamente, ...