quinta-feira, 23 de julho de 2026

ANIMAL SENTE e PENSA porque a raíz dos sentimentos está nos pensamentos


Esse artigo é um dos mais lidos e elogiados do meu blog. Por isso estou republicando. Com tanta ignorância humana causando a morte de animais em massa, além das torturas diversas a que são expostos, achei que convém destacar esse texto novamente. E se vc concordar com ele, por favor, compartilhe.

Persiste o pensamento de que animal é irracional, ou seja, que não pensa.
Se tem uma coisa que me custa a crer é como uma gigantesca população de humanos em pleno século XXI, incluindo vários protetores de animais, ainda justifica atos de cães, gatos e outros animais como puramente instintivos e/ou irracionais. Até um dos slogans mais conhecidos prega: não importa se eles pensam, importa que eles sentem... como se uma coisa estivesse completamente desconectada da outra.

Claro que eles têm direito à vida independente se pensam ou não, mas a questão é que eles sentem e pensam. Acreditar que apenas as pessoas são capazes de pensar é o que mais reforça a supremacia humana. É o argumento que mais confere poder aos humanos sobre as demais espécies.

Mas onde e como nascem os sentimentos e emoções? Nascem da apuração racional de uma situação, ou seja, a raíz das emoções é o pensamento... emoção é a resposta da interpretação daquilo que se vê e/ou experimenta. O sentimento depende de um pensamento sobre o que o ser experimenta.

Podemos excetuar o instinto materno que é naturalmente mais instintivo em qualquer espécie incluindo entre os humanos, mas a grande maioria de ações executadas pelos animais tem sim muito de racional. A mente deles registra fatos, têm memórias boas e ruins, e isso tudo vai gerando emoções e sentimentos diversos como amor, medo, saudade e raiva.


Sim... eles podem odiar. Muita gente insiste em dizer que os animais só são capazes de atos violentos por instinto de sobrevivência (em busca de comida, disputa de fêmeas etc) e que se atacam alguém aparentemente sem motivo é porque foram induzidos de alguma forma a esse comportamento. Não é verdade. 

Os animais têm PERSONALIDADE. Eles têm ÍNDOLE como nós. Essa personalidade se forma da mesma forma que a nossa, ou seja, a partir de experiências individuais (felizes ou traumáticas) e com a interpretação que eles vão tendo a respeito de tudo que está ao redor deles.

Então nem todos os cães, gatos e outros animais são “bonzinhos". Alguns são solidários, outros egoístas. Uns são calmos, outros agitados. Uns são amorosos, outros mais agressivos. E nada disso tem a ver com a “raça”, mas com a personalidade de cada um deles construída a partir do que cada um experimentou na vida e, especialmente, como interpretou ou absorveu essa experiência. Assim, é completamente errado dizer, por exemplo, que gato persa é manhoso e tigrado é mais arisco. 

Deixa um gatinho persa crescer na rua e um vira-lata, que prefiro tratar como “mestiço”, ser criado cheio de mimos. Cada um deles responderá de acordo com o ambiente em que vive. A personalidade de cada um deles será formada com essas experiências e a interpretação que fará delas independente da quantidade de pelos ou se tem olhos azuis.


E a personalidade é uma coisa tão evidente que basta observar uma colônia felina por uns dias ou uma casa cheia de gatos que qualquer pessoa poderá perceber diferenças gritantes entre todos os membros. Haverá gato mais tímido, outros mais confiantes, gato manso e gato mais arisco, gato mais sonoro (falante) e outros que quase não miam, gato que brinca a vida toda e outros que são pouco interessados em brincadeiras, uns comilões e outros de apetite mais moderado.

Gatos num mesmo ambiente e enfrentando as mesmas condições de vida podem desenvolver comportamentos completamente diferentes. 

E por que isso acontece?

Se fosse apenas instinto e se fossem irracionais teriam comportamento padrão... só que não.
Nós somos iguais a eles nesse campo. Dois irmãos podem crescer juntos num palácio. Um pode se tornar um príncipe e outro um carrasco. Dois irmãos podem crescer juntos num cortiço bem pobre e violento. Um pode seguir o caminho da marginalidade e outro se tornar um advogado. 

Isso sem falar em características próprias. Embora cresçam num mesmíssimo ambiente, algumas crianças serão mais risonhas, outras mais sérias, outras mais tímidas e algumas mais atiradas... isso porque cada uma fará sua própria interpretação do meio e reagirá de forma muito individual apesar de viver em coletividade.


Isso acontece com cães e gatos e outros animais. Isso acontece até com passarinhos que, à primeira vista, podem parecer padronizados. Eu mesma assisti à criação de vários filhotes de pardais no quintal da minha casa e pude ver que eles também têm personalidades distintas desde cedo.  Quase sempre um dos filhotes é maior, come mais e até pisa no outro para receber mais alimento dos pais. Esse acaba aprendendo a voar mais rápido e se manda com a família, deixando o filhotinho mais mirrado para trás. 

Mas vi filhote grande, que já sabia voar, se recusar a deixar o irmãozinho. Ele ficou perto dele por vários dias para garantir que os pais continuassem alimentando os dois. Somente quando o menorzinho também adquiriu forças para voar é que o irmão maior deixou o chão em definitivo. 

E já testemunhei o contrário. Irmão maior agressivo com o menor, que pegava toda a comida oferecida pelos pais e voou assim que pôde. O irmãozinho ficou largado... os pais o abandonaram... e levei-o para os biólogos do Ibirapuera, mas já era tarde... estava muito desidratado e desnutrido.

Todo ser que carrega uma personalidade “pensa”, raciocina, porque a personalidade (da onde advém o comportamento) nasce da “apuração pessoal” do que acontece ao nosso redor.



Exemplo da minha gata. Claro que ela pensava e muito!
Às vezes durmo tarde e acordo tarde, passando da hora que costumeiramente coloco comida fresca nos potinhos das minhas gatas. Às vezes, nessas ocasiões, estou também com a porta do quarto fechada para não ter o sono interrompido por elas logo cedo. Mas a Ághata descobriu como me fazer levantar da cama. Ela ficava puxando a porta do armário debaixo da pia da cozinha que é daquele tipo que volta sozinha graças a um sistema de mola. Então ela puxava a porta com a patinha e soltava...

repetidas vezes. O som é algo assim “pum... pum... pum”, como marteladas numa parede. Ela fazia isso até eu levantar e só fazia quando passava muito da hora de acordar. Isso não é instinto. Ela “descobriu” e "aprendeu" uma forma de me perturbar. Ela “pensou” sobre alguma forma de emitir ruído capaz de me fazer sair da cama. Quando você descobre algo e aprende com aquilo... isso é raciocínio. O que a gente herda da natureza e de gerações passadas é instinto, mas o que a gente aprende é fruto de raciocínio.



Outro exemplo nítido. Não só de raciocínio, mas de comunicação. Uma barata voadora entrou em casa e eu me tranquei no quarto porque tenho verdadeiro pânico de barata. Antes disso pude ver que a barata tinha ido para a área de serviço. A porta do meu quarto está sem fechadura. O buraco me permite ver uma parte da área de serviço (que é comprida). E por esse buraco vi a Ághata brincando com a barata, jogando-a para cima e correndo atrás dela. 

A barata fugia para a parte da área que eu não podia ver pelo buraco da porta, mas a Ághata fazia questão de trazê-la para meu campo de visão e ainda olhava para mim e miava. Ela olhava diretamente para mim. Conseguia ver meus olhos no buraco da porta ou simplesmente sabia que eu estava ali espiando.

Isso durou um tempo. A barata fugia e a Ághata trazia-a de volta para meu campo de visão até que o bichinho virou de barriga para cima e ela desistiu do que para ela era uma brincadeira.




Exemplos como esse e até bem mais complexos não faltam, mas ainda ouço a frase: animal não pensa, é irracional, se atacam alguém é por culpa do ser humano e se são bonzinhos é porque são “puros”. 

Mas tem animal bom e animal ruim 

Exemplo de egoísmo: Já ajudei dois cães que viviam num minúsculo quintal. O menor não conseguia comer porque o maior não deixava e avançava ferozmente nele. Eu precisava fazer manobras fantásticas para alimentar o menor. É culpa da fome? Talvez não. Já vi cães famintos dividindo o mesmo alimento.

Exemplo de solidariedade: Já alimentei também outros dois cães que ficavam num quintal, um pit bull e um cãozinho menor... três vezes menor... e quando jogava ração pelo portão os dois comiam os grãos feito loucos, esfomeados, mas o pit não atacava o cão menor. Se o menorzinho chegava mais rápido na ração o pit corria para outro grão.

Todo animal tem sua própria personalidade por mais que tenha também ações de natureza instintiva. Uma coisa não anula a outra. Também somos assim: uma parte instinto e outra raciocínio. Uma parte boa e outra ruim. E somos predominantemente bons ou maus de acordo com nossa índole. E isso deriva de nossas interpretações a respeito de tudo que nos cerca. Com base nessas interpretações é que fazemos escolhas... e escolher é “pensar em como agir”. 


Todos os animais também fazem escolhas, até as mais simples, como o lugar onde dormir. E eles sentem frio, fome e medo (como diz o slogan para justificar a necessidade de respeitar seu direito de viver)... ok... isso já é o suficiente para serem respeitados... mas negar ou não enxergar que pensam é absurdo em pleno século XXI.

Texto: Fátima Chu🌎Ecco, jornalista, escritora, consultora da @buscacats 😻e fundadora da editora @miaumagazine 🐶🐱








quarta-feira, 22 de julho de 2026

Dias 25 e 26/07: Almoço vegano criativo e Bazar na Vila Mariana (SP)


É uma delícia almoçar fora aos sábados/domingos e aproveitar para fazer comprinhas de artesanato, não é mesmo?! Mas fica melhor ainda se você puder saborear uma comida vegana muito criativa e saborosa e, ao mesmo tempo, conhecer o Bazar do restaurante Loving Hut (Rua França Pinto, 243 - bem perto do metrô Ana Rosa/SP).

O restaurante Loving Hut existe há 13 anos e está sempre inovando o menu. Tem coisas que eu AMO como nhoque de abóbora e de mandioquinha, lasanha de beringela e de brócolis, além de feijoada vegana e muito mais. São 50 opções de comidas brasileiras e orientais no buffet, todas veganas!

Só de ver as fotos já dá água na boca!


Vou estar expondo lá aventais e jogos americanos dupla face, que são criação minha. O avental tem um lado plastificado para atividades na cozinha que envolvam água e um lado todo delicadamente decorado em tecido com estampa de cães 🐶 gatos 🐱  e coelhinhos 🐰 para você receber as visitas enquanto termina os quitutes na cozinha, colocar a mesa, dar cursos de gastronomia ou arte, e até "desfilar" (de tão fashion que eles são).


O jogo americano segue a mesma ideia: um lado plastificado para você fazer as refeições e outro em tecido com estampa de animais para decorar a mesa ou cobrir o fogão. E dá para fazer conjuntos de avental com jogo americano da mesma estampa. Um ótimo presente para você ou para quem gosta de animais!


E fiz ainda um jogo americano exclusivo com quebra-cabeças e bambu que também pode ser transformado num quadro:


Vou expor ainda brinquinhos e pulseirinhas (foto acima e abaixo) que vieram da África do Sul de avião. Foram produzidos pela minha sobrinha Karina Polycarpo que é artista plástica e mora naquele país. Muito fofos!


O espaço do restaurante é amplo, muito agradável, com uma energia que faz bem ao estômago mas também ao coração já que é lema do Loving Hut não cozinhar nada de origem animal 🐓🐮. Comida saudável, cheirosa e ética.

E mesmo que você não seja vegano, vale a pena experimentar porque, com certeza, vai ter algo que você vai adorar! Eu já tô sonhando com o choque de abóbora!

A Loving Hut fica na Rua França Pinto, 243 na Vila Marina fone 96309-6284 e o BAZAR acontece dias 25 e 26 de julho das 11h às 16h. 🐱🐶


Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal, escritora e consultora da BuscaCats




Prêmio Papagaio: o Oscar da Causa Animal. Inscrições até 13 de agosto


O Forum Animal (instagram forum.animal) inovou as premiações no Brasil criando o Prêmio Papagaio em 2025. Foram premiadas matérias e trabalhos que tinham como tema a proteção animal e os direitos dos animais. A cerimônia de entrega foi maravilhosa no prédio da Gazeta na Av Paulista e a homenageada foi a Rita Lee de quem, aliás, vale lembrar de uma frase registrada no documentário "Ritas": "A evolução humana está empatada na Terra porque causa do tratamento dado aos animais".

Nessa premiação contam trabalhos publicados em jornais, revistas, TVs, rede sociais e inclusive atuação de influencers pelos animais, e também ações de resgate e muito mais. Inscrições só até 13 de agosto. Mais informações www.premiopapagaio.com.br Vejam as categorias clicando e ampliando o quadro abaixo:


Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal, escritora e gatóloga


terça-feira, 21 de julho de 2026

Artista que ama e defende os animais, esse prêmio é pra você!!! Até 26 de julho!

 


O Forum Animal (instagram forum.animal) está com uma série de iniciativas sensacionais para integrar jornalistas, influencers, fotógrafos, artistas, ativistas da causa animal e pessoas em geral aos temas mais importantes relacionados aos direitos dos animais.

Além do prêmio Papagaio voltado à Comunicação, tem também o Prêmio de Artes Antiespecista com inscrições até 26 de julho. Podem ser inscritos trabalhos de arte visual ou tridimensional, fotografia, audiovisual, música e literatura. Saiba mais acessando www.cultura.forumanimal.org


Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e atuante na causa animal, escritora e gatóloga

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Zoosadismo felino e entrevista com grupo ativista internacional Feline Guardians


Em nenhuma outra época de nossa história tivemos tantos casos de tortura a gatos no mundo (incluindo no Brasil), especialmente filhotes. E pior ainda: além de adolescentes torturadores, tem surgido também casos de tortura de gatos até por crianças.  O cenário parece pior que o período conhecido como "Caça às Bruxas" quando os gatos, associados as mulheres consideradas bruxas, foram como elas perseguidos, enforcados ou queimados.

Daquela época de glamour do antigo Egito, quando muitos gatos eram venerados e vistos como deuses encarnados, não se tem mais vestígios. Depois de um notável apogeu com os gatos ganhando lares nas grandes cidades e em alguns países tornando-se mais desejados que os cachorros (como nos EUA e Rússia por exemplo), e adorados como no Japão, temos agora um retrocesso com o pesadelo do zoosadismo felino. 

Mercado sombrio

Vale ressaltar que zoosadismo não é apenas o ato de torturar e matar animais por prazer, mas também para conseguir notoriedade em um determinado grupo ou obter lucro. E o mais grave é que o zoosadismo virou um sombrio e rentável mercado com casos tenebrosos pipocando por toda parte: pessoas machucando e matando animais para vender os vídeos. 

Combater esse crime exige um trabalho complexo. O foco não pode estar apenas no assassino direto, mas também em quem lhe fornece os gatos, quem lhe compra os vídeos e as plataformas que oferecem ambiente virtual para os crimes serem postados ou cometidos ao vivo.

Uma terrível prática que tem crescido nos últimos anos

Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD) - orgão de inteligência da Secretaria de Segurança Pública de SP - se infiltra nas plataformas para monitorar os crimes de maus-tratos a animais. Os dados são assustadores:

- Cerca de 10 a 15 gatinhos são torturados até a morte a cada madrugada

- Os métodos visam prolongar o sofrimento para que o vídeo ao vivo fique o maior tempo possível sendo degustado por uma plateia insana com cerca de 800 a mil pessoas

- Foram registrados 385 casos de zoosadismo e maus-tratos a animais em plataformas digitais apenas no primeiro trimestre de 2026

- Porcentagem-chave: 90% desse tipo de crime ocorre na plataforma Discord, sendo 90% dos autores adolescentes ou jovens em busca de ganhar pontos dentro da hierarquia de grupos de ódio e ainda 90% das vítimas são gatinhos filhotes

- Esses monitoramentos resultaram no resgate de pelo menos mil animais no estado de São Paulo

Segundo apurações do NOAD, os gatinhos são espancados, mutilados, queimados, perfurados e enforcados. E há pessoas sugerindo atrocidades no decorrer dos vídeos como cortar uma patinha ou furar um olhinho do bichinho que, inocentemente, num primeiro momento busca aproximação do seu agressor em busca de acolhimento e carinho.

Como combater o zoosadismo?

Alguns países adotaram medidas. A Lei de Segurança Online do Reino Unido (2024) e a Lei de Serviços Digitais da UE exigem que as plataformas removam conteúdos relacionados a crueldade contra animais. As multas são pesadas.

Progresso no Brasil:

A Justiça do Ceará determinou recentemente que plataformas como Discord, Telegram, TikTok, Google, Twitch, Reddit e 4Chan removam conteúdos que promovam, incentivem, transmitam ou divulguem maus-tratos ou morte de animais. Além da remoção, as plataformas precisam apresentar plano de ação de filtragem desses conteúdos. A multa é de mil reais por dia em caso de descumprimento das determinações. A iniciativa partiu de entidades de proteção animal que apontaram  a divulgação de vídeos de crueldade.


A teoria do link se aplica ao zoosadismo?

Já se sabe por meio de profundos estudos e pesquisas que quem maltrata animais tende a ser violento com outras pessoas, especialmente com as mais frágeis, com poucas chances de se defender. A teoria do link, como o próprio nome diz, "linca" o torturador ou matador de animais a sujeitos que são violentos também com mulheres e crianças. 

Também assinala que crianças e adolescentes que torturam animais tendem a se tornar agressivos com outras pessoas e até serial killers na vida adulta. Aliás, muitos dos mais famosos matadores em série iniciaram sua trajetória de sangue matando animais quando eram mais jovens. Isso é fato.

Portanto, os adolescentes que entram nessa onda de desafios por prestígio ou torturam por dinheiro,  tendem a se tornar adultos violentos, acostumados a machucar os mais frágeis. Isso porque eles aprendem a banalizar o sofrimento alheio e até se divertem com o mesmo. É um exercício de crueldade que quanto mais se pratica, mais se quer praticar.

Entrevista com o grupo internacional Feline Guardians

Um dos grupos mais atuantes contra o zoosadismo felino é o Feline Guardians. Foi  fundado em 2023 por ativistas chineses em resposta ao surgimento de redes online organizadas dedicadas à tortura de gatos. O trabalho se expandiu da China para vários países onde tem ocorrido o zoosadismo nas redes sociais. Os membros evitam se identificar para poderem operar com sucesso, mas aceitaram responder algumas questões:

Houve algum incidente específico envolvendo gatos que motivou a criação do grupo?

Reparamos que grupos de tortura não eram formados por indivíduos isolados, mas por comunidades que filmavam, compartilhavam e incentivavam atos de extrema crueldade, aproveitando-se da falta de legislação específica sobre crueldade contra animais na China.

Vários casos trouxeram à tona a dimensão da crise. Um dos mais significativos foi o de "Cowcat", uma gata preta e branca que suportou cerca de 48 horas de tortura prolongada e metódica antes de ser morta. À medida que os detalhes de seu sofrimento surgiam, sua história comoveu profundamente muitas pessoas e tornou-se um símbolo da crueldade inimaginável de que essas redes eram capazes.

Outro vídeo amplamente divulgado, mostrando um gatinho sendo morto em um liquidificador, expôs ainda mais a gravidade dos maus-tratos e demonstrou como esse material estava sendo criado e distribuído online.

Ao investigarem mais a fundo, os ativistas perceberam que os membros dessas redes organizadas de tortura de gatos incentivavam uns aos outros, encomendavam abusos, recompensavam os autores e compartilhavam vídeos para a gratificação dos envolvidos. Percebendo a dimensão do problema e a falta de uma conscientização internacional coordenada, alguns ativistas chineses uniram-se para fundar a Feline Guardians.

O que começou como uma iniciativa de base para conscientizar o público e expor essas redes transformou-se em uma organização beneficente internacional registrada. Hoje, a Feline Guardians trabalha para combater a disseminação online de material que retrata crueldade contra felinos, apoiar esforços para identificar infratores, educar o público e defender proteções mais rigorosas para os gatos, tanto na China quanto internacionalmente.


O Brasil também possui um mercado significativo de crueldade animal envolvendo gatos. Alguns autores desses atos foram identificados e presos. O que chama a atenção é que, no Brasil, muitos desses torturadores são adolescentes. Isso é comum em outros países?

Sim. Infelizmente, jovens estão presentes em comunidades organizadas de tortura de gatos e casos envolvendo menores de idade foram documentados em diversos países. Embora o perfil de idade varie entre grupos e localidades, é muito comum encontrar adolescentes envolvidos.

Por exemplo, grupos de abuso organizado que atuam na China incluíam participantes adolescentes; já na Turquia, o grupo conhecido como C31K era composto majoritariamente por adolescentes e jovens do sexo masculino, tendo sido associado a violências que iam além dos gatos — especialmente à misoginia extrema. No Reino Unido, o assassinato de dois gatinhos por adolescentes em Londres — que chegaram a ser presos — foi um dos casos destacados na cobertura da BBC sobre a tortura organizada de gatos, na qual a Feline Guardians colaborou. Existem muitos outros exemplos de adolescentes ao redor do mundo cometendo atos de violência contra gatos e, em alguns casos, essa violência evoluindo para agressões contra seres humanos.

Esses casos demonstram que comunidades online de crueldade organizada também atraem e influenciam adolescentes. Essa é uma das razões pelas quais a Feline Guardians acredita que a educação é fundamental. Além de leis mais rigorosas e uma atuação policial eficaz, ensinar às crianças, desde cedo, que os gatos são seres sencientes — capazes de sentir medo, dor e afeto como nós — é uma parte importante da prevenção de futuros atos de violência.

Em quais países a Feline Guardians atua?

Embora estejamos registrados como uma organização beneficente nos Estados Unidos, nosso trabalho é global; colaboramos com ativistas, autoridades policiais, organizações de bem-estar animal e veículos de comunicação de todo o mundo para aumentar a conscientização, apoiar investigações e promover proteções mais eficazes para os gatos — com ênfase especial nas redes organizadas de tortura de gatos originárias da China.

Nosso trabalho baseia-se em conscientizar sobre as redes de abuso organizado, informar o público a respeito da dimensão do problema e de sua propagação internacional, apoiar debates sobre políticas públicas e defender leis mais rigorosas para os gatos.

Também dialogamos com formuladores de políticas e representantes governamentais sobre a necessidade de mudanças legislativas. A Feline Guardians é politicamente neutra e não promove nem apoia nenhum partido político. Em vez disso, trabalhamos com pessoas de todo o campo político que compartilham o objetivo de melhorar a proteção aos gatos.

Para o futuro, estamos desenvolvendo iniciativas adicionais que incluem a criação de abrigos da Feline Guardians para oferecer cuidados e reabilitação a gatos vítimas de abuso e tortura, bem como a expansão de programas educacionais. Acreditamos que a mudança a longo prazo começa pela educação e buscamos trabalhar com escolas e comunidades. Ao promover a compaixão e o cuidado responsável desde cedo, esperamos fomentar uma mudança cultural duradoura.


A Feline Guardians investiga indivíduos suspeitos de crueldade contra gatos? 

Não. A Feline Guardians não investiga indivíduos suspeitos de crueldade contra gatos. Quando apropriado, apoiamos as autoridades policiais compartilhando informações relevantes e colaborando com investigações oficiais. Também colaboramos com organizações externas de confiança e parceiros independentes especializados em trabalhos de investigação. Caso sejam identificadas informações confiáveis ​​relacionadas à tortura organizada de gatos ou a outras infrações graves, elas serão encaminhadas às autoridades competentes ou a organizações especializadas mais aptas a realizar a investigação.

As investigações devem ser conduzidas por profissionais capacitados. Tentativas de pessoas não qualificadas de identificar ou confrontar suspeitos podem, inadvertidamente, comprometer provas, alertar infratores, colocar indivíduos em risco ou, de outra forma, prejudicar as investigações policiais e quaisquer processos judiciais subsequentes.


Acesse Instagram @feline_guardians e www.felineguardians.org

Para saber mais:

Da onde vem o termo zoosadismo?

Primeiro é preciso entender o termo sadismo, ou seja, a obtenção de prazer ao causar dor física, sofrimento emocional ou humilhação a outras pessoas. Deriva do aristocrata, escritor e filósofo francês Marquês de Sade que durante o século XVIII chocou a sociedade com uma vida libertina e obras literárias como Os 120 Dias de Sodoma.

O termo zoosadismo (ou zoossadismo) foi apresentado pelo psiquiatra e sexólogo alemão Ernest Bornemann que o descreve como um distúrbio psicológico em que o indivíduo sente excitação, diversão ou visa lucro ao torturar animais.

É crime praticar sadismo e zoosadismo?

Atos de sadismo só podem ser tratados como crime se não houver consentimento da outra pessoa envolvida na prática. Existem pessoas que gostam de ser machucadas e humilhadas especialmente durante o ato sexual, então se submetem a sádicos por livre e espontânea vontade. Já o zoosadismo felino é crime sim! Mesmo que não tenhamos uma Lei criminal específica para isso, a prática de zoosadismo felino entra na Lei Sansão que pude crimes de maus-tratos a cães e gatos.

Ajude compartilhando esse vídeo:


Retorno do grupo Feline Guardians:
Muito obrigado por compartilhar isso conosco. O blog é maravilhoso! Iremos compartilhar isso em nosso site muito em breve. Se houver mais alguma coisa que você queira nos enviar no futuro, por favor, não hesite em nos contatar. Agradecemos muito por você ter dedicado seu tempo para escrever o artigo e também por se importar com as vítimas das redes de tortura de gatos.Com muita gratidão, Feline Guardians 

Fátima ChuEcco - jornalista ambiental e atuante na causa animal

                            Fotos: Pixabay Free (postagem gratuita)


 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Dia 18 (sábado): Lindos produtos no bazar para ajudar os gatinhos do Casarão do Ipiranga


Brincos e pulseirinhas da África do Sul, pingentes de gatinhos, avental e jogos americanos dupla face com estampa de gatos, quadrinhos felinos, imãs de geladeira, brinquedinhos para gatos,  e enfeites artesanais... tudo com parte da venda revertida para os gatinhos do Casarão do Ipiranga que ainda aguardam adoção.


Essa é a minha coleção de artigos novos (o avental de gato dupla face eu que fiz e só tem um!) que estará exposta a preços bacanérrimos no Bazar deste sábado, dia 18 de julho, das 10h às 16h, na Rua Clóvis Bueno de Azevedo 130, bem na frente do Casarão de 1924 abandonado e que serviu de abrigo para mais de 100 gatos nos últimos anos.

Fred é um gatão tipo capa de revista

Graças ao trabalho duro de várias voluntárias, eles foram sendo resgatados, tratados e doados. Mas ainda restam alguns deles num lar temporário (fotos nessa matéria). Eles tiveram de deixar o Casarão para ter início um empreendimento que inclui hotel e área comercial nesse local de valor histórico.

Simão pode ser seu companheiro pra sempre

Além do bazar com produtos novos, haverá também brechó de roupas e calçados. Vale destacar as comidinhas veganas em preço bom e deliciosas. Eu já provei o cuzcuz e garanto que é divino. 

Bijuterias vindas direto da África do Sul da artista plástica Karina Polycarpo

O Bazar é a principal fonte de renda desses gatinhos e uma oportunidade para você adquirir itens para sua casa, para seu gatinho ou dar de presente. Confira! Mas atente ao horário hein?! Começa as 10h e vai só até as 16 horas. Acesse também o instagram @gatosdocasarao

Abaixo degustação dos produtos que estarei expondo e mais gatinhos do Casarão:


Acima quadrinhos com impressão em tecido e abaixo Tigre, Tigrão e Tigrinho. Adote esses adoráveis selvagens domesticados !




Abaixo mais brincos da África do Sul com assinatura de Karina Polycarpo


Veja meus jogos americanos dupla face, sendo um lado emborrachado para usar nas refeições e o outro em tecido decorado para enfeitar a mesa ou fogão


Abaixo Leo e Lela que aguardam adoção








Fátima ChuEcco, jornalista ambientalista e da causa animal, escritora, gatóloga, consultora da @BuscaCats e fundadora da editora www.miaubookecia.com



























domingo, 12 de julho de 2026

Filme perfeito para amantes de cães. Fala de amizade e abandono...lindo!


O filme indiano "Valatty - Jornada de Amor e Amizade", com roteiro e direção de Devan, vai derreter o coração de quem ama cachorro. O mais legal é que os cães são reais e foram monitorados durante as gravações para que nenhum sofresse maus-tratos ou estresse. O roteiro aborda o romance entre um cachorrinho e uma cadelinha que juntos fogem de casa para ficar juntos. Romance proibido tipo Romeu e Julieta, sabe?


Fora do mundo cor de rosa que eles tinham em boas casas, com tudo da melhor qualidade, os dois vão conhecer a realidade dos cães que vivem nas ruas. Eles vão enfrentar ameaças, fazer amizades e até se envolverem no resgate de cães que seriam usados em experimentos.


Pode parecer infantil, mas não é não. Algumas cenas tem certa violência. Nada de tirar o sono, mas talvez não muito indicado para crianças pequenas.


Na India há pessoas que amam cães, mas por outro lado existem grupos religiosos que os consideram impuros. Então tem famílias proibidas de adotarem cães. O controle populacional de cães também não é nada simpático. Funciona na base da brutalidade e não dá chance dos animais encontrarem um novo lar.

Mas o filme foca duas famílias que tratam muito bem seus cachorros e o diálogo entre os cães atores é uma graça! 


Tem emoção e já aviso: o final é legal. Digo isso porque muita gente não assiste filme de animais que termina mal. Não percam! Na Prime Video.

Separei o trailer e vários trechinhos pra vocês:






Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e atuante na causa animal, escritora e consultora da @BuscaCats
















ANIMAL SENTE e PENSA porque a raíz dos sentimentos está nos pensamentos

Esse artigo é um dos mais lidos e elogiados do meu blog. Por isso estou republicando. Com tanta ignorância humana causando a morte de a...