terça-feira, 2 de junho de 2026

Os gatos são muito expressivos e até Darwin notou isso


"Os gatos usam muito a voz como meio de expressão e emitem, sob várias circunstâncias e emoções, pelo menos seis ou sete sons diferentes. Um dos mais curiosos é o ronronar de satisfação produzido tanto durante a inspiração quanto a expiração. O puma, a chita e a jaguatirica também ronronam"


O trecho acima é do livro "A expressão das emoções no homem e nos animais", escrito por Charles Darwin em 1872 ou quase 150 anos atrás.

Ele demonstra, pelo método de observação, desenhos, fotografias e relatos de colaboradores, que os animais têm emoções como alegria, medo, raiva e ciúme, manifestadas por meio das expressões faciais e corporais, além de sons e uma comunicação própria.  


Darwin defende que algumas de nossas expressões são herdadas de antepassados primitivos, comum tanto aos homens quanto aos outros animais. Diz ainda que muitas de nossas expressões são inatas e não aprendidas já que se repetem em pessoas das mais variadas culturas.

"Um exemplo clássico é ainda hoje o homem mostrar seus dentes caninos quando está enfurecido, da mesma forma que o fazem macacos, cães  e outros bichos, apesar de não se servir disso para brigar"

Vejam isso:

"Ações de todos os tipos, acompanhando regularmente algum estado de espírito, são de pronto reconhecidas como expressivas. Podem consistir de movimento de qualquer parte do corpo, como o abano da cauda de um cão, o encolhimento dos ombros de um homem, o eriçamento de pelos de um gato, a exsudação de suor, o estado da circulação capilar, a respiração forçada e o uso de sons vocais ou produzidos por algum instrumento. Até os insetos exprimem raiva, terror, ciúme e amor com sua estridulação".




Darwin fala da expressão canina:

"Alguns cães demonstram um estado de espírito de prazer e excitação, associado à afeição, de uma maneira bastante peculiar: mostrando os dentes, como num sorriso".


E  destaca, é claro, chimpanzés e orangotangos que, notoriamente, são os mais expressivos dentre todos os seres vivos, assim como os humanos.

"Se fazemos cócegas num chimpanzé jovem - e as axilas são particularmente sensíveis às cócegas como nas nossas crianças - um som mais nítido de carcarejo ou risada é produzido", comenta no mesmo livro.

"Macacos também tremem de medo e, às vezes, soltam suas excreções. Pude ver um macaco quase desmaiar de tanto terror quando capturado. A expressão de um macaco quando provocado ou afagado por seu tratador é quase tão expressiva quanto a dos humanos".


Darwin morreu em 1882 aos 72 anos e seu legado ainda hoje divide opiniões. Uns acham que seu longo e complexo estudo do comportamento animal tinha a intenção de provar que os animais sentem e sofrem como nós e, portanto, não poderiam ser explorados pelo homem como objetos inanimados.

Outros acreditam que os estudos de Darwin serviram para endossar os horrores que a medicina e a ciência já faziam com os animais desde aquela época sob o argumento de que, sendo muito parecidos conosco também seriam os melhores modelos para se explorar como cobaias.

Mas nesse artigo quero concentrar o foco nos expressivos gatos com uma pequena amostra do fabuloso trabalho do fotógrafo Michael Hans cuja página no facebook pode ser acessada AQUI e cujas imagens ilustram também o texto acima







Fotos: Michael Hans
Pesquisa e Texto: Fátima ChuEcco Jornalista/Escritora apaixonada por gatos e por todos os animais...e sempre em busca de gente sensível e talentosa
Acesse meu site para fotolivros www.miaubookecia.com


Serviço especializado em gatos perdidos:





“Penso, Logo, Mio e Existo” - Descartando Descartes


                       
"Penso, Logo, Mio e Existo" é uma adaptação bem-humorada que fiz da frase do francês René Descartes Cogito, ergo sum e que ficou mundialmente famosa como Penso, logo existo”. Descartes afirmava que apenas os seres humanos podiam pensar, então procurei  "atualizar" a clássica frase dizendo que os gatos também pensam (e obviamente outros animais), ao contrário do que o filósofo pregou e que foi aceito por grande parte da sociedade e de pesquisadores de seu tempo.

Descartes (1596 a 1650) chegou a essa conclusão argumentando sobre a capacidade de ter dúvidas. Para ele, as dúvidas eram a maior prova da existência do pensamento. Logo, se os seres humanos eram os únicos que tinham dúvidas e podiam pensar é porque existiam e o restante das criaturas vivas eram apenas máquinas que respiravam. 
Em sua visão os animais não tinham alma, não podiam pensar nem sentir dor e, portanto, não era errado usá-los como cobaias. Infelizmente, mais de 300 anos depois, esse argumento ainda sustenta milhares de experimentos dolorosos com cobaias  https://www.significados.com.br/penso-logo-existo/

Hoje a própria Ciência admite (e seria um fiasco não admitir) que os animais são "sencientes", ou seja, sentem dor física e psicológica, ficam alegres, tristes, com raiva, medo e que expressam inúmeros sentimentos e emoções de forma gestual, facial e por meio de uma linguagem própria. Mas essa mesma Ciência, no entanto, não acredita que isso seja motivo suficiente para abandonar o uso de cobaias. 

Admitir que os animais pensam é também ainda um tabu fora da sociedade científica! Muitos protetores e amantes de animais ainda se sentem desconfortáveis em admitir que os animais pensam ainda que numa escala diferente da nossa, mas de acordo com suas necessidades e o ambiente em que vivem. É um exercício mental quase tão difícil quanto aquele, tempos atrás, de imaginar que a Terra era redonda e não plana. Ainda há muita resistência nesse campo. Mas convido para uma reflexão:
Onde nasce o sentimento? Da onde brotam as emoções?
Não seria do pensamento? 
É impossível desconectar sentimento de pensamento, pois, sentimento é o resultado de um pensamento que formulamos sobre situações e experiências que assistimos ou que vivemos. Um depende do outro. Um não existe sem o outro.

FOTOLIVRO
“Penso, Logo, Mio e Existo” - Como diriam os gatos se pudessem miar na nossa língua 

Seu gatinho que pensa, mia e, portanto, existe e tem alma, pode ser o protagonista de um Fotolivro de luxo que fala um pouco da "filosofia felina". Seu bichano pode ilustrar a capa e páginas internas.  Parte da renda vai para ONGs de Proteção Animal. 
Veja como participar do Fotolivro "Penso, Logo Mio e  Existo" acessando o site 
 www.miaubookecia.com    

    Dianna assistindo desenho na TV - do Fotolivro "Penso, Logo, Mio e Existo"

Descartando Descartes

Mais de 100 anos depois, outro filósofo francês, François Marie Arouet, conhecido como Voltaire, dedicou uma parte de seu “Dicionário Filosófico” (1764) para rebater os argumentos de Descartes http://animaiseoespiritismo.blogspot.com/2011/04/carta-de-voltaire-descartes.html:

"Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! 
Será porque falo que julgas que tenho sentimento, memória, ideias? Pois bem, calo-me. Vês-me entrar em casa aflito, procurar um papel com inquietude, abrir a escrivaninha, onde me lembro tê-lo guardado, encontrá-lo, lê-lo com alegria. Percebes que experimentei os sentimentos de aflição e prazer, que tenho memória e conhecimento...
Vê com os mesmos olhos esse cão que perdeu o amo e procura-o por toda parte com ganidos dolorosos, entra em casa agitado, inquieto, desce e sobe e vai de aposento em aposento e enfim encontra no gabinete o ente amado, a quem manifesta sua alegria pela ternura dos ladridos, com saltos e carícias. 
Bárbaros agarram esse cão, que tão prodigiosamente vence o homem em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para mostrarem-te suas veias mesentéricas. 
Descobres nele todos os mesmos órgãos de sentimentos de que te gabas. Responde-me maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objetivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquines à natureza tão impertinente contradição."

                                Rebecca Selvagem lendo jornal - Do Fotolivro "Penso, Logo, Mio e Existo"

Foi de fato um discurso muito convincente e comprovável. Teve lá seus adeptos naquela época e tem até hoje, mas já era tarde. A sociedade científica já tinha se dado o direito de “fazer qualquer animal sofrer”. Paralelo a isso, a sociedade em geral também já tinha assimilado a ideia de que só o ser humano é capaz de pensar e isso perpetuou a escravidão e a tortura de qualquer outra criatura viva. 
Já era tarde para Descartar os argumentos de Descartes.
“Animais têm suas faculdades organizadas como nós, recebem a vida como nós e a geram da mesma maneira. Eles iniciam o movimento da mesma forma e comunicam-no. Eles têm sentidos, sensações, ideias e memórias. Animais não são totalmente sem razão. Eles possuem uma proporcional acuidade de sentidos” - Lettres de Memmius à Cicéron  (Cartas de Gaius Memmius a Cícero) em 1772.

Assim...
Descartes assinalou a dúvida como a maior prova da existência do pensamento, mas apenas em humanos. Voltaire, por sua vez, apontou que as memórias e os sentimentos estão presentes também nos demais animais. Outros cientistas e pesquisadores continuaram falando da inteligência dos animais.






"Penso, Logo, Mio e Existo" por Charles Darwin 

Charles Darwin, aliás, escreveu que os gatos são alguns dos animais mais expressivos. 

"Os gatos usam muito a voz como meio de expressão, e emitem, sob várias circunstâncias e emoções, pelo menos seis ou sete sons diferentes. Ações de todos os tipos, acompanhando regularmente algum estado de espírito, são de pronto reconhecidas como expressivas. Podem consistir de movimento de qualquer parte do corpo, como o abano da causa de um cão, o encolhimento dos ombros de um homem, o eriçamento de pelos, a exsudação de suor, o estado da circulação capilar, a respiração forçada e o uso de sons vocais ou produzidos por algum instrumento"

E acrescentou: "Até os insetos exprimem raiva, terror, ciúme e amor com sua estridulação" Charles Darwin, do livro "A expressão das emoções no homem e nos animaishttp://jornalistafatima.blogspot.com/2013/07/os-gatos-sao-alguns-dos-animais-mais.html

"Penso, Logo, Mio, Existo e... Tenho Alma"



Allan Kardec, considerado pai do Espiritismo, afirmou que os animais também têm alma, entre outras coisas, no "Livro dos Espíritos" publicado em 1857, ou seja, 200 anos após os argumentos de Descartes. Um pequeno trecho:  

"Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria? Sim, e que sobrevive ao corpo. Esse princípio é uma alma semelhante à do homem? É também uma alma, se o quiserdes: isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem, tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus". 

Veja na íntegra o que diz o Livro dos Espíritos sobre os animais:

https://livrodosespiritos.wordpress.com/mundo-dos-espiritos/cap-11-os-tres-reinos/ii-os-animais-e-o-homem/

Mas era só o princípio. Inúmeros outros livros espíritas aprimoraram a questão da alma dos animais depois de Kardec como os escritos por Ernesto Bozzano e Marcel Benedeti que vale a pena consultar.


                                          Capa "modelo" do Fotolivro "Penso, Logo, Mio e Existo"

                                        Ághata Borralheira em uma das páginas do Fotolivro

Matéria de:
Fátima ChuEcco 
Jornalista ambientalista, atuante na causa animal, escritora e apaixonada por gatos
Autora dos livros:
MI-AU Book - Um livro pet-solidário
MI-AU Book & Cia
Ághata Borralheira & Amigos Tocando Corações
Encontrando Rebecca Selvagem - Uma busca intensa e cheia de fé
Penso, Logo, Mio e Existo


Artigo com Direitos Autorais: Fátima ChEcco, jornalista profissional MTB 21.012 - texto protegido por direitos autorais pode ser compartilhado/divulgado à vontade citando a autora porque isso é LEGAL. Mas não pode ser comercializado/patrocinado em portais na íntegra ou em partes sem citar a autoria por ser ILEGAL.







domingo, 3 de maio de 2026

Ativistas libertam 1500 beagles. Veja livro de beagle sobrevivente (foto)!


Em abril ativistas enfrentaram a polícia para libertar beagles submetidos a cruéis experimentos, dos mais dolorosos e angustiantes que se pode imaginar. Retiraram 30, mas a polícia recuperou 8. Agora, com acordos firmados entre uma fazenda de criação de beagles dos EUA e várias entidades de proteção animal, 1.500 beagles foram soltos e, pela primeira vez, puderam pisar na grama e brincar. Uma vitória conseguida com muito sacrifício, suor, sangue e lágrimas.

À propósito, quando se fala em evolução espiritual eu lembro dessas pessoas que arriscam a própria vida para salvar criaturas indefesas e inocentes do sofrimento. Muita gente salva animais no dia a dia... outros, como eu, procuram denunciar e conscientizar, mas o que esses ativistas fazem motivados por pura empatia é algo muito maior. A luta continua, pois, milhares de beagles ainda estão sendo torturados em laboratórios.

Grace, a cachorrinha da foto, foi resgatada de laboratório anos atrás e sua página no instagram hoje divulga as ações para libertação dos demais beagles. Inclusive, sua tutora acaba de lançar um livro todo ilustrado, para todas as idades: "Grace is Free - A história de uma sobrevivente de laboratório" - vendido pela Amazon. Acompanhe a página dela AQUI grace_is_free_ e sobre o livrinho lindo AQUI Stories • Instagram


Cenas fortes:

E se você quiser ver o que fazem com esses pobres filhotes nos laboratórios, tem um vídeo feito por ativistas. Veja abaixo:


Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e atuante na causa animal 

domingo, 19 de abril de 2026

Emocionante documentário mostra como os gorilas são pessoas

 


Acaba de chegar na Netflix um documentário fantástico sobre uma família de gorilas: seus costumes e leis. Uma complexa captura de seus olhares tão expressivos... uma viagem ao seu mundo nas Montanhas de Virunga, entre Ruanda, Uganda e República Democrática do Congo. Imperdível!

Vídeo mostra o que fazem com centenas de filhotes de beagles nos EUA todos os dias


Dois marmanjos pegam um beagle jovenzinho e lhe abrem a boca à força. Com extrema brutalidade, um dos homens enfia a mão na garganta do cãozinho para introduzir um produto a ser testado. Depois fecha a boca do filhote e coloca um tubo para  ele inalar por completo a droga. É horrível, inaceitável. Por isso, cerca de 50 ativistas invadiram esse laboratório nos EUA no dia 18 de abril e resgataram 30 beagles. Infelizmente, 8 deles voltaram para o laboratório por ação da polícia. Os ativistas passaram mal com gás lacrimogênio e balas de borracha. Muitos ficaram feridos.

Esse é um trecho do vídeo:


Vejam o vídeo dos experimentos acessando o instagram da grace_is_free_ AQUI Instagram

Grace é uma cachorrinha que foi resgatada de um laboratório. Hoje sua tutora trabalha em campanhas pela libertação dos beagles. Eles são usados como meros objetos, manipulados com agressividade como se fossem coisas e o pior: são bebês. Obrigados a inalar e engolir todo tipo de coisa. Isso não é vida. É sofrimento físico e emocional prolongado.

Vejam mais fotos e vídeos do resgate de 18 de abril no aqui Instagram - instagram dos beagles Moleque e Bisteca

Totalmente desnecessário!

 A ciência e a medicina têm inúmeras outras formas de testas cosméticos e medicamentos sem o uso de cobaias indefesas e inocentes. Com capacidade de ir à lua, é inconcebível que os humanos não usem a mesma capacidade tecnológica para curar doenças, vícios, produzir cosméticos e outros itens.

Por isso que eu digo que a Terra está cada vez pior: a cada passo pra frente dá dois para trás.

Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e atuante na causa animal

quinta-feira, 9 de abril de 2026

A sórdida clonagem que transforma bebês porcos em meros objetos


 A Terra tá cada vez pior.  Temos, infelizmente, duas tecnologias: a futurística (e ética) e a perversa. Como se não bastasse toda a escravidão e crueldade a que são submetidos todos os animais, especialmente os criados para consumo e os usados em laboratórios de pesquisa, agora porquinhos clonados (e geneticamente modificados) serão mantidos por OITO meses em pequenos recintos de metal gelado e sozinhos para terem seus orgãos arrancados.

Pergunta: essa vida miserável pode gerar bons orgãos para transplante? Nós, animais, não somos apenas carne e ossos. As emoções são absorvidas por nossos orgãos. Então esses porquinhos vivendo com medo, angústia e solidão também terão suas entranhas contaminadas por esse sofrimento de OITO longos meses.

Até os médicos já admitem que a carne é um dos fatores que podem gerar doenças. "Eles" acham que o perigo está no consumo excessivo da carne em si enquanto matéria, mas na verdade essa carne recebeu toda a energia do flagelo sofrido pelo animal. A carne é impregnada com toxinas que o organismo libera quando sente medo, pânico e dor (incluindo a dor emocional).


A Ciência dá um passo pra frente e dois pra trás.

Numa época em que tem surgido até caneta capaz de detectar câncer precocemente,  não faz sentido ainda utilizarem animais para curar doenças.  

No Brasil, as pessoas precisam deixar por escrito que desejam que seus orgãos sejam doados após a morte delas. Mas deveria ser o contrário, ou seja, somente quem não deseja doar os orgãos é que deveria deixar um documento assinado. Assim, aumentaria muito o número de orgãos para serem transplantados.

Além disso, os sujeitos que cometem assassinatos também poderiam ter seus orgãos a serviço do Departamento Transplantes depois de mortos: já que tiraram vidas, dessa forma, estariam tendo a oportunidade de salvar vidas.

Tanta novidade BOA aparece na Medicina ética. E já tanto sabemos sobre a autoconsciência animal. Particularmente os porcos são muito sensíveis, carinhosos e inteligentes. Então  nem  porcos nem nenhum outro animal deveria ser cobaia!

Os fragelos a que os animais são submetidos pelos humanos são muitos, mas a vivissecção me parece o pior deles porque é o mais longo podendo durar de meses a anos numa mesma horripilante situação. A alma de um animal de laboratório se desfaz... fica moída. 

Como ficará a alma desses porquinhos? Como ficarão seus orgãos mantidos num ambiente tão hostil e frio? 

Por que os humanos não conseguem entender o quanto isso está errado?


Fátima ChuEcco - jornalista, escritora e inconformada com um mundo onde tanta coisa errada ainda persiste e até se multiplica

Fotos: Na abertura da matéria foto de Cashlie White em ensaio de 2021. As demais fotos são da plataforma Pixabay.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Existem três tipos de gatos que somem ou se perdem segundo estudo


Para encontrar gatos desaparecidos é preciso levar em conta  em qual categoria o gato se encaixa porque isso fará toda a diferença nas buscas. Tem a categoria dos gatos de vida livre ( criados soltos com  acesso ilimitado à rua), gatos de vida semilivre, com liberdade monitorada, isto é, vigiados de perto enquanto dão um passeio no jardim, calçada ou local próximo e os gatos que não têm qualquer acesso à rua.

Gato de vida livre não se perde. Ele se encrenca no entorno da onde vive. 


Um gato com livre acesso a telhados e imóveis vizinhos conhece muito bem o local. Ele conhece os cheiros, sabe onde tem outros gatos, onde tem cachorro, seus pontos de descanso e caça de insetos, ele tem na memória tudo ao seu redor. Esse gato, quando some, é porque ficou preso acidentalmente em algum local, machucou-se em algum lugar e está com dificuldade de caminhar ou pular, ou lamentavelmente algo pior aconteceu. Está impedido de voltar, mas não está perdido. Tendo chance ele pode voltar para casa sozinho. E é o gato que mais se afasta de casa, muitas vezes sendo frequentador de quarteirões ao redor.

Gato de vida semilivre pode se perder, mas não vai longe.

Aquele gato com liberdade vigiada, que passa a maior parte do tempo em casa, mas tem autorização para algumas "saidinhas", também conhece o entorno mais próximo, mas se algo o forçar a ir para mais longe, tipo um grande susto (fogos de artifício), perseguição por um cachorro ou briga com outro gato, ele pode se perder num pequeno raio que não frequenta, mas numa distância pequena de sua casa, geralmente até uns 200 metros. Mesmo que não esteja preso ou machucado, esse gato geralmente precisa de ajuda para voltar para casa porque não é tão conhecedor do "pedaço" como o gato de vida livre.

Gato que vive exclusivamente em casa geralmente não se afasta mais de 50 a 100 metros.

Essa categoria de gato não conhece nada da vizinhança, portanto, o ambiente é totalmente hostil para ele desde os primeiros passos fora de casa. Isso vai forçá-lo a buscar esconderijo muito próximo, às vezes nas casas vizinhas. Ele tem mais chance de ficar preso acidentalmente que os gatos das outras duas categorias porque desconhece totalmente o entorno e pode acabar se enfiando onde não deve.

Estudos publicados em revistas científicas sobre gatos perdidos revelam que a maioria é encontrada perto de casa (a menos de 500 metros), sendo a busca física crucial. 

Uma das pesquisas mais importantes nessa área foi feita por Kat Albrechtex-tratadora de cães de caça da polícia dos EUA, investigadora de cena de crime e policial que virou detetive investigativa de animais de estimação.  Ela foi pioneira no uso da "teoria da probabilidade de busca" e do raciocínio dedutivo para gatos desaparecidos, além do Perfil Comportamental Felino, um sistema de previsão de padrões de comportamento felino semelhante ao perfil do FBI sobre o comportamento criminoso.

Segundo suas conclusões, uma busca em um raio de 200 m provavelmente será suficiente para encontrar um gato desaparecido que vive exclusivamente dentro de casa, sendo que muitos deles não chegam a se afastar nem 50 metros, buscando esconderijo nas cinco casas ou imóveis mais próximos da onde escaparam.

Sua pesquisa diz também que aproximadamente um terço dos gatos foram recuperados em até 7 dias quando utilizado o método de busca física nos prováveis esconderijos. Um número significativo é encontrado logo no início: 34% em até 7 dias, 50% em até um mês, mas a taxa de recuperação cai significativamente após 90 dias.

No entanto, devemos levar em conta que no Brasil temos situações diferentes que podem levar um gato a ser encontrado depois de 90 dias e bem perto de casa. Isso porque são muitas as colônias de gatos de rua alimentados por protetores nos centros urbanos. Um gato perdido, depois de um tempo vagando sem destino pelos telhados, pode acabar sendo aceito numa dessas colônias e deixar de ser visto pelos seus tutores.

É preciso lembrar também que um gato não vai longe quando se perde, ao contrário do que ocorre com os cães que são andarilhos por natureza. Porém, ao entrarem em motores de carros, os gatos podem sim parar muito longe sem condições de voltarem sozinhos. Em motores entram geralmente os gatos de vida reclusa e filhotes por serem mais assustados e não conhecerem o redor da onde vivem, mas não é a maior tendência. Na maioria dos casos gatos perdidos ficam por perto e correm risco de vida enquanto seus tutores, erroneamente, os procuram pelo bairro e locais distantes.

Texto: Fátima ChuEcco, jornalista ambientalista e da causa animal, escritora e fundadora da @BuscaCats, única consultoria especializada em gatos perdidos do Brasil. Fotos IA

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segunda-feira, 2 de março de 2026

Gatinho perdido há 15 dias estava na casa de um pitbull. Como pode?


Quando gatinhos se perdem os tutores procuram em todo lugar, menos nas casas onde vivem cachorros. Mas o gatinho Pesto, de SP, prova o improvável. Depois de 15 dias desaparecido em que deixou sua família "louca" atrás dele, Pesto finalmente foi visto entrando na casa de um pitbull onde, aliás, outro gatinho também estava vivendo no meio de tralhas e materiais de construção.

Mas para entender como ele foi parar lá e como o descobriram nesse local, vamos começar pelo começo.

Pesto escapou de casa no dia 29 de dezembro de 2025 e, em se tratando de um gatinho que vivia em casa telada, sem acesso à rua, a tendência era de Pesto buscar um abrigo o mais próximo possível. No dia 30 ele foi visto do lado externo de uma janela num prédio pertinho de sua casa. Depois disso sumiu de vez!

Como havia colônia de gatos próxima e também galpões enormes nas redondezas, esses locais seriam atraentes para um gato que nunca foi para a rua. No entanto, uma única foto me fez mudar de ideia quanto ao seu paradeiro. Eis:


A expressão corporal e o olhar de Pesto é de muita aflição nessa foto. Está acuado, desconfiado, com medo... Então, nesse estado, deduzi que ele procuraria um esconderijo por ali mesmo e não andaria até a colônia que ficava um pouco mais distante.

A casa do pitbull era praticamente vizinha do prédio onde ele foi fotografado e não tinha ninguém morando nela. Só ficava ali o cachorro que era alimentado por uma pessoa que entrava na casa para cuidar dele e já ia embora.


Como consultora sobre gatos perdidos, aconselhei a tutora Raquel Araujo Oyakawa a criar pontos de alimentação nas duas laterais do prédio e do outro lado da rua. Bingo! Pesto começou a aparecer para comer e numa dessas vezes foi visto entrando na casa do pitbull.

Mas a captura não foi nada simples. A família toda se uniu. O cuidador do pitbull abriu a casa, prendeu o cachorro e foi uma correria danada para conseguir agarrar o gatinho.

Vejam o depoimento da tutora:


Foram 15 dias que pareceram uma eternidade, um pesadelo que só quem viveu sabe. Devido a um descuido, Pesto ficou trancado no quintal por horas e quando abri o portão da garagem, no desespero, ele escalou o muro e fugiu.

Quem ama gato sabe: só a ideia de acontecer algo assim já é desesperadora e quando isso se torna realidade nosso coração fica totalmente despedaçado e a sensação de impotência toma conta. O Pesto é muito meu companheirinho, carinhoso, extremamente caseiro e medroso… então quando ele desapareceu, fiquei completamente perdida.

Passamos a primeira semana e meia tentando os métodos de busca conhecidos pelo senso comum: espalhar cartazes, falar com vizinhos, chamá-lo na rua e tentar atraí-lo com ração, mas tudo de forma arbitrária, atirando para todos os lados e esperando resultado. Conforme passavam os dias, o desespero tomava cada vez mais conta e o desgaste físico e mental tornavam difícil enxergar um caminho, além de ser quase impossível não se deixar abalar por comentários de que não havia mais o que ser feito além de esperar algum contato de quem o encontrasse ou que alguém deveria ter pego meu gatinho e não iria devolvê-lo (discurso que mais ouvi), além de claro, não deixarmos de imaginar o pior.


Pouco mais de uma semana depois da fuga, conheci o trabalho da Fátima da @BuscaCats e, sinceramente, foi um divisor de águas nessa história. Desde o primeiro contato, deu pra perceber o quanto o conhecimento dela sobre gatos é profundo. Ela ouviu toda a história, perguntou sobre a rotina, a personalidade, os medos e hábitos do meu gato, analisou o local de fuga dele e a partir disso montou uma estratégia inteligente e focada, que permitiu colhermos mais informações até chegar ao resultado positivo.

Um ponto que fez toda a diferença foi o incentivo à busca ativa. Depois das tentativas frustradas, enquanto os dias corriam e o desespero aumentava, eu me sentia completamente perdida, não sabia mais o que fazer… mas a Fátima me mostrou que sair, observar, procurar nos horários certos, saber onde colocar as iscas e, principalmente, insistir era fundamental. Ela também me orientou muito bem sobre como abordar os vizinhos: o que falar, como falar, quais perguntas fazer e até como pedir ajuda de forma mais eficiente. Cada orientação tinha um porquê, sempre baseada no comportamento felino e na história do meu gato, nada era aleatório.


E algo que me marcou bastante foi o cuidado com a parte emocional e energética. A Fátima trouxe dicas sobre intenção mental, conexão com o gatinho, manter o foco e não agir só pelo desespero. Parece sutil, mas fez toda a diferença. Me ajudou a manter a calma, a confiança e a sensação de que, de alguma forma, ele estava me sentindo ali, procurando por ele.

E então, depois de 15 dias, conseguimos resgatá-lo. O alívio, a felicidade, o choro… é inexplicável. Feliz demais por nossa história ter um final feliz e muito grata de ter tido essa assessoria que, sem dúvida nenhuma, foi indispensável para trazermos o Pesto para casa são e salvo.

Raquel também desenhou um daruma - boneco japonês que representa perseverança e superação. O costume é pintar um olho dele e fazer um pedido e, quando o pedido for realizado, pintar o outro olho.

Vejam:


DICA Valiosa:

Não desprezem casas com cachorros na busca por gatos perdidos. Com gatos tudo é possível.

Fátima ChuEcco - jornalista, escritora, fundadora e consultora da @BuscaCats - única consultoria especializada em gatos perdidos do Brasil http://buscacats.blogspot.com

Guia "Como encontrar Gatos Perdidos". Peça já pelo zap 11 94682-6104.



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Caso Cão Orelha: Cabe indenização por dano moral coletivo (comoção nacional)


Na foto Orelha é abraçado por Abacate - outro cão comunitário morto a tiro no dia 27 de janeiro. Lembram da pequena yorkshire frequentemente agredida e morta por uma enfermeira em 2012? A acusada foi condenada a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais coletivos já que a comoção foi nacional e, inclusive, foi um estopim para o Movimento "Crueldade Nunca Mais" que encheu a avenida Paulista com mais de 10 mil manifestantes, entre os quais havia famílias inteiras e crianças.

No caso do Orelha também cabe indenização. Vejam a explicação do advogado criminalista Dr. Gil Ortuzal e repasse para que mais gente saiba disso:

“A brutalidade praticada no caso do cão comunitário Orelha extrapola qualquer esfera individual e alcança diretamente a moralidade pública e o sentimento coletivo de repulsa à crueldade. Trata-se de uma violação grave a bens jurídicos difusos tutelados pela Constituição Federal, especialmente pelo artigo 225, que impõe ao Poder Público e à coletividade o dever de proteger os animais contra práticas cruéis. Nesses casos, a responsabilização civil por dano moral coletivo é plenamente cabível, podendo ser buscada por meio de ação civil pública movida pelo ministério público ou mesmo a associação protetora dos animais, independentemente da responsabilização criminal dos agressores, como forma de reprovação social, prevenção de novas condutas e reafirmação dos valores éticos da sociedade.”

"Em ação civil pública, a responsabilidade pelo pagamento de dano moral causado por menor de idade recai, prioritariamente, sobre os pais ou tutores. Eles respondem pelos atos dos filhos menores sob sua autoridade e companhia (art. 932, I, CC), com responsabilidade objetiva (independe de culpa). 

O Artigo 932 do Código Civil brasileiro (Lei nº 10.406/2002) estabelece a responsabilidade civil indireta ou por ato de terceiro. Ele determina que pais, tutores, empregadores, donos de hotéis e educadores respondam objetivamente pela reparação de danos causados por seus filhos, pupilos, empregados, hóspedes ou educandos, facilitando a indenização à vítima. 

Principais Responsáveis (Art. 932, CC):

I - Pais: Pelos danos causados pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e companhia.

II - Tutor/Curador: Pelos danos dos pupilos/curatelados que se acharem nas mesmas condições".

Resumindo: Condutas que geram grande clamor e impacto social podem gerar ações de caráter coletivo por atingirem a comunidade como um todo.

Proposta para Lei Orelha:

Já que no Brasil menores de idade não são presos, uma Lei poderia ser criada em homenagem ao Orelha (e tantos outros). Essa lei poderia exigir indenização coletiva para crimes hediondos contra animais e que geram comoção nacional (como foram os casos do Lobo e da Manchinha), determinando que o valor pago seja totalmente dirigido a ONGs de proteção animal e hospitais veterinários públicos.

A pena de serviços comunitários é branda demais. Não causa impacto nos assassinos, nem em seus responsáveis no caso de menores de idade. Mas indenização financeira volumosa por dano moral coletivo pode ter um efeito mais concreto nesses casos.

Além disso, em se tratando de menores de idade, os criminosos precisam ser monitorados pela polícia, pois, inúmeros estudos mostram que todo psicopata inicia sua carreira matando animais, às vezes até mesmo na infância.

Relembre esse exemplo de Lei inspirada em crime contra animal:

Lei Sansão (2020): O pitbull de dois anos de idade teve as duas patas traseiras decepadas. Ele sobreviveu, foi tratado e morreu em dezembro de 2024. O caso inspirou a Lei Sansão ou Lei 14.064/2020 que aumentou a pena de maus-tratos contra animais para 2 a 5 anos de prisão. A pena é aumentada de um sexto a um terço se o crime provocar a morte do animal. 

Estátua para Orelha na Costa Brava (SC):

A ideia é muito boa, mas apenas se for colocada uma lápide informando as pessoas o motivo da homenagem. Tipo assim: "Cão comunitário idoso, dócil e amado por todos brutalmente assassinado por adolescentes".

Texto Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal

Fotomontagem da abertura: gostaria de dar o crédito mas ainda não sei quem é o autor

jornalistafatima4.wixsite.com/sosterra


domingo, 8 de fevereiro de 2026

Os melhores filmes com gatos de todos os tempos. Assistam!!!


Se você adora ver gatinhos em filmes e animações com "final feliz" não pode deixar de assistir a lista abaixo. Estão em diversos streamings como Netflix, Prime Video e Disney Plus. Segue resuminho de cada um nos links.

Os melhores filmes com gatos de todos os tempos:

Fatima ChuEcco: Gatinho Frodo do filme "Um lugar Silencioso - Dia Um" é apaixonante. Não perca!


A invasão da Terra por alienígenas faz uma moça e seu gato Frodo correrem sem parar. O gato, claro, rouba a cena e a gente fica torcendo por ele o tempo todo. É muito, mas muito emocionante!

Fatima ChuEcco: Assistam "O Gato que Veio do Espaço" na Disney Plus. Uma graça!!!


Um clássico que muita gente não viu, mas deveria ver porque é simplesmente encantador. Um filme antigo (1978), onde o gatinho alienígena dá o que falar! Fofo ao extremo!

Fatima ChuEcco: O gatinho Bob partiu, mas deixou dois filmes que são maravilhosos do começo ao fim!



Dois filmes que contam a história do gatinho Bob, mundialmente famoso por acompanhar seu tutor músico nas ruas de Londres. História real, divertida e linda. O segundo filme é natalino.

Fatima ChuEcco: Lindíssimo filme sobre Louis Wain, artista que amava e pintava gatos


O artista Louis Wain foi pioneiro ao pintar gatos em situações humanas. Fantástico seu trabalho.

Fatima ChuEcco: Gateira: Assista Nação dos Gatos e descubra que seu lugar não é aqui


Documentário que mostra a paixão dos japoneses pelos gatos. Eles estão por toda parte, incluindo dentro de bares e estações de trem. Bem interessante!

Fatima ChuEcco: GATINHO é estrela do filme Capitã Marvel e vale ver o filme por ele



Para quem gosta dos heróis da Marvel e também aprecia gatos, esse filme é obrigatório. A atriz dá uma entrevista sobre o gatinho Goose.

As MELHORES Animações:

Fatima ChuEcco: Animação de gatinho preto que ganhou o Oscar é obra-prima. Veja trailer e fotos!


Flow: Quem não viu essa maravilhosa animação precisa ver e quem já viu jamais esquece. Perfeito do começo ao fim, com muitas mensagens importantes e um final gracioso demais.

Fatima ChuEcco: Animação com Gatinho Preto fala de abandono e adoção. Assistam!


Curtíssima metragem sobre gatinho abandonado... tem só uns minutinhos. Fofinho.

Fatima ChuEcco: Desenho fala de reencarnações tendo um gatinho como protagonista


Se você acredita em reencarnação tem que ver essa animação. Um gato preto chega ao céu e pede para reencarnar. Ele já gastou todas as suas vidas, mas consegue nova chance de voltar à Terra. Muito engraçadinho sem ser infantil.

Fatima ChuEcco: Dia 29 estreia Pets em Ação: animação critica cia aérea que perde animais


Uma cadelinha e um gato são transportados de avião, mas a "carga viva" é extraviada. Daí eles vão parar bem longe de casa e tem início uma aventura bem gostosa de acompanhar.

Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal, escritora e fundadora da editora www.miaubookecia.com e da @buscacats http://buscacats.blogspot.com

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Os gatos são muito expressivos e até Darwin notou isso

"Os gatos usam muito a voz como meio de expressão e emitem, sob várias circunstâncias e emoções, pelo menos seis ou sete sons diferente...