domingo, 21 de junho de 2020

China não acabou com venda de carne de cachorro. Veja como ativistas resgataram 10 filhotes



Você acreditou e comemorou quando, umas semanas atrás, o governo chinês anunciou que tornava proibida a venda de carne de cachorro instituindo os cães como animais de estimação? Os gatos não foram inseridos na medida, mas mesmo assim se considerou uma vitória da causa animal, afinal, proibindo o consumo de cães logo em seguida seria bem possível a lei atingir também os bichanos.

Infelizmente, apesar da recente proibição, o famoso Festival de Carne de Cachorro e Gato de Yulin, na China, teve início ontem (20/06) de forma mais discreta, sem grandes açougues e restaurantes abertos no centro da cidade. No entanto, uma equipe da Humane Society International (HSI), presente no local semana passada, fotografou e filmou centenas de animais engaiolados e outros já até assados expostos em bancas nos arredores de Yulin.

O vídeo gravado pela HSI mostra fileiras de cães mortos deitados em mesas ou sendo massacrados, desafiando a declaração do Ministério da Agricultura da China emitida no mês passado. No vídeo é possível ver filhotes, oferecidos para abate e venda em um mercado, sendo resgatados por ativistas chineses (lembrando que muitos chineses estão lutando para essa atrocidade acabar). Dez filhotes foram salvos e levados para abrigos.



“A China fez progressos nos últimos meses no sentido de encerrar o comércio de carne de cachorro, confirmando mais significativamente no início deste mês que os cães são considerados animais de estimação e não carne . Embora isso não seja uma proibição do comércio, duas cidades - Shenzhen e Zhuhai - proibiram o consumo de carne de cachorro e gato”, diz matéria no blog da HSI que pode ser lida na íntegra AQUI

Yulin, segundo os ativistas,  está com o comércio de carne de cachorro e gato menor e mais silencioso, mas continua existindo. “Uma das razões é que o governo está reprimindo o transporte de animais entre as províncias. Isso torna mais difícil para os comerciantes adquirirem cães vivos fora da província de Guangxi, como fizeram nos últimos anos, quando um grande número de cães foi transportado em caminhões, passando dias sem comida e água”, diz a reportagem.



A venda e o consumo caíram. Peter Li, especialista em políticas da HSI na China, acredita que isso está acontecendo porque as autoridades podem querer manter um olho mais atento em toda a atividade comercial de carne de cachorro. Os ativistas falaram com uma jovem que mora em Yulin com seus três cães e dez gatos e, como a maioria dos jovens chineses, ela não tem qualquer interesse em comer carne de cachorro.

“Isso parece encorajador para a HSI, porém a instituição pede às autoridades locais de Yulin que adotem a declaração do governo de que os cães são companheiros e não comida, interrompendo o festival de carne de cachorro e o comércio de carne de cachorro e gato durante todo o ano. Os olhos do mundo, mais uma vez, estão focados na China à medida que esse terrível evento se desenrola, desta vez ainda mais por causa da pandemia de coronavírus e sua ligação a mercados lotados, onde animais são abatidos para consumo. A maioria das pessoas na China não come carne de cachorro e gato, e não há tolerância por lá - ou no resto do mundo - por tanta crueldade” – relata a reportagem da HSI.

Para ajudar os trabalhos de resgate e acolhimento dos cães e gatos da China, Corea, Vietnã e outros locais onde se come esses animais clique AQUI

Fotos blog HSI

Fátima ChuEcco
Jornalista/Escritora

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