sexta-feira, 7 de maio de 2021

Gata ficou presa em casa vizinha onde ninguém desconfiou que ela estaria

 


O caso da gatinha Clara (foto), de SP, é típico, porém, infelizmente, ainda muita gente duvida que os gatos, quando fogem, se escondem exatamente nas casas ou imóveis vizinhos. A maior parte dos tutores sai andando pelos quarteirões e deixa de olhar atentamente na vizinhança mais próxima.

Esse erro, muitas vezes, pode ser fatal, pois, se o gato entra numa casa que tem cachorros e fica escondido por lá, dependendo das circunstâncias pode sofrer um ataque dos animais da casa. Ou então... pode entrar, mas não conseguir sair de uma casa que está vazia.

Fagner Santos, tutor da Clara, de um ano e cinco meses, enfrentou uma situação assim, pois, a gatinha ficou presa num telhado no mesmo quarteirão que o dele por sete dias:

“A casa onde ela ficou presa é bem próxima da minha, na rua debaixo, e o telhado é daqueles de brasilit feitos sobre a laje para evitar infiltrações. A Clara é bem curiosa, adora caçar baratas e lagartixas. Acredito que foi em uma dessas caçadas que acabou ficando presa. Ela sempre saia de casa pela laje na qual já bloqueamos a passagem depois do susto”.

A sensibilidade auditiva da mãe de Fagner foi crucial na busca pela pela gatinha:

“A Clara desapareceu em uma terça-feira e, no domingo pela manhã, minha mãe ouviu alguns miados cansados e distantes, vindos de uma casa aos fundos da nossa. No período da tarde, minha mãe e meu irmão foram até essa casa e conversaram com o proprietário. Segundo nosso vizinho, ele não viu a Clara em seu quintal, mas mencionou que havia um buraco em um dos telhados e os gatos faziam muita zueira durante a noite”.


Sensibilizado pela história, o vizinho chamou um pedreiro para verificar se havia algum gato preso e consertar o telhado.

“Ele não notou nenhum gato no local porque, provavelmente, a Clara estava escondida em algum cantinho do telhado, com muito medo. Num outro dia, ao serem retiradas algumas telhas, finalmente viram a Clara. Ela saiu correndo do telhado e veio direto para o portão de nossa casa. Ao chegar disparou vários miadões. Ouvir aqueles miados foi umas das melhores sensações que tive!”.

Fagner diz que o sumiço da Clara serviu de lição: “O aprendizado que tivemos com esse episódio foi de que existem muitos perigos pelas ruas, muitos deles são invisíveis! Mesmo se a vizinhança for tranquila e segura, não é bom deixar nossos bichanos muito à vontade. É sempre bom ter cautela para evitar que o pior ocorra”.

E atenção: Clara usava coleira verde com endereço e telefone do tutor. Isso quer dizer que, embora seja "excelente" um gato usar esse tipo de identificação, se ele estiver num lugar fora da visão das pessoas de nada adianta... por isso que é VITAL procurar muito, mas muito mesmo pelo bichano.



Segurança não é a mesma coisa que prisão

Ainda existe bastante resistência em manter gatos dentro de casa sem acesso à rua, mas quando se perde um gato a agonia é indescritível e somos tomamos pelo medo e pela culpa. É preciso pesar prós e contras ao se criar um gato solto.

Embora certamente ele fique muito feliz com sua liberdade sem limites, vale lembrar que ele pode ser atropelado, envenenado, ferido ou morto por cães, sofrer maus-tratos por parte de humanos, ficar doente ou preso dentro de algum lugar do qual não consegue sair sozinho – assim como a gatinha Clara ficou - e nesse caso a morte pode ser lenta e desesperadora.

Para quem deseja dar um pouco de liberdade ao ar livre aos gatos, eu publiquei uma matéria explicando sobre o uso de peitoral. Claro que, ainda assim, não se deve levar os gatos para passear em locais e praças frequentados por cães. Mas é possível passear, por exemplo, no jardim ou fundos do prédio... ou ainda em outros locais tranquilos onde os gatinhos não corram riscos. Leia sobre isso AQUI


Quanto as redes de proteção, além de evitarem fugas, também evitam acidentes. Vários gatos despencam de altos andares e, quando não morrem, podem ficar sem andar. O gato não se joga da sacada, mas pode distrair-se com um passarinho ou uma borboleta e, na tentativa de pegar o bichinho despenca.

Perdeu um gato? Saiba procurar!

Como dito desde o início, procurar de imediato na vizinhança é primordial. E isso inclui procurar em casa com cachorro, abandonada, para alugar, de gente antipática com quem vc nunca trocou uma palavra, lojas, prédios, estacionamentos, fábricas... todo e qualquer lugar onde um gato possa entrar!

Administro o grupo Gatos Perdidos e Encontrados em SP do Facebook que reúne várias dicas para encontrar gatos perdidos. Nos albuns de fotos desse grupo tem um dedicado a dicas que eu mesma já testei com sucesso e outro com vários relatos de tutores que reencontraram seus gatinhos – as chamadas “Histórias Felizes”.  Acesse o grupo AQUI

Também presto “Consultoria Personalizada” para ajudar o tutor a traçar uma estratégia de busca mais assertiva. Analiso a personalidade do gato, a situação da fuga e o perfil da vizinhança pelo whats app 11 94682-6104.



Otimizando as buscas

Tb recomendo o disparo “profissional” de alertas na vizinhança, principalmente quando o gato já está sumido há bastante tempo. Isso porque, às vezes, o gato entra no motor de um carro ou é socorrido de um acidente por alguém e vai parar longe, até em outro bairro. A AlertPet faz esse disparo, cria página e cartaz para o bichinho perdido. Com o cupom abaixo o tutor tem 10% de desconto.


Fátima ChuEcco Jornalista e Escritora

Site www.miaubookecia.com



 

domingo, 2 de maio de 2021

Mike viveu uma aventura e tanto nos três meses em que ficou desaparecido


Essa é uma história bem útil para tutores e protetores de gato porque, em primeiro lugar, mostra que gatos encontrados na rua, mesmo em péssimo estado, nem sempre estão abandonados. Por isso é bem importante divulgá-los em grupos de bairros e de animais perdidos do Facebook e do Instagram para ver se estão sendo procurados.

Em segundo lugar, o caso do Mike (gatinho da foto) acende um alerta para tutores de gatos rajados (tigrados). Já é bastante angustiante perder um gato de qualquer cor de pelagem, dados os perigos que sabemos que eles enfrentam nas ruas, mas quando se trata de um gato rajado, que é bem comum em SP, a situação se complica porque fica difícil reconhecê-lo por fotos e até mesmo por vídeos. 

Com o Mike aconteceu isso: a tutora Silvia Grota ficou bastante em dúvida se era mesmo o seu gato que tinha sido resgatado e castrado por uma protetora, e depois levado para um lar temporário. "Num primeiro momento achei muito parecido com o Mike, incluindo o temperamento, mas a pelagem e o rostinho estavam um pouco diferentes. Então tive receio de ficar com um gato que podia ser de outra pessoa", conta.


Ao conversar comigo, instruí Silvia a focar no comportamento do bichinho, pois, sabemos que cada gato tem algumas atitudes únicas, que só eles  fazem. 

"Ele sempre gostou de dormir no chão, especialmente em tapetes e em cima de chinelos e sapatos. Então notei que o gatinho que me entregaram, logo que chegou em casa, procurou exatamente o mesmo tapetinho pra deitar e também um par de chinelos. Além disso, ele gostava de beber água num copo que eu deixo debaixo da samambaia e ele foi beber nesse copo também".

No entanto, teve mais um sinal bem emocionante: o gatinho, sem mais nem menos, subiu no colo do marido da Silvia e deitou no peito dele. Pronto! Depois disso não tinha mais dúvida: era mesmo ele!


Uma aventura incrível

Começamos o texto pelo final da história, mas a aventura "perigosa" de Mike teve início no dia 5 de janeiro durante um campeonato de futebol e estouro de muitas bombas. Ele se assustou e fugiu por uma janela do banheiro. No dia 18 de março, funcionários do Supermercado Assaí da Cohab I, de Arthur Alvim (2 km distante da Silvia), avisaram uma protetora local da presença de um gato no estacionamento, mas ela não conseguiu pegá-lo.

No entanto, uns dias depois, segundo a protetora de nome Flávia, o mesmo gato apareceu no prédio dela gritando muito. Ela teve a impressão que ele sabia que ali poderia conseguir ajuda. Flávia o recolheu e o levou ao veterinário, pois, estava gripado e com sarna. Depois de tratado também foi castrado. E, por fim, transferido a um lar temporário oferecido pela Priscila, amiga da Flávia.

Calma que a história não termina aqui e tem mais acontecimentos incríveis!

Priscila mora a apenas 500 metros da Silvia.  Ela anunciou Mike, que a essa altura era chamado de "Flavinho" (por causa da Flávia que o resgatou), num grupo do Facebook destinado a moradores da Cidade Patriarca. Então a Rosângela, ao ver o post, avisou a Silvia sobre um gato muito parecido com o Mike (também postado nesse mesmo grupo). Reparem:

Depois de ir parar 2km longe de casa, o gatinho estava agora apenas 500 metros distante da tutora. Arrepiou?

Aqui vale lembrar que, certamente, Mike não foi andando da Cidade Patriarca até Arthur Alvim. Em geral, quando gatos fogem de casa eles se escondem na vizinhança, no mesmo quarteirão de casa e, algumas vezes, dependendo do que passaram, ficam a um ou dois quarteirões próximos. Por isso é tão importante, assim que notar que o gato fugiu, procurar intensamente na vizinhança.

Mas algumas vezes eles se escondem em motores de carros fugindo de cães ou de crianças/pessoas que tentam pegá-los por algum motivo. E dessa forma acabam parando em outro bairro porque descem assim que o carro estaciona. Alguns podem ficar bem feridos nessa "viagem", mas outros conseguem sair ilesos e então, sem saber voltar para casa, procuram se virar nos arredores.

Gatos mudam de cor SIM!!!

Anotem essa dica: gato muda de cor SIM! Isso acontece por motivo de doença, desnutrição, anemia, problemas hepáticos e exposição excessiva ao sol. E quando um gato emagrece muito na rua e a pele despenca, suas listras e manchas também podem dar a impressão de estarem diferentes.

Assim, uma pelagem originalmente marrom ou cinza escura pode clarear ou ficar com tons dourados. Tons pretos podem ficar amarronzados. Pelagem branca pode amarelar. Eu mesma tive uma gata preta  de patinhas brancas que, por razão de um linfoma acompanhado por períodos de anemia, foi ficando "ruiva". Primeiramente, a pelagem preta foi ficando marrom e depois alaranjada. Tem até um "filminho" dessa minha gatinha chamada Ághata Borralheira falando disso:


Então, que o caso do Mike sirva de exemplo e também de inspiração. Quem perdeu um gato rajado não deve descartar a hipótese de ter reencontrado seu bichano apenas se baseando em sua aparência. A vida na rua é dura, maltrata, deixa os animais abatidos e diferentes. 

O ideal é observar o comportamento deles para captar  hábitos e manias que só eles tinham. Mas mesmo para isso é necessário dar um tempo. Nem sempre eles se revelam imediatamente. Traumatizados e por vezes doentes, talvez não manifestem nenhum sinal "conhecido" do tutor nos primeiros dias de volta para casa. 

Quando capturei com gatoeira uma gatinha rajada que achei que fosse a minha Rebecca Selvagem, sumida há 37 dias, também fiquei em dúvida. Ela, que já era arisca, estava 10 vezes mais brava e se debatia na gaiola como uma fera. Deixei-a no meu quarto uma semana, separada de minhas outras gatas, para que ficasse mais tranquila. Mas mesmo depois desse período, ainda ficou mais uns dias vivendo dentro do guarda-roupas.

Eu achava que era a Rebecca, mas não tinha certeza. Estava pele e osso. A pelagem parecia mais escura e os olhos menores. Então, quando finalmente começou a se aproximar, numa noite em que eu estava deitada no sofá, ela subiu em cima de mim, esticou vagarosamente um bracinho até tocar meu rosto e cheirou meu nariz como sempre fazia. Era ela!!!

Escrevi um fotolivro sobre essa minha "saga" de mais de um mês (foto) e que está à venda no site www.miaubookecia.com:


Procurando Gatos Perdidos

Administro o grupo do Facebook "Gatos Perdidos e Encontrados em SP" que tem muitas dicas para os tutores procurarem seus amados gatinhos e também vários relatos de quem conseguiu achar o gato. Basta acessar o grupo AQUI e verificar nos albuns de fotos.

Além disso, também presto consultoria personalizada pelo whats app:



Intensificando a busca: E para quem deseja disparar alertas na vizinhança, no bairro e até na cidade onde o gatinho se perdeu, recomendo a AlertPet, que é uma empresa séria e inovadora. Eu, inclusive, escrevo sobre dicas e finais felizes no blog dessa empresa. Caso queira contratar esse serviço mencione o cupom "gatoperdidosp" e ganhe 10% de desconto. Eles criam cartaz com QRCode para se ter acesso a uma página desenvolvida exclusivamente para o gatinho na Internet.


Fátima ChuEcco - Jornalista e Escritora



Gata ficou presa em casa vizinha onde ninguém desconfiou que ela estaria

  O caso da gatinha Clara (foto), de SP, é típico, porém, infelizmente, ainda muita gente duvida que os gatos, quando fogem, se escondem exa...