domingo, 28 de junho de 2026

Fred: lindo, incompreendido e devolvido! Em busca de um lar!


Fred é um daqueles gatos que podiam fazer propaganda de ração de tão lindo e majestoso com seus olhos verdes e pelo alaranjado. Mas ele tem um problema: ainda não encontrou ninguém que compreenda o que ele já passou e que lhe dê um tempo para se adaptar a um lar com pessoas estranhas.

Fred é um gato manso, mas assustado. Depois de viver nas ruas passando todo tipo de infortúnio foi resgatado pelas voluntárias do grupo Gatos do Casarão do Ipiranga (SP) que trabalharam para que ele fosse adotado. Depois de muito tempo a adoção aconteceu, mas por pessoas que em breves dois meses lhe deram cartão vermelho. O motivo? Demonstrar medo, viver escondido e fazer xixi no lugar errado. Comportamento normal ainda mais numa casa onde também havia cachorros.

Tive uma gata chamada Rebecca Selvagem (foto abaixo) que, de fato, poderia ser considerada semi-selvagem, pois, não podia nem ouvir a voz de pessoas que já se apavorava e escondia. Quando a resgatei no estacionamento de um prédio, onde ela vivia entrando e saindo de motores de carros, ela tinha por volta de um mês e meio de idade. E foram precisos pelo menos mais uns três meses para ela se deixar ser vista na minha casa.


Eu a deixei a vontade compreendendo seus medos e possíveis traumas por estar tão jovenzinha sozinha. Colocava a ração, água e areia num cantinho da área de serviço que ela só acessava de madrugada ou quando não havia ninguém em casa. Nunca soube onde ela se enfiava naquela época. Imagino que se amassava debaixo da máquina de lavar roupa ou atrás de algum móvel.

Levou muito tempo para ela ter coragem de circular próxima de mim e para vir no meu colo. Mas mesmo se ajeitando entre minhas pernas, saía correndo se eu tentasse pegá-la. Inclusive sempre dormiu colada em mim na cama, mas nunca se deixava pegar. E ainda assim eu amei tanto, mas tanto essa gatinha tigrada! Ela viveu 15 anos comigo.

Fred é um caso bem menos crítico que o da Rebecca em termos de comportamento, mas ainda assim precisa de uma pessoa que tenha paciência, que saiba respeitar seu tempo. Ele está saudável, castrado, vacinado e no momento se encontra em um lar temporário no bairro do Ipiranga (SP) com outros gatos tão sofridos quanto ele.

O amor não tem pressa. Respeita o outro e sabe esperar. É disso que Fred precisa. Você tem o coração aberto para um gato como Fred? Então procure pela Pryscilla no zap (11) 98180-7272.

Texto: Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e atuante na causa animal



sábado, 20 de junho de 2026

Os adoráveis gorilas das montanhas precisam de ajuda urgente. Veja e repasse!

 

A Gorilla Doctors é uma organização que cuida dos gorilas das montanhas da República Democrática do Congo, Uganda e Ruanda - únicos locais do planeta onde eles ainda existem em liberdade graças a um trabalho duro e perigoso de preservação, pois, gorilas são visados por caçadores, sofrem com desmatamento de seu habitat natural e são suscetíveis a doença humanas como o ebola.

Um novo surto de Ebola na região coloca em risco os guardas florestais, os médicos que cuidam dos gorilas e, como consequência, os próprios gorilas. As visitas de turistas na floresta onde há famílias de gorilas estão suspensas, mas mesmo assim o risco persiste. Por isso a Gorilla Doctors precisa muito de apoio de pessoas de todo o mundo para prosseguir os trabalhos proteção aos gorilas com segurança.


Além de ajuda financeira, o site www.gorilladoctors.org vende produtos inspirados nesses adoráveis gorilas que não são caçadores, não comem carne e aceitam a presença dos humanos cada vez mais próxima numa clara mensagem de que são da paz e querem paz. Acesse o site e veja como ajudar mesmo estando no Brasil.

Os gorilas tem 98% do nosso DNA. A gestação de gêmeos é raríssima, sendo que as fêmeas têm apenas um bebê ao ano. Eles não se reproduzem com parentes. Quando as jovens atingem a puberdade elas deixam a família para ingressarem em outros grupos.

Se puder, ajude os gorilas das montanhas.  Conheça alguns deles nos vídeos abaixo:





Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e atuante na causa animal, apaixonada pelos gorilas das montanhas a quem trata como pessoas

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Investigação Animal com bolsa de 50 mil. Envie seu projeto!

 

Jornalistas que amam os animais e especialmente se preocupam com seus direitos à liberdade e à vida: esse prêmio criado pelo Forum Animal (instagram forum.animal) é uma excelente oportunidade de colocar um projeto em prática. Inscrições até 31 de julho. Mais informações www.premiopapagaio.com.br  Clique e amplie o post abaixo para saber mais


Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e atuante na causa animal, escritora e gatóloga


domingo, 7 de junho de 2026

Descartando as ideias de Descartes com a ajuda de Darwin e de Kardec

 

Descartes afirmava que os humanos eram os únicos capazes de sentir e pensar


O braço de ferro filosófico veio mais de cem anos depois com Darwin provando que os animais tinham sentimentos e sensações e as expressavam das mais variadas formas


Descartes reduziu todos os animais a máquinas. Ele alegava que as reações nos animais decorrentes de dor física, por exemplo, não passavam de ruídos como os da engrenagem de uma máquina

Allan Kardec recebeu mensagens dos espíritos afirmando que os animais podiam ter emoções e sensações semelhantes as nossas, além de terem um princípio inteligente e evoluírem

Charles Darwin publicou obra onde relata minuciosamente as expressões faciais e emotivas presentes em todos os animais. Ele disse que todos os animais têm sua maneira de pensar e agir de acordo com suas escolhas e/ou aprendizados...e que até um abelha pensa.

Cada um a seu modo, tanto Darwin pelo meio científico quanto Kardec pelo espiritismo, ajudaram na construção da concepção que hoje temos dos demais animais - melhor que a enraizada por René Descartes na sociedade de sua época e ainda persistente em nichos da atualidade.

Podemos ser honestos e até fazer o bem em alguns setores, mas no fundo sabemos que, em sua maioria os animais são explorados, consumidos e subjugados em todo o planeta.... e que não é certo o que a humanidade faz com eles.

Nossa evolução depende também de como os tratamos e, especialmente, de como os enxergamos. A Terra não pertence ao humano para dela fazer uso como bem entende. Vale lembrar que há outros planetas onde a raça humana não é a mais evoluída e mundos onde humanos e outras espécies se comunicam telepaticamente, se respeitam e admiram.

Texto Fátima ChuEcco - jornalista ambientalista e atuante na causa animal
Imagens: feitas com IA Copilot por Fátima



terça-feira, 2 de junho de 2026

“Penso, Logo, Mio e Existo” - Descartando Descartes


                       
"Penso, Logo, Mio e Existo" é uma adaptação bem-humorada que fiz da frase do francês René Descartes Cogito, ergo sum e que ficou mundialmente famosa como Penso, logo existo”. Descartes afirmava que apenas os seres humanos podiam pensar, então procurei  "atualizar" a clássica frase dizendo que os gatos também pensam (e obviamente outros animais), ao contrário do que o filósofo pregou e que foi aceito por grande parte da sociedade e de pesquisadores de seu tempo.

Descartes (1596 a 1650) chegou a essa conclusão argumentando sobre a capacidade de ter dúvidas. Para ele, as dúvidas eram a maior prova da existência do pensamento. Logo, se os seres humanos eram os únicos que tinham dúvidas e podiam pensar é porque existiam e o restante das criaturas vivas eram apenas máquinas que respiravam. 
Em sua visão os animais não tinham alma, não podiam pensar nem sentir dor e, portanto, não era errado usá-los como cobaias. Infelizmente, mais de 300 anos depois, esse argumento ainda sustenta milhares de experimentos dolorosos com cobaias  https://www.significados.com.br/penso-logo-existo/

Hoje a própria Ciência admite (e seria um fiasco não admitir) que os animais são "sencientes", ou seja, sentem dor física e psicológica, ficam alegres, tristes, com raiva, medo e que expressam inúmeros sentimentos e emoções de forma gestual, facial e por meio de uma linguagem própria. Mas essa mesma Ciência, no entanto, não acredita que isso seja motivo suficiente para abandonar o uso de cobaias. 

Admitir que os animais pensam é também ainda um tabu fora da sociedade científica! Muitos protetores e amantes de animais ainda se sentem desconfortáveis em admitir que os animais pensam ainda que numa escala diferente da nossa, mas de acordo com suas necessidades e o ambiente em que vivem. É um exercício mental quase tão difícil quanto aquele, tempos atrás, de imaginar que a Terra era redonda e não plana. Ainda há muita resistência nesse campo. Mas convido para uma reflexão:
Onde nasce o sentimento? Da onde brotam as emoções?
Não seria do pensamento? 
É impossível desconectar sentimento de pensamento, pois, sentimento é o resultado de um pensamento que formulamos sobre situações e experiências que assistimos ou que vivemos. Um depende do outro. Um não existe sem o outro.

FOTOLIVRO
“Penso, Logo, Mio e Existo” - Como diriam os gatos se pudessem miar na nossa língua 

Seu gatinho que pensa, mia e, portanto, existe e tem alma, pode ser o protagonista de um Fotolivro de luxo que fala um pouco da "filosofia felina". Seu bichano pode ilustrar a capa e páginas internas.  Parte da renda vai para ONGs de Proteção Animal. 
Veja como participar do Fotolivro "Penso, Logo Mio e  Existo" acessando o site 
 www.miaubookecia.com    

    Dianna assistindo desenho na TV - do Fotolivro "Penso, Logo, Mio e Existo"

Descartando Descartes

Mais de 100 anos depois, outro filósofo francês, François Marie Arouet, conhecido como Voltaire, dedicou uma parte de seu “Dicionário Filosófico” (1764) para rebater os argumentos de Descartes http://animaiseoespiritismo.blogspot.com/2011/04/carta-de-voltaire-descartes.html:

"Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! 
Será porque falo que julgas que tenho sentimento, memória, ideias? Pois bem, calo-me. Vês-me entrar em casa aflito, procurar um papel com inquietude, abrir a escrivaninha, onde me lembro tê-lo guardado, encontrá-lo, lê-lo com alegria. Percebes que experimentei os sentimentos de aflição e prazer, que tenho memória e conhecimento...
Vê com os mesmos olhos esse cão que perdeu o amo e procura-o por toda parte com ganidos dolorosos, entra em casa agitado, inquieto, desce e sobe e vai de aposento em aposento e enfim encontra no gabinete o ente amado, a quem manifesta sua alegria pela ternura dos ladridos, com saltos e carícias. 
Bárbaros agarram esse cão, que tão prodigiosamente vence o homem em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para mostrarem-te suas veias mesentéricas. 
Descobres nele todos os mesmos órgãos de sentimentos de que te gabas. Responde-me maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objetivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquines à natureza tão impertinente contradição."

                                Rebecca Selvagem lendo jornal - Do Fotolivro "Penso, Logo, Mio e Existo"

Foi de fato um discurso muito convincente e comprovável. Teve lá seus adeptos naquela época e tem até hoje, mas já era tarde. A sociedade científica já tinha se dado o direito de “fazer qualquer animal sofrer”. Paralelo a isso, a sociedade em geral também já tinha assimilado a ideia de que só o ser humano é capaz de pensar e isso perpetuou a escravidão e a tortura de qualquer outra criatura viva. 
Já era tarde para Descartar os argumentos de Descartes.
“Animais têm suas faculdades organizadas como nós, recebem a vida como nós e a geram da mesma maneira. Eles iniciam o movimento da mesma forma e comunicam-no. Eles têm sentidos, sensações, ideias e memórias. Animais não são totalmente sem razão. Eles possuem uma proporcional acuidade de sentidos” - Lettres de Memmius à Cicéron  (Cartas de Gaius Memmius a Cícero) em 1772.

Assim...
Descartes assinalou a dúvida como a maior prova da existência do pensamento, mas apenas em humanos. Voltaire, por sua vez, apontou que as memórias e os sentimentos estão presentes também nos demais animais. Outros cientistas e pesquisadores continuaram falando da inteligência dos animais.






"Penso, Logo, Mio e Existo" por Charles Darwin 

Charles Darwin, aliás, escreveu que os gatos são alguns dos animais mais expressivos. 

"Os gatos usam muito a voz como meio de expressão, e emitem, sob várias circunstâncias e emoções, pelo menos seis ou sete sons diferentes. Ações de todos os tipos, acompanhando regularmente algum estado de espírito, são de pronto reconhecidas como expressivas. Podem consistir de movimento de qualquer parte do corpo, como o abano da causa de um cão, o encolhimento dos ombros de um homem, o eriçamento de pelos, a exsudação de suor, o estado da circulação capilar, a respiração forçada e o uso de sons vocais ou produzidos por algum instrumento"

E acrescentou: "Até os insetos exprimem raiva, terror, ciúme e amor com sua estridulação" Charles Darwin, do livro "A expressão das emoções no homem e nos animaishttp://jornalistafatima.blogspot.com/2013/07/os-gatos-sao-alguns-dos-animais-mais.html

"Penso, Logo, Mio, Existo e... Tenho Alma"



Allan Kardec, considerado pai do Espiritismo, afirmou que os animais também têm alma, entre outras coisas, no "Livro dos Espíritos" publicado em 1857, ou seja, 200 anos após os argumentos de Descartes. Um pequeno trecho:  

"Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria? Sim, e que sobrevive ao corpo. Esse princípio é uma alma semelhante à do homem? É também uma alma, se o quiserdes: isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem, tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus". 

Veja na íntegra o que diz o Livro dos Espíritos sobre os animais:

https://livrodosespiritos.wordpress.com/mundo-dos-espiritos/cap-11-os-tres-reinos/ii-os-animais-e-o-homem/

Mas era só o princípio. Inúmeros outros livros espíritas aprimoraram a questão da alma dos animais depois de Kardec como os escritos por Ernesto Bozzano e Marcel Benedeti que vale a pena consultar.


                                          Capa "modelo" do Fotolivro "Penso, Logo, Mio e Existo"

                                        Ághata Borralheira em uma das páginas do Fotolivro

Matéria de:
Fátima ChuEcco 
Jornalista ambientalista, atuante na causa animal, escritora e apaixonada por gatos
Autora dos livros:
MI-AU Book - Um livro pet-solidário
MI-AU Book & Cia
Ághata Borralheira & Amigos Tocando Corações
Encontrando Rebecca Selvagem - Uma busca intensa e cheia de fé
Penso, Logo, Mio e Existo


Artigo com Direitos Autorais: Fátima ChEcco, jornalista profissional MTB 21.012 - texto protegido por direitos autorais pode ser compartilhado/divulgado à vontade citando a autora porque isso é LEGAL. Mas não pode ser comercializado/patrocinado em portais na íntegra ou em partes sem citar a autoria por ser ILEGAL.







Por que torturam uns e comem outros ao invés de amar a todos?

Eu mudaria o chavão "Por que você ama uns e come outros?" para "Por que torturam uns e comem outros ao invés de amar a todos?...