sexta-feira, 23 de abril de 2021

GATEIRA DE PRIMEIRA VIAGEM: "Meu gato quer comer o dia todo! É normal?"


 Antes de mais nada é preciso reforçar que "gato não é cachorro", portanto, não se alimenta como tal. Tenho visto diversos posts nas redes sociais com "gateiras de primeira viagem" oferecendo comida aos gatos APENAS duas vezes por dia, como é costume se fazer com cachorros no Brasil. E então elas se surpreendem com o fato do gatinho ficar desesperado atrás delas pedindo mais comida.

Então, essa matéria é para esclarecer que os gatos precisam comer pequenas porções de comida várias vezes ao dia/noite. O sistema digestivo deles têm essa necessidade de comer pouco e repetidas vezes, inclusive, alguns gatos têm costume de se alimentar de madrugada e isso é totalmente normal e saudável.

O correto é encher o pratinho deles de ração seca e deixá-los ir comendo conforme tiverem vontade. O sachê de ração úmida pode ser dado em frações também: um pouco de manhã e um pouco de noite, por exemplo. E é interessante oferecer ração seca e úmida diariamente. 

Para quem deseja uma alimentação natural, o correto é procurar um especialista no assunto. Alguns veterinários são também formados em nutrição animal. Comida natural precisa saber dar porque tem vários ingredientes altamente tóxicos para cães e gatos como, por exemplo, a cebola e o alho. 

Inclusive, para quem gosta de dar atum em lata, CUIDADO!!!! Não pode dar atum mergulhado em caldo vegetal, temperado ou em óleo... tem que ser o atum ao natural.

Alimentar um gato duas vezes por dia pode comprometer seriamente sua saúde. Já pensou se a tutora esquece de dar a ração ou tem um contratempo e não volta para casa fazendo o gato passar 24 horas ou mais sem alimento?

Para se ter uma ideia, um gato não pode ficar sem se alimentar por 48 horas porque isso pode desencadear um problema hepático seríssimo que leva ao óbito.

Mas então como vivem os gatos de rua? Bem... alguma coisa eles acham pra comer, nem que seja uma barata ou resto de comida. E se não acharem tendem a adoecer também.

Então, se vc está cuidando de um gatinho pela primeira vez, tenha isso em mente: gato não é cachorro e precisa ter sempre o pratinho cheio de comida.

Agora, essa questão tem um outro lado:

Se mesmo colocando comida com frequência no pratinho, seu gatinho devora tudo feito louco, o motivo pode ser um desses: eles está com verme; ração é de baixa qualidade e não satisfaz o gato ou ele pode estar com hipertireoidismo, que é uma disfunção que aumenta bastante o apetite embora o gato não engorde e, pelo contrário, até emagreça. No caso de ser essa doença acesse uma matéria completa sobre esse assunto AQUI

Leia também GATEIRA DE PRIMEIRA VIAGEM: "Meu gato não faz xixi e cocô na areia" acessando AQUI


Fotos da matéria: Pixabay Free

Fátima ChuEcco

Jornalista e Escritora, especializada em matérias sobre gatos

Site www.miaubookecia.com 



quinta-feira, 22 de abril de 2021

Pintoras Solidárias: Vicky é bem conhecida na causa animal


Essa matéria, que fala do solidário e "felino" trabalho da artista plástica e consultora de moda Vicky Dolabella Von Dorff, eu escrevi há alguns anos para a revista Meu Pet. Vale a pena conhecer essa artista gateira e, pra quem viu a matéria na época, vale a pena recordar. 






Fátima ChuEcco - Jornalista e Escritora 




Gatinho de três patas é encontrado depois de 11 dias perdido. Sonhos estimularam a busca!



Bartho tinha amputado uma patinha cirurgicamente há poucos dias quando se perdeu em SP. Ele já andava bem, mas é claro que tinha bem mais limitações que um gato de quatro patas. A fuga desmantelou o coração de Amanda Moreira Barbosa, uma estudante de veterinária que já tinha salvado Bartho de uma situação de extremo risco de vida.

Com um dos pezinhos totalmente comido por bicheira, ele foi levado a um hospital veterinário onde Amanda fazia estágio, mas a pessoa que o levou não era a tutora e apenas tinha encontrado Bartho nesse lamentável estado na rua.  O hospital não aceitou tratar Bartho gratuitamente e a mulher foi embora com o gato. 

Sensibilizada com o estado crítico do bichinho, Amanda correu atrás da mulher e pediu pra ficar com o gato. Então ela o levou num hospital de preço mais acessível onde foi necessário amputar uma perninha.

"Ele era mansinho então devia estar perdido. Depois de operado ficou na minha casa  tranquilo, até que minha outra gata, que estava temporariamente internada para tratamento, voltou. Acredito que isso deve ter desestabilizado o Bartho e então ele fugiu sem que percebêssemos. Nem sei como, pois, ele estava num quarto fechado para concluir sua recuperação", conta.


Animais perdidos se comunicam pelos SONHOS

Quando a Amanda me procurou em busca de uma consultoria para encontrar seu gatinho,  uma coisa que me chamou a atenção foi o sonho que ela teve e onde reencontrava Bartho num matagal. Ele estava bem, atendia ao chamado dela e saía de dentro do mato.

Vários animais perdidos conseguem se comunicar com seus tutores pelos sonhos dando dicas de onde ou como estão. Por isso é bem importante prestar atenção nos sonhos e tentar lembrar dos detalhes.

Perto da casa de Amanda havia um terreno com mato alto, mas ela não o encontrou lá. 

Depois de uns dias ela sonhou de novo. Dessa vez Bartho saía todo sujo e fedido de um esgoto, mas tb ia ao seu encontro dela e os dois seguiam juntos para casa. Mais uma vez o sonho indicava reencontro.

Pedi à Amanda que se agarrasse a esses sinais e continuasse espalhando cartazes, principalmente nos mercados e comércios que estão podendo abrir, e seguisse procurando-o em toda a vizinhança, dando certa atenção para locais que tivessem mato e outros gatos (um gato perdido por vezes vai parar em colônias de gatos atraído pelo cheiro).

O REENCONTRO



Onze dias depois uns garotos ligaram para Amanda. Eles tinham encontrado Bartho e estavam brincando com ele na rua. Viram o fone dela num dos cartazes  preso a um poste e próximo a um mercado. Quando tentaram pegá-lo ele correu pra debaixo de carros, mas ficaram seguindo e vigiando Batho até Amanda chegar no local. Ufa!

"Ele estava duas ruas pra baixo, onde eu nem imaginei que pudesse estar. Nem tinha passado por lá, porque é uma descida enorme pra chegar lá. É relativamente longe da minha casa, uns 350 metros. Por isso não acho que ele foi sozinho. Não imagino ele indo pra lá. Talvez, por ser mansinho, alguém o tenha levado e depois ele escapou da pessoa ou do lugar para onde o levaram", conta.

A dedução de Amanda provavelmente está correta porque, em geral, os gatos quando fogem se escondem nas casas vizinhas ou no quarteirão de suas casas (leia várias matérias nesse blog sobre gatos encontrados bem perto de casa). Mas se tratando de um gatinho manso e com três patinhas, alguém pode ter ficado com dó de ver Bartho na rua e o levou para algum ponto que julgou mais seguro... talvez a pracinha com mato alto perto da onde ele foi encontrado pelos garotos.

Inclusive, os meninos disseram que já tinham visto o gato andando por ali. Então é bem provável que ele chegou até aquele local com a ajuda de alguém, mas como não sabia onde estava e nem como voltar pra casa, foi ficando ali.

E onde o SONHO encaixa nisso?

"Tinha uma pracinha com bastante mato, apenas não sei onde ele ficou escondido nesse tempo. Só sei que estava faminto. Comeu dois potes inteiros de comida de uma vez só", relata.

Ingredientes dos sonhos de Amanda: matagal e reencontro.

Ações essenciais para encontrar gatos perdidos

A primeira é básica: procurar, procurar e procurar, principalmente na vizinhança e de imediato, ou seja, assim que notar o sumiço. Falar com cada vizinho sem pular nenhum. Então, a  segunda coisa é espalhar cartazes e divulgar nas redes sociais. Amanda fez tudo direitinho!

Vejam o cartaz:


Otimizando as buscas

Além dos cartazes espalhados na região, o disparos de alertas por uma empresa especializada nesse serviço pode também ajudar bastante. Isso porque esses alertas chegam também até as pessoas que não estão nos grupos do Facebook focados em animais perdidos ou amantes de animais.  Quando, em casos mais raros, o gato vai parar longe porque entrou no motor de um carro ou alguém o levou embora, o disparo de alertas tb é interessante para alcançar um público maior e não só aquele da vizinhança.

A Consultoria Personalizada por whats, que é a que presto, é outra aliada numa busca assertiva. Com base na personalidade do gato, circunstância em que fugiu e perfil físico e comportamental da vizinhança, ajudo o tutor a traçar uma busca mais estratégica.

Além disso, várias dicas gerais (e bem eficientes) de como encontrar gatos perdidos se encontram abertas ao público no grupo do facebook Gatos Perdidos e Encontrados em SP que pode ser acessado AQUI 

Mantenha seu gatinho seguro

Por mais que pareça ruim manter um gatinho em casa sem acesso à rua, pense nos perigos desses passeios: atropelamento, veneno, maus-tratos, perseguição por cães e doenças, algumas sem cura. Procure oferecer espaços para que ele observe a rua, mas sem sair de casa. Coloque rede de proteção em janelas e portas - algumas inclusive são removíveis e podem ser usadas em portas de entrada e janelas basculantes. Tem tb como telar quintais e varandas.

Fátima ChuEcco Jornalista e Escritora - Administradora do grupo Gatos Perdidos e Encontrados em SP, autora do fotolivro "Encontrando Rebecca Selvagem- Uma busca intensa e cheia de fé" e fundadora da Editora Virtual "MI-AU Book & Cia" que pode ser acessada AQUI


Conte a história de seu gatinho num fotolivro literário lindo lindo!!!!Veja exemplos no site www.miaubookecia.com e entre em contato pelo email jornalistafatima@uol.com.br









quarta-feira, 21 de abril de 2021

DICA sobre gatos perdidos: Tuffinho se perdeu e foi achado bem perto de casa


A primeira coisa a fazer quando se perde um gato é vasculhar a vizinhança, cada casa, sem pular nenhuma. Se Letícia Gabriela, de Guaianases (SP), não tivesse agido assim, talvez estivesse até hoje sem seu amado "Tuffinho", esse gatinho da foto de apenas 7 meses de idade. Vejam o relato:

"Meu gatinho sumiu e ficou 3 noites fora. Estava desesperada. Espalhei cartazes em vários comércios e postes. Postei nos grupos do Facebook, no status, meus amigos compartilharam, enfim... Eu sem saber mais o que fazer, decidi bater de porta em porta na rua onde eu moro, e na rua de trás da minha casa. Foi aí que encontrei meu gato. Ele estava sendo cuidado por outra família que ainda não tinha visto os cartazes. Estava praticamente na casa atrás da minha".

Gostaria de destacar a frase: "Estava praticamente na casa atrás da minha".

"Então, muitas vezes o bichinho de vocês está mais perto do que imaginam. Desejo a todos que encontrem seus amiguinhos". concluiu a tutora. 

Fiz questão de postar essa história com final feliz justamente porque vai de encontro ao que insisto que os tutores de gatos perdidos façam: "Procurem, procurem e procurem, principalmente nos arredores da casa".

Quando um gato escapa de casa, de uma clínica ou de outro lugar qualquer, a primeira coisa que ele faz é buscar refúgio no primeiro lugar que ele avista e esse lugar geralmente é a casa do vizinho do lado, dos fundos ou algum canto ali por perto... bem perto. 


Os gatos não são como os cães que, uma vez que escapam, disparam pelas ruas explorando a liberdade e vão parar até em outros bairros... às vezes até mesmo em outras cidades. Claro que me refiro aos cães sociáveis porque os medrosos também tendem a se esconder na vizinhança.

Mas os gatos, em algumas ocasiões, também podem parar muito longe de casa. É quando, no susto, se escondem dentro do motor de carros e são levados pra outro lugar ou quando alguém os resgata de algum acidente ou de algum lugar onde estavam presos e levam pra uma clínica ou mesmo pra casa.

Em ambos os casos, duas ações são primordiais: procurar na vizinhança o mais rápido possível e divulgar o sumiço via cartazes na região e posts nas redes sociais. Uma ação complementa a outra e as duas precisam ser feitas. 

Algumas empresas oferecem o serviço de disparos de alertas para alcançar mais pessoas, inclusive aquelas que não estão em grupos de amantes de animais ou de animais perdidos. O disparo de alertas é particularmente importante para atingir pessoas fora do alcance do tutor e, se o gato foi parar mais longe, mais pessoas saberão que ele está perdido.

Experiência própria



Quando minha gatinha (do mato) Rebecca Selvagem fugiu de casa eu a procurei insistentemente por 37 dias. Foi bem desgastante bater em cada porta, como aliás a Letícia fez. Eu pedi que imobiliárias me abrissem as casas que estavam fechadas à venda ou pra alugar... eu falei com todos os comércios da vizinhança e espalhei cerca de 100 cartazes, além de fazer folders para entregar nas casas. 

Mas valeu cada minuto dessa busca porque pude reaver a Rebecca. Estava um "palito", sem voz pra miar, mas viva! Eu conto essa história sob o meu ponto de vista e o dela no fotolivro "Encontrando Rebecca Selvagem - Um busca intensa e cheia de fé" disponível no site da Editora MI-AU Book & Cia. Acesse AQUI

Fátima ChuEcco Jornalista e Escritora  - Administradora do grupo do facebook Gatos Perdidos e Encontrados em SP que pode ser acessando AQUI












domingo, 18 de abril de 2021

ABRIL LARANJA: Mês Mundial da Prevenção da Crueldade Contra Animais


Viaje nas belas imagens desse vídeo que fiz para o
ABRIL LARANJA. São as imagens que desejamos aos nossos amados animais. Imagens que transmitem uma vida livre, de paz... que é a vida que todos os animais merecem. Foto Pixabay Free


Aproveite também para conhecer a história do
cãozinho Oreo, que teve o corpo queimado, mas foi socorrido e hoje é muito amado. Ele representa muito bem a campanha do Abril Laranja, aliás, até ele é meio da cor laranja! Leia minha matéria sobre o Oreo acessando AQUI


Oreo e a tutora Marcela


Fátima ChuEcco

Jornalista e Escritora - Site www.miaubookecia.com 



A incrível jornada de Pituca: devolvida à tutora depois de encontrada em avenida movimentada


Pituca deve inspirar muita gente que está à procura de um gatinho perdido. Ela fugiu de casa de um bairro de SP e foi parar num outro bairro próximo - o que dificultaria muito seu resgate. Mas o que aconteceu com essa gatinha foi realmente incrível e daria até um filme, pois muita coisa aconteceu em seus 20 dias de sumiço!

A tutora de Pituca, Larissa Lessa, havia deixado a gatinha, de um ano e meio e  que tem Felv (Leucemia Felina), temporariamente na casa da mãe, onde havia outros dois gatos Felv. Mas a união não deu muito certo. Larissa acredita que, aliás, foi justamente o estresse com a mudança brusca e o contato com gatos estranhos que motivou a fuga.

Pituca escapou no dia 8 de janeiro e foi encontrada por Henrique Miano no dia 27 do mesmo mês atropelada numa avenida. O rapaz parou o trânsito para resgatar a gatinha e levou-a para casa. Ele ainda a levou no veterinário e custeou inúmeros exames porque percebeu que ela estava espirrando um pouco. Fez de tudo: hemograma, exames renais e ultrassom.


A gatinha seguia tratamento veterinário na casa de Henrique enquanto ele postava fotos dela nas redes sociais  até chegar num grupo da Vila Guilherme. Foi nesse grupo que Larissa reconheceu Pituca:

"Fui buscá-la alguns dias depois. Quando ela ouviu minha voz no corredor do prédio já começou a miar. Junto com ela veio uma sacola de exames. Henrique e a esposa foram muito atenciosos com Pituca. E além do tratamento veterinário encheram ela de mimos como brinquedos e coleira. Já estavam apegados a ela. Henrique até chorou na despedida".

                                                                   Pituca e Nick

Após o resgate, Pituca foi direto para o apartamento da tutora, que é todo telado, e onde já vivia com o cãozinho Nick. É uma gatinha castrada e mansinha e que, além de voltar para casa sã e salva, ainda ganhou mais uma amiguinho:

"O Henrique estava tentando doar o Jack, que é Felv também. Então resolvi dar uma chance pro Jack na nossa casa", conta.

Uma história mais encantadora que a outra

Eu me interessei pela história do resgate da Pituca porque administro um grupo no facebook chamado Gatos Perdidos e Encontrados em SP. Os finais felizes inspiram e dão dicas para quem está à procura de um gatinho perdido. Por isso gosto de contar essas histórias.

Mas a jornada da Pituca levou a outra história igualmente inspiradora: a dela ter uma tutora que, ao adotá-la, não se importou com o fato dela ser Felv, cuja mãe também tem dois gatos Felv e por esse episódio contribuir para que mais uma gatinho Felv ganhe um lar: o Jack.

                                                                             Jack

Vale lembrar que Felv não ó fim do mundo. A doença pode ser controlada e vários gatinhos conseguem viver bem. A única restrição é que, por ser uma doença contagiosa, os gatinhos Felv só devem conviver de perto com outros na mesma condição.

Agora abram alas para a gente pensar na atuação do Henrique (que salvou a Pituca)

Só dá pra chamar de anjo, né?!

Quem que perdeu um gatinho e não sonha com isso? De ter um anjo bem no caminho do gatinho perdido?

Como encontrar gatos perdidos

Antes de ver a foto de Pituca num grupo, Larissa espalhou cartazes na região da casa de sua mãe, onde também sondou a vizinhança. O procedimento foi correto. Na maioria dos casos os gatos se escondem na vizinhança seja em casas, prédios, imóveis vazios ou em reforma. E não se deve desprezar de forma alguma casas onde tem cães porque é justamente onde os gatos podem ter entrado no desespero.

Portanto, procurar muito bem nesses locais mais próximos deve ser sempre o primeiro passo.

Mas em raras ocasiões o gato pode ir mais longe: se for bem mansinho alguém pode pegar e levar embora... ele tb pode entrar no motor de um carro e ir parar em outro lugar... ou ser perseguido por algum moleque ou cachorro e na correria alucinada ir parar algumas quadras depois de sua casa.

Os cartazes são essenciais. Para quem puder pagar disparos de alerta na região, essa opção também é bem válida. Postar nas redes sociais é outra coisa importantíssima.


PARA NÃO PERDER GATOS: 
Leia a matéria AQUI

Saiba mais:

Nesse blog tem várias outras matérias com muitos relatos de gatos perdidos e encontrados, além de inúmeras dicas. Basta procurar pelo título do lado direito da tela.

Foto de abertura: Pituca com os tutores Larissa Lessa e Nicolau Matsumoto, e o cãozinho Nick. Arquivo Pessoal

Fátima ChuEcco - jornalista, escritora e administradora do grupo Gatos Perdidos e Encontrados em SP

Site www.miaubookecia.com



sexta-feira, 16 de abril de 2021

Desfecho feliz para inspirar: Cães da Sabesp serão encaminhados a abrigos


Recentemente postei neste blog o caso de 8 cães que viviam num posto da Sabesp há dez anos, mas que foram desalojados de lá sem eira nem beira. Uma protetora humilde cuidou deles por todo esse tempo com recursos próprios, mas ficou totalmente desamparada pela empresa quando os cães tiveram de sair de lá. 

A Simone Gatto, do gatinho Paçoca (que muita gente conhece), se uniu a várias pessoas para conseguir diálogo e negociação com a Sabesp. O objetivo era apoio para manter esses animais onde eles possam ter uma aposentadoria digna e feliz depois de oferecerem "segurança" por longos anos a um dos postos da empresa. Uma petição na Change.org foi criada para isso. Entenda o caso AQUI

O resultado foi ótimo: a empresa se comprometeu a manter os animais mais velhos e doentes em um santuário e os adotáveis em um abrigo. Leia o relato da Simone AQUI

Fátima ChuEcco

Jornalista e Escritora

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quinta-feira, 15 de abril de 2021

GATEIRA DE PRIMEIRA VIAGEM: "Meu gato não faz xixi e cocô na areia"


Como jornalista e gateira venho há muitos anos escrevendo sobre animais domésticos e, especialmente, sobre gatos. Por conta disso, faço parte de muitos grupos de gateiras/os onde vejo questões básicas sendo tratadas das formas mais absurdas, geralmente, por gateiras/os de primeira viagem. Então resolvi criar uma "série" de matérias  para abordar as dúvidas e queixas mais frequentes.

O tema de hoje é sobre gatos adultos e filhotes que não estão usando a caixa de areia. Os gatos, desde pequenininhos, seguem instintivamente para a areia ou terra para cobrirem seus dejetos. 

Isso não precisa ser ensinado... eles sabem fazer isso! É algo que está incutido no comportamento natural deles.

Portanto, se o gato não está usando a caixa de areia tem pelo menos dois principais motivos: vc está fazendo algo errado ou ele está com a saúde abalada.

Seu erro como tutora pode ser um desses:

1) Caixa de areia perto da comida. Os gatos são higiênicos demais e juntar o banheiro com a cozinha deles, definitivamente, é uma péssima ideia. Pote de ração e água devem ficar distantes da caixa de areia

2) Caixa com pouquíssima areia.  Não dá pra fazer economia no "banheiro" do bichano. Seria mais ou menos como vc usar somente metade do papel higiênico que costuma usar para se limpar. A caixa precisa ter areia suficiente para que o gato consiga cobrir suas fezes


3) Falta de limpeza da caixa de areia. Nenhum gato gosta de usar uma caixa de areia suja. Cada vez que vc percebe que tem cocô e xixi na caixa precisa limpar. Claro que se vc passa o dia todo fora não tem como fazer isso, mas então providencie duas caixas para que elas não fiquem tão abarrotadas de xixi

4) Banheiro "superlotado". Se tem dois gatos tenha duas caixas de areia. Três gatos, três caixas. Vc até pode usar três caixas se tiver o dobro de gatos (6), mas nesse caso precisa se dedicar mais à limpeza das mesmas

5) Cheiro forte de desinfetante na caixa. O olfato felino é muito desenvolvido, agora imagine ele ter que fazer as necessidades num local onde ele mal consegue respirar devido ao forte cheiro de, por exemplo, água sanitária. Inclusive, alguns desinfetantes são "veneno" para os gatos. Eles podem desenvolver asma e bronquite  se viverem num ambiente onde há exagero de desinfetantes e aerossóis. Aliás, sobre isso leia uma outra matéria minha acessando AQUI


6) Caixa pequena demais. O gato precisa de uma caixa de areia onde tenha condições de se movimentar e girar. Procure nas pet shops as caixas apropriadas. Uma caixa pequena, tipo uma caixa de sapato, ainda que cheia de areia, pode fazer o gato desistir de usá-la como banheiro

7) Caixa de areia perto do cachorro da casa. Nunca coloque o banheiro do gato, que é onde ele quer e precisa ficar relaxado, do lado, por exemplo, da cama do cachorro da casa, muito menos do lado da comida ou água do cachorro porque causa inibição e receio no gato

8) No caso de filhote é bem provável que, em alguns casos, ele entenda a caixa de areia como "playground" e queira brincar no local. Isso é normal, mas não impede que ele acabe usando a caixa como banheiro se vc seguir as orientações acima


9) Nunca, jamais e em hipótese alguma "puna" o gato caso ele faça xixi ou cocô fora da areia. Algumas pessoas ainda têm o péssimo, antigo e equivocado hábito de esfregar o focinho do gato no chão, na própria areia, enfim, qualquer ação desse tipo violenta e traumática. Outras gritam e esbravejam com o gato. Bem... ele não vai entender que a sua histeria é por causa dele ter feito fora da caixa, mas pode facilmente associar o ato de fazer xixi e cocô com bronca e surra. Como resultado vc terá um gato com "medo" de urinar e defecar cada vez que vc estiver em casa e, ainda por cima, sem saber onde fazer as necessidades porque, ao invés de educar, vc estará apenas confundindo-o

Se o problema for de saúde física ou emocional:

1) Gatos jovens e adultos podem começar a fazer suas necessidades fora da caixa de areia para demonstrar que estão doentes. Isso mesmo: eles se comunicam dessa forma também. E quase sempre o desconforto é urinário. Então, antes de achar que o gato é mal-educado, leve-o a um veterinário para fazer exames o mais rápido possível

2) Algumas vezes os gatos podem ser birrentos como as crianças. A chegada de um filhote, um novo animal ou um bebê humano na casa podem deixá-los um tanto chateados ou apreensivos. Mas isso passa se vc souber dobrar o carinho e a atenção com eles para que se sintam mais seguros e não jogados de lado. Afague o gato "chateado" na frente do animal novato para que ele sinta que não perdeu o espaço dele no seu coração


3) Caso vc adote um gato dominante, do tipo mandão, muito possivelmente o gatinho que vc já tinha em casa fique assustado e com medo de usar a caixa de areia. Isso porque o gato dominante pode ver seu gatinho como um mero brinquedo e começar a perseguí-lo pela casa. Esse estresse pode impedir seu gato de ir até a caixa de areia com medo de ser interceptado no caminho pelo "valentão". A solução aqui é trabalhar a proximidade dos dois para que reine o respeito entre ambos. Pode demorar um pouco, mas com calma vc consegue o equilíbrio. Florais e homeopatia ajudam bastante nesses casos

Agora analise bem a situação e veja em qual item seu gatinho e você se encaixam.

Fátima ChuEcco

Jornalista e Escritora, autora do clássico "MI-AU Book - Um Livro Pet-Solidário" e fundadora da Editora Virtual MI-AU Book & Cia, que cria fotolivros sob medida para os bichanos

Site www.miaubookecia.com 




quarta-feira, 14 de abril de 2021

Mantenha a esperança: Fredy foi encontrado depois de dois meses perdido


Quando os gatos se perdem duas coisas são "absolutamente" necessárias: procurar (procurar e procurar incansavelmente) e não perder a esperança. Se Sandra Guglak, de SP, tivesse desistido de achar o Fredy (foto), talvez nunca mais o visse, no entanto, depois de dois meses, os dois puderam finalmente se reencontrar e de uma forma bem inusitada. Vejam o relato dela:

"Já tinha espalhado cartazes e várias vezes saído pela rua com o potinho de ração fazendo barulho. Numa sexta-feira meu marido, durante uma volta no quarteirão, deu de cara com o nosso gato. Ficamos quase duas horas chamando por ele, pois, estava em cima do telhado de uma escola. Graças à Deus conseguimos resgatá-lo. Não percam a Esperança. Agradeço à Deus e as pessoas que ajudaram. Não percam a Fé".

Sandra conta que Fredy estava sujo, magro, desidratado e assustado: "Mas todo esforço e dedicação fizeram a diferença. Fredy já voltou ao normal e a cada dia nosso amor só aumenta".

Proteção necessária

Para evitar episódios de pura aflição, tem uma matéria minha nesse blog explicando porque as redes de proteção são fundamentais. Acesse AQUI

Conexão

A fé e a esperança nos conecta com nosso gatos, em qualquer lugar onde eles estejam!


A Lição que fica

Administro o grupo do Facebook chamado Gatos Perdidos e Encontrados em SP que é bastante movimentado e serve tanto para quem perdeu um gato quanto para quem encontrou um bichano que parece estar perdido. Acesse o grupo AQUI

Mas muitas vezes, vejo as pessoas postando fotos, pedindo orações ou que  devolvam o gato (como se pudessem adivinhar que ele está sob a guarda de alguém), mas o principal não fazem, que é "procurar".

Rezar ajuda e é muito importante manter a fé em ajuda divina, sem dúvida... mas muitos gatos, quando fogem de casa, ficam presos em imóveis vizinhos, galpões, fábricas, porões, bueiros... alguns sobem em telhados e depois não conseguem descer... outros simplesmente não conseguem achar o caminho de volta e ficam passando fome em terrenos baldios ou casas abandonadas. 

MUITA COISA pode acontecer com um gatinho perdido!

Por isso "procurar" é obrigação de quem ama seu gato. E mais que obrigação, é um "impulso natural". Alguns gatos têm a sorte de voltarem pra casa sozinhos, mas outros precisam da ajuda de seus tutores.

Tenho uma gata que ficou perdida por 37 dias. Eu precisava sair de casa por volta das 11h30 para o trabalho e só voltada de noite. No entanto, todas as manhãs e noites, finais de semana e feriados eu a procurava. Toda noite, até mesmo nas chuvosas, espalhava a ração dela em diversos pontos por três quarteirões ao redor da minha casa na esperança de conseguir alimentá-la caso ela saísse do esconderijo de madrugada.

Falei com cada vizinho (sem pular nenhum), lojas, prédios e pedi a chave de casas vazias ou para alugar no intuito de checar se ela estava escondida numa delas. Botei areia com xixi das minhas outras gatas, todas as noites, na frente e fundos do meu prédio.

ATENÇÃO: a areia com xixi é pra colocar APENAS na frente e fundo da casa e não para espalhar pela rua porque senão ao invés de ajudar o gato a voltar você o confunde.

Finalmente consegui fazê-la voltar pra perto do meu prédio, mas ela se mantinha escondida dentro de uma parede cujo acesso humano era impossível. Coloquei uma gatoeira à noite e então ela entrou na armadilha. Ufa!

Foi desgastante... mas valeu cada minuto dos 37 dias de aflição.

Eu conto essa "saga" no fotolivro "Encontrando Rebecca Selvagem - Uma busca intensa e cheia de fé" à venda no site www.miaubookecia.com 

Consultoria Personalizada

No grupo de gatos perdidos que administro, citado acima, tem muitas dicas para encontrar os bichanos e inúmeras matérias com relatos de pessoas que reencontraram seus gatos e que servem de inspiração. E eu também presto uma consultoria personalizada pelo whats app. Nessa consultoria faço uma análise da situação da fuga, personalidade do gato e perfil da vizinhança para traçar uma busca estratégica a ser realizada pelo tutor.



Fátima ChuEcco Jornalista e Escritora

terça-feira, 13 de abril de 2021

Hora de contar a aventura de seus amados peludos!!!!!


Já pensou em registrar a história de seus bichinhos em fotolivro? Ou então de deixar que eles sejam os personagens principais de uma grande aventura fotoliterária? A Editora MI-AU Book & Cia, dirigida pela jornalista Fátima ChuEcco, faz isso pra vc! Os fotolivros ficam incríveis com capa dura e páginas coloridas com papel da melhor qualidade. Além disso, parte da renda vai para ONGs de proteção animal. Dê uma olhada no site e conheça vários fotolivros que já foram  produzidos com humor e amor.




Os Esquecidos: cães foram "demitidos" sem beira nem eira depois de 10 anos protegendo empresa


Esses oito cães não foram oficialmente "contratados" para um posto da Sabesp na Vila Brasilândia, em SP, mas uma vez que a presença deles passou a ser permitida no local por longos dez anos, seus serviços "espontâneos" para segurança do local também foram aceitos, de bom grado, pela empresa. A remuneração, no entanto, era dada, durante todo esse tempo, por uma única protetora humilde que tinha autorização para adentrar o posto e cuidar dos cães com seus próprios recursos.

Recentemente houve uma reviravolta na vida desses cães que os fez passar fome e parar, em parte, na casa de protetoras (que já lutam duro pela própria sobrevivência) e, em parte, num abrigo. A situação está mais detalhada na petição que pede para que a Sabesp assuma a manutenção e tratamento veterinário deles enquanto se tenta adoção dos oito animais. Leia e assine AQUI

Entre os oito "demitidos" sem direito a aviso prévio, indenização ou aposentadoria remunerada, tem  uma cachorrinha idosa em tratamento de câncer - uma situação insustentável para as protetoras. Elas arranjaram um abrigo que tem preço acessível e que pode dar a esses cães a tranquilidade que eles merecem, mas pedem que a Sabesp assuma sua responsabilidade pelos animais que protegeram seu posto por 10 anos sem nada cobrar por isso.

Vale lembrar que não tem como o CCZ de SP assumir esses animais. Além da superlotação do canil municipal, esses cães merecem uma consideração maior por parte da empresa que eles defenderam com sua presença no local, inibindo ações criminosas.

ATUALIZAÇÃO DO CASO: As protetoras conseguiram negociar um lar para os cães. Leia AQUI

Fátima ChuEcco

Jornalista e Escritora

Site www.miaubookecia.com







sábado, 10 de abril de 2021

Gatinha cega e seu “guia felino” foram adotados após falecimento da tutora

Miudinha,Valentin e Fred são gatinhos que viviam com a jornalista memorialista  Ana Lucia Marise, que morreu na última quinta-feira depois de mais de 10 dias internada com Covid. Ana era uma apaixonada por gatos, solteira, sem filhos e morava com esses persas.

Miudinha é cega de nascença e foi a última a ser adotada por Ana. A gatinha era de uma idosa que ficou impossibilitada de continuar cuidando dela e pediu ajuda à Ana. 

E vejam que LINDO: para surpresa da jornalista, outro gatinho, o Valentin (que é belíssimo), passou a guiar Miudinha pela casa e se tornou seu fiel companheiro de todas as horas.

É por isso que Miudinha (foto abaixo) e Valentin precisaram de uma adoção conjunta. Ambos são castrados, têm por volta de 6 anos de idade e eram muito amados. 


O Magnífico Fred (foto acima) tem 8 anos, também é castrado e foi adotado junto com a dupla. Ele é tão tranquilo quanto os demais.

Vale ressaltar que esses gatos viviam com uma pessoa alto-astral, otimista, criativa e cheia de ideias. Certamente eles carregam consigo essa vibração positiva. 

A Ana (foto acima) era também designer gráfica e diagramou lindamente o clássico “MI-AU Book & Cia – Um livro pet-solidário” que contou com a participação de Brigite Bardot em sua segunda edição. Embora a obra seja de minha autoria, não teria ficado tão perfeitamente ilustrada sem o talento da Ana. A capa abaixo foi ela que fez:



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Fátima ChuEcco

Jornalista e escritora -  Site www.miaubookecia.com

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