sexta-feira, 29 de março de 2019

Ex-cãozinho de rua estreia clipe da música “4 Patas”, lançada pelo cantor Alex Fava





A música “4 Patas” do cantor Alex Fava foi lançada hoje em clipe estrelado pelo cãozinho Lord que, de fato, foi resgatado das ruas por uma ONG. A letra da música traduz muito bem os sentimentos de um cão abandonado no meio do nada, como costuma acontecer em toda parte do mundo. O clipe tem direção de Diego Freitas, da Parakino Filmes que, aliás, foi quem adotou Lord, e mostra as situações que enfrentam os animais em situação de rua.

Esse último single faz parte da trilogia “Projeto Consciência” do artista. Os dois temas anteriores abordaram o abandono de idosos e a depressão. “Eu não sabia, mas muitos animais são abandonados principalmente em épocas festivas como férias, Natal e ano novo. É triste ver um ser vivo sendo jogado fora, como se fosse um objeto. Além do abandono é muito importante chamar a atenção para adoção de cães e gatos”, diz o cantor.


                                                                Alex Fava com Cacau

E completa: “Já conhecíamos o Lord e o Diego de outros clipes e produções que fizemos. Lembro de ficar encantado com a história deles. Isso me inspirou muito e me fez pensar no tema da música. Queria falar sobre a adoção responsável, acho que ficou bem explicado, tanto na música, quanto no clipe”.

Aproveitando o tema Alex adotou a cadelinha Cacau do "Marcelinho Protetor" de SP. Ela faz uma “pontinha” no clipe: “Me encantei logo que olhei para a Caca. Hoje com 2 meses ela já me traz muita felicidade. É um amor que não sabemos explicar, não tem dimensão. Será que conseguirão achá-la no clipe?”, indaga o cantor.

Veja o clipe  







Cadelinha Chi Chi partiu. Era sobrevivente de restaurante coreano e teve todas as patas amputadas



Chi Chi morreu em fevereiro deste ano no Arizona (EUA), junto de sua família humana, depois de ter sido resgatada, em 2016, de restaurante coreano onde, durante vários dias, foi mantida pendurada de cabeça para baixo com as patas fortemente amarradas. A cadelinha ficou famosa e foi notícia em inúmeros jornais e programas de TV como exemplo de superação, pois, mesmo tendo que amputar as quatro patas, adaptou-se as próteses, várias delas projetadas pelos veterinários Ron e Rosemary Goldstein que acompanharam a cadelinha por toda sua vida. 

Chi Chi tinha energia de sobra: corria, brincava e exalava entusiasmo. Era extremamente sociável com pessoas e outros animais. Amava de paixão bichinhos de pelúcia. Chi Chi fez campanhas contra o consumo de carne de cachorro e sua página no facebook, recheada de fotos e vídeos, tem mais de 60 mil seguidores 

Em março de 2018 foi detectado um câncer nasal agressivo em Chi Chi. O tratamento com radiação lhe proporcionou mais 11 meses de vida, mas também causou sequelas irreversíveis. Seu tutor, Richard Howell, tem publicado toda a emocionante trajetória de Chi Chi no facebook da cadelinha: Ainda é incrível para mim como ela foi feliz e brincalhona apesar do que já tinha passado. Ela é uma lembrança especial de determinação. Chi Chi nunca permitiu que o que aconteceu com ela afetasse sua capacidade de amar todos os dias e amar em abundância. Ela continua a ser uma inspiração mesmo que não esteja mais conosco”.



Chi Chi em coreano significa "amar", mas amor foi tudo o que essa cadelinha não teve na Coreia do Sul numa região famosa por comer cachorros. “Ela era apenas um filhote espancado durante dias para ter sua carne amaciada. As amarras eram tão fortes que a carne começou a apodrecer ao redor dos ossos” - o relato é de Shannon Keith, fundadora da Arme - Animal Rescue Media & Education, entidade protetora de animais dos EUA que conseguiu salvar Chi Chi que, obviamente, só recebeu esse nome depois de ser libertada do inferno.

Quando o açougueiro percebeu a infecção nas pernas de Chi Chi a jogou no lixo dentro de um saco plástico. Foi quando Juyun Yu a encontrou e levou-a para a Arme. O veterinário percebeu que a única forma de conseguir salvar a cachorrinha era amputando as quatro patas. Chi Chi reagiu bem à cirurgia, encantou a todos no hospital veterinário da Coreia do Sul e sua história emocionou a família de Richard Howell, do outro lado do mundo, em Phoenix (Arizona), que resolveu adotá-la.



“Chi Chi foi um presente especial de Deus. Nós nunca imaginamos o impacto que ela teria em nossas vidas, pois, só queríamos dar a ela a melhor vida possível. Mas Deus tinha um plano diferente. Ela foi verdadeiramente uma bênção e um privilégio para nós compartilhá-la com o mundo. Só Deus poderia pegar um cachorro que era lixo de alguém e torná-lo um tesouro mundial, usando sua extraordinária história para impactar positivamente as pessoas de maneira notável”, comenta.

                                     Richard Howell com Chi Chi no colo

No Brasil Chi Chi também deixou sua doce marca registrada no livro “Ághata Borralheira & Amigos tocando corações”. Na obra ela aparece como personagem da história “Ághata no País das Maravilhas” como uma cadelinha exemplo de superação sempre “sorrindo” e animada para fazer amizades, exatamente como ela foi na vida real. A protagonista Ághata Borralheira também morreu ano passado. Ao receber o livro seu tutor fez uma foto e enviou ao Brasil.



A alegria estampada no rosto de Chi Chi é visível até para quem não convive com cachorros. Para muitos, ela só sobreviveu de forma milagrosa a fim de servir de inspiração e símbolo contra a cruel matança de cães e gatos para consumo que ainda persiste em muitos países. Em seu facebook as pessoas choram sua ausência há dias, afinal, Chi Chi foi mesmo uma criatura extraordinária.

Campanhas para salvar cães e gatos de restaurantes

Atualmente está sendo feita uma campanha por meio de outdoors e cartazes em transporte público pedindo o fim do consumo de cachorros e gatos na China e Coreia do Sul e que dizem, por exemplo, “Cães são família, não comida” 


No site change.org uma petição brasileira pedindo o fim do Festival de Yulin, na China, onde são assassinados cerca de 15 mil cães e 10 mil gatos anualmente, já tem quase 2 milhões de assinaturas e segue na meta de alcançar 3 milhões 


No facebook páginas também denunciam os abusos contra animais em países asiáticos: 

TEXTO: Fátima ChEcco, jornalista profissional MTB 21.012 - texto protegido por direitos autorais pode ser compartilhado/divulgado à vontade porque isso é LEGAL. Mas não pode ser comercializado/patrocinado em portais na íntegra ou em partes por ser ILEGAL.

sábado, 2 de março de 2019

Cadelinha do filme “A caminho de casa” era de um abrigo. Não percam!




Por: Fátima ChuEcco

“BELLA”, cadelinha que protagoniza o filme “A caminho de casa”, em cartaz nos cinemas desde o dia 28 de fevereiro, vivia num abrigo do Tennessee (EUA), onde foi parar em 2017 depois de ser encontrada num lixão em estado miserável. Aliás, depois do filme, Bella, que na verdade se chama SHELBY, foi adotada e participou de uma campanha que arrecadou ração, camas e brinquedos para os demais animais que continuam no Cheatham County Animal Control, da onde ela saiu para o estrelato.

E mais: o autor de “A caminho de casa” (original “A dog`s way home”), W. Bruce Cameron, encantado com a trajetória da cadelinha, escreveu um livro sobre ela chamado “A história de Shelby”.

E um importante detalhe para as gateiras: o filme tem vários GATOS, reais e fofos. Inclusive, Bella está sempre ao lado deles.


A crítica brasileira, no entanto, além de não mencionar nada sobre a vida real da cadelinha, foi um tanto impiedosa com o filme salientando o que chamaram de “tom infantil”, já que é narrado pela própria Bella e o classificando como apenas mais um filme de cachorro para emocionar as pessoas.

PURO ENGANO. Em primeiro lugar, logo no início, o filme retrata uma situação que já cansamos de ver aqui no Brasil e que costuma ter final trágico: a demolição de imóveis com vários gatos vivendo dentro. Uma cena que certamente não passa despercebida ou sem importância para quem é da causa animal ou eventualmente acompanha casos dramáticos como esse.

Felizmente, em Denver (EUA), onde o filme se passa, é possível acionar entidades de proteção animal e desautorizar a demolição de casas que contenham animais. Por outro lado, a cidade tem também um rude controle de animais que proíbe pit bulls por considerá-los cães de alta periculosidade. Quem os possui precisa mantê-los apenas dentro da residência e não pode sequer passear com eles sob pena de serem eutanasiados.



É bom assistirmos esses filmes que mostram a realidade dos animais em outros cantos do planeta para aprendermos a valorizar as conquistas que já tivemos. Em SP a Lei 12.916 conhecida como Lei Feliciano, há dez anos proíbe a matança de animais em situação de rua, sejam vira-latas, pit bulls ou de qualquer raça. E essa lei se espalhou por mais 11 estados sendo que nos demais também existe uma insistente luta para acabar com o extermínio de animais.

Mas certamente também nos falta uma lei que impeça a demolição de imóveis enquanto todos os animais residentes não tiveram sido retirados da forma mais ética possível e conduzidos a um lugar seguro.

Voltando ao enredo do filme...



Um conselho: assistam! Tem humor, emoção e cenas com as quais muita gente vai se identificar, especialmente a de uma turminha de cães vagando pela cidade para receber alimento de comerciantes e moradores.

Além disso, os animais selvagens são feitos por computação gráfica – o que é ótimo já que lugar de animal selvagem é na selva. Os diretores de “A caminho de casa” também declararam que tomaram o cuidado de não expor a cadelinha a situações de risco ou aflição, diferente do “Quatro vidas de um cachorro” (também de autoria de Bruce Cameron), que teve de responder por denúncias de maus-tratos aos cães que participaram do filme.




“Todos se esforçaram para garantir que Shelby e outros animais fossem bem tratados. Todos da equipe recebiam três números para telefonar se vissem algo de errado e, inclusive, podiam fazer isso anonimamente para denunciar qualquer caso de maus-tratos. Toda vez que você vê Shelby fazendo algo complicado na tela é porque ela está ansiosa por carinho, guloseimas e brinquedos. Ela é mais que uma estrela de cinema. É um cachorro incrível”, relatou Cameron.

O ex-oficial de controle de animais do abrigo de Shelby, Thomas Jordi, declarou: “Ela tinha uma qualidade de estrela. Uma personalidade realmente única. Ela era esse tipo de cachorro que fazia você sorrir”.

Nesse link tem um vídeo que mostra a cadelinha quando ainda vivia num abrigo e a entrevista com o autor Bruce Cameron cujos trechos estão reproduzidos aqui:


Outra coisa interessante é que o SITE OFICIAL do filme traz uma série de fotos de cães e relatos de seus tutores contando como foram resgatados. Vejam em

https://www.adogswayhomeparents.com/

Trailer do filme




A missão continua....


Shelby continua atuando mesmo fora da tela. Mês passado ela esteve com os alunos de Kingston Springs no Condado de Cheatham, onde também fica o abrigo onde ela viveu. Os estudantes coletaram comida para cães e gatos, camas e brinquedos. Ela foi muito acariciada e tirou centenas de fotos com as crianças. Chelby também visitará outras escolas e hospitais infantis. Dentro e fora do filme ela cumpre a missão de alegrar e dar esperança as pessoas. 




Veja mais sobre isso  em

https://www.tennessean.com/story/news/local/cheatham/2019/02/14/a-dogs-way-home-star-shelby-returns-cheatham-county/2873924002/  

E só pra encerrar... quanto ao "tom infantil" do filme... ótimo!!!! Assim você pode assistir com seu filho, neto, sobrinho e até com seu cachorro ou gato. Aliás, a pré-estreia no Shopping Frei Caneca, em SP, permitiu a entrada de cães.

TEXTO: Fátima ChEcco, jornalista profissional MTB 21.012 - texto protegido por direitos autorais pode ser compartilhado/divulgado à vontade porque isso é LEGAL. Mas não pode ser comercializado/patrocinado em portais na íntegra ou em partes por ser ILEGAL.

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