segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Filme VIDRO é sensacional



Embora à primeira vista “Vidro”, em cartaz nos cinemas, pareça apenas mais um filme sobre super-heróis e super-vilões, na verdade ele questiona o poder que temos escondido no subsolo de nossa alma. Imagine que a alma é como um edifício. Nos andares superiores (e também mais caros) está tudo aquilo que fazemos de melhor e queremos mostrar ao mundo. À medida que vamos descendo os andares vão surgindo os nossos defeitos, preconceitos, intolerâncias e medos. Mas é lá embaixo, no subsolo da alma, que está a grande força motriz mantenedora de todo o edifício... uma força que pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal em proporções inimagináveis. É disso que trata o filme “Vidro”.


Escrito, co-produzido e dirigido por M. Night Shyamalan, “Vidro” encerra uma trilogia do autor e reúne na trama os protagonistas dos filmes “Corpo Fechado” (Bruce Willis e Samuel Jackson) e “Fragmentado” (com James McAvoy - o professor Xavier da série X-Men no papel de quando era jovem). Essa captura de personagens tão complexos e interessantes já vale ver o filme, mas ajuda a compreender melhor ver antes as histórias anteriores. Em “Corpo Fechado”, por exemplo, o vilão (Jackson), embora com uma mente brilhante capaz de planejamentos sofisticados, sofre da doença conhecida como “ossos de vidro”. Já o herói do filme (Willis) “sente” a intenção das más pessoas quando esbarra seu corpo nelas.



No caso do “Fragmentado” é especialmente importante ver para entender que o personagem Kevin (McAvoy) é um psicopata com múltiplas personalidades. A psiquiatria já levantou 23 possíveis identidades para quem tem esse distúrbio, mas Kevin desenvolveu uma 24ª conhecida como “A Fera” e isso tudo não fica muito claro em “Vidro”. A única sobrevivente do psicopata também foi escalada para o filme – outra razão para saber qual a importância dela na última trama da trilogia.

Os super-herói, o super-vilão e o psicopata (tb com poderes supranaturais) presos em uma clínica psiquiátrica mantêm o filme instigante. O psicopata merecia o Oscar já desde “Fragmentado” por mudar de personalidade em frações de segundos. Excelente interpretação. Curiosamente, o ator que interpreta o filho de Bruce Willis em “Corpo Fechado” ressurge no mesmo papel (agora como adulto). A trilha sonora é perfeita e o final, sem dúvida, uma surpresa, porque foge do que costumamos ver em filmes de super-heróis. 

No ar fica a pergunta: será que pessoas com superpoderes existem de verdade? E se existem, será que algumas delas nem têm ciência disso? Daí vamos para o início do texto: já vasculhou o subsolo de sua alma?  Quem sabe vc tem lá adormecido um super-vilão ou um super-herói.
Trailler:


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