segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

ANIMAL PENSA. MINHA GATA PENSA. É TÃO ÓBVIO!


Mania de dizer que animal é irracional e não pensa.
Se tem uma coisa que me custa a crer é como uma gigantesca população de humanos em pleno século XXI, incluindo vários protetores de animais, ainda justifica atos de cães, gatos e outros animais como puramente instintivos e/ou irracionais. Até um dos slogans mais conhecidos do veganismo prega: não importa se eles pensam, importa que eles sentem... como se uma coisa estivesse completamente desconectada da outra.

Mas onde e como nascem os sentimentos e emoções? Nascem da apuração racional de uma situação. Podemos excetuar o instinto materno que é naturalmente mais instintivo em qualquer espécie incluindo entre os humanos, mas a grande maioria de ações executadas pelos animais tem sim muito de racional. Eles pensam a respeito do que veem e sentem na própria pele, registram fatos, têm memórias boas e ruins, e isso tudo vai gerando emoções e sentimentos diversos como amor, medo, saudade e raiva.


Sim... eles podem odiar. Muita gente insiste em dizer que os animais só são capazes de atos violentos por instinto de sobrevivência (em busca de comida, disputa de fêmeas etc) e que se atacam alguém aparentemente sem motivo é porque foram induzidos de alguma forma a esse comportamento. Não é verdade. Os animais têm PERSONALIDADE, eles têm ÍNDOLE como nós. Essa personalidade deles se forma da mesma forma que a nossa, ou seja, a partir de experiências individuais (felizes ou traumáticas) e com a interpretação pessoal que vamos tendo do que está ao nosso redor, da nossa absorção do meio em que vivemos.

Então nem todos os cães, gatos e outros animais são “puros” ou bonzinhos. Alguns são solidários, outros egoístas. Uns são calmos, outros agitados. Uns são amorosos, outros mais agressivos. E nada disso tem a ver com a “raça”, mas com a personalidade de cada um formada a partir do que cada um deles “pensa”. Assim, é completamente errado dizer, por exemplo, que gato persa é manhoso e siamês é mais arisco. Deixa um gatinho persa crescer na rua e um vira-lata, que prefiro tratar como “mestiço”, ser criado cheio de mimos. Cada um deles responderá de acordo com o ambiente em que vive. A personalidade de cada um deles será formada com essas experiências e a interpretação que fará delas independente da quantidade de pelos ou se tem olhos azuis.


E a personalidade é uma coisa tão evidente que basta observar uma colônia felina por uns dias ou uma casa cheia de gatos que qualquer pessoa poderá perceber diferenças gritantes entre todos os membros. Haverá gato mais tímido, outros mais confiantes, gato manso e gato mais arisco, gato mais sonoro (falante) e outros que quase não miam, gato que brinca a vida toda e outros que são pouco interessados em brincadeiras, uns comilões e outros de apetite mais moderado... percebe a semelhança com os humanos? Detalhe: Gatos num mesmo ambiente, enfrentando as mesmas condições de vida, desenvolvem comportamentos completamente diferentes. E por que isso acontece?

Se fosse por instinto, se fossem irracionais, teriam comportamento padrão... só que não.
Nós somos iguais a eles nesse campo. Dois irmãos podem crescer juntos num palácio. Um pode se tornar um príncipe e outro um carrasco. Dois irmãos podem crescer juntos num cortiço bem pobre e violento. Um pode seguir o caminho da marginalidade e outro se tornar um advogado. Isso sem falar em características próprias. Embora cresçam num mesmíssimo ambiente, algumas crianças serão mais risonhas, outras mais sérias, outras mais tímidas e algumas mais atiradas... isso porque cada uma fará sua própria interpretação do meio e reagirá de forma muito individual apesar de viver em coletividade.


Isso acontece com cães e gatos e outros animais. Isso acontece até com passarinhos que, à primeira vista, podem parecer padronizados. Eu mesma assisti à criação de vários filhotes de pardais no quintal da minha casa e pude ver que eles também têm personalidades distintas desde cedo.  Quase sempre um dos filhotes é maior, come mais e até pisa no outro para receber mais alimento dos país. Esse acaba aprendendo a voar mais rápido e se manda com a família, deixando o filhotinho mais mirrado para trás. 

Mas vi filhote grande, que já sabia voar, se recusar a deixar o irmãozinho. Ele ficou perto dele por vários dias para garantir que os pais continuassem alimentando os dois. Somente quando o menorzinho também adquiriu forças para voar é que o irmão maior deixou o chão em definitivo. E já testemunhei o contrário. Irmão maior agressivo com o menor, que pegava toda a comida oferecida pelos pais e voou assim que pôde. O irmãozinho ficou largado... os pais o abandonaram... e levei-o para os biólogos do Ibirapuera, mas já era tarde... estava muito desidratado e desnutrido...

Todo ser que carrega uma personalidade “pensa”, raciocina, porque a personalidade (da onde advém o comportamento) nasce da “apuração pessoal” do que acontece ao nosso redor.



Exemplo da minha gata. Claro que ela pensa!
Às vezes durmo tarde e acordo tarde, passando da hora que costumeiramente coloco comida fresca nos potinhos das minhas gatas. Às vezes, nessas ocasiões, estou também com a porta do quarto fechada para não ter o sono interrompido por elas logo cedo. Mas a Ághata descobriu como me fazer levantar da cama. Ela fica puxando a porta do armário debaixo da pia da cozinha que é daquele tipo que volta sozinha graças a um sistema de mola. Então ela puxa a porta com a patinha e solta...

repetidas vezes. O som é algo assim “pum... pum... pum”, como marteladas numa parede. Ela faz isso até eu levantar e só faz quando passo muito da hora de acordar. Isso não é instinto. Ela “descobriu” uma forma de me perturbar. Ela “pensou” sobre alguma forma de emitir ruído capaz de me fazer sair da cama. Quando você pesquisa uma coisa, descobre algo e aprende com aquilo... isso é raciocínio.



Outro exemplo nítido tive esses dias. Não só de raciocínio, mas de comunicação. Uma barata voadora entrou em casa e eu me tranquei no quarto porque tenho verdadeiro pânico de barata. Antes disso pude ver que a barata tinha ido para a área de serviço. A porta do meu quarto está sem fechadura. O buraco me permite ver uma parte da área de serviço (que é comprida). E por esse buraco vi a Ághata brincando com a barata, jogando-a para cima e correndo atrás dela. A barata fugia para a parte da área que eu não podia ver pelo buraco da porta, mas a Ághata fazia questão de trazê-la para meu campo de visão e ainda olhava para mim e miava. Ela olhava diretamente para mim. Conseguia ver meus olhos no buraco da porta ou simplesmente sabia que eu estava ali espiando.

Isso durou um tempo. A barata fugia e a Ághata trazia-a de volta para meu campo de visão até que o bichinho virou de barriga para cima e quando isso acontece, “todo gato que se preza abandona o inimigo, pois, é covardia atacar algo naquele estado”. Brincadeira. Tem gato que come barata mesmo se bem alimentado e tem gato que brinca e larga. Nesse caso, a barata foi deixada na parte que eu podia vê-la e a Ághata fez isso propositalmente... entendem? Ela podia ter agarrado essa barata mais para o fundo da área e a matado lá mesmo sem que eu visse nada, mas ela queria que eu visse, talvez para me tranquilizar já que desde pequenina ela assiste minhas crises de pânico quando um inseto desses entra em casa. Ela olhava para mim para ter certeza que eu estava assistindo tudo. A ação dela foi intencional e claramente “pensada”.



Exemplos como esse e até bem mais complexos não faltam, mas ainda ouço a frase: animal não pensa, é irracional, se atacam alguém é por culpa do ser humano e se são bonzinhos é porque são “puros”. Mas tem animal bom e animal ruim (no sentido de ser capaz de fazer maldade sim porque depende da personalidade). Já procurei ajudar dois cães que viviam num minúsculo quintal. O menor não conseguia comer porque o maior não deixava e avançava ferozmente nele. Eu precisava fazer manobras fantásticas para alimentar o menor. É culpa da fome? Não só isso. 

Já alimentei também outros dois cães, um pit bull e um cãozinho menor... três vezes menor... e quando jogava ração pelo portão os dois comiam os grãos feito loucos, esfomeados, mas o pit não atacava o cão menor. Se o menorzinho chegava mais rápido na ração o pit corria para outro grão.

Todo animal tem sua própria personalidade por mais que tenha também ações de natureza instintiva. Uma coisa não anula a outra. Também somos assim: uma parte instinto e outra raciocínio. Uma parte boa e outra ruim. E predominantemente bons ou maus de acordo com nossa índole. E isso deriva de nossas interpretações a respeito de tudo e todos que nos cercam, com as quais fazemos escolhas... e escolher é “pensar em como agir”. 


Todos os animais também fazem escolhas, até as mais simples, como o lugar onde dormir. E eles sentem frio, fome e medo (como diz o slogan para justificar a necessidade de respeitar seu direito de viver)... ok... isso já é o suficiente para serem respeitados... mas negar ou não enxergar que pensam é absurdo em pleno século XXI.

Texto: Fátima ChuEcco


domingo, 28 de fevereiro de 2016

DESCANSE A MENTE NAS MELHORES FOTOS DO NAT GEO



QUANTA BELEZA, PUREZA E FORÇA EM ALGUMAS DAS MELHORES FOTOS DO NAT GEO DE 2015 E OUTROS ANOS. DESCANSE OS OLHOS E A MENTE. É TÃO BOM MERGULHAR DE VEZ EM QUANDO NESSE ESPETÁCULO QUE É A NATUREZA.














sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

CÃOZINHO QUE LEVOU 18 TIROS DE CHUMBINHO ÉADOTADO


ÚLTIMAS NOTÍCIAS SOBRE CÃOZINHO QUE LEVOU 18 TIROS DE CHUMBINHO NOS EUA E CUJA HISTÓRIA TOMOU AS REDES SOCIAIS E TB JORNAIS E TELEJORNAIS.  O NOME DELE É BRODY E FOI ADOTADO POR UMA MENINA DE 10 AN0S. ELA ESTAVA SOFRENDO COM A PERDA DE SEU ANTIGO CÃO, MORTO RECENTEMENTE. O CACHORRINHO AINDA TEM OS 18 FRAGMENTOS DENTRO DO CORPO. O ADOLESCENTE DE 17 ANOS JÁ PRESTOU DEPOIMENTO E DEVE PAGAR MULTA PELO QUE FEZ. O OUTRO ADOLESCENTE, DE 14 ANOS, FOI LIBERADO DEVIDO À IDADE. NOS EUA, A PARTIR DE 16 ANOS A PESSOA RESPONDE POR SEUS ATOS. ACOMPANHE A HISTÓRIA, VIDEOS E FOTOS NO FACEBOOK DO HOSPITAL VETERINÁRIO QUE ESTÁ TRATANDO DO CACHORRINHO. ACESSE A PÁGINA NO FACE DO EBENEZER ANIMAL HOSPITAL https://www.facebook.com/ebenezeranimalhospital/?fref=ts.
NA FOTO ABAIXO ESTÃO A ADOTANTE E DARRYL, MORADOR DO CONDOMÍNIO QUE DENUNCIOU A VIOLÊNCIA COMETIDA CONTRA BRODY E BUSCOU AJUDA.







CADELINHA SOFREU HORRORES NA COREIA E FOI RESGATADA


Chi Chi em coreano significa "amar", mas amor foi tudo o que essa cadelinha não teve na Coreia do Sul numa região famosa por comer cachorros. Durante dois anos ela foi mantida pendurada de cabeça para baixo com as pernas unidas. Era espancada para ter sua carne amaciada e as amarras eram tão fortes que a carne começou a apodrecer ao redor dos ossos. O relato é de Shannon Keith, fundadora da Arme - Animal Rescue Media & Education, entidade protetora de animais dos EUA.


Quando o açougueiro percebeu a infecção nas pernas de Chi Chi a jogou no lixo dentro de um saco plástico. Mas se achar Chi Chi já foi um milagre, imaginem salvá-la naquelas condições. O veterinário percebeu que a única forma de conseguir isso era amputando as quatro patas e Chi Chi  reagiu bem à complexa cirurgia. Inclusive, ganhou próteses que permitem que ela ande e até brinque. Só agora, depois de tanta tortura, é que Chi Chi está descobrindo o que é amor. Em sua página do facebook https://www.facebook.com/chichigreat/?fref=ts ou "Chi chi of Arme" muitas pessoas demonstram seu amor por ela... e admiração por sua coragem e confiança nos humanos depois de tanto sofrimento.


Agora Chi Chi, que obviamente só recebeu esse nome depois de ser libertada do "inferno", vai para a cidade de Phoenix. Uma família quis adotá-la. Sua história já foi parar em programas de TV e jornais. Espera-se que esse incrível caso de resgate e superação sensibilize os coreanos e os motive a enterrar de vez essa tradição de sofrimento extremo em que milhares de cães e gatos são submetidos rotineiramente. Claro que todos os animais sofrem em matadouros e também em demais processos para abastecer o comércio de carne, mas o que muitos asiáticos fazem com cães e gatos é de uma crueldade ainda mais dura, difícil de acreditar que exista em pleno século XXI. Manter uma criatura indefesa pendurada pela pernas e espancá-la frequentemente é algo muito, mas muito doentio, Mas o coração dessa cadelinha é tão grande que nem toda a dor e trauma lhe tiraram a vontade de viver e de ofertar amor. É uma lição de vida que devia passar em todas as TVs do mundo. Aliás, no facebook de Chi Chi tem videos dela. Imperdível.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

HUMANOS SEQUESTRADOS E DESOVADOS EM LIXÃO ESPACIAL


Não...não é roteiro de filme de ficção científica. É mais um sonho que tive sobre mundos fora de nosso sistema solar. Era uma espécie de lixão espacial com restos de aeronaves, equipamentos... coisas assim. Lá viviam várias pessoas da Terra que haviam sido sequestradas para dar informações sobre nosso planeta. Depois que nada mais se conseguia obter delas eram então deixadas nesse lixão onde podiam sobreviver ou morrer. Todas usavam as mesmas roupas com que foram retiradas da Terra. Então tinha gente de biquini, calça jeans, short... todo tipo de roupa. Elas faziam das naves suas casas e recolhiam restos de comida desidratada também deixados nesses destroços. Esse lixão ficava de frente para uma praia onde algumas dessas pessoas, ao que me parece, tentavam pegar alguma coisa para comer. Não sei se eram peixes pq não vi o que estavam pegando e nem sei se havia peixe naquele planeta. A areia era clara e fina... na verdade parecia um misto de deserto com praia. Muito sol e uma água calma, sem ondas. Pessoas de todas idades estavam vivendo ali e todas haviam passado por uma bateria de testes e interrogatórios. Não podiam ser devolvidas pra Terra, mas também não era a postura dos extraterrestres matar essas pessoas. Apenas as descartavam nesse lixão da onde, ao que parece, elas não tinham como sair.
Não consegui achar no google nada que pudesse ilustrar esse meu sonho.  Então escolhi uma foto com destroços de naves.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Ilha dos Macacos - Impressionante



Depois de infectados com vírus da Hepatite B em um laboratório da Libéria onde foram mantidos como cobaias por anos, agora esses chimpanzés vivem na Ilha dos Macacos. Alguns tem por volta de 30 anos de idade, mas há tb jovens e bebês. Nesse documentário a pesquisadora conta como usava 100 chimpanzés e admite que eles não devem ser mantidos como cobaias. Ela agora dirige a operação para alimentá-los numa ilha que nada tem pra eles comerem e da onde eles não podem sair. Bem interessante. Vale assistir e refletir! Tem 16 minutos e mais de 3 mil comentários. Legendado.
 https://www.youtube.com/watch?v=69LDbyl4Xjs

DIA MUNDIAL DO GUARDA FLORESTAL. Vamos cumprimentar os heróis que protegem os gorilas

Na foto estão as gorilas Ndakazi e Ndeze - sim elas ficam de pé como pessoas - e alguns dos guardas florestais da República Democrátic...