domingo, 2 de agosto de 2026

ANIMAL SENTE e PENSA porque a raíz dos sentimentos está nos pensamentos


Esse artigo é um dos mais lidos e elogiados do meu blog. Por isso estou republicando. Com tanta ignorância humana causando a morte de animais em massa, além das torturas diversas a que são expostos, achei que convém destacar esse texto novamente. E se vc concordar com ele, por favor, compartilhe.

Persiste o pensamento de que animal é irracional, ou seja, que não pensa.
Se tem uma coisa que me custa a crer é como uma gigantesca população de humanos em pleno século XXI, incluindo vários protetores de animais, ainda justifica atos de cães, gatos e outros animais como puramente instintivos e/ou irracionais. Até um dos slogans mais conhecidos prega: não importa se eles pensam, importa que eles sentem... como se uma coisa estivesse completamente desconectada da outra.

Claro que eles têm direito à vida independente se pensam ou não, mas a questão é que eles sentem e pensam. Acreditar que apenas as pessoas são capazes de pensar é o que mais reforça a supremacia humana. É o argumento que mais confere poder aos humanos sobre as demais espécies.

Mas onde e como nascem os sentimentos e emoções? Nascem da apuração racional de uma situação, ou seja, a raíz das emoções é o pensamento... emoção é a resposta da interpretação daquilo que se vê e/ou experimenta. O sentimento depende de um pensamento sobre o que o ser experimenta.

Podemos excetuar o instinto materno que é naturalmente mais instintivo em qualquer espécie incluindo entre os humanos, mas a grande maioria de ações executadas pelos animais tem sim muito de racional. A mente deles registra fatos, têm memórias boas e ruins, e isso tudo vai gerando emoções e sentimentos diversos como amor, medo, saudade e raiva.


Sim... eles podem odiar. Muita gente insiste em dizer que os animais só são capazes de atos violentos por instinto de sobrevivência (em busca de comida, disputa de fêmeas etc) e que se atacam alguém aparentemente sem motivo é porque foram induzidos de alguma forma a esse comportamento. Não é verdade. 

Os animais têm PERSONALIDADE. Eles têm ÍNDOLE como nós. Essa personalidade se forma da mesma forma que a nossa, ou seja, a partir de experiências individuais (felizes ou traumáticas) e com a interpretação que eles vão tendo a respeito de tudo que está ao redor deles.

Então nem todos os cães, gatos e outros animais são “bonzinhos". Alguns são solidários, outros egoístas. Uns são calmos, outros agitados. Uns são amorosos, outros mais agressivos. E nada disso tem a ver com a “raça”, mas com a personalidade de cada um deles construída a partir do que cada um experimentou na vida e, especialmente, como interpretou ou absorveu essa experiência. Assim, é completamente errado dizer, por exemplo, que gato persa é manhoso e tigrado é mais arisco. 

Deixa um gatinho persa crescer na rua e um vira-lata, que prefiro tratar como “mestiço”, ser criado cheio de mimos. Cada um deles responderá de acordo com o ambiente em que vive. A personalidade de cada um deles será formada com essas experiências e a interpretação que fará delas independente da quantidade de pelos ou se tem olhos azuis.


E a personalidade é uma coisa tão evidente que basta observar uma colônia felina por uns dias ou uma casa cheia de gatos que qualquer pessoa poderá perceber diferenças gritantes entre todos os membros. Haverá gato mais tímido, outros mais confiantes, gato manso e gato mais arisco, gato mais sonoro (falante) e outros que quase não miam, gato que brinca a vida toda e outros que são pouco interessados em brincadeiras, uns comilões e outros de apetite mais moderado.

Gatos num mesmo ambiente e enfrentando as mesmas condições de vida podem desenvolver comportamentos completamente diferentes. 

E por que isso acontece?

Se fosse apenas instinto e se fossem irracionais teriam comportamento padrão... só que não.
Nós somos iguais a eles nesse campo. Dois irmãos podem crescer juntos num palácio. Um pode se tornar um príncipe e outro um carrasco. Dois irmãos podem crescer juntos num cortiço bem pobre e violento. Um pode seguir o caminho da marginalidade e outro se tornar um advogado. 

Isso sem falar em características próprias. Embora cresçam num mesmíssimo ambiente, algumas crianças serão mais risonhas, outras mais sérias, outras mais tímidas e algumas mais atiradas... isso porque cada uma fará sua própria interpretação do meio e reagirá de forma muito individual apesar de viver em coletividade.


Isso acontece com cães e gatos e outros animais. Isso acontece até com passarinhos que, à primeira vista, podem parecer padronizados. Eu mesma assisti à criação de vários filhotes de pardais no quintal da minha casa e pude ver que eles também têm personalidades distintas desde cedo.  Quase sempre um dos filhotes é maior, come mais e até pisa no outro para receber mais alimento dos pais. Esse acaba aprendendo a voar mais rápido e se manda com a família, deixando o filhotinho mais mirrado para trás. 

Mas vi filhote grande, que já sabia voar, se recusar a deixar o irmãozinho. Ele ficou perto dele por vários dias para garantir que os pais continuassem alimentando os dois. Somente quando o menorzinho também adquiriu forças para voar é que o irmão maior deixou o chão em definitivo. 

E já testemunhei o contrário. Irmão maior agressivo com o menor, que pegava toda a comida oferecida pelos pais e voou assim que pôde. O irmãozinho ficou largado... os pais o abandonaram... e levei-o para os biólogos do Ibirapuera, mas já era tarde... estava muito desidratado e desnutrido.

Todo ser que carrega uma personalidade “pensa”, raciocina, porque a personalidade (da onde advém o comportamento) nasce da “apuração pessoal” do que acontece ao nosso redor.



Exemplo da minha gata. Claro que ela pensava e muito!
Às vezes durmo tarde e acordo tarde, passando da hora que costumeiramente coloco comida fresca nos potinhos das minhas gatas. Às vezes, nessas ocasiões, estou também com a porta do quarto fechada para não ter o sono interrompido por elas logo cedo. Mas a Ághata descobriu como me fazer levantar da cama. Ela ficava puxando a porta do armário debaixo da pia da cozinha que é daquele tipo que volta sozinha graças a um sistema de mola. Então ela puxava a porta com a patinha e soltava...

repetidas vezes. O som é algo assim “pum... pum... pum”, como marteladas numa parede. Ela fazia isso até eu levantar e só fazia quando passava muito da hora de acordar. Isso não é instinto. Ela “descobriu” e "aprendeu" uma forma de me perturbar. Ela “pensou” sobre alguma forma de emitir ruído capaz de me fazer sair da cama. Quando você descobre algo e aprende com aquilo... isso é raciocínio. O que a gente herda da natureza e de gerações passadas é instinto, mas o que a gente aprende é fruto de raciocínio.



Outro exemplo nítido. Não só de raciocínio, mas de comunicação. Uma barata voadora entrou em casa e eu me tranquei no quarto porque tenho verdadeiro pânico de barata. Antes disso pude ver que a barata tinha ido para a área de serviço. A porta do meu quarto está sem fechadura. O buraco me permite ver uma parte da área de serviço (que é comprida). E por esse buraco vi a Ághata brincando com a barata, jogando-a para cima e correndo atrás dela. 

A barata fugia para a parte da área que eu não podia ver pelo buraco da porta, mas a Ághata fazia questão de trazê-la para meu campo de visão e ainda olhava para mim e miava. Ela olhava diretamente para mim. Conseguia ver meus olhos no buraco da porta ou simplesmente sabia que eu estava ali espiando.

Isso durou um tempo. A barata fugia e a Ághata trazia-a de volta para meu campo de visão até que o bichinho virou de barriga para cima e ela desistiu do que para ela era uma brincadeira.




Exemplos como esse e até bem mais complexos não faltam, mas ainda ouço a frase: animal não pensa, é irracional, se atacam alguém é por culpa do ser humano e se são bonzinhos é porque são “puros”. 

Mas tem animal bom e animal ruim 

Exemplo de egoísmo: Já ajudei dois cães que viviam num minúsculo quintal. O menor não conseguia comer porque o maior não deixava e avançava ferozmente nele. Eu precisava fazer manobras fantásticas para alimentar o menor. É culpa da fome? Talvez não. Já vi cães famintos dividindo o mesmo alimento.

Exemplo de solidariedade: Já alimentei também outros dois cães que ficavam num quintal, um pit bull e um cãozinho menor... três vezes menor... e quando jogava ração pelo portão os dois comiam os grãos feito loucos, esfomeados, mas o pit não atacava o cão menor. Se o menorzinho chegava mais rápido na ração o pit corria para outro grão.

Todo animal tem sua própria personalidade por mais que tenha também ações de natureza instintiva. Uma coisa não anula a outra. Também somos assim: uma parte instinto e outra raciocínio. Uma parte boa e outra ruim. E somos predominantemente bons ou maus de acordo com nossa índole. E isso deriva de nossas interpretações a respeito de tudo que nos cerca. Com base nessas interpretações é que fazemos escolhas... e escolher é “pensar em como agir”. 


Todos os animais também fazem escolhas, até as mais simples, como o lugar onde dormir. E eles sentem frio, fome e medo (como diz o slogan para justificar a necessidade de respeitar seu direito de viver)... ok... isso já é o suficiente para serem respeitados... mas negar ou não enxergar que pensam é absurdo em pleno século XXI.

Texto: Fátima Chu🌎Ecco, jornalista, escritora, consultora da @buscacats 😻e fundadora da editora @miaumagazine 🐶🐱








Filme perfeito para amantes de cães. Fala de amizade e abandono...lindo!


O filme indiano "Valatty - Jornada de Amor e Amizade", com roteiro e direção de Devan, vai derreter o coração de quem ama cachorro. O mais legal é que os cães são reais e foram monitorados durante as gravações para que nenhum sofresse maus-tratos ou estresse. O roteiro aborda o romance entre um cachorrinho e uma cadelinha que juntos fogem de casa para ficar juntos. Romance proibido tipo Romeu e Julieta, sabe?


Fora do mundo cor de rosa que eles tinham em boas casas, com tudo da melhor qualidade, os dois vão conhecer a realidade dos cães que vivem nas ruas. Eles vão enfrentar ameaças, fazer amizades e até se envolverem no resgate de cães que seriam usados em experimentos.


Pode parecer infantil, mas não é não. Algumas cenas tem certa violência. Nada de tirar o sono, mas talvez não muito indicado para crianças pequenas.


Na India há pessoas que amam cães, mas por outro lado existem grupos religiosos que os consideram impuros. Então tem famílias proibidas de adotarem cães. O controle populacional de cães também não é nada simpático. Funciona na base da brutalidade e não dá chance dos animais encontrarem um novo lar.

Mas o filme foca duas famílias que tratam muito bem seus cachorros e o diálogo entre os cães atores é uma graça! 


Tem emoção e já aviso: o final é legal. Digo isso porque muita gente não assiste filme de animais que termina mal. Não percam! Na Prime Video.

Separei o trailer e vários trechinhos pra vocês:






Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e atuante na causa animal, escritora e consultora da @BuscaCats
















sábado, 1 de agosto de 2026

"Uma pata lava a outra" na busca de gatos perdidos. História encantadora!


A gatinha Liz, de SP, protagonizou mais uma daquelas histórias desesperadoras em que o tutor acredita que seu bichano, simplesmente, evaporou... de uma hora para outra! E é estrela também de mais um caso de tutor que encontra seu gato perdido após salvar outro durante as buscas.

As duas gatinhas da foto, Lyz (que ficou dias desaparecida) e Lolla, que na época era só uma filhotinha, se conheceram em 2022. A semelhança entre as duas frajolinhas impressiona.

A tutora Lenira Diaconiuc encontrou a pequena Lolla num lava-jato cheio de materiais de construção, enquanto procurava por Lyz. Lenira viu que não tinha como deixar a gatinha naquele local e a levou para casa. Dias depois encontrou sua gata Lyz. 

Por isso costumo dizer que, nesses casos, "uma pata lava a outra", ou seja,  ao ajudar um gato carente, o tutor acaba em seguida encontrando seu próprio gato que estava sumido.
Vejam com as duas estão agora:


Lenira já tinha revirado seu quarteirão inteiro atrás da Lyz sem qualquer sinal, sem nenhum pelinho sequer deixado para trás e que poderia servir de pista.

Como os gatos, diferentes dos cães, não saem andando pelo bairro - a não ser que entrem no motor de um carro ou sejam levados em embora - com a Liz não foi diferente. Ela estava numa casa distante apenas 300 metros da sua e na companhia de outro gato. 

Lyz (foto abaixo) já era castrada na época, mas isso não a impediu de fazer amizade com um gato bem bonito das redondezas e seguí-lo.

Isso mesmo! Liz estava vivendo na casa de outro gato sem dar satisfação a ninguém. 

É bom salientar que a castração não muda personalidade e nem neutraliza a "adolescência" dos gatos. Especialmente se forem jovens, aventureiros e caçadores, podem continuar querendo ir para a rua. Por isso, só mesmo a tela de proteção nas casas podem impedir que escapem e corram riscos.

Mas como Lyz foi encontrada?

Lenira havia colocado cartazes no portão de entrada da escola que fica na mesma rua de sua casa. Foi quando o pai de um aluno reconheceu a gatinha e ligou para ela.

"Ele disse que Lyz chegou acompanhada do gato dele e então ele deixou-a ficar. Quando fui buscá-la, Lyz estava deitada numa casinha de transporte toda sossegada. Ficou cinco dias sumida", conta a tutora.

As escolas são de fato excelentes lugares para colocar cartazes porque geralmente há muitos estudantes que moram próximos ou no bairro.  Outro caminho é panfletar na entrada dos alunos da manhã e na saída dos alunos da tarde. 

Vejam como a Lolla está hoje:


E a Lyz:



Cuidando do emocional

Quando a Lenira me procurou para uma consulta sobre gatos perdidos, fazia apenas dois dias que Liz havia sumido, mas era nítida sua angústia, ansiedade e inconformismo - uma mistura de sentimentos que a maioria dos tutores sente quando o gato "some".

E nessas horas sempre oriento os tutores a fazerem um grande esforço para manter a calma, pois, com a cabeça quente e coração saindo pela boca, ninguém pensa direito. Só que para achar um gatinho é preciso "raciocinar", se colocar no lugar do bichano e calmamente observar que rotas (em todas as direções) ele poderia ter seguido, por onde poderia ter passado ou se escondido... coisas assim.

"Nessas horas não existe coisa melhor do que uma pessoa encorajar a gente, como fez a consultora. Ela me deu muita esperança porque eu já estava desanimando. Ela me ajudou muito a manter a fé para encontrar minha gata".

Vejam que gracinha as duas juntas quando Lolla ainda era bebê:



Tem mais algumas histórias semelhantes a essa no blog  http://buscacats.blogspot.com  como a do Ferrugem e do Ferruginha: a tutora achou um gato idêntico ao seu, ajudou-o e logo depois encontrou seu próprio gato.

Texto: Fátima ChuEcco, jornalista, escritora e consultora sobre gatos perdidos da BuscaCats







"Ele é um Gato" é uma comédia especial para gateiras! Vale a pena ver!


 Já pensou se você pudesse se comunicar telepaticamente com seu gato ou com os gatos que cruzam seu caminho? Nessa comédia húngara chamada "Ele é um Gato" (Cat Call), a protagonista (Franciska Torocsik) mergulha em fracassos amorosos enquanto se encanta com um gatão preto, bem vira-lata, com quem consegue conversar.

O filme dirigido por Rozalia Szeleczki é de 2023, mas só chegou agora na Prime Video. É leve, bem humorado e com elementos com os quais muitas gateiras irão se identificar. As filmagens exigiram tomadas naturais com vários gatos pretos. Em um ou outro momento é usada imagem digital.

Além do trailer abaixo, selecionei uns trechinhos para vocês petiscarem:






FátimaChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal, gatóloga e consultora da @BuscaCats





sexta-feira, 31 de julho de 2026

Os gatos são muito expressivos e até Darwin notou isso


"Os gatos usam muito a voz como meio de expressão e emitem, sob várias circunstâncias e emoções, pelo menos seis ou sete sons diferentes. Um dos mais curiosos é o ronronar de satisfação produzido tanto durante a inspiração quanto a expiração. O puma, a chita e a jaguatirica também ronronam"


O trecho acima é do livro "A expressão das emoções no homem e nos animais", escrito por Charles Darwin em 1872 ou quase 150 anos atrás.

Ele demonstra, pelo método de observação, desenhos, fotografias e relatos de colaboradores, que os animais têm emoções como alegria, medo, raiva e ciúme, manifestadas por meio das expressões faciais e corporais, além de sons e uma comunicação própria.  


Darwin defende que algumas de nossas expressões são herdadas de antepassados primitivos, comum tanto aos homens quanto aos outros animais. Diz ainda que muitas de nossas expressões são inatas e não aprendidas já que se repetem em pessoas das mais variadas culturas.

"Um exemplo clássico é ainda hoje o homem mostrar seus dentes caninos quando está enfurecido, da mesma forma que o fazem macacos, cães  e outros bichos, apesar de não se servir disso para brigar"

Vejam isso:

"Ações de todos os tipos, acompanhando regularmente algum estado de espírito, são de pronto reconhecidas como expressivas. Podem consistir de movimento de qualquer parte do corpo, como o abano da cauda de um cão, o encolhimento dos ombros de um homem, o eriçamento de pelos de um gato, a exsudação de suor, o estado da circulação capilar, a respiração forçada e o uso de sons vocais ou produzidos por algum instrumento. Até os insetos exprimem raiva, terror, ciúme e amor com sua estridulação".




Darwin fala da expressão canina:

"Alguns cães demonstram um estado de espírito de prazer e excitação, associado à afeição, de uma maneira bastante peculiar: mostrando os dentes, como num sorriso".


E  destaca, é claro, chimpanzés e orangotangos que, notoriamente, são os mais expressivos dentre todos os seres vivos, assim como os humanos.

"Se fazemos cócegas num chimpanzé jovem - e as axilas são particularmente sensíveis às cócegas como nas nossas crianças - um som mais nítido de carcarejo ou risada é produzido", comenta no mesmo livro.

"Macacos também tremem de medo e, às vezes, soltam suas excreções. Pude ver um macaco quase desmaiar de tanto terror quando capturado. A expressão de um macaco quando provocado ou afagado por seu tratador é quase tão expressiva quanto a dos humanos".


Darwin morreu em 1882 aos 72 anos e seu legado ainda hoje divide opiniões. Uns acham que seu longo e complexo estudo do comportamento animal tinha a intenção de provar que os animais sentem e sofrem como nós e, portanto, não poderiam ser explorados pelo homem como objetos inanimados.

Outros acreditam que os estudos de Darwin serviram para endossar os horrores que a medicina e a ciência já faziam com os animais desde aquela época sob o argumento de que, sendo muito parecidos conosco também seriam os melhores modelos para se explorar como cobaias.

Mas nesse artigo quero concentrar o foco nos expressivos gatos com uma pequena amostra do fabuloso trabalho do fotógrafo Michael Hans cuja página no facebook pode ser acessada AQUI e cujas imagens ilustram também o texto acima







Fotos: Michael Hans
Pesquisa e Texto: Fátima ChuEcco Jornalista/Escritora apaixonada por gatos e por todos os animais...e sempre em busca de gente sensível e talentosa
Acesse meu site para fotolivros www.miaubookecia.com


Serviço especializado em gatos perdidos:





Bazar de artesanato vegano no restaurante Loving Hut da Vila Mariana (SP)

 


Além de ter um menu livre de crueldade animal, o restaurante Loving Hut (Cabana Amorosa numa tradução simples) abriu espaço, aos finais de semana, para pequenas empreendedoras que produzem artesanato vegano, com peças originais, muito criativas e por vezes meigas... como as minhas:


Acima mandalas cheias de Amor e abaixo caixinhas para guardar brincos/anéis ou saquinhos de chá


O Loving Hut, para quem não sabe, não é apenas um restaurante vegano, mas um restaurante com propósito. Trata-se de uma rede internacional de restaurantes veganos criada pela líder espiritual e humanitária conhecida como "Suprema Mestra Ching Hai".

Ela nasceu no Vietnã em 12 de maio (mesmo dia do meu aniversário!😊) e acaba de completar 76 anos. Durante toda a vida tem  se dedicado a transmitir mensagens de paz, ecologia e feito apelo ao veganismo mundial que ela defende como a maior expressão de amor.


Em seu livro "Amor é a única solução", ela se aprofunda bastante na necessidade de não consumirmos outros animais que merecem viver em liberdade, sem também serem usados em pesquisas científicas e em outras explorações por parte dos humanos.

"Animais, eles são maravilhosos. É lamentável para nós que não preservamos nossa comunicação telepática, que é universal e muito conveniente para todos os seres se comunicarem uns com os outros. Para tudo tem apenas uma resposta: dieta vegana e mundo vegano. É isso que resgatará nosso planeta e garantirá paz duradoura para todos os seres da Terra" - trechos do livro.


O restaurante Loving Hut da Vila Mariana (SP) tem esse cuidado de criar pratos saborosos e 100% veganos. De sábado tem a concorrida feijoada vegana. O local representa ainda uma excelente experiência para quem ainda não é vegano ou vegetariano, mas gostaria de evoluir em seus hábitos alimentícios.

E com o Bazar funcionando aos finais de semana, comer no Loving Hut fica ainda mais gostoso. Tem bijuterias muito criativas, papelaria artesanal, óleos essenciais, caminhas/mantinhas para cães e gatos, bolsas, sabonetes, velas e minha nova coleção de artesanato em MDF feito de fibra de madeira de reflorestamento: crio, colo e pinto... só não bordo.


Loving Hut - Rua França Pinto, 243 Vila Marina - Das 11h às 16h Instagram @lovinghtusaopaulo


Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal, gateira, gatóloga, consultora da BuscaCats e fundadora da editora miaubookecia.com

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Dias 25 e 26/07: Almoço vegano criativo e Bazar na Vila Mariana (SP)


É uma delícia almoçar fora aos sábados/domingos e aproveitar para fazer comprinhas de artesanato, não é mesmo?! Mas fica melhor ainda se você puder saborear uma comida vegana muito criativa e saborosa e, ao mesmo tempo, conhecer o Bazar do restaurante Loving Hut (Rua França Pinto, 243 - bem perto do metrô Ana Rosa/SP).

O restaurante Loving Hut existe há 13 anos e está sempre inovando o menu. Tem coisas que eu AMO como nhoque de abóbora e de mandioquinha, lasanha de beringela e de brócolis, além de feijoada vegana e muito mais. São 50 opções de comidas brasileiras e orientais no buffet, todas veganas!

Só de ver as fotos já dá água na boca!


Vou estar expondo lá aventais e jogos americanos dupla face, que são criação minha. O avental tem um lado plastificado para atividades na cozinha que envolvam água e um lado todo delicadamente decorado em tecido com estampa de cães 🐶 gatos 🐱  e coelhinhos 🐰 para você receber as visitas enquanto termina os quitutes na cozinha, colocar a mesa, dar cursos de gastronomia ou arte, e até "desfilar" (de tão fashion que eles são).


O jogo americano segue a mesma ideia: um lado plastificado para você fazer as refeições e outro em tecido com estampa de animais para decorar a mesa ou cobrir o fogão. E dá para fazer conjuntos de avental com jogo americano da mesma estampa. Um ótimo presente para você ou para quem gosta de animais!


E fiz ainda um jogo americano exclusivo com quebra-cabeças e bambu que também pode ser transformado num quadro:


Vou expor ainda brinquinhos e pulseirinhas (foto acima e abaixo) que vieram da África do Sul de avião. Foram produzidos pela minha sobrinha Karina Polycarpo que é artista plástica e mora naquele país. Muito fofos!


O espaço do restaurante é amplo, muito agradável, com uma energia que faz bem ao estômago mas também ao coração já que é lema do Loving Hut não cozinhar nada de origem animal 🐓🐮. Comida saudável, cheirosa e ética.

E mesmo que você não seja vegano, vale a pena experimentar porque, com certeza, vai ter algo que você vai adorar! Eu já tô sonhando com o choque de abóbora!

A Loving Hut fica na Rua França Pinto, 243 na Vila Marina fone 96309-6284 e o BAZAR acontece dias 25 e 26 de julho das 11h às 16h. 🐱🐶


Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal, escritora e consultora da BuscaCats




ANIMAL SENTE e PENSA porque a raíz dos sentimentos está nos pensamentos

Esse artigo é um dos mais lidos e elogiados do meu blog. Por isso estou republicando. Com tanta ignorância humana causando a morte de a...