quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Gatos perdidos podem se comunicar com tutores por meio de sonhos


Essa história que vivi uns anos atrás pode ajudar alguns tutores a encontrarem seus gatos perdidos ou pelo menos descobrirem que estão vivos e não perderem a esperança. Na noite em que minha gatinha Rebecca Selvagem escapou de casa estourando a tela da porta, sonhei com ela me dizendo: Eu vou voltar pra vocês. Vamos ficar juntas". Ela não miava e sim falava: "Eu vou voltar".

Cinco dias depois tive outro sonho em que Rebecca voltava para casa. Ela estava bem e foi entrando pela porta da sala - a mesma pela qual ela escapou. Foram 37 dias de busca intensa. Eu procurava por ela de manhã, de noite, finais de semana e feriados. Na época eu não sabia o que sei hoje como, por exemplo, que se procura gato nos arredores da onde ele se perdeu e não pelo bairro. Por isso perdi muito tempo caminhando longe em busca de algum sinal dela.

Distribui panfletos e preguei cerca de cem cartazes no bairro, além de bater em várias portas. Ninguém a trouxe de volta. Mas uma coisa eu sei que ajudou mantê-la viva: os pontos de alimentação que eu fazia todas as noites no meu quarteirão e outros dois quarteirões na frente do meu. Do jeito que Rebecca era arisca, eu sabia que ela não se aproximaria de nenhuma casa pra comer e nem de outros gatos. Então eu colocava pequenas porções de rações na calçada e em imóveis vazios.

Depois de 36 dias viram Rebecca no quintal do meu prédio, mas ela fugiu de novo pulando para um prédio vizinho e se enfiando num buraco na parede que não era possível acessar. Contratei o Eduardo Pedroso, um especialista em captura, para colocar gatoeira no quintal... e foi assim que a trouxe pra casa.

Um ano depois eu desenvolvi o serviço BuscaCats baseada em tudo que aprendi procurando pela Rebecca: todas as técnicas para ajudá-la a sobreviver, a abordagem certa com a vizinhança, a conquista de aliados nas buscas, os pontos para examinar a fundo... enfim... um serviço que passou a ajudar muitos gatinhos perdidos inspirado na Rebecca Selvagem. Ela ainda continuou comigo por mais seis anos e morreu recentemente.

No Blog da BuscaCats tem várias histórias reais com finais felizes de tutores que reencontraram seus gatinhos perdidos. Vale a pena ver porque esses relatos podem servir como valiosas dicas. Clique em http://buscacats.blogspot.com


quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Faça uma viagem felina, íntima e colorida com 3 belos Tarôs de Gatos


Já pensou em ter um vídeo curto musicado com as suas cartas pessoais em três belíssimos Tarôs de Gatos? Junto com o vídeo você recebe o significado de suas cartas para conhecer os pontos que precisa melhorar, os pontos positivos que deve ressaltar e sua missão nessa vida. É uma viagem felina e colorida ao seu íntimo. É ainda um ótimo presente para enviar à distância para as pessoas que você ama porque todo o material segue via zap!

Com seu nome completo e data de nascimento eu aplico a Numerologia de Pitágoras (um ferrenho defensor de animais 400 anos A.C) e transfiro para o Tarô. Não é leitura adivinhatória. É leitura da sua essência. Uma leitura para sempre!

Entrego em dois dias! Contato pelo zap 11 94682-6104

Conheçam algumas cartas nesse vídeo:


Quem faz: Fátima ChuEcco, jornalista especializada em gatos, gatoróloga, consultora da @BuscaCats e fundadora da editora de fotolivros para pets www.miaubookecia.com 

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

História do Sebastião aquece coração. Adote-o ou divulgue para ajudar!


Sebastião é um gato lindo, manso, amoroso, com dedinhos delicadamente brancos e sofrido. Bem sofrido! Recentemente foi encontrado na frente de um prédio miando e sem conseguir andar. A maior parte das pessoas viu e passou reto. No máximo, as pessoas disseram: "Coitadinho!". Mas a Bianca, moradora do local, o recolheu e levou para o apartamento dela. Dalí para a frente mergulhou numa maratona de ações para salvar o gatinho que, na verdade, se chama Cinza.

É que Sebastião, ao contrário do que a maioria pensa quando vê um gato na rua, não estava abandonado. Estava perdido. Ele é um gato comunitário cuidado por voluntárias em São Paulo.

Ao se perder foi atropelado com fratura em pata e bacia. Anjos como a Bianca e seu namorado cruzaram seu caminho e salvaram sua vida. Porém, nas áreas comuns do condomínio onde Sebastião vivia ele não pode mais voltar porque precisará de fisioterapia e acupuntura. Além disso, ele é FIV, motivo pelo qual Bianca não poderá ficar com ele já que tem uma gata sadia. 

Atenção:

Todo mundo pode ajudar compartilhando essa história, adotando o Sebastião ou ajudando nas despesas pelo PIX BJLBATISTA@hotmail.com que é da Bianca. Para ADOTAR o Sebastião o contato é o zap 11 96583-3280

Uma mão lava a outra ou uma pata lava a outra:

Até chegar ao ponto de descobrir o local de origem do gatinho, muita coisa aconteceu. 

Bianca o socorreu num domingo, o que a obrigou a levar num caro hospital 24 horas próximo. No dia seguinte transferiu para a Vet Popular - um hospital veterinário com preços populares criado em 2008 com especialistas em diversas áreas, internação 24 horas e centro cirúrgico. 

Sebastião foi internado na unidade de Sapopemba da Vet Popular onde foi atendido por uma equipe comprometida com seu tratamento.

Enquanto isso, a heroína Bianca recolhia doações em dinheiro com os demais apartamentos para conseguir pagar as despesas. Ela me ligou pedindo algum tipo de orientação. Pelo comportamento manso do gato e circunstâncias em geral, achei que podia ser um gato perdido e que seria interessante pregar cartazes no bairro na esperança de encontrar seu tutor. Foi assim que Bianca descobriu que Sebastião era o gato Cinza de uma pequena colônia de gatos FIV.

Aliás, como consultora sobre gatos perdidos, sempre oriento as pessoas, protetoras de animais ou não, a nunca deduzir de imediato que um gato está abandonado. Há milhares de gatos perdidos em todo o Brasil. 


Cuidado e carinho da Vet Popular:

O atendimento veterinário de qualidade em emergências é crucial. Na Vet Popular Sebastião caiu nos braços da Dra Michele:

"Ele  é um gato jovem, castrado e que foi aparentemente atropelado. Realizamos cirurgia de reparação da bacia e da pata esquerda. Além disso, uma anemia exigiu transfusão de sangue. Daqui para a frente serão necessárias fisioterapia e acupuntura para que ele tenha melhora mais rápida e eficaz".

Pelo diagnóstico acima, Sebastião é um guerreiro. Ronrona alto numa ação muito comum de autocura em gatos. O ronronar expressa sentimentos como alegria, satisfação e medo, pode significar dor e em alguns casos, dependendo da intensidade, pode agir como uma ferramenta curativa.

O que aconteceu com Sebastião:

Sebastião pertence a uma colônia, onde outras heroínas cuidam dele e tentam adoção. Gente... vejam que trabalho bonito... único, né?. 

"O Cinza, agora Sebastião, chegou no nosso condomínio no final do ano passado quando devia ter perto de dois anos de idade. Tentamos achar seu tutor nos arredores, mas não conseguimos. Então ele foi ficando junto de outros quatro gatos, todos FIV, que também cuidamos soltos no condomínio. Desde o início sempre foi muito cativante pedindo carinho, colo e interagindo com as crianças", conta Daniela, uma das voluntárias.

Ela disse que Sebastião foi adotado recentemente, mas o local não era totalmente telado e ele escapou. É possível que ao andar por uma região desconhecida, Sebastião tenha sido atropelado na frente do prédio da Bianca ou então ter sido colocado lá já ferido.


Sebastião merece e precisa de um lar:

Além de ser um ronronador profissional, com "motorzinho" turbinado, Sebastião tem uma índole maravilhosa. Então ajudem-no a encontrar um lar seguro onde possam dar os cuidados que ele necessita. As voluntárias do condomínio irão ajudar o adotante com as próximas consultas e no que for possível.

Tratamento de qualidade para cães, gatos e silvestres

Quem quiser conhecer de perto o trabalho da Vet Popular que possui atendimentos especializados, internação, centro cirúrgico, farmácia com preços populares, exames laboratoriais e de imagem, campanha de castração e atendimento domiciliar, pode ir a um desses endereços:

Sapopemba: Av. Sapopemba 5698

Tucururvi: Av. Guapira 669

Vila Carrão: Av. Conselheiro Carrão 2694

Site www.vetpopular.com.br e instagram @hospitalvetpopular

Texto: Fátima ChuEcco, jornalista especializada em pets, gatóloga, escritora, consultora da @BuscaCats e fundadora da editora de fotolivros para pets www.miaubookecia.com











segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Djoko foi encontrado vivo depois de 95 dias sumido. Intuição conta muito!


O gatinho Djoko levava uma vida livre e tranquila num condomínio do Jardim Botânico, em Brasília. Ele até acompanhava sua tutora Tâmara Monteiro, dog walker, nos passeios com cachorros da vizinhança. Estava sempre à vista, entre sua casa e casas próximas, até que um dia sumiu sem deixar rastro.

A angústia por um reencontro durou mais de três meses ou, para ser mais exata, 95 longos dias. Tâmara e o marido Guilherme fizeram de tudo para encontrar Djoko e naturalmente navegaram por inúmeras hipóteses que torturam a mente de todo mundo que perde um gatinho: poderia ter sido atropelado, atacado por um cachorro, ficado acidentalmente preso num imóvel, dentre outras opções, quase sempre devastadoras de corações de pais de pets.

Djoko usava, na ocasião, uma coleira verde com o contato de seus tutores. Portanto, ter sido levado embora propositalmente por alguém não era algo muito provável.


Porém, logo que Tâmara me procurou para orientá-la nas buscas, um dado que me chamou a atenção foi o condomínio estar repleto de obras, com vários caminhões descarregando material de construção diariamente. Gato AMA obra! Ama mexer na areia, ama cheiro de cimento, ama andar por entre tijolos e outros materiais comuns nas obras. E gato gosta também de se enfiar em motor de caminhões pequenos ou grandes.

O que pode explicar Djoko ter ido parar na Vila Planalto, distante 14 km do Jardim Botânico, é justamente ele ter entrado em algum veículo que transporta material de construção, mas Tâmara, desde o início das nossas conversas, também desconfiou que ele podia ter sido levado por algum carro estacionado numa casa que estava em festa, exatamente no dia em que ele sumiu.

Djoko é uma gatinho manso, curioso e pode ter adentrado em algum veículo sem ser percebido. De repente um carro que estava com a porta aberta por alguma razão e que Djoko resolveu explorar, talvez atraído por algum cheiro. Pode ter ficado abaixado na parte detrás sem que as pessoas o notassem. 


CERTO é que um gato não anda 14 km longe de casa por livre e espontânea vontade. São os cães que se afastam por quilômetros quando escapam. E Djoko, na verdade, não era um gato "perdido". Ele conhecia muito bem o condomínio. Era evidente que alguma coisa o impediu de voltar para casa. Por isso foi necessário vasculhar todos os arredores - missão que Tâmara desempenhou com afinco adentrando obras, casas vazias, terrenos... tudo tudo! Infelizmente sem sinal de Djoko.

Uma busca de 95 dias é bem exaustiva, o que levou Tâmara e Guilherme a vários momentos de desânimo. Por outro lado, nunca deixaram de ter esperança e, acima de tudo, apostaram na INTUIÇÃO. A tutora sempre me disse que sentia que seu gatinho estava vivo. Chegou a sonhar com ele vivendo em outro condomínio. E contou:

"Guilherme também sempre teve a intuição de que a coleira do Djoko não cairia e que alguém iria nos ligar".

Djoko ganhou uma tag 

Djoko foi visto por uma mulher num terreno onde vários gatos eram alimentados por uma protetora de animais. "Ela sempre passava por esse local que é uma espécie de chácara na frente de um condomínio chique. Alguns gatos são abandonados ali e uma conhecida dela os alimenta. Então notou um gato com coleira verde e logo pensou que podia se tratar de um gatinho perdido. Ela se aproximou do Djoko, conseguiu ver nosso contato na coleira dele e nos ligou indicando o local".

Vale ressaltar que a conexão mental com um gatinho desaparecido ajuda muito. Ao acreditar que Djoko estava vivo e que ainda podia revê-lo, Tâmara foi fortalecendo uma comunicação sutil que pode ter construído uma situação bastante improvável como essa: encontrar o gato três meses depois, bem longe de casa e por intermédio de uma pessoa que nem sequer tinha visto algum post do gato. A intuição da Tâmara mobilizou a intuição da mulher que notou Djoko entre outros gatos num efeito dominó.

Além disso, Tâmara pediu muita ajuda para São Francisco de Assis, de quem é devota. A fé também guiou seus passos.

Djoko de volta para casa e cercado de cuidados

De volta para casa, Djoko ganhou um monitoramento completo. O casal cercou o terreno da casa e, além disso, colocou na coleira do gatinho uma tag que funciona via celular e aponta por onde o gatinho está andando caso consiga sair e se afastar. Hoje ele vive numa Fortaleza, mas é uma fortaleza de amor cercada de cuidados.

Fátima ChuEcco, jornalista, escritora e consultora da @BuscaCats 

Veja mais histórias como essa acessando https://buscacats.blogspot.com

Para consultas da BuscaCats acesse o zap 11 94682-6104







domingo, 3 de agosto de 2025

Quando as fotos dão asas à imaginação ou revelam uma história real


Vendo esses dois cachorrinhos na janela o que lhe parece? Estão admirando juntos o que se passa no quintal? Ou talvez aguardando ansiosos os tutores porque já sentiram a aproximação deles mesmo sem vê-los? E quem são esses dois? Um casal? Mãe e filho? Irmãos? Parecem ter nascido nessa casa ou foram adotados?

Com apenas uma única foto a gente pode criar uma história inteira sobre dois cãezinhos que parecem muito felizes nessa casa. Mas vou falar a verdade sobre eles.


Ronny e Gigi moram na África do Sul. Eles viviam numa loja de objetos usados onde estavam para adoção. A artista plástica Karina Polycarpo, brasileira que se mudou para a África depois de casar com um sul-africano, esteve na loja e se encantou com os dois. 

À princípio a ideia era adotar apenas um, mas quando soube que eles já viviam juntos há algum tempo, não teve coragem de separá-los. Além da excelente companhia canina que oferecem à Karina, seu marido Simon e o filho Léo, a dupla Ronny e Gigi também rende maravilhosas fotos.

Inclusive, fiz um fotolivro por meio da minha editora Miaubook onde os cachorrinhos, Léo, sua prima Giovanna e a cadelinha dela chamada Pandora tornam-se personagens de uma encantadora história fictícia, muito divertida, cuidadosamente diagramada e colorida, para se guardar por toda a vida. 

Olha que graça os dois no Museu do Ipiranga:



Como é o Fotolivro da Editora MIAUBOOK?
Diferente dos fotolivros comuns que reúnem fotos e algumas legendas, eu crio uma história me inspirando nas fotos, misturando elementos reais e fictícios com bom humor e muita cor. Cada uma das 32 páginas tem um fundo diferente e a historinha se desenrola como se fosse um filme. A capa é dura e de excelente qualidade garantindo uma recordação que dura a vida toda e que poderá ser vista pelas crianças até quando elas já estiverem idosinhas. É um fotolivro que fica para sempre na família passando de geração a geração.

E é claro que os bichinhos dão um toque especial:



Pandora


Faça um tour pelo site www.miaubookecia.com e veja alguns dos fotolivros com animais e crianças. Uma forma de manter viva as lembranças com muita arte e amor.

Quem faz:

Fátima Chu🌎Ecco, jornalista especializada em pets 🐶, escritora e gatóloga 😸. Fundadora da www.miaubookecia.com (especializada em fotolivros sobre animais e crianças) e  da http://buscacats.blogspot.com (única consultoria especializada em gatos perdidos). Ministra a palestra "O Poder Curativo dos Gatos", em breve em formato de livro e faz numerologia associada ao Tarô dos Gatos e dos Cachorros. 😸😻😺🐕🐈

Autora do clássico "Mi-AU Book - Um Livro Pet-Solidário" que teve participação da Brigitte Bardot em sua segunda edição e do livro "Ághata Borralheira (Cat) e Amigos tocando corações" com participação de bichinhos brasileiros e estrangeiros. Participante de várias coletâneas literárias sobre animais. 😻🐶🐒🐦🐞
Atuou com os Gorilas das Montanhas da República Democrática do Congo, Rancho dos Gnomos (Brasil) e foi por 11 anos colaboradora da Anda - Agência de Notícias de Direitos Animais, além de colunista das Revista Meu Pet e 7 Dias com Você, e do portal português Miaumagazine. No SBT Repórter foi editora e produtora do programa "Bichos" que destacou animais de moradores de rua. Veja trajetória completa no lado direito do blog 🐱🐶🐵🐰🐭🐾🐾🐾





quinta-feira, 31 de julho de 2025

No dia do "Vira-Lata" veja filme estrelado por cachorro de abrigo e que foi adotado por ator


Não canso de indicar o filme "Dezessete", da Netflix, que é muito gostoso de ver e, especialmente nesse Dia do Vira-Lata, é uma excelente opção. Não é lançamento mas vale muito a pena ver. A temática envolvendo um delinquente juvenil inclui também a história de um cachorro que, tanto no filme quanto na vida real, vivia num abrigo da Espanha, onde se passa o filme. E olha que legal: dentro e fora do filme o ator principal, Biel Montoro, se apaixonou pelo cão batizado Oveja (ovelha em português) adotando-o logo após as gravações.

O diretor Daniel Sánchez Arévalo não queria cães treinados para atuarem em "Dezessete" e por isso visitou abrigos. "Quando encontrei Oveja, foi amor à primeira vista e o mesmo aconteceu com Curro, o cão de três patas" - disse o diretor em entrevistas a sites estrangeiros. Sim... o filme conta com a participação de um vira-lata de três patas que também foi adotado. O diretor disse também que os cães não obedeceram a comandos ou se submeteram a ordens. Eles foram autênticos, filmados em suas reações naturais.

Veja o trailer legendado:



A adoção dos cães participantes do filme foi um acordo firmado entre o diretor e o abrigo espanhol. Achei essa iniciativa genial.  Talvez, sem o filme, esses animais passassem a vida toda em abrigos. Por isso, a gente tem que pensar bem quando critica filmes com animais de verdade. É possível trabalhar com cães e gatos de abrigos utilizando cenas naturais dos animais, sem qualquer tipo de abuso e, além do mais, nessas filmagens sempre tem pessoas do abrigo acompanhando tudo!

Em "Dezessete" até mesmo um cãozinho com leishmaniose ganhou a chance de ter um a família e um tratamento médico. Ele aparece num ferro velho dentro de um carro. Oveja virou astro da noite pro dia. Acompanhou a comitiva do filme em festivais, festas e é supermimado na casa de Biel. 

O ator até gravou um vídeo mostrando a nova vida de Oveja. Veja abaixo:

E, voltando ao filme, eu só tenho mais uma coisa a dizer: assistam! Tem drama e comédia... emoção... e "nota dez" para a avó de Hector (jovem interpretado por Biel). A vovozinha acamada acompanhada o neto pra cima e pra baixo e adivinhem quem passa a cuidar dela? O cãozinho de três patas! Não é uma graça?!

Na internet rolou até uma busca intensa pra saber a tradução da única palavra dita pela vovozinha durante o filme todo: tarapara. O que será isso??? O diretor diz que inventou a palavra para expressar tudo o que a vovozinha sentia. Esse é um daqueles filmes de humor inocente, cheio de mensagens positivas e que dá gosto de ver, ainda mais sabendo que o elenco canino foi todo adotado.  


Texto: Fátima Chu🌎Ecco, jornalista especializada em pets 🐶, escritora e gatóloga 😸. Editora da www.miaubookecia.com (especializada em fotolivros sobre animais e crianças) e consultora da http://buscacats.blogspot.com (única consultoria especializada em gatos perdidos). 
Autora do clássico "Mi-AU Book - Um Livro Pet-Solidário" que teve participação da Brigitte Bardot em sua segunda edição e do livro "Ághata Borralheira (Cat) e Amigos tocando corações" com participação de bichinhos brasileiros e estrangeiros. Participante de várias coletâneas literárias sobre animais. 😻🐶🐒🐦🐞
Atuou com os Gorilas das Montanhas da República Democrática do Congo, Rancho dos Gnomos (Brasil) e foi por 11 anos colaboradora da Anda - Agência de Notícias de Direitos Animais, além de colunista das Revista Meu Pet e do portal português Miaumagazine. No SBT Repórter foi editora e produtora do programa "Bichos" que destacou animais de moradores de rua. Veja trajetória completa no lado direito do blog 🐱🐶🐵🐰🐭🐾🐾🐾





terça-feira, 29 de julho de 2025

Perdida, Charlotte adotou forro de telhado como abrigo. Fica o alerta!

A gatinha comunitária Charlotte protagonizou uma história que confirma um dos locais preferidos de gatos perdidos: forro de telhado. Foi adotada, mas fugiu. Sem saber onde se abrigar a quilômetros de distância do lugar onde era cuidada por voluntários, Charlotte descobriu uma casa vazia, cheia de tralhas velhas e com as telhas quebradas, o que dava acesso a um forro protegido da chuva e de pessoas estranhas.

Vejam o local e a primeira tentativa de pegá-la (essa série de vídeos curtinhos servem de alerta par tutores lembrarem de procurar gatos perdidos em forros):

E mais uma segunda tentativa:


E a terceira tentativa:


Charlotte não fugiu e aceitou comida, mas não se deixou pegar. Ela se escondeu ainda mais no fundo do forro como que dizendo: "Não vem que não tem. Daqui não saio, daqui ninguém me tira".

É muito comum um gato perdido, ainda que seja encontrado por seus tutores ou cuidadores, não ceder ao contato. Eles ficam traumatizados e desconfiados depois de uma temporada num ambiente hostil, cheio de outros gatos que defendem seu território.

Casos assim podem ser resolvidos com a ajuda de uma gatoeira (armadilha para pegar gatos sem machucá-los). Para esse trabalho, que precisa ser muito bem executado, foi então chamado o Eduardo Pedroso, veterano na captura de gatos, inclusive, de grandes colônias de SP e em outros estados.

Na manhã seguinte Eduardo já estava colocando a armadilha na casa vazia. Vejam o resultado:

Eduardo com Charlotte

Foi rápido, indolor e eficiente! Ufa!

Vanusa, Mariana e Eduardo com Charlotte

Mas antes de ser "descoberta" e finalmente resgatada por meio de gatoeira, passaram-se 30 longos dias! Os cuidadores da gatinha fizeram de tudo: checaram câmeras de vídeo, espalharam cartazes, colocaram post nas redes sociais, fizeram mutirões de buscas e rezaram. 

Mas havia nas ações uma falha que é muito comum ocorrer: a busca pelo bairro e pouco foco no entorno da onde a gata escapou.

Quando o caso chegou até mim já haviam se passado 25 dias de sumiço da gata, sem qualquer pista da onde ela poderia estar. Foi quando insisti que toda a busca se concentrasse no trecho mais provável de suas andanças e não por ruas mais distantes. Havia muitos locais para a gatinha se esconder e, inclusive, ficar presa acidentalmente. Além disso, havia muitos gatos vivendo soltos na região e a tendência do gato perdido é tentar se aproximar de outros gatos.

Inclusive, Charlotte usava um localizador e a última posição dela detectada era justamente nesse trecho repleto dos mais variados esconderijos.

Minha estratégia incluiu pontos de alimentação, checagem de imóveis vazios e cartinhas de sensibilização da vizinhança. 

O primeiro resultado da estratégia foi uma moradora local receber a cartinha e avisar que uma gatinha como Charlotte estava indo comer ração do seu cachorro e da sua gata. Charlotte é mansa, mas também muito assustada e, por isso, a moradora não conseguia se aproximar dela. 

As voluntárias Vanusa e Mariana então se dirigiram para uma casa vazia que fica nos fundos da onde Charlotte estava sendo vista. Foi quando ela surgiu no forro (conforme vídeos acima). Nossa... que alívio! 


Meu trabalho, por meio da consultoria sobre gatos perdidos na @BuscaCats teve início na sexta à noite (dia 25 de julho) e final feliz na terça-feira (29 de julho) - apenas cinco dias depois.

E Charlotte merecia esse desfecho. Hoje, com pouco mais de um ano de idade, ela já passou por muitas dificuldades. Teve filhotes quando ainda era muito nova. Sem beira nem eira acabou acolhida por voluntários que já cuidavam do Tito.

Depoimento da Vanusa Castro:

"O Tito é o amor da vida da Charlotte. Estou muito grata à Fátima ChuEcco por toda a orientação, pois, foi através da estratégia que ela criou que localizamos a Charlotte. Ela e o Eduardo Pedroso são pessoas iluminadas! Devolveram a alegria para a Charlotte e também para nós que a amamos tanto".

 Vejam os dois juntos assim que Charlotte voltou. Tito ainda um pouco desconfiado porque Charlotte devia estar cheirando qualquer coisa, menos ela mesma:


Querem mais cenas de romance? Segue:


Contato do Eduardo Pedroso (profissional em resgate): Whats app 11 94701-1776
Contato da @BuscaCats/Fátima ChuEcco: Whats app 11 94682-6104

Texto: Fátima ChuEcco, jornalista ambientalista e atuante na causa animal, consultora e fundadora da @BuscaCats e da editora de fotolivro www.miaubookecia.com
Fotos e Vídeos: Vanusa e Mariana






segunda-feira, 28 de julho de 2025

Gatinha perdida viveu aventura "vintage" até ser encontrada


A gatinha Nuvem, ao escapar de casa e se perder  na zonal sul de SP, foi parar dentro de uma "perua" kombi antiga estacionada na garagem de um vizinho próximo. A aventura, embora tenha um charme "vintage", quase custou a vida da gatinha. Ela ficou nove dias trancada e para sobreviver devorou bandejas de quindins e de doces de leite que estavam na garagem. 

O único morador da casa viajou no mesmo dia em que ela, provavelmente, se enfiou na casa dele. E quando ele voltou reparou em pequenas pegadas no chão. 


"Eu tinha deixado uma cartinha na porta dele avisando que minha gata poderia estar escondida ou presa na casa. Então, quando ele viu as patinhas ligou os fatos", conta a tutora Bruna Medeiros Passos.

Curiosamente, na primeira noite depois do sumiço da Nuvem, a Bruna sonhou que ela estava em cima de um telhado: "Depois que achei a Nuvem, uma vizinha me contou que a viu sobre o telhado dessa casa em que ela ficou presa exatamente na noite em que ela sumiu", explica.

Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, Nuvem não tem vida livre. Sua casa é toda telada, mas seus tutores ficam na calçada por alguns minutos com ela e  com Jurema, a outra gatinha da família para um breve passeio. Depois todo mundo entra. Por isso, Bruna acredita que, quando seu marido foi colocar o lixo para fora à noite, não percebeu Nuvem saindo pela porta.

E vejam que interessante: Jurema (foto abaixo) fez duas tentativas de apontar onde Nuvem estava.

"Em duas ocasiões que ficamos um pouquinho com a Jurema na calçada, ela se dirigiu exatamente para a casa da esquina e até subiu num telhadinho que dá acesso ao imóvel. Porém, só depois de achar a Nuvem é que deduzimos que Jurema tentou nos ajudar", diz Bruna.

De fato, outros animais que vivem na mesma casa, às vezes conseguem apontar algum local, mas os tutores, sem preparo para entender esses sinais sutis, acabam não percebendo. 

Já acompanhei um caso em que um gato ficava olhando para a fresta de um telhado que dava para uma vilinha cheia de casinhas onde, dias depois, descobriu-se que a outra gatinha da família estava presa. Ela deve ter entrado por alguma janela e o morador a trancou acidentalmente quando saiu de viagem.

Quando a Bruna me procurou para obter orientação sobre as buscas, insisti que focasse a vizinhança mais próxima e não locais distantes. Quando um gato entra no motor de um carro pode parar em qualquer bairro e cidade, mas caso isso não aconteça, a tendência é se enfiar no local mais perto possível onde se sinta seguro, ou seja, geralmente garagens, forros de telhado e casas vazias, entre outras opções - lembrando que gato se enfia nos locais mais apertados e inusitados.

Vibração:

Além das instruções de como envolver os vizinhos na busca e locais que deveriam ser bem checados, também pedi que Bruna fizesse uma arte com a imagem da Nuvem e colocasse na entrada de casa como uma forma de "vibrar" sua volta. Aurora, enteada de Bruna, ajudou:


E Nuvem carimbou o "retrato" quando voltou:



Best Friends

Todo o esforço, as buscas de campo, as ações estratégicas e a fé contribuíram para que Nuvem fosse encontrada antes que o pior acontecesse. O vizinho comentou que já estava de saída de novo. Já imaginaram se ele não tivesse voltado de viagem? Ou se não tivesse visto a cartinha da Bruna?

Então foi maravilhoso ele acionar a Bruna. Ela flagrou Nuvem em seu momento mais "vintage" e ao mesmo tempo mais arriscado de toda a sua vida.

Fotomontagem

Depoimento da Bruna:

"O trabalho da Fátima ChuEcco da @BuscaCats foi fundamental para que eu encontrasse a Nuvem depois de 9 dias de desaparecimento! Sem dúvida foram alguns dos piores dias da minha vida. Em menos de 48 horas que a Nuvem tinha sumido eu já tinha colado cartazes no entorno de casa, em  comércios e divulgado o triste apelo `Procura-se` em grupos do bairro e de animais perdidos do Facebook. Já tinha chorado muito e perdido a noção do que mais era necessário fazer, além de ter feito coisas ineficientes como sair sacudindo um potinho de ração chamando pela Nuvem".

E atenção para esse ALERTA de GOLPE no qual a Bruna foi vítima:

"Nesse período também sofri um golpe violento de um homem que fingiu ter encontrado minha gata e ameaçou minha família de morte caso eu não pagasse pela entrega da gata. Por isso, a dica é manter suas redes sociais privadas, para que golpistas não tenham acesso as suas vidas pessoais, detalhes sobre suas famílias, enquanto vocês buscam por um gato perdido. Deixem apenas o contato do zap nos posts e desconfiem de ligações desse tipo".

"No dia seguinte desse golpe, uma vizinha me falou do trabalho da Fátima e passei a ela todos os detalhes sobre o perfil da Nuvem e da fuga. Com uma escuta atenta aos mínimos detalhes, ela logo me ajudou a traçar as primeiras estratégias. Assim, consegui estabelecer uma rotina de ações as quais ia relatando diariamente e que salvaram a vida da Nuvem. A Fátima desconfiava que a Nuvem estava bem perto da minha casa e ela acertou!".

"Felizmente Nuvem estava bem, apesar de assustada. Quando cheguei na garagem do vizinho, ela estava escondida embaixo dos bancos da Kombi. Embora os doces que ela comeu não sejam a alimentação adequada, eles garantiram a sobrevivência dela. Mas sem a cartinha que escrevi sob orientação da @BuscaCats, o vizinho poderia simplesmente ter feito a Nuvem correr pra rua. Sou profundamente grata a todo trabalho desenvolvido pela Fátima e recomendo demais seus serviços precisos e certeiros sobre como procurar um gatinho perdido".

Mas por que Nuvem tem esse nome? Segundo a Bruna é porque, em primeiro lugar, ela é filha de uma gata chamada Pipa e, em segundo lugar, ela está sempre no alto. Gosta de subir e escalar. Mas depois dessa aventura "doce" (com quindim) e ao mesmo tempo amarga, daqui pra frente, patinhas bem firmes no chão e longe dos telhados.

Texto: Fátima ChuEcco, jornalista ambientalista e atuante na causa animal, fundadora e consultora da @BuscaCats e da editora de fotolivros miaubookecia.com

Fotos: arquivo pessoal Bruna Medeiros - Montagem com Kombi de Fátima ChuEcco




















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