sexta-feira, 6 de março de 2026

Existem três tipos de gatos que somem ou se perdem segundo estudo


Para encontrar gatos desaparecidos é preciso levar em conta  em qual categoria o gato se encaixa porque isso fará toda a diferença nas buscas. Tem a categoria dos gatos de vida livre ( criados soltos com  acesso ilimitado à rua), gatos de vida semilivre, com liberdade monitorada, isto é, vigiados de perto enquanto dão um passeio no jardim, calçada ou local próximo e os gatos que não têm qualquer acesso à rua.

Gato de vida livre não se perde. Ele se encrenca no entorno da onde vive. 


Um gato com livre acesso a telhados e imóveis vizinhos conhece muito bem o local. Ele conhece os cheiros, sabe onde tem outros gatos, onde tem cachorro, seus pontos de descanso e caça de insetos, ele tem na memória tudo ao seu redor. Esse gato, quando some, é porque ficou preso acidentalmente em algum local, machucou-se em algum lugar e está com dificuldade de caminhar ou pular, ou lamentavelmente algo pior aconteceu. Está impedido de voltar, mas não está perdido. Tendo chance ele pode voltar para casa sozinho. E é o gato que mais se afasta de casa, muitas vezes sendo frequentador de quarteirões ao redor.

Gato de vida semilivre pode se perder, mas não vai longe.

Aquele gato com liberdade vigiada, que passa a maior parte do tempo em casa, mas tem autorização para algumas "saidinhas", também conhece o entorno mais próximo, mas se algo o forçar a ir para mais longe, tipo um grande susto (fogos de artifício), perseguição por um cachorro ou briga com outro gato, ele pode se perder num pequeno raio que não frequenta, mas numa distância pequena de sua casa, geralmente até uns 200 metros. Mesmo que não esteja preso ou machucado, esse gato geralmente precisa de ajuda para voltar para casa porque não é tão conhecedor do "pedaço" como o gato de vida livre.

Gato que vive exclusivamente em casa geralmente não se afasta mais de 50 a 100 metros.

Essa categoria de gato não conhece nada da vizinhança, portanto, o ambiente é totalmente hostil para ele desde os primeiros passos fora de casa. Isso vai forçá-lo a buscar esconderijo muito próximo, às vezes nas casas vizinhas. Ele tem mais chance de ficar preso acidentalmente que os gatos das outras duas categorias porque desconhece totalmente o entorno e pode acabar se enfiando onde não deve.

Estudos publicados em revistas científicas sobre gatos perdidos revelam que a maioria é encontrada perto de casa (a menos de 500 metros), sendo a busca física crucial. 

Uma das pesquisas mais importantes nessa área foi feita por Kat Albrechtex-tratadora de cães de caça da polícia dos EUA, investigadora de cena de crime e policial que virou detetive investigativa de animais de estimação.  Ela foi pioneira no uso da "teoria da probabilidade de busca" e do raciocínio dedutivo para gatos desaparecidos, além do Perfil Comportamental Felino, um sistema de previsão de padrões de comportamento felino semelhante ao perfil do FBI sobre o comportamento criminoso.

Segundo suas conclusões, uma busca em um raio de 200 m provavelmente será suficiente para encontrar um gato desaparecido que vive exclusivamente dentro de casa, sendo que muitos deles não chegam a se afastar nem 50 metros, buscando esconderijo nas cinco casas ou imóveis mais próximos da onde escaparam.

Sua pesquisa diz também que aproximadamente um terço dos gatos foram recuperados em até 7 dias quando utilizado o método de busca física nos prováveis esconderijos. Um número significativo é encontrado logo no início: 34% em até 7 dias, 50% em até um mês, mas a taxa de recuperação cai significativamente após 90 dias.

No entanto, devemos levar em conta que no Brasil temos situações diferentes que podem levar um gato a ser encontrado depois de 90 dias e bem perto de casa. Isso porque são muitas as colônias de gatos de rua alimentados por protetores nos centros urbanos. Um gato perdido, depois de um tempo vagando sem destino pelos telhados, pode acabar sendo aceito numa dessas colônias e deixar de ser visto pelos seus tutores.

É preciso lembrar também que um gato não vai longe quando se perde, ao contrário do que ocorre com os cães que são andarilhos por natureza. Porém, ao entrarem em motores de carros, os gatos podem sim parar muito longe sem condições de voltarem sozinhos. Em motores entram geralmente os gatos de vida reclusa e filhotes por serem mais assustados e não conhecerem o redor da onde vivem, mas não é a maior tendência. Na maioria dos casos gatos perdidos ficam por perto e correm risco de vida enquanto seus tutores, erroneamente, os procuram pelo bairro e locais distantes.

Texto: Fátima ChuEcco, jornalista ambientalista e da causa animal, escritora e fundadora da @BuscaCats, única consultoria especializada em gatos perdidos do Brasil. Fotos IA

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segunda-feira, 2 de março de 2026

Gatinho perdido há 15 dias estava na casa de um pitbull. Como pode?


Quando gatinhos se perdem os tutores procuram em todo lugar, menos nas casas onde vivem cachorros. Mas o gatinho Pesto, de SP, prova o improvável. Depois de 15 dias desaparecido em que deixou sua família "louca" atrás dele, Pesto finalmente foi visto entrando na casa de um pitbull onde, aliás, outro gatinho também estava vivendo no meio de tralhas e materiais de construção.

Mas para entender como ele foi parar lá e como o descobriram nesse local, vamos começar pelo começo.

Pesto escapou de casa no dia 29 de dezembro de 2025 e, em se tratando de um gatinho que vivia em casa telada, sem acesso à rua, a tendência era de Pesto buscar um abrigo o mais próximo possível. No dia 30 ele foi visto do lado externo de uma janela num prédio pertinho de sua casa. Depois disso sumiu de vez!

Como havia colônia de gatos próxima e também galpões enormes nas redondezas, esses locais seriam atraentes para um gato que nunca foi para a rua. No entanto, uma única foto me fez mudar de ideia quanto ao seu paradeiro. Eis:


A expressão corporal e o olhar de Pesto é de muita aflição nessa foto. Está acuado, desconfiado, com medo... Então, nesse estado, deduzi que ele procuraria um esconderijo por ali mesmo e não andaria até a colônia que ficava um pouco mais distante.

A casa do pitbull era praticamente vizinha do prédio onde ele foi fotografado e não tinha ninguém morando nela. Só ficava ali o cachorro que era alimentado por uma pessoa que entrava na casa para cuidar dele e já ia embora.


Como consultora sobre gatos perdidos, aconselhei a tutora Raquel Araujo Oyakawa a criar pontos de alimentação nas duas laterais do prédio e do outro lado da rua. Bingo! Pesto começou a aparecer para comer e numa dessas vezes foi visto entrando na casa do pitbull.

Mas a captura não foi nada simples. A família toda se uniu. O cuidador do pitbull abriu a casa, prendeu o cachorro e foi uma correria danada para conseguir agarrar o gatinho.

Vejam o depoimento da tutora:


Foram 15 dias que pareceram uma eternidade, um pesadelo que só quem viveu sabe. Devido a um descuido, Pesto ficou trancado no quintal por horas e quando abri o portão da garagem, no desespero, ele escalou o muro e fugiu.

Quem ama gato sabe: só a ideia de acontecer algo assim já é desesperadora e quando isso se torna realidade nosso coração fica totalmente despedaçado e a sensação de impotência toma conta. O Pesto é muito meu companheirinho, carinhoso, extremamente caseiro e medroso… então quando ele desapareceu, fiquei completamente perdida.

Passamos a primeira semana e meia tentando os métodos de busca conhecidos pelo senso comum: espalhar cartazes, falar com vizinhos, chamá-lo na rua e tentar atraí-lo com ração, mas tudo de forma arbitrária, atirando para todos os lados e esperando resultado. Conforme passavam os dias, o desespero tomava cada vez mais conta e o desgaste físico e mental tornavam difícil enxergar um caminho, além de ser quase impossível não se deixar abalar por comentários de que não havia mais o que ser feito além de esperar algum contato de quem o encontrasse ou que alguém deveria ter pego meu gatinho e não iria devolvê-lo (discurso que mais ouvi), além de claro, não deixarmos de imaginar o pior.


Pouco mais de uma semana depois da fuga, conheci o trabalho da Fátima da @BuscaCats e, sinceramente, foi um divisor de águas nessa história. Desde o primeiro contato, deu pra perceber o quanto o conhecimento dela sobre gatos é profundo. Ela ouviu toda a história, perguntou sobre a rotina, a personalidade, os medos e hábitos do meu gato, analisou o local de fuga dele e a partir disso montou uma estratégia inteligente e focada, que permitiu colhermos mais informações até chegar ao resultado positivo.

Um ponto que fez toda a diferença foi o incentivo à busca ativa. Depois das tentativas frustradas, enquanto os dias corriam e o desespero aumentava, eu me sentia completamente perdida, não sabia mais o que fazer… mas a Fátima me mostrou que sair, observar, procurar nos horários certos, saber onde colocar as iscas e, principalmente, insistir era fundamental. Ela também me orientou muito bem sobre como abordar os vizinhos: o que falar, como falar, quais perguntas fazer e até como pedir ajuda de forma mais eficiente. Cada orientação tinha um porquê, sempre baseada no comportamento felino e na história do meu gato, nada era aleatório.


E algo que me marcou bastante foi o cuidado com a parte emocional e energética. A Fátima trouxe dicas sobre intenção mental, conexão com o gatinho, manter o foco e não agir só pelo desespero. Parece sutil, mas fez toda a diferença. Me ajudou a manter a calma, a confiança e a sensação de que, de alguma forma, ele estava me sentindo ali, procurando por ele.

E então, depois de 15 dias, conseguimos resgatá-lo. O alívio, a felicidade, o choro… é inexplicável. Feliz demais por nossa história ter um final feliz e muito grata de ter tido essa assessoria que, sem dúvida nenhuma, foi indispensável para trazermos o Pesto para casa são e salvo.

Raquel também desenhou um daruma - boneco japonês que representa perseverança e superação. O costume é pintar um olho dele e fazer um pedido e, quando o pedido for realizado, pintar o outro olho.

Vejam:


DICA Valiosa:

Não desprezem casas com cachorros na busca por gatos perdidos. Com gatos tudo é possível.

Fátima ChuEcco - jornalista, escritora, fundadora e consultora da @BuscaCats - única consultoria especializada em gatos perdidos do Brasil http://buscacats.blogspot.com

Guia "Como encontrar Gatos Perdidos". Peça já pelo zap 11 94682-6104.



Existem três tipos de gatos que somem ou se perdem segundo estudo

Para encontrar gatos desaparecidos é preciso levar em conta  em qual categoria o gato se encaixa porque isso fará toda a diferença nas busca...