Como os gatos, diferentes dos cães, não saem andando pelo bairro - a não ser que entrem no motor de um carro ou sejam levados em embora - com a Liz não foi diferente. Ela estava numa casa distante apenas 300 metros da sua e na companhia de outro gato.
Lyz (foto abaixo) já era castrada na época, mas isso não a impediu de fazer amizade com um gato bem bonito das redondezas e seguí-lo.
Isso mesmo! Liz estava vivendo na casa de outro gato sem dar satisfação a ninguém.
É bom salientar que a castração não muda personalidade e nem neutraliza a "adolescência" dos gatos. Especialmente se forem jovens, aventureiros e caçadores, podem continuar querendo ir para a rua. Por isso, só mesmo a tela de proteção nas casas podem impedir que escapem e corram riscos.
Mas como Lyz foi encontrada?
Lenira havia colocado cartazes no portão de entrada da escola que fica na mesma rua de sua casa. Foi quando o pai de um aluno reconheceu a gatinha e ligou para ela.
"Ele disse que Lyz chegou acompanhada do gato dele e então ele deixou-a ficar. Quando fui buscá-la, Lyz estava deitada numa casinha de transporte toda sossegada. Ficou cinco dias sumida", conta a tutora.
As escolas são de fato excelentes lugares para colocar cartazes porque geralmente há muitos estudantes que moram próximos ou no bairro. Outro caminho é panfletar na entrada dos alunos da manhã e na saída dos alunos da tarde.
Vejam como a Lolla está hoje:Quando a Lenira me procurou para uma consulta sobre gatos perdidos, fazia apenas dois dias que Liz havia sumido, mas era nítida sua angústia, ansiedade e inconformismo - uma mistura de sentimentos que a maioria dos tutores sente quando o gato "some".
E nessas horas sempre oriento os tutores a fazerem um grande esforço para manter a calma, pois, com a cabeça quente e coração saindo pela boca, ninguém pensa direito. Só que para achar um gatinho é preciso "raciocinar", se colocar no lugar do bichano e calmamente observar que rotas (em todas as direções) ele poderia ter seguido, por onde poderia ter passado ou se escondido... coisas assim.
"Nessas horas não existe coisa melhor do que uma pessoa encorajar a gente, como fez a consultora. Ela me deu muita esperança porque eu já estava desanimando. Ela me ajudou muito a manter a fé para encontrar minha gata".
Vejam que gracinha as duas juntas quando Lolla ainda era bebê:
Tem mais algumas histórias semelhantes a essa no blog http://buscacats.blogspot.com como a do Ferrugem e do Ferruginha: a tutora achou um gato idêntico ao seu, ajudou-o e logo depois encontrou seu próprio gato.
Texto: Fátima ChuEcco, jornalista, escritora e consultora sobre gatos perdidos da BuscaCats

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Parabéns pela atitude.Essa família é fantástico Tenho muito orgulho de congecê-los.Parabéns também para a escritora.Lubda matéria.
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