sexta-feira, 3 de julho de 2026

DOZE MANEIRAS DE HUMANIZAR OS BICHOS. E POR QUE NÃO?


Sempre vejo pessoas criticando cães e gatos que eventualmente usam roupinhas alegando que isso é "humanizar" o animal. Mas qual o problema? Desde que as roupas sejam confortáveis, não atrapalhem os movimentos e o animal não demonstre que deseja se livrar delas... qual o problema? 

Animais domésticos são humanizados a partir do momento que passam a viver junto de humanos. Se as pessoas os levam para viver dentro de suas casas, por que não deixar dormir no sofá e na cama? Se sentem frio, por que não dar a eles uma roupinha quente?

Vejam doze principais maneiras que humanizam os bichos ainda que eles nunca venham a usar roupinhas.

Um: eles ganham um teto fixo ao abrigo da chuva e do frio - o que não teriam se estivessem vivendo livres. Dois: eles tomam banho com xampu e condicionador - sendo que na natureza tomariam, quando muito, banho de chuva. Três: passam a comer em pratinhos e a beber água em tigelas. Quatro: ganham cama  macia ou passam a dormir na cama de seus tutores. Cinco: são levados ao veterinário (equivalente de médico para gente) quando ficam doentes. Seis: ganham brinquedos, bolas e bichinhos de pelúcia. Sete: passeiam em locais escolhidos por seus tutores - o equivalente a levar os filhos humanos num parque. Oito: comem comida industrializada, dura, com aromatizantes e conservantes. Nove: assim como as pessoas cortam os cabelos, muitos cães e gatos também têm o pelo tosado pelos seus tutores. Dez: passam a entender a linguagem humana reagindo a diversas palavras dirigidas a eles. Onze: usam sapatinhos para não queimar as patinhas no chão quente (o que é uma proteção para eles). Doze: ganham nomes humanos.



Depois de tudo isso, dá pra dizer que "apenas" colocar roupinha é humanizar bicho? 
E à propósito... qual o problema de humanizar? Há um incontestável lado bom nisso. 

Quanto mais próximos da convivência humana, mais livres os animais ficam do consumo humano, ou seja, na maior parte dos países, os animais que se tornaram domésticos deixaram de ser "comidos" - com exceção de alguns países asiáticos onde, muitas vezes, se come o mesmo cachorro e gato criado junto da família humana. Milhares de anos atrás, por exemplo, tivessem os porcos se unido aos homens das cavernas, talvez hoje teríamos porquinhos como animais de estimação e cães no açougue.

A "humanização" de algumas espécies têm garantido sua sobrevivência longe de matadouros. A convivência próxima criou empatia, laços e desejo de proteção. Por algum motivo, cães e gatos tiveram essa chance de adentrar na casa dos humanos e, obviamente, foram inseridos em atividades e comportamentos humanos. Caso nós vivêssemos com eles no habitat natural deles também passaríamos a nos comportar como eles -  nesse caso seríamos desumanizados e agiríamos como selvagens. 

É natural os seres vivos reagirem de acordo com o ambiente onde vivem e adquirirem hábitos do grupo ao qual pertencem, seja na floresta ou na cidade. Aliás, há alguns casos verídicos desse tipo, de crianças crescidas com animais selvagens que passaram a agir como eles.

Essa crítica em cima da humanização de bichos me parece um tanto equivocada já que só o fato de inserí-los em nossas casas já é em sim um tremendo ato de humanização. Um bicho na cidade grande se adapta à vida na cidade. E qual o problema disso? Algumas pessoas protestam dizendo: "Eles não nasceram de roupa!". Bem..... e nós também não.

Texto: Fátima ChuEcco jornalista ambientalista e atuante na causa animal



quinta-feira, 2 de julho de 2026

Prêmio Papagaio: o Oscar da Causa Animal. Inscrições até 20 de Julho


O Forum Animal (instagram @forum.animal) inovou as premiações na área da Comunicação no Brasil criando, em 2025, o Prêmio  Papagaio, que é praticamente um Oscar da Causa Animal.  E o Prêmio desse ano chega cheio de novidades, inclusive ampliando as categorias com tema na proteção animal e os direitos dos animais. 

A cerimônia de entrega do ano passado foi maravilhosa no prédio da Gazeta na Av Paulista. A homenageada foi a Rita Lee de quem, aliás, vale lembrar uma frase registrada no documentário "Ritas": "A evolução humana está empatada na Terra por causa do tratamento dado aos animais".

Esse ano o homenageado será Ney Matogrosso. Nessa premiação contam trabalhos publicados em jornais, revistas, TVs, rede sociais e inclusive atuação de influencers pelos animais, além de ações de resgate e muito mais. Inscrições gratuitas só até 20 de Julho. Mais informações www.premiopapagaio.com.br Vejam as categorias clicando e ampliando o quadro abaixo (clique na foto para ver melhor):


Outros prêmios para artistas e jornalistas:

O Forum Animal também recebe até 19/07 inscrições para o Prêmio de Arte Antiespecista . Saiba mais acessando www.cultura.forumanimal.org


E tem ainda uma bolsa de 50 mil reais para o melhor projeto de Investigação Animal para jornalistas, fotógrafos e profissionais de audiovisual. Inscrições até 31 de Julho.


Não fique fora dessas oportunidades. Mostre seu talento, sua arte, seu trabalho em prol dos animais. 



Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e da causa animal, escritora e gatóloga



quarta-feira, 1 de julho de 2026

Gatinha paraplégica era da falsa protetora presa. Gatos doentes, famintos e congelados

Essa é a Safira, que fazia parte dos gatos da falsa ONG Perfeitos e Especiais, por sua vez da falsa protetora Patrícia Louana Masiero. O que será que houve com essa doce gatinha? 

Depois de ser uma das fontes de renda da falsa protetora que alegava cuidar de vários gatos paraplégicos, Safira morreu em 2024. Acompanhe a história.

Presa recentemente, Patrícia mantinha em SP 149 gatos em sofrimento extremo, sem comida, vivendo entre as próprias fezes e doentes, além de três cães. Quatorze  gatos foram encontrados num freezer e, pelo aspecto deles, podem ter sido congelados vivos. 

E sabem o que mais? Patrícia frequentava inúmeros eventos em pet shops e feiras de ação, inclusive durante este ano de 2026. Ninguém desconfiava que por trás de uma pessoa que se dizia amante de gatos havia uma mulher cruel se fazendo de vítima para divulgar seu pix.

Conheci Patrícia em 2021 e confesso que também caí no discurso dela. Na época ela já tinha 130 gatos e me disse que 30 eram paraplégicos, incluindo a Safira que era uma espécie de embaixatriz da falsa ONG

Safira era linda e Patrícia soube se aproveitar disso. Ela foi a primeira (e talvez a única) gatinha paraplégica a estampar a capa de um produto pet. Ganhou um concurso da marca Pro Gato em 2022 e estampou o Granulado Higiênico BioBomPerfumado.

Eu divulguei bastante nesse blog a Safira e outros gatos paraplégicos que viviam com a Patrícia, sem nem imaginar que uma pessoa poderia fazer mal a esses gatinhos ainda mais vulneráveis. Quase criei um fotolivro para ajudar a falsa ONG. Mas lembro que a gente se desentendeu e acabei cortando relações com a Patrícia.

Hoje eu vejo o quanto é importante fazer o bem, mas olhar a quem. A causa animal tem muita gente boa, que dá a própria vida para salvar animais em péssimas condições, que muitas vezes nem tem o que comer. Por outro lado a causa animal está cheia de oportunistas que enriquecem nas redes sociais investindo pesado em marketing ou que não ficam ricos, mas vivem as custas de animais fazendo-os passar todo tipo de sofrimento enquanto usam para si mesmos os valores arrecadados.

Eu queria muito saber se Safira foi descartada depois que não rendeu mais. Um dos funcionários de Patrícia só soube dizer q a gatinha morreu há cerca de dois anos.

Os heróis dessa macabra descoberta:

Aqui cabe uma gratidão imensa ao Policiais Civis SP da Delegacia de Crimes Contra os Animais do DPPC, juntamente com agentes do CRMV-SP, Divisão de Vigilância em Zoonose (DVZ) e Instituto de Criminalística (IC). No local foram encontrados medicamentos vencidos e ambiente insalubre. O imóvel teve sua interdição total por órgão competente e todas as perícias realizadas deram positivo para maus-tratos. A dona da falsa Ong foi presa em flagrante e segue na cadeia. 

Ajude as ONGs que receberam os esses pobres animais

Os animais foram abrigados pelas ONGs sérias e que podem ser acessadas pelo Instagram, basta clicar em cima do nome de cada uma delas:

 @adoteumgatinho , @catlandrescue , @cmiadoselatidos , @enquantohouverchance @ongcantodaterra , @abeac_ong , @ongonlycats 

Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e atuante na causa animal, gatóloga, escritora e consultora da @buscacats

domingo, 28 de junho de 2026

Ajude a destruir o mercado de zoosadismo felino. Veja o que você pode fazer!

Em nenhuma outra época de nossa história tivemos tantos casos de tortura a gatos no Brasil. Se somarmos a outros casos do mundo, especialmente na China, talvez o número de vítimas ultrapasse a idade média, no período da Inquisição, quando os gatos, associados as bruxas, foram perseguidos, queimados e torturados.

Daquela época de glamour do antigo Egito, quando muitos gatos eram venerados e vistos como deuses encarnados, não se tem mais vestígios. Além da perseguição brutal a milhares de gatos semi-selvagens na Austrália e Nova Zelândia (onde até crianças caçam e matam os felinos), temos agora o pesadelo do zoosadismo.

Essa matéria visa alertar para a necessidade de combater todos os agentes desse sombrio mercado clandestino. E você vai saber como ajudar no decorrer do texto.

O foco não pode estar apenas no assassino direto, mas também em quem lhe fornece as vítimas, quem lhe compra os vídeos e as plataformas que oferecem ambiente virtual para os crimes serem postados ou cometidos ao vivo, com plateias entre 800 e mil pessoas.

Vale lembrar que zoosadismo não é apenas o ato de torturar e matar animais por prazer, mas também por notoriedade ou obtenção de lucro. E o mais aterrorizante é que, no cenário atual, vemos o zoosadismo entrelaçando todos os três interesses.

E é bom que você saiba que sádicos não são doentes mentais. Eles têm plena consciência de seus atos. Inclusive, atos de sadismo só podem ser tratados como crimes se não houver consentimento da outra pessoa envolvida na prática. 

Já o zoosadismo é crime sim! Mesmo que não tenhamos uma Lei criminal específica para isso, não há consentimento do animal para submissão à tortura.

Diferente do que muitos pensam, os assassinos e torturadores atuais de gatinhos, tanto dentro quanto fora do Brasil, podem não ser zoosádicos, embora sejam igualmente criminosos. A maioria deles não está fazendo isso com os gatos por prazer, mas sim por dinheiro ou notoriedade em grupos específicos da "dark web" ou "deep web". Mas é claro que também lhes falta empatia e sobra Covardia.

Entender isso é bem importante porque esclarece que prender apenas o assassino direto não desmonta a rede de crueldade extrema.

A  COVARDIA é o elemento-chave dos atos praticados, pois, as vítimas são seres frágeis, ingênuos ou que não podem se defender (sejam filhotes ou gatos adultos). É o mesmo modo de agir do serial killer que mata mulheres e crianças. 

ATENÇÃO... esse relato é forte

O monitoramento da Polícia captou ocorrências onde além do assassino, um narrador vai pedindo para furar o olho do gatinho ou cortar-lhe a patinha e assim por diante. E claramente se vê os ingênuos filhotes tentando se aproximar do criminoso pedindo carinho antes dos atos começarem.

Assim, com presas fáceis, o zoosadismo se transformou num mercado lucrativo com vários agentes e é necessário reconhecer e deter cada um deles para brecar essa crueldade:

Agente 1: é quem fornece os gatinhos (um falso protetor ou adotante por exemplo). Atente para casas ou locais onde muitos gatos são mantidos engaiolados ou amarrados e chame a polícia. Nem sempre é casa de acumulador, mas sim de um comerciante que vende os gatos para o zoosadismo

Agente 2: é o zoosádico que compra e consome esses vídeos em busca de prazer ou excitação sexual. E pode ter vários deles numa única plateia junto de alguns curiosos, na maioria menores de idade. Descobrir esse agente exige investigação policial, mas diante de algum sujeito de hábitos suspeitos, fique atento

Agente 3: é o produtor dos vídeos. Pode ser o próprio zoosádico que cria grupos para compartilhar seus atos, mas nesse mercado atual costuma ser principalmente quem deseja receber dinheiro pelos vídeos ou, no caso de alguns adolescentes, reconhecimento (esse é o caso de jovens que ganham pontos em grupos que lançam desafios envolvendo tortura animal). O produtor precisa ser alguém sem empatia ainda que motivado por dinheiro ou notoriedade. Esse produtor tem sempre um fornecedor (Agente 1) ou ele próprio se utiliza de gatos da vizinhança que até conhece e consegue sequestrar (caso Charlotte)

Agente 4: donos das plataforma onde se libera ambiente virtual para os crimes ocorrerem ao vivo ou serem postados. Essa é uma tarefa da polícia e de leis que devem punir, multar ou extinguir tais plataformas - algo que não está acontecendo

Agente 5: no caso específico de zoosadismo cometido por adolescentes, os pais ou responsáveis também tem parte da culpa se tiverem sido omissos aos atos dos filhos

Peço que passe essa matéria adiante porque prender os assassinos diretos, mas não deter os demais criminosos da mesma rede não acaba com essa atrocidade.

Os dados confirmam a existência de um forte mercado que se desenvolveu longe dos holofotes. Vejam:

Do final de 2024 para cá, mais de 580 pessoas foram presas por crimes na Internet e, segundo dados da Polícia Civil, 90% confessou ter machucado ou matado animais. A Polícia tem se infiltrado em redes e monitorado até 15 casos de tortura animal a cada madrugada. Os gatos são espancados, mutilados, queimados, perfurados e enforcados.

O Núcleo de Observação e Análise Digital tem um dado assustador sobre adolescentes. Quem pratica crueldade contra animais ganha pontos dentro da hierarquia de grupos de ódio do Discord. E, por sua vez, o Discord alega que nada vê ou sabe. 

O grupo de ativistas Feline Guardians observou que a matança de gatos em redes sociais aumentou 500%. É muita coisa. Quase inimaginável!

A teoria do link se aplica no zoosadismo?

Já se sabe por meio de profundos estudos e pesquisas que quem maltrata animais tende a ser violento com outras pessoas, especialmente com as mais frágeis. A  teoria do link vê num matador de animais grande possibilidade dele ser violento com a mulher e filhos, por exemplo. E há muitos casos que comprovam isso.

Também assinala que crianças e adolescentes que torturam animais tendem a se tornar agressivos com outras pessoas e até serial killers. Aliás, muitos dos mais famosos matadores em série iniciaram sua trajetória de sangue matando animais quando eram mais jovens. Isso é fato.

Portanto, os adolescentes que entram nessa onda de desafios por prestígio ou torturam por dinheiro, eles tendem sim a se tornar adultos violentos, acostumados a machucar os mais frágeis. Isso porque eles aprendem a banalizar o sofrimento alheio e até a se divertir com o mesmo. É um exercício de crueldade. Quanto mais se pratica, quanto mais se quer praticar.

E como um zoosádico deve ser julgado? Como é uma pessoa consciente de seus atos  tem que ser julgado como um criminoso comum, conforme os demais agentes desse mercado. 


Os casos mais notórios e a primeira assassina presa no Brasil

Entre os casos mais chocantes da atualidade estão o da gatinha Charlotte, espancada, queimada viva e mutilada por Cauê Bellini em Garça, interior de SP. Em Fortaleza, Ceará, foi preso Kauã Costa da Cunha, de apenas 19 anos, que confessou matar mais de 100 animais, a maioria gatos. O psicólogo Pablo Stuart Fernandes foi preso no DF pelo assassinato e tortura de 17 gatos, todos tigrados. E esses são apenas alguns casos.

Mas se voltarmos um pouco no tempo vamos nos deparar com o caso da Dalva Lina da Silva que ficou conhecida em 2012 como a "serial killer de animais". Foi a primeira assassina de animais condenada a 16 anos e presa no Brasil em 2018 depois de um longo processo. 

Dalva foi descoberta ao descartar em sacos de lixo 37 animais mortos - 33 eram gatos. Todos tinham perfurações e hematomas. Dalva se passava por protetora de animais e calcula-se que ela agiu assim durante muitos anos, com um número incontável de animais passando pelas mãos dela. Hoje, passada metade de sua pena, não se tem notícias dela.

O que os amantes de gatos e de animais podem fazer?

Além de prestar atenção ao seu redor para identificar possíveis agentes do mercado de zoosadismo, perceba que agora há novos perigos na rua caso seu gatinho tenha vida livre. Não seria melhor mantê-lo seguro? E também:

1) Observe se seu vizinho, parente ou amigo tem adotado animais e rapidamente se livra deles alegando que fugiram, morreram ou foram levados para algum sítio distante. A Dalva, citada acima, costumava dizer que os animais iam para um sítio

2) Se você resgata e doa gatos, especialmente filhotes, jamais doe para adolescentes e, mesmo no caso de adultos, exija comprovante de residência, RG, zap, fotos e vídeos do animal no novo lar e permissão para visitas esporádicas pós-adoção


3) Fique atento ao comportamento de seus filhos caso demonstrem agressividade com animais, gargalhadas ao ver animais machucados ou mortos, conversas incitando violência contra animais com colegas dele, permanência no celular ou computador de madrugada, entre outros comportamentos que merecem atenção

4) Se por acaso algum vídeo de violência contra animais aparecer na sua rede social, denuncie imediatamente nos canais específicos para isso

5) Chame a polícia se observar alguém capturando animais em colônias de gatos. Pode ser uma captura para castração ou tratamento veterinário, mas também pode ser alguém pegando os gatos para maldades nas redes sociais. Procure saber o que se passa

6) Compartilhar essa matéria para que mais pessoas, protetores, autoridades e mídia conheçam todos os personagens do mercado de zoosadismo e foquem ações no combate a todos 

IMPORTANTE AJUDAR  também:

Há grupos lutando pelos gatinhos aqui e no Exterior. Junte-se a eles:

Instagram @guerreiros.felinos 

Instagram @feline_guardians e www.felineguardians.org

Especialmente os gatinhos são muito ingênuos. Perdidos nas ruas buscam ajuda de estranhos que podem lhes fazer muito mal. Observe, investigue, denuncie e salve.


Texto: Fátima ChuEcco, jornalista ambientalista e da causa animal, especializada em matérias de pets, escritora, gatóloga e consultora sobre gatos perdidos

Fotos: Pixabay Free (uso livre)




Fred: lindo, incompreendido e devolvido! Em busca de um lar!


Fred é um daqueles gatos que podiam fazer propaganda de ração de tão lindo e majestoso com seus olhos verdes e pelo alaranjado. Mas ele tem um problema: ainda não encontrou ninguém que compreenda o que ele já passou e que lhe dê um tempo para se adaptar a um lar com pessoas estranhas.

Fred é um gato manso, mas assustado. Depois de viver nas ruas passando todo tipo de infortúnio foi resgatado pelas voluntárias do grupo Gatos do Casarão do Ipiranga (SP) que trabalharam para que ele fosse adotado. Depois de muito tempo a adoção aconteceu, mas por pessoas que em breves dois meses lhe deram cartão vermelho. O motivo? Demonstrar medo, viver escondido e fazer xixi no lugar errado. Comportamento normal ainda mais numa casa onde também havia cachorros.

Tive uma gata chamada Rebecca Selvagem (foto abaixo) que, de fato, poderia ser considerada semi-selvagem, pois, não podia nem ouvir a voz de pessoas que já se apavorava e escondia. Quando a resgatei no estacionamento de um prédio, onde ela vivia entrando e saindo de motores de carros, ela tinha por volta de um mês e meio de idade. E foram precisos pelo menos mais uns três meses para ela se deixar ser vista na minha casa.


Eu a deixei a vontade compreendendo seus medos e possíveis traumas por estar tão jovenzinha sozinha. Colocava a ração, água e areia num cantinho da área de serviço que ela só acessava de madrugada ou quando não havia ninguém em casa. Nunca soube onde ela se enfiava naquela época. Imagino que se amassava debaixo da máquina de lavar roupa ou atrás de algum móvel.

Levou muito tempo para ela ter coragem de circular próxima de mim e para vir no meu colo. Mas mesmo se ajeitando entre minhas pernas, saía correndo se eu tentasse pegá-la. Inclusive sempre dormiu colada em mim na cama, mas nunca se deixava pegar. E ainda assim eu amei tanto, mas tanto essa gatinha tigrada! Ela viveu 15 anos comigo.

Fred é um caso bem menos crítico que o da Rebecca em termos de comportamento, mas ainda assim precisa de uma pessoa que tenha paciência, que saiba respeitar seu tempo. Ele está saudável, castrado, vacinado e no momento se encontra em um lar temporário no bairro do Ipiranga (SP) com outros gatos tão sofridos quanto ele.

O amor não tem pressa. Respeita o outro e sabe esperar. É disso que Fred precisa. Você tem o coração aberto para um gato como Fred? Então procure pela Pryscilla no zap (11) 98180-7272.

Texto: Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e atuante na causa animal



sábado, 20 de junho de 2026

Os adoráveis gorilas das montanhas precisam de ajuda urgente. Veja e repasse!

 

A Gorilla Doctors é uma organização que cuida dos gorilas das montanhas da República Democrática do Congo, Uganda e Ruanda - únicos locais do planeta onde eles ainda existem em liberdade graças a um trabalho duro e perigoso de preservação, pois, gorilas são visados por caçadores, sofrem com desmatamento de seu habitat natural e são suscetíveis a doença humanas como o ebola.

Um novo surto de Ebola na região coloca em risco os guardas florestais, os médicos que cuidam dos gorilas e, como consequência, os próprios gorilas. As visitas de turistas na floresta onde há famílias de gorilas estão suspensas, mas mesmo assim o risco persiste. Por isso a Gorilla Doctors precisa muito de apoio de pessoas de todo o mundo para prosseguir os trabalhos proteção aos gorilas com segurança.


Além de ajuda financeira, o site www.gorilladoctors.org vende produtos inspirados nesses adoráveis gorilas que não são caçadores, não comem carne e aceitam a presença dos humanos cada vez mais próxima numa clara mensagem de que são da paz e querem paz. Acesse o site e veja como ajudar mesmo estando no Brasil.

Os gorilas tem 98% do nosso DNA. A gestação de gêmeos é raríssima, sendo que as fêmeas têm apenas um bebê ao ano. Eles não se reproduzem com parentes. Quando as jovens atingem a puberdade elas deixam a família para ingressarem em outros grupos.

Se puder, ajude os gorilas das montanhas.  Conheça alguns deles nos vídeos abaixo:





Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e atuante na causa animal, apaixonada pelos gorilas das montanhas a quem trata como pessoas

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Artista que ama e defende os animais, esse prêmio é pra você!!!

 


O Forum Animal (instagram forum.animal) está com uma série de iniciativas sensacionais para integrar jornalistas, influencers, fotógrafos, artistas, ativistas da causa animal e pessoas em geral aos temas mais importantes relacionados aos direitos dos animais.

Além do prêmio Papagaio voltado à Comnunicação, tem também o Prêmio de Artes Antiespecista com inscrições até 19 de julho. Podem ser inscritos trabalhos de arte visual ou tridimensional, fotografia, audiovisual, música e literatura. Saiba mais acessando www.cultura.forumanimal.org


Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e atuante na causa animal, escritora e gatóloga

Investigação Animal com bolsa de 50 mil. Envie seu projeto!

 

Jornalistas que amam os animais e especialmente se preocupam com seus direitos à liberdade e à vida: esse prêmio criado pelo Forum Animal (instagram forum.animal) é uma excelente oportunidade de colocar um projeto em prática. Inscrições até 31 de julho. Mais informações www.premiopapagaio.com.br  Clique e amplie o post abaixo para saber mais


Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e atuante na causa animal, escritora e gatóloga


domingo, 7 de junho de 2026

Descartando as ideias de Descartes com a ajuda de Darwin e de Kardec

 

Descartes afirmava que os humanos eram os únicos capazes de sentir e pensar


O braço de ferro filosófico veio mais de cem anos depois com Darwin provando que os animais tinham sentimentos e sensações e as expressavam das mais variadas formas


Descartes reduziu todos os animais a máquinas. Ele alegava que as reações nos animais decorrentes de dor física, por exemplo, não passavam de ruídos como os da engrenagem de uma máquina

Allan Kardec recebeu mensagens dos espíritos afirmando que os animais podiam ter emoções e sensações semelhantes as nossas, além de terem um princípio inteligente e evoluírem

Charles Darwin publicou obra onde relata minuciosamente as expressões faciais e emotivas presentes em todos os animais. Ele disse que todos os animais têm sua maneira de pensar e agir de acordo com suas escolhas e/ou aprendizados...e que até um abelha pensa.

Cada um a seu modo, tanto Darwin pelo meio científico quanto Kardec pelo espiritismo, ajudaram na construção da concepção que hoje temos dos demais animais - melhor que a enraizada por René Descartes na sociedade de sua época e ainda persistente em nichos da atualidade.

Podemos ser honestos e até fazer o bem em alguns setores, mas no fundo sabemos que, em sua maioria os animais são explorados, consumidos e subjugados em todo o planeta.... e que não é certo o que a humanidade faz com eles.

Nossa evolução depende também de como os tratamos e, especialmente, de como os enxergamos. A Terra não pertence ao humano para dela fazer uso como bem entende. Vale lembrar que há outros planetas onde a raça humana não é a mais evoluída e mundos onde humanos e outras espécies se comunicam telepaticamente, se respeitam e admiram.

Texto Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e atuante na causa animal
Imagens: feitas com IA Copilot por Fátima



terça-feira, 2 de junho de 2026

Os gatos são muito expressivos e até Darwin notou isso


"Os gatos usam muito a voz como meio de expressão e emitem, sob várias circunstâncias e emoções, pelo menos seis ou sete sons diferentes. Um dos mais curiosos é o ronronar de satisfação produzido tanto durante a inspiração quanto a expiração. O puma, a chita e a jaguatirica também ronronam"


O trecho acima é do livro "A expressão das emoções no homem e nos animais", escrito por Charles Darwin em 1872 ou quase 150 anos atrás.

Ele demonstra, pelo método de observação, desenhos, fotografias e relatos de colaboradores, que os animais têm emoções como alegria, medo, raiva e ciúme, manifestadas por meio das expressões faciais e corporais, além de sons e uma comunicação própria.  


Darwin defende que algumas de nossas expressões são herdadas de antepassados primitivos, comum tanto aos homens quanto aos outros animais. Diz ainda que muitas de nossas expressões são inatas e não aprendidas já que se repetem em pessoas das mais variadas culturas.

"Um exemplo clássico é ainda hoje o homem mostrar seus dentes caninos quando está enfurecido, da mesma forma que o fazem macacos, cães  e outros bichos, apesar de não se servir disso para brigar"

Vejam isso:

"Ações de todos os tipos, acompanhando regularmente algum estado de espírito, são de pronto reconhecidas como expressivas. Podem consistir de movimento de qualquer parte do corpo, como o abano da cauda de um cão, o encolhimento dos ombros de um homem, o eriçamento de pelos de um gato, a exsudação de suor, o estado da circulação capilar, a respiração forçada e o uso de sons vocais ou produzidos por algum instrumento. Até os insetos exprimem raiva, terror, ciúme e amor com sua estridulação".




Darwin fala da expressão canina:

"Alguns cães demonstram um estado de espírito de prazer e excitação, associado à afeição, de uma maneira bastante peculiar: mostrando os dentes, como num sorriso".


E  destaca, é claro, chimpanzés e orangotangos que, notoriamente, são os mais expressivos dentre todos os seres vivos, assim como os humanos.

"Se fazemos cócegas num chimpanzé jovem - e as axilas são particularmente sensíveis às cócegas como nas nossas crianças - um som mais nítido de carcarejo ou risada é produzido", comenta no mesmo livro.

"Macacos também tremem de medo e, às vezes, soltam suas excreções. Pude ver um macaco quase desmaiar de tanto terror quando capturado. A expressão de um macaco quando provocado ou afagado por seu tratador é quase tão expressiva quanto a dos humanos".


Darwin morreu em 1882 aos 72 anos e seu legado ainda hoje divide opiniões. Uns acham que seu longo e complexo estudo do comportamento animal tinha a intenção de provar que os animais sentem e sofrem como nós e, portanto, não poderiam ser explorados pelo homem como objetos inanimados.

Outros acreditam que os estudos de Darwin serviram para endossar os horrores que a medicina e a ciência já faziam com os animais desde aquela época sob o argumento de que, sendo muito parecidos conosco também seriam os melhores modelos para se explorar como cobaias.

Mas nesse artigo quero concentrar o foco nos expressivos gatos com uma pequena amostra do fabuloso trabalho do fotógrafo Michael Hans cuja página no facebook pode ser acessada AQUI e cujas imagens ilustram também o texto acima







Fotos: Michael Hans
Pesquisa e Texto: Fátima ChuEcco Jornalista/Escritora apaixonada por gatos e por todos os animais...e sempre em busca de gente sensível e talentosa
Acesse meu site para fotolivros www.miaubookecia.com


Serviço especializado em gatos perdidos:





DOZE MANEIRAS DE HUMANIZAR OS BICHOS. E POR QUE NÃO?

Sempre vejo pessoas criticando cães e gatos que eventualmente usam roupinhas alegando que isso é "humanizar" o animal. Mas qua...