sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Calendário 2021 com gatos de parques públicos de SP


A ONG Bicho no Parque monitora cerca de 120 gatos em parques públicos de São Paulo e acaba de lançar seu calendário 2021. As fotos são desses felinos "guerreiros" que vivem em espaços urbanos e que já fazem parte do cenário das grandes cidades. A ONG realiza um trabalho Nota 10, castrando, alimentando e cuidando desses felinos - uma iniciativa que, aliás, é executada com muito sucesso em outras grandes cidades com colônias de gatos, como Roma e Nova York.

Já está comprovado que a melhor maneira de controlar as populações felinas é por meio da castração e monitoramento. Remover os animais de um local apenas abre espaço para que outra colônia se forme. Além da remoção ser cruel, não é nada inteligente e muito menos eficiente. Conheçam e apoiem esse trabalho. Visitem o site da ONG acessando AQUI

O belo calendário de mesa custa só R$ 25 e as pessoas ainda ajudam esses beldades felinas.

Veja os dados para adquirir:

Banco Itaú

Agência 0390

Conta Corrente 01484-3

Mayena Buckup

CPF: 060.111.118-40

 Depois é só enviar o comprovante e o endereço para o e-mail: bichonoparque2013@gmail.com


segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Erros clássicos que tutores cometem aos procurar seus gatos desaparecidos


Essa semana soube do caso de uma tutora que encontrou o gato preso pelo rabo em uma cerca depois de um mês desaparecido. O ferimento foi muito grave e ele teve que amputar uma pata. Mas certamente morreria se não tivesse sido encontrado.

Esse é só um exemplo do que pode acontecer com um gato desaparecido. Infelizmente, muita gente, mas muita gente mesmo, ainda pensa dessa forma:

"Se meu gato estivesse por perto já tinha voltado para casa... porque ele sempre volta!"

Acontece que nem mesmo o "sempre" dura pra sempre. Muitas coisas podem acontecer com um gatinho na rua, inclusive com aqueles acostumados a sair para dar umas voltinhas. 

Há perigo por toda parte: cachorros, gente maldosa, veneno, carros em alta velocidade... 

Por isso, um dia ele pode não voltar.


Mas também não quer dizer que esteja morto ou que tenha sido levado embora por alguém. Claro que essas hipóteses também são válidas, mas muitas outras também são.

Um dos maiores erros dos tutores é não focar a vizinhança: cada casa, prédio, loja, terreno baldio, estacionamento, imóvel à venda, edifício em construção... cada cantinho do quarteirão.

E tb clínicas das redondezas pq se o gato sofreu um acidente alguém pode ter socorrido e levado numa clínica próxima.

Eu mesma uma vez reparei numa gata tentando se equilibrar no suporte do teto de uma varanda enquanto o morador com uma mangueira jogava água nela para forçá-la a descer.  A gata estava em pânico e não descia de jeito nenhum. Tinha entrado naquela casa por acaso.

Pedi uma cadeira para alcançar a gatinha e consegui pegá-la. Na mesma hora levei numa veterinária ali próxima, pois, imaginei que se tratava de uma gata que tinha fugido de casa na vizinhança. A veterinária reconheceu a cicatriz de uma castração recente que ela mesma tinha feito. Ligou para a tutora e a gata realmente tinha fugido de casa.

Casos assim acontecem todo dia aos montes.


Noutra ocasião reparei num rapaz que estava há um mês colando cartazes pelo bairro com a foto de seu gato. Ele disse que o gato nunca tinha saído de casa e que era muito medroso. Então calculei que esse gatinho não iria longe. Certamente estava escondido em algum lugar muito perto da casa dele.

Perguntei se havia alguma reforma na vizinhança (porque gato adora se esconder em entulhos e materiais de construção) e o tutor disse que uma loja vizinha a sua casa estava com pedreiros. Recomendei que olhasse bem nesse local. Bingo!

O gatinho estava no forro, quietinho, feito uma estátua, sem dar um pio... ops... mio.

Provavelmente não saía de dia com medo dos pedreiros e de noite ficava trancado. Deve ter sobrevivido com restos de comida, baratas e água da chuva. Claro que estava puro osso.

É por conta de casos como esses, muito comuns, que insisto que as pessoas procurem seus gatos na vizinhança. Criei um grupo no facebook  chamado "Gatos perdidos e encontrados em SP" justamente para passar algumas dicas que eu mesma utilizei quando fiquei com uma gatinha perdida por 37 dias.

No album de fotos desse grupo dou 12 dicas valiosas, mas que é preciso ter muita força de vontade e paciência para seguir. Eu mesma quase joguei a toalha enquanto procurava minha gata, mas nunca desisti e consegui encontrá-la. 

Minha experiência está contada e ilustrada por fotos no livro "Encontrando Rebecca Selvagem - Uma busca intensa e cheia de fé" da Editora Mi-Au Book & Cia.  O fotolivro tem a minha versão da busca, narrando várias dicas, e tb a "suposta" versão da Rebecca. Para adquirir acesse AQUI


CONSULTORIA PARA ENCONTRAR GATOS PERDIDOS

Além das dicas expostas no grupo do face e do livro, recentemente tb passei a oferecer consultoria para encontrar gatos perdidos para quem deseja um atendimento mais individualizado.

Analiso o tipo de fuga (ou desparecimento), a personalidade do gato e o perfil da vizinhança para traçar uma estratégia de busca a ser realizada pelo próprio tutor. A consultoria é feita pelo whats app 11 94682-6104 e tem um valor bem acessível de R$ 50 (cinquenta reais).


Fátima ChuEcco Jornalista/escritora


quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Vasilha deve ficar na altura do peito e o material dos potes influencia na saúde



Desde que os cães e gatos foram domesticados e passaram a morar conosco, convencionou-se usar potinhos de água e comida no chão, mas saiba que essa não é a melhor posição para eles se alimentarem, especialmente à medida que vão ficando mais velho, com menos elasticidade e problemas de locomoção.


Mesmo para os mais jovens o ideal é que as vasilhas estejam na altura do peito, como mostram as fotos anexas dos cãezinhos Ronny e Gigi. Reparem que foram usados livros e uma caixa para adequar os potes na altura ideal, portanto, ninguém precisa comprar comedouro novo... basta usar coisas que tem em casa com imaginação.


O material das vasilhas também influencia na saúde. Potinhos de plástico, por exemplo, podem ocasionar um problema sério de acne no queixo dos gatos. Entenda os motivos de não colocar os potes de comida no chão e os melhores materiais para vasilhas acessando o site da Integrativa Pet AQUI

Fáyima ChuEcco
Jornalista/Escritora

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Fotolivro "pet-solidário" reúne animais deficientes que dão um show de superação

 

O MI-AU Book "Paçoca Gatto e Cia - Diferentes e Felizes" é um convite à inclusão. É também um presente com belíssima mensagem para as crianças e amantes de animais em geral. É nos livros que as crianças dão seus primeiros passos rumo a um mundo de mais igualdade e solidariedade.

Paçoca Gatto, que tem o mesmo sobrenome de sua tutora, Simone Gatto, é paraplégico. Ele vive em SP com outros dois gatos paraplégicos, um tetraplégico e outro com uma deformação no rosto. Só que a história desse quinteto não tem nada de triste. Eles levam uma vida quase normal, aliás, até bem mais dinâmica que muito gato doméstico.  Frequentam parques, eventos e Paçoca foi até garoto-propaganda de uma lei que, em 2019, passou a permitir o transporte de animais no metrô de SP, igualando a capital do estado com as maiores cidades do mundo onde animais já andam no metrô há muito tempo.

Agora esse gatinho charmoso e seus “irmãos” estão no fotolivro infanto-juvenil  “Paçoca Gatto e Cia – Diferentes e Felizes), escrito por mim e que tem três objetivos principais ligados à inclusão: ajudar as crianças e jovens a encararem as pessoas e animais deficientes com naturalidade, inspirar crianças e jovens portadores de deficiência a partir do exemplo de superação dos cinco gatinhos e motivar a adoção de animais deficientes.

Veja o vídeo do fotolivro:


“MIAU Book Paçoca Gatto e Cia – Diferentes e Felizes” é um  fotolivro de capa dura e
 inaugura um “projeto literário pet-solidário” que visa parceria com ONGs e protetores de animais independentes a fim de gerar mais uma opção de renda para as entidades e, ao mesmo tempo, registrar o trabalho delas.   A venda é feita no esquema “on demand”, ou seja, impressão da obra na NICEPHOTOS, apenas mediante pedido numa parceria firmada com a empresa que possibilita a impressão com desconto - uma estratégia para que as ONGs também não precisem investir nenhum recurso na produção. 

Além disso, 50% do lucro é revertido para a ONG ou protetor independente. Os fotolivros são de capa dura e a compra dá direito a um brinde: participação num vídeo junto com Paçoca e sua turma. O objetivo é tornar o comprador do fotolivro um “multiplicador” da mensagem de inclusão podendo repassar o vídeo para a família e amigos.

O fotolivro do Paçoca é ricamente ilustrado com fotos cedidas por dois fotógrafos profissionais, Ademir Fheliz e Lionel Falcon, que mostram a vida ativa desses gatinhos em suas cadeirinhas de roda passeando pelas ruas e parques da cidade ou fazendo parte de eventos sociais.

A narração é do próprio Paçoca que vai contando suas inúmeras atividades ao ar livre, incluindo desfile de moda, enquanto declara que “os animais deficientes têm tudo em dobro como a coragem, a força de vontade e o amor”. E os leitores podem ver vídeos do Paçoca e seus “irmãos” por meio de QRCodes inseridos no livro.





Quem são os gatinhos do fotolivro?

Simone Gatto adotou Paçoca há cinco anos quando ele tinha apenas dois meses de idade e foi abandonado na frente de um hospital veterinário após ser atropelado. Depois vieram os outros quatro. Banguela foi espancado. Amora caiu de um telhado e Denise também foi atropelada. Thor nasceu com uma má formação na face: tem apenas um olho, uma narina e lábios leporinos.

Foi na convivência com Paçoca que Simone descobriu uma espécie de vocação que viria a se tornar, mais tarde, sua missão de vida. Hoje ela dá cursos e orientações gratuitas para pessoas que têm animais deficientes a fim de evitar abandonos e também incentivar a adoção de animais com necessidades especiais.

Para isso, Simone foi atrás de veterinários que eram contra sacrificar animais deficientes: “Percebi que esse universo dos animais deficientes é muito pouco divulgado e vários veterinários indicam a eutanásia em casos com grandes chances de recuperação. Então aprendi técnicas e tratamentos para tornar maravilhosa a vida desses seres especiais. Há muitos caminhos para ajudar esses bichinhos”.


Serviço:

“MIAU Book Paçoca Gatto e Cia – Diferentes e Felizes”, autora Fátima ChuEcco, Editora Mi-Au Book & Cia www.miaubookecia.com

Impressão: NICEPHOTOS www.nicephotos.com.br
CaracterísticasCapa dura e páginas em papel couchê recheadas de fotos coloridas.
Brinde: Vídeo com foto do apoiador e a turma do Paçoca
Preço: Nos tamanhos 15x21 cm (R$ 75) e 20x20 cm (R$ 85) incluindo o frete para qualquer lugar do Brasil.

Como comprar: Direto com autora pelo 11- 94682-6104 (whats app)
Como participar da parceria: ONGs e protetores de animais independentes devem entrar em contato com a autora 11- 94682-6104 (whats app).
Fotos que ilustram esse artigo de Ademir Fheliz

Conheça meus outros livros:

"Mi-Au Book - Um Livro Pet-solidário", "Mi-Au Book & Cia", "Ághata Borralheira & Amigos tocando Corações", "Encontrando Rebecca Selvagem - Uma busca intensa e cheia de fé" e "Penso, Logo, Mio e Existo". Participante das coletâneas "Somos Todos Animais", "Direitos dos Animais e Deveres dos Homens", "Animais Amigos e Importantes" e "Mundo Jovem". Atualmente a jornalista trabalha em sua editora "Mi-Au Book & Cia" com foco em fotolivros literários pet-solidários com animais domésticos e crianças.

Quer um fotolivro para o "amor da sua vida"? Acesse AQUI


Como está hoje o gatinho Huru, salvo de um matadouro na China e cuja foto rodou o mundo?



Quem vê Huru na foto da esquerda mal consegue associar com o gatinho desesperado e agarrado nas grades de um matadouro da China (foto da direita). A imagem de Huru lutando pela vida emocionou pessoas do mundo inteiro em 2015 quando ele foi salvo junto com outro gato e mais dois cães por uma equipe da Humane Society International (HSI).

O Dr Peter J. Li, especialista em Direitos dos Animais e Política Ambiental da HSI na China e que participou do resgate, postou em seu Facebook fotos atualizadas do gatinho que, depois de atravessar o inferno onde assistia outros gatos serem mortos, agora vive no Reino Unido. As fotos foram cedidas por Jane, que adotou Huru quando ela ainda vivia nos Estados Unidos e já tinha outros seis gatos.

                               Huru em fotos recentes em sua nova casa no Reino Unido

Peter Li relembra o dramático momento de resgate:

“Eu tive dois minutos para salvar quatro animais da morte”

“A decisão de uma fração de segundo que tive que tomar um dia em um imundo matadouro Yulin encharcado de sangue em 2015, vai me assombrar pelo resto da minha vida. Tive a oportunidade de salvar dois cães e dois gatos de serem assassinados vivos, mas parecia uma escolha impossível. Então vi o gato branco e preto esfarrapado escalando a parede da gaiola. A cada passo, ele miava mais alto, como se estivesse implorando comigo para tirá-lo de lá”

                               Fotos de 2015 postadas no Facebook do Dr Peter Li

“Eu visitei muitos matadouros de cães e gatos na China em minha função na Humane Society International, que visa proteger animais do mundo inteiro de sofrimentos, já que milhões de cães e gatos são mortos anualmente em todo o país para o comércio de carne. São na sua maioria roubados de suas casas e ainda usam coleiras quando são amontoados em caminhões e transportados durante dias sem comida ou água para o matadouro. Quando chegam ao destino, muitos já morreram de asfixia ou desidratação. Eles são os sortudos. O que aguarda os sobreviventes é de partir o coração”

Embaixador de Yulin

Acredito que alguns bichinhos têm uma missão especial na Terra. A de Huru foi chamar a atenção para um dos mais cruéis festivais do planeta, o “Dog and Cat Meat Festival”, realizado anualmente na China e, por isso, ele se tornou “Embaixador de Yulin”, um símbolo contra o comércio de carne de gato e cachorro que aliás, ocorre também em outros países asiáticos.

                                 Foto recente de Huru em sua casa no Reino Unido

Esse ano, mesmo com a pandemia da covid-19 associada aos mercados chineses de venda de animais e um recente decreto do governo chinês instituindo os cães como animais de estimação e proibindo o consumo de sua carne, o Festival de Yulin teve início no último final de semana. A HSI conseguiu resgatar 10 filhotes de cães. Leia a matéria AQUI

Mais emoção... Yulu – companheiro de Huru

Em 2015, o Dr. Peter J. Li relatou em detalhes o resgate de Huru e seu companheiro de cela Yulu:

“Huru estava num estado deplorável, sujo e parecia me dizer – por favor, não vá embora sem mim. Seus olhos eram de cortar o coração e ele estava claramente aterrorizado. A coleira ainda ao redor de seu pescoço era prova de que ele vinha de um lar amoroso ou tinha sido um gato de rua cuidado por amantes de gatos da vizinhança”

                                Huru beija Yulu quando ambos ainda aguardavam adoção

Ao observar o matadouro, o Dr. Li também notou a presença de um gato amarelo que parecia seguir Huru. Calculou que podiam ser companheiros ou talvez tivessem vindo do mesmo lugar. Resolveu salvar ambos além de outros dois cães pequenos:

“Eu estava exultante por ter conseguido colocá-los para fora, mas com o coração partido para com os outros que tiveram de ficar”

“Huru escapou da morte prevista para o dia seguinte de nossa visita. Ele tinha um cheiro horrível e estava visivelmente desidratado. Não havia nada em seus olhos além de tristeza”

Assista o VIDEO sobre a incrível história de Huru e Yulu  acessando AQUI

Um mergulho do inferno ao paraíso

Huru e Yulu saíram de Yulin para Pequim onde receberam os primeiros socorros e, em agosto de 2015, voaram para a Washington Animal Rescue League nos EUA, onde foram colocados para adoção. A foto de Huru no matadouro ajudou a arrecadar o suficiente para a viagem. Poucos dias depois Huru já tinha sido adotado por uma família residente em Virgínia (EUA).

             Huru com Brian, um de seus novos irmãos em foto do Instagram de Huru

A família que Huru ganhou já tinha outros seis gatos, mas ele se adaptou muito bem e, apesar de todo o trauma, preservou sua personalidade amorosa. É carinhoso com os outros felinos, mas tem um amigo em especial, o Brian, que tem dificuldade de locomoção. Os dois se divertem muito juntos e, curiosamente, Brian lembra bastante Yulu. No fim de 2018 Huru e seus seis ”irmãos” se mudaram para o Reino Unido.

Sem a fama de Huru, o gatinho amarelo Yulu levou alguns meses para ser adotado, mas também acabou sendo acolhido por uma família. O cãozinho Ricky também conseguiu ser adotado nos EUA. O outro cão, Tom, não resistiu.

Junto com as novas fotos de Huru, o Dr. Peter J. Li escreveu em seu Facebook:  


              Dr. Peter Li em foto de 2015 quando houve o resgate 


“Yulin, com seu comércio de carne de cachorro e gato, envergonha o povo chinês, a maioria dos quais não come carne de cachorro, ainda menos carne de gato. Essa indústria de carne para cães e gatos deve ser proibida como escravidão”


AJUDE

Para ajudar os trabalhos de resgate e acolhimento dos cães e gatos da China, Corea, Vietnã e outros locais onde se come esses animais clique AQUI

                                        Ativistas chineses com Huru, Yulu e o cão Ricky

NOTA IMPORTANTE: Vale lembrar que são ativistas chineses (incluindo Dr Peter Li) que estão salvando os animais e tentando avanços junto ao governo e à população para acabar com consumo de carne de cachorro e gato na China e outros países asiáticos. Todos os países têm suas próprias atrocidades com animais que são cometidas por uma parcela da população. Na China não é diferente.  Não são todos os chineses que concordam com os festivais de tortura animal ou que consomem cachorro e gato. E muitos chineses têm arriscado a própria vida para salvar inúmeros animais.

Fátima ChuEcco
Jornalista/Escritora

OKJA: um belo filme em que bandidos na verdade são mocinhos


Gosta de animais... é vegano, vegetariano ou espera um dia ser? Então tenho uma dica pra você assistir no Netflix. É o filme "OKJA", do mesmo diretor de "Parasita", que venceu o último Oscar. O coreano Bong Joon-ho é também diretor de um filme que amo... que considero um dos melhores filmes sobre o futuro: O Expresso do Amanhã - que foi transformado em série que também está sendo exibida pelo Netflix.

OKJA é o nome de uma superporca fruto de uma manipulação genética que visa enriquecer ainda mais a indústria de carne. No entanto, para parecer que seu nascimento foi um acaso da natureza, ela é criada durante dez anos por uma menina e seu avô. A amizade entre a garotinha e Okja é muito intensa, mas as duas são bruscamente separadas quando a porca é levada para um evento nos EUA, promovido pela própria indústria que a criou e que pretende comercializar sua carne e de outras porcas igualmente manipuladas.

É nesse ponto que entra em cena a ALF -  Animal Libertation Front (Frente de Libertação Animal) com uma imagem positiva, mostrando que a conduta do grupo é salvar animais sem ferir pessoas. Muito interessante a abordagem sobre a ALF que tem vários membros presos ou respondendo processos por invasão de matadouros e libertação de animais criados para consumo ou para experimentação científica. Aliás, o ator Paul Dano é um charme à parte no papel de um dos ativistas. Steven Yeun, personagem de Walking Dead, também atua como ativista no filme.

Triste? Tem algumas cenas mais tensas, especialmente no final, dentro do matadouro, mas como tanto Okja quanto os demais animais não são de verdade, isto é, são animações, o impacto é menor. E o final é sensacional. O filme tem muita ação e emoção.

A gente torce do começo ao fim pelos "bandidos" do filme que, na verdade, para os amantes de animais, são os "mocinhos". Muito legal conhecer algumas estratégias da ALF. E aqui vai um pequeno spoiler para tranquilizar quem adora filme com animais, mas detesta que eles acabem mal: o final é feliz.

Veja o trailer:



Fátima ChuEcco
Jornalista/Escritora



domingo, 8 de novembro de 2020

QI acima da média e caroço de abacate

 


Talvez algumas pessoas se identifiquem. Fiquei observando um caroço de abacate que plantei num vaso porque, mesmo dentro da fruta, ele já estava cheio de longas raízes e arrebentando de vontade de viver. Mas vendo ele agora... é só um galhinho fraco, quase nas últimas no vaso. Nem parece o mesmo caroço.

Ao lado dele, outros caroços de abacate, que não pareciam ter o mesmo vigor que ele e foram plantados na mesma época, já estão com várias folhas brilhantes e saudáveis.

O que se pode pensar disso? Sorte? Destino? Acaso? Carma? 

Será que esse caroço foi alguém que, numa vida passada, pisou na bola com tanta gente que, mesmo com tanto entusiasmo e força de vontade, foi impedido de crescer?

O caroço me fez lembrar do meu QI que é 112. Bem menor que o de grandes cientistas  que geralmente têm QI em torno de 140, mas acima da média do Brasil (em torno de 87/89) e de países como Japão e EUA (97). Parece bom né?

Mas uma vez, um rapaz uns 18 anos mais novo que eu, com QI na média, com emprego fixo há dez anos e que tinha um salário cinco vezes maior que o meu, me perguntou:

“Pra que serve um QI elevado?”

É uma pergunta interessante e que eu nunca soube responder. Vivendo em meio a tantos altos e baixos e, mais recentemente, em médios e baixos, essa pergunta vive martelando na minha cabeça.

Vamos voltar para o caroço que estava prestes a ir pro lixo, mas alguém se sensibilizou com sua explícita vontade de viver e, digamos assim, o “salvou”. O caroço teve sorte... demonstrou um esforço enorme em sobreviver... ganhou um vaso com terra num lugar agradável do quintal... mas nada disso foi suficiente para ele “vencer”. 

É como se esse caroço tivesse um QI elevado, sorte e ainda ajuda dos outros para crescer – no caso eu, que o coloquei num lugar adequado para seu desenvolvimento. 

Então por que não vingou?

Parece que muitas vezes não importa o trabalho, a força de vontade, a coragem, as condições favoráveis e o esforço para vencer. Nada disso é suficiente e nem mesmo a fé, porque onde tem força de vontade e esforço tem fé. As folhas simplesmente não brotam e o frágil galhinho seca.


Fátima ChuEcco jornlista/escritora


sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Como encontrar gatos perdidos: dicas e consultoria

Criei um grupo no Facebook chamado “Gatos perdidos e encontrados em SP” que diariamente recebe pedidos de adesão e publicações de gatinhos perdidos. É um grupo de grande movimentação... infelizmente. Por isso  inseri nele um álbum com fotos acompanhadas de 12 dias que apliquei na busca por minha gatinha Rebecca Selvagem. Ela ficou desaparecida por 37 dias e, apesar de alguns momentos de desânimo, nunca desisti e fui abraçando cada dica que me davam... fiz de tudo e acho que, de alguma maneira, tudo contribuiu para que eu a encontrasse sã e salva.

Publiquei um fotolivro com essa minha exaustiva experiência chamado “Encontrando Rebecca Selvagem – Uma busca intensa e cheia de fé” que encontra-se à venda pelo site www.miaubookecia.com O livro é dividido em duas partes: numa relato todas as dicas aplicadas na busca da Rebecca e na outra parte é a própria Rebecca quem narra sua impressão dessa aventura perigosa.

Vejo as pessoas desesperadas atrás de seus bichanos e esquecendo do principal: a primeira coisa a fazer é procurar perto... bem perto... do lado... na casa ou prédio vizinho... numa casa abandonada ou em reforma, num prédio em construção... estacionamentos, terrenos, galpões... tudo o que estiver bem perto, numa distância de até dois quarteirões.

Diferentes dos cães, que são andarilhos por natureza, os gatos que fogem de casa ou se perdem não vão longe... eles tendem a se esconder nas proximidades e, quando não voltam é porque alguma coisa está impedindo o retorno: podem ter entrado numa casa com cães e estarem acuados em algum canto e podem ter sido acidentalmente trancados dentro de algum imóvel, dentre outras possibilidades.

Por isso é totalmente inadequado pensar que se o gato não voltou é porque morreu ou porque o levaram embora. Claro que essas hipóteses tb são válidas, mas é preciso, antes de pensar no pior, tentar encontrá-lo.

Um gato só vai parar longe de casa por circunstâncias mais raras como, por exemplo, entrar no motor de um carro e ter ido embora dentro do veículo, ter sido socorrido por alguém por estar ferido ou atropelado ou ainda ter corrido por muitos metros longe de casa ao ser perseguido por algum cachorro de rua, moleques etc. Salvo situações como essas, o mais comum é o gato permanecer escondido ou preso contra vontade em algum imóvel vizinho de sua casa.

Isso fica comprovado analisando os relatos das pessoas que reencontraram seus gatos e que podem ser vistos lá no grupo que criei: a maioria diz que de fato estavam na vizinhança. E eu mesma já tive uma experiência que vale comentar:

Incrível!

Certa vez minha gata Dianna saiu pela porta de entrada no momento em que eu me dirigia para o trabalho. Não a vi sair e muito menos entrar na porta do lado que era do meu vizinho. Nós dois abrimos nossas portas juntos e minha gata entrou correndo no apê dele. Passei o dia gritando por ela, desesperada, percorrendo ruas, checando o prédio todo... enquanto ela explorava o apê do lindo rapaz.

No fim do dia ouvi um “miadinho” que vinha do vizinho. Logo percebi que só podia ser ela. Quando meu vizinho retornou ficou desconfiado. Era incrível nenhum de nós ter visto o movimento da gata. Mas era ela mesma... estava no quarto dele. Bom... era um vizinho solteiro que morava sozinho, como eu, e creio que da minha idade.

Na época eu era assessora de imprensa do Consulado da Austrália e vejam que fato curioso: ele era frequentador assíduo de um bar australiano em SP, onde acabei conhecendo-o melhor dias depois de resgatar a Dianna da casa dele. Será que Dianna “armou” uma situação para nos aproximar? Não prestei atenção nisso na época, mas hoje vejo que pode ter tido algo “intencional” por parte de minha gata... rsrsrs. E eu devia ter seguido o conselho dela. Agora já foi!


Dicas e Consultoria para encontrar gatos perdidos

Além das dicas que constam do álbum de fotos do grupo “Gatos Perdidos e Encontrados em SP, devido ao intenso crescimento do grupo com postagens diárias de vários bichanos, ofereço um atendimento individualizado. Faço uma análise da situação levando em consideração o local onde o gato mora, sua personalidade, circunstâncias em que fugiu e o que tem na vizinhança (imóveis abertos, fechados, lojas, terrenos etc) para traçar uma estratégia de busca que deverá ser feita pelos próprios tutores.

Essa consultoria inclui uma entrevista com o tutor via whats app com cerca de uma hora e meia de duração onde também será dada orientação de como fazer de forma eficiente cartazes, postagens na rede social e abordagem da vizinhança.

A consultoria individualizada custa R$ 50 e se for necessário acompanhamento, com atualização de informações por parte do tutor, é cobrado um valor de R$ 30 por cada novo atendimento.

Com as dicas fornecidas no álbum de fotos do grupo já consegui ajudar várias pessoas a encontrarem seus gatinhos e recomendo de fato as seguirem. São dicas ilustradas e bem explicativas. Mas se o tutor quiser uma análise mais minuciosa da situação para ter uma estratégia de busca individualizada é só me contatar pelo whats app 11-94682-6104.

Fátima ChuEcco jornalista/escritora


 

Calendário 2021 com gatos de parques públicos de SP

A ONG Bicho no Parque monitora cerca de 120 gatos em parques públicos de São Paulo e acaba de lançar seu calendário 2021. As fotos são desse...