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sábado, 2 de março de 2019

Cadelinha do filme “A caminho de casa” era de um abrigo. Não percam!




Por: Fátima ChuEcco

“BELLA”, cadelinha que protagoniza o filme “A caminho de casa”, em cartaz nos cinemas desde o dia 28 de fevereiro, vivia num abrigo do Tennessee (EUA), onde foi parar em 2017 depois de ser encontrada num lixão em estado miserável. Aliás, depois do filme, Bella, que na verdade se chama SHELBY, foi adotada e participou de uma campanha que arrecadou ração, camas e brinquedos para os demais animais que continuam no Cheatham County Animal Control, da onde ela saiu para o estrelato.

E mais: o autor de “A caminho de casa” (original “A dog`s way home”), W. Bruce Cameron, encantado com a trajetória da cadelinha, escreveu um livro sobre ela chamado “A história de Shelby”.

E um importante detalhe para as gateiras: o filme tem vários GATOS, reais e fofos. Inclusive, Bella está sempre ao lado deles.


A crítica brasileira, no entanto, além de não mencionar nada sobre a vida real da cadelinha, foi um tanto impiedosa com o filme salientando o que chamaram de “tom infantil”, já que é narrado pela própria Bella e o classificando como apenas mais um filme de cachorro para emocionar as pessoas.

PURO ENGANO. Em primeiro lugar, logo no início, o filme retrata uma situação que já cansamos de ver aqui no Brasil e que costuma ter final trágico: a demolição de imóveis com vários gatos vivendo dentro. Uma cena que certamente não passa despercebida ou sem importância para quem é da causa animal ou eventualmente acompanha casos dramáticos como esse.

Felizmente, em Denver (EUA), onde o filme se passa, é possível acionar entidades de proteção animal e desautorizar a demolição de casas que contenham animais. Por outro lado, a cidade tem também um rude controle de animais que proíbe pit bulls por considerá-los cães de alta periculosidade. Quem os possui precisa mantê-los apenas dentro da residência e não pode sequer passear com eles sob pena de serem eutanasiados.



É bom assistirmos esses filmes que mostram a realidade dos animais em outros cantos do planeta para aprendermos a valorizar as conquistas que já tivemos. Em SP a Lei 12.916 conhecida como Lei Feliciano, há dez anos proíbe a matança de animais em situação de rua, sejam vira-latas, pit bulls ou de qualquer raça. E essa lei se espalhou por mais 11 estados sendo que nos demais também existe uma insistente luta para acabar com o extermínio de animais.

Mas certamente também nos falta uma lei que impeça a demolição de imóveis enquanto todos os animais residentes não tiveram sido retirados da forma mais ética possível e conduzidos a um lugar seguro.

Voltando ao enredo do filme...



Um conselho: assistam! Tem humor, emoção e cenas com as quais muita gente vai se identificar, especialmente a de uma turminha de cães vagando pela cidade para receber alimento de comerciantes e moradores.

Além disso, os animais selvagens são feitos por computação gráfica – o que é ótimo já que lugar de animal selvagem é na selva. Os diretores de “A caminho de casa” também declararam que tomaram o cuidado de não expor a cadelinha a situações de risco ou aflição, diferente do “Quatro vidas de um cachorro” (também de autoria de Bruce Cameron), que teve de responder por denúncias de maus-tratos aos cães que participaram do filme.




“Todos se esforçaram para garantir que Shelby e outros animais fossem bem tratados. Todos da equipe recebiam três números para telefonar se vissem algo de errado e, inclusive, podiam fazer isso anonimamente para denunciar qualquer caso de maus-tratos. Toda vez que você vê Shelby fazendo algo complicado na tela é porque ela está ansiosa por carinho, guloseimas e brinquedos. Ela é mais que uma estrela de cinema. É um cachorro incrível”, relatou Cameron.

O ex-oficial de controle de animais do abrigo de Shelby, Thomas Jordi, declarou: “Ela tinha uma qualidade de estrela. Uma personalidade realmente única. Ela era esse tipo de cachorro que fazia você sorrir”.

Nesse link tem um vídeo que mostra a cadelinha quando ainda vivia num abrigo e a entrevista com o autor Bruce Cameron cujos trechos estão reproduzidos aqui:


Outra coisa interessante é que o SITE OFICIAL do filme traz uma série de fotos de cães e relatos de seus tutores contando como foram resgatados. Vejam em

https://www.adogswayhomeparents.com/

Trailer do filme




A missão continua....


Shelby continua atuando mesmo fora da tela. Mês passado ela esteve com os alunos de Kingston Springs no Condado de Cheatham, onde também fica o abrigo onde ela viveu. Os estudantes coletaram comida para cães e gatos, camas e brinquedos. Ela foi muito acariciada e tirou centenas de fotos com as crianças. Chelby também visitará outras escolas e hospitais infantis. Dentro e fora do filme ela cumpre a missão de alegrar e dar esperança as pessoas. 




Veja mais sobre isso  em

https://www.tennessean.com/story/news/local/cheatham/2019/02/14/a-dogs-way-home-star-shelby-returns-cheatham-county/2873924002/  

E só pra encerrar... quanto ao "tom infantil" do filme... ótimo!!!! Assim você pode assistir com seu filho, neto, sobrinho e até com seu cachorro ou gato. Aliás, a pré-estreia no Shopping Frei Caneca, em SP, permitiu a entrada de cães.

TEXTO: Fátima ChEcco, jornalista profissional MTB 21.012 - texto protegido por direitos autorais pode ser compartilhado/divulgado à vontade porque isso é LEGAL. Mas não pode ser comercializado/patrocinado em portais na íntegra ou em partes por ser ILEGAL.

domingo, 19 de janeiro de 2014

FILME E LIVRO PRODUZIDOS POR INDIGENAS - DIA 22 - EVENTO GRATUITO


No dia 22 de janeiro, haverá programação especial  no Museu da casa Brasileira com lançamento de livro e apresentações de cultura indígena. O livro de fotos "Rojapo ta'angaa - Fazendo Imagens" e o documentário "Ka'a'i - O ritual da erva-mate" são resultado de oficinas realizadas pelo Centro de Trabalho Indigenista (CTI) em um Ponto de Cultura, do Ministério da Cultura, sediado na aldeia guarani Ribeirão Silveira, no litoral de São Paulo. A partir das 19h do dia 22 de janeiro, haverá a exibição do filme e o lançamento do livro de fotos produzidos pelos indígenas. Para iniciar o evento, que contará com coquetel de comidas típicas, serão apresentados cantos e danças tradicionais guarani.

Além da programação especial com os guarani, o público poderá acompanhar na noite de 22 de janeiro as mostras temporárias em cartaz e além das coleções exibidas pelo museu. Com encerramento em 26 de janeiro, a mostra "27º Prêmio Design MCB" reúne cerca de 80 trabalhos, entre produtos, publicações e protótipos, premiados e finalistas, além dos cartazes selecionados e a peça gráfica vencedora deste ano. A mostra traz o resultado final da avaliação do júri sobre mais de 800 trabalhos inscritos, com base em critérios como originalidade, concepção formal, inovação tecnológica, adequação ao mercado, viabilidade industrial, segurança e proteção ambiental.

"Patrimônio Paulista: a caminho do Oeste e patrimônio escolar", que fica em cartaz até 16 de fevereiro, é fruto da pesquisa elaborada para terceiro e o quarto volumes da coleção Patrimônio Paulista, respectivamente "A caminho do oeste paulista" e "Patrimônio escolar: uma saga republicana", com textos da escritora e cientista social Margarida Cintra Gordinho e fotografias de Iatã Cannabrava, Malu Teodoro e Vinícius Assencio. A mostra aborda aspectos da ocupação do interior paulista e a formação de seu patrimônio cultural, revelando também a expressividade das edificações escolares construídas em São Paulo entre 1890 e 1930.

Em paralelo ao 27º Prêmio Design, o MCB apresenta uma proposta de relembrar a trajetória dos "Pioneiros do design brasileiro". Com visitação até 26 de janeiro, está em cartaz painel sobre o criador de objetos, gravuras e joias Fábio Alvim, que notabilizou-se pelo design de luminárias como a "Concha", catalogada pelo MoMA (Nova York). A peça está exposta junto com textos e imagens de outros trabalhos feitos pelo designer na área de iluminação. Com esta iniciativa, o museu pretende relembrar, em paralelo às edições anuais do Prêmio Design, trajetórias individuais marcantes na história do design nacional.

Também simultaneamente ao Prêmio Design, um painel expositivo revela o resultado do trabalho de 2013 do Programa Inclusão MCB na parceria com o Centro de Convivência e Cooperativa - CECCO Eduardo Leite - Bacuri, que atua com assistência psicossocial. Além da exposição de protótipos de dois objetos desenvolvidos pelo grupo, o processo de trabalho é contado na história em quadrinhos: Os 9 desafios do Cecco em busca da autonomia. Os objetos desenhados pelo grupo, criadas a partir de questões sobre autonomia propostas aos participantes e que podem ser vistos no museu, são o guarda-chuvas com Iluminação especial e um cão-guia de brinquedo que funciona como sensor acoplado a bengalas.

Os visitantes poderão conhecer também as mostras de longa duração "Coleção MCB", com móveis e utensílios da casa brasileira dos séculos 17 ao 21, e "A Casa e a Cidade - Coleção Crespi-Prado", que retrata um importante capítulo do desenvolvimento paulistano entre o final do século 19 e meados do século 20 a partir do cotidiano e da trajetória dos moradores originais da casa que hoje abriga o MCB: o casal Fábio Prado e Renata Crespi.

Em todas as aberturas noturnas, o Museu da Casa Brasileira atende ao público espontâneo e a grupos agendados. Os interessados em realizar visitas educativas podem ligar para (11) 3032-2499 e saber mais detalhes sobre esta iniciativa e as atrações em cartaz.

Sobre o Museu da Casa Brasileira
O Museu da Casa Brasileira se dedica às questões da cultura material da casa brasileira. É o único do país especializado em design e arquitetura, tendo se tornado uma referência nacional e internacional nesses temas. Dentre suas inúmeras iniciativas, destaca-se o Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, realizado desde 1986, e que comemora em 2014 sua 28ª edição.

Sobre o Centro de Trabalho Indigenista (CTI)
O CTI é uma organização não governamental constituída juridicamente como associação sem fins lucrativos, fundada em março de 1979 por antropólogos e indigenistas que já trabalhavam com alguns grupos indígenas do Brasil. O Centro tem como marca de sua identidade a atuação direta em terras indígenas, contribuindo para que os povos indígenas assumam o controle efetivo de seus territórios, esclarecendo-lhes sobre o papel do Estado na proteção e garantia de seus direitos constitucionais.

O CTI atua em terras indígenas inseridas nos biomas Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, por meio de projetos elaborados a partir de demandas locais identificadas em conjunto com os índios, repassando-lhes assessoria técnica e informações. Mais do que beneficiários, os índios são coautores e coexecutores dos projetos, em uma proposta de trabalho que viabiliza a conquista ou a manutenção da autonomia econômica e política dos povos indígenas a partir de seus próprios parâmetros socioculturais.


SERVIÇO:

Visitas Noturnas 2013
Data: 22 de janeiro
Horário: das 18h às 22h - Gratuito

Lançamento do livro Rojapo ta'angaa - Fazendo Imagens e
do documentário Ka'a'i - O ritual da erva-mate
22 de janeiro às 19h - Entrada Gratuita

Local: Museu da Casa Brasileira
Av. Faria Lima, 2.705 - Jd. Paulistano
Tel.: (11) 3032-3727

VISITAÇÃO
De terça a domingo, das 10h às 18h
Ingressos: R$ 4 e R$2 (meia-entrada)
Gratuito aos domingos e feriados

Acesso a pessoas com deficiência / Bicicletário com 20 vagas
Estacionamento pago no local

Visitas orientadas: (11) 3032-2564 / agendamento@mcb.org.br
www.mcb.org.br 

sábado, 13 de julho de 2024

Meu sábado de mulher solteira, sozinha e passando dos 50


Que CHEIRO tem o seu sábado? Eu me identifiquei 100% com esse texto achado na internet de autora desconhecida, mas juro que parece que eu que escrevi. Resolvi compartilhar ilustrando com imagens do famoso Sexy and City porque as atrizes estão hoje na faixa dos 50/60 anos:


Eu sei que várias mulheres na faixa dos 50 continuam com uma razoável vida social saindo com amigas nas mesmas condições aos sábados. Não é meu caso e isso não me incomoda porque na verdade é uma escolha minha. Há tempos meu sofá diante da TV e um bom filme me atraem mais que passar a noite de sábado numa atividade coletiva.


Não significa que não tenho amigas ou que não gosto de vê-las e sair com elas. Às vezes sim... é muito bom estar com amigas, rir, conversar. Mas não todo sábado. Isso porque, no meu caso particular, sábado tem um clima e um cheiro diferente do de reunião com amigas. Sou de uma geração que cresceu escalando o sábado como o dia “vip” do namoro.

Eu podia ver o namorado a semana toda, mas o sábado era sempre diferente... tinha um “quê” diferente. Era o dia de se arrumar pra valer e isso incluía uma bela lingerie. Dia do cabelo ficar lindo e não apenas apresentável. Dia da maquiagem que eu, meio preguiçosa pra me pintar, só usava aos sábados. Dia de usar mais perfume ou um perfume mais marcante.  Dia que, logo cedo, já criava uma expectativa boa para a noite. Dia de... vocês sabem.


Então hoje, quando faço um tour em algum shopping aos sábados e acabo comprando alguma bobagem de que não preciso, todas essas lembranças me vêem à mente naturalmente. E o CHEIRO! Já repararam que sábado tem seu próprio cheiro? E que seus melhores sábados do passado também têm um cheiro peculiar, único? É uma lembrança olfativa, mas também de cores e imagens que aparecem e desparecem ao andar por um shopping num sábado à noite.

Não... não é exatamente tristeza... talvez nostalgia... e a constatação de que aquela época de namoros aos sábados passou... de vez. Sabe aqueles abraços e beijos na escada rolante indo para o cinema... passou. Aquele olhar dentro do carro, depois do cinema do tipo... “O que vamos fazer agora?”. Bem... nós sabíamos o que vinha depois e depois...


O sábado era uma caixinha de surpresa que a gente mesma montava e sabia tudo que tinha dentro.
E os sábados tinham a noite começando assim: toda arrumada, perfumada e com brilho nos olhos na porta de casa esperando o namorado. Podia acabar e começar outro namoro, depois outro e outro... podia trocar de namorado dezenas de vezes que o sábado tinha sempre a mesma sequência de cenas e expectativas. E o tal CHEIRO exclusivo de sábado.

Então agora, quando caminho sozinha num sábado final de tarde e começo de noite por um shopping, galeria, Av Paulista ou Rua Augusta... tenho uma sensação de deslocamento para aquela época que ficou arquivada na memória... aliás, época não porque na verdade foram várias épocas já que uma mulher que nunca se casou passou a vida toda namorando, dos 15 aos 45 normalmente... com sorte 50... Várias fases da vida... mas sempre com o mesmo sábado de cheirinho bom, de friozinho na barriga, de sensação de pertencer a esse mundo.

A sensação agora beira a invisibilidade. 


Praticamente ninguém me nota, a não ser a vendedora da loja. Mas já é muito bom, uma benção ainda ter condições de jantar num shopping aos sábados...
A nostalgia vai se desfazendo enquanto eu devoro uma macarronada, uma pizza bem calórica, um doce enorme que eu tinha jurado não comer pq ando com colesterol alto e beirando a diabetes. Nesse momento gourmet de pura entrega as lembranças começam a ir embora e então eu me lembro que ainda dá tempo de pegar o finalzinho da novela das 7 ou das 9... portanto, hora de ir embora.

O caminho de volta é um pouco irritante. Parece mais longo que na ida... não chega nunca. Mas quando piso em casa, que alívio. Eu me jogo de braços e pernas abertos na cama e penso: “Que bom ter uma casa onde se possa chegar”. Que bom ter um sofá pra abraçar. Um chuveiro quentinho, uma geladeira cheia de coisas que eu nem deveria comer, mas pelo menos tá cheia... um silêncio nessa bat-caverna que criei pra mim.


E assim, depois de uns minutos na cama de casal, porque a maioria das solteiras têm cama de casal comprada para os tempos em que ainda recebia “visitas”... depois de uns minutos entregue à delícia do descanso... eu me levanto, vou até a sala e ligo a TV. Pronto! Agora falta pouco para o sábado chegar ao fim... e para eliminar de vez o CHEIRO do passado, que sorte a minha, vai passar justamente um filme de suspense dos bons. Romance não assisto mais... dá preguiça.


Abaixo meu acréscimo pessoal:

O sábado tem um cheiro só dele, mas que é diferente para quem sai à noite e para quem fica em casa.  Para quem se diverte fora de casa o sábado tem um cheiro de banho caprichado, de cabelo escovado, de roupa cuidadosamente escolhida para fazer bonito. É cheiro de expectativa, cheiro de felicidade pouco contida.

Para quem passa as noites de sábado em casa o cheiro é de aconchego. É um cheiro mais quentinho, de jantar que alegra o estômago e o espírito antes de sentar na sala pra ver um filme. É um cheiro que abraça e conforta especialmente quem tem algum bichinho em casa.

Já o domingo tem um cheiro bipolar. Começa alegre e ao cair da tarde vai se emburrando. É um cheiro de desalento, de viagem que chega ao fim, de passeio que acaba. 

A segunda-feira também tem seu próprio cheiro que é de noite mal dormida, de cara amassada, cheiro abafado, denso... cheiro meio desanimado de recomeço.

E por aí vai nos demais dias da semana cada qual com seu aroma impregnado no ar, em casa e no trabalho.

Fátima Chu🌎Ecco, jornalista especializada em pets 🐶, ativista pelos direitos dos animais, escritora e gatóloga 😸. Fundadora da www.miaubookecia.com (editora especializada em fotolivros sobre animais e crianças) e da http://buscacats.blogspot.com (única consultoria especializada em gatos perdidos). Ministra a palestra "O Poder Curativo dos Gatos", em breve em formato de livro e faz numerologia associada ao Tarô dos Gatos e dos Cachorros. 😸😻😺🐕🐈

Autora do clássico "Mi-AU Book - Um Livro Pet-Solidário" que teve participação da Brigitte Bardot em sua segunda edição e do livro "Ághata Borralheira (Cat) e Amigos tocando corações" com participação de bichinhos brasileiros e estrangeiros. Participante de várias coletâneas literárias sobre animais. 😻🐶🐒🐦🐞
Atuou com os Gorilas das Montanhas da República Democrática do Congo, Rancho dos Gnomos (Brasil) e foi por 11 anos colaboradora da Anda - Agência de Notícias de Direitos Animais, além de colunista das Revista Meu Pet e 7 Dias com Você, e do portal português Miaumagazine. No SBT Repórter foi editora e produtora do programa "Bichos" que destacou animais de moradores de rua. Veja trajetória completa no lado direito do blog 🐱🐶🐵🐰🐭🐾🐾🐾

quinta-feira, 4 de julho de 2024

Gatinho Frodo do filme "Um lugar Silencioso - Dia Um" é apaixonante. Não perca!


"Um Lugar Silencioso - Dia Um" vai mexer com os nervos de gateiras e gateiros. Isso porque o papel do gatinho Frodo não é de um mero bichinho que aparece de vez em quando não. Ele faz coisas importantes e a gente fica torcendo por ele o tempo todo no filme... e o final... bem... o final vocês vão AMAR.

Para quem não conhece a história que chega ao seu terceiro filme, trata-se de uma invasão alienígena com criaturas que se alimentam de humanos. No meio desse caos em que a humanidade é mergulhada está Frodo, um gatinho que já faz mais sucesso que os protagonistas do filme... aliás, é mais justo dizer que Frodo é o maior  protagonista.

Na verdade são dois Frodos: Schnitzel e Nico (foto de abertura desse artigo) que se revezam na interpretação do gatinho levado para todo lado durante a fuga dos ETs. Quem o carrega no peito, braços e onde mais for possível é a atriz Lupita Nyong`o que, à princípio, confessou ter pavor de gatos. Ela passou por um treinamento de aceitação dos bichanos e, inclusive, acabou adotando um gato que batizou de Yoyo.

O diretor Michael Sarnoski explicou que sentiu ser importante ter um bichinho de verdade  na história com o qual as pessoas pudessem se identificar... na verdade, torcer por ele o tempo todo. Vale lembrar que nos Estados Unidos e alguns países europeus, todo filme com algum animal de verdade tem as cenas acompanhadas por entidades protetoras de animais. É uma exigência.

E, além disso, ss dois gatinhos que interpretam Frodo aparecem junto com o nome dos atores humanos principais - algo muito raro de acontecer. Acompanhe os letreiros finais e você verá a citação deles.

VEJA ABAIXO TRAILER DUBLADO:


Vale lembrar também que os bichinhos que aparecem nos filmes geralmente são adotados pela própria equipe ou têm a adoção disputada pelo público que se encanta com eles. Dois exemplos maravilhosos são "A caminho de casa" e "Dezessete" cujas matérias contam o feliz destino que tiveram os cães que saíram de abrigos para virar estrela de cinema e ganharem lares amorosos. Aliás são algumas das matérias mais lidas deste blog. Veja abaixo:

Filme "A caminho de casa" - sucesso de cinema - cadelinha, além de adotada passou a frequentar escolas em programas de educação infantil voltados para respeito para com os animais
Leia e veja trailer clicando em


"Dezessete" é um filme encantador disponível apenas na Netflix. Cachorrinho do filme foi adotado pelo ator principal. O filme mostra também vários outros cães do mesmo abrigo. 
Leia e veja trailer clicando em



Fotos: Divulgação
Texto: Fátima Chu🌎Ecco, jornalista especializada em pets 🐶, escritora e gatóloga 😸. Editora da www.miaubookecia.com (especializada em fotolivros sobre animais e crianças) e consultora da http://buscacats.blogspot.com (única consultoria especializada em gatos perdidos). Ministra a palestra "O Poder Curativo dos Gatos".
Autora do clássico "Mi-AU Book - Um Livro Pet-Solidário" que teve participação da Brigitte Bardot em sua segunda edição e do livro "Ághata Borralheira (Cat) e Amigos tocando corações" com participação de bichinhos brasileiros e estrangeiros. Participante de várias coletâneas literárias sobre animais. 😻🐶🐒🐦🐞
Atuou com os Gorilas das Montanhas da República Democrática do Congo, Rancho dos Gnomos (Brasil) e foi por 11 anos colaboradora da Anda - Agência de Notícias de Direitos Animais, além de colunista das Revista Meu Pet e 7 Dias com Você, e do portal português Miaumagazine. No SBT Repórter foi editora e produtora do programa "Bichos" que destacou animais de moradores de rua. Veja trajetória completa no lado direito do blog 🐱🐶🐵🐰🐭🐾🐾🐾




segunda-feira, 2 de março de 2026

Gatinho perdido há 15 dias estava na casa de um pitbull. Como pode?


Quando gatinhos se perdem os tutores procuram em todo lugar, menos nas casas onde vivem cachorros. Mas o gatinho Pesto, de SP, prova o improvável. Depois de 15 dias desaparecido em que deixou sua família "louca" atrás dele, Pesto finalmente foi visto entrando na casa de um pitbull onde, aliás, outro gatinho também estava vivendo no meio de tralhas e materiais de construção.

Mas para entender como ele foi parar lá e como o descobriram nesse local, vamos começar pelo começo.

Pesto escapou de casa no dia 29 de dezembro de 2025 e, em se tratando de um gatinho que vivia em casa telada, sem acesso à rua, a tendência era de Pesto buscar um abrigo o mais próximo possível. No dia 30 ele foi visto do lado externo de uma janela num prédio pertinho de sua casa. Depois disso sumiu de vez!

Como havia colônia de gatos próxima e também galpões enormes nas redondezas, esses locais seriam atraentes para um gato que nunca foi para a rua. No entanto, uma única foto me fez mudar de ideia quanto ao seu paradeiro. Eis:


A expressão corporal e o olhar de Pesto é de muita aflição nessa foto. Está acuado, desconfiado, com medo... Então, nesse estado, deduzi que ele procuraria um esconderijo por ali mesmo e não andaria até a colônia que ficava um pouco mais distante.

A casa do pitbull era praticamente vizinha do prédio onde ele foi fotografado e não tinha ninguém morando nela. Só ficava ali o cachorro que era alimentado por uma pessoa que entrava na casa para cuidar dele e já ia embora.


Como consultora sobre gatos perdidos, aconselhei a tutora Raquel Araujo Oyakawa a criar pontos de alimentação nas duas laterais do prédio e do outro lado da rua. Bingo! Pesto começou a aparecer para comer e numa dessas vezes foi visto entrando na casa do pitbull.

Mas a captura não foi nada simples. A família toda se uniu. O cuidador do pitbull abriu a casa, prendeu o cachorro e foi uma correria danada para conseguir agarrar o gatinho.

Vejam o depoimento da tutora:


Foram 15 dias que pareceram uma eternidade, um pesadelo que só quem viveu sabe. Devido a um descuido, Pesto ficou trancado no quintal por horas e quando abri o portão da garagem, no desespero, ele escalou o muro e fugiu.

Quem ama gato sabe: só a ideia de acontecer algo assim já é desesperadora e quando isso se torna realidade nosso coração fica totalmente despedaçado e a sensação de impotência toma conta. O Pesto é muito meu companheirinho, carinhoso, extremamente caseiro e medroso… então quando ele desapareceu, fiquei completamente perdida.

Passamos a primeira semana e meia tentando os métodos de busca conhecidos pelo senso comum: espalhar cartazes, falar com vizinhos, chamá-lo na rua e tentar atraí-lo com ração, mas tudo de forma arbitrária, atirando para todos os lados e esperando resultado. Conforme passavam os dias, o desespero tomava cada vez mais conta e o desgaste físico e mental tornavam difícil enxergar um caminho, além de ser quase impossível não se deixar abalar por comentários de que não havia mais o que ser feito além de esperar algum contato de quem o encontrasse ou que alguém deveria ter pego meu gatinho e não iria devolvê-lo (discurso que mais ouvi), além de claro, não deixarmos de imaginar o pior.


Pouco mais de uma semana depois da fuga, conheci o trabalho da Fátima da @BuscaCats e, sinceramente, foi um divisor de águas nessa história. Desde o primeiro contato, deu pra perceber o quanto o conhecimento dela sobre gatos é profundo. Ela ouviu toda a história, perguntou sobre a rotina, a personalidade, os medos e hábitos do meu gato, analisou o local de fuga dele e a partir disso montou uma estratégia inteligente e focada, que permitiu colhermos mais informações até chegar ao resultado positivo.

Um ponto que fez toda a diferença foi o incentivo à busca ativa. Depois das tentativas frustradas, enquanto os dias corriam e o desespero aumentava, eu me sentia completamente perdida, não sabia mais o que fazer… mas a Fátima me mostrou que sair, observar, procurar nos horários certos, saber onde colocar as iscas e, principalmente, insistir era fundamental. Ela também me orientou muito bem sobre como abordar os vizinhos: o que falar, como falar, quais perguntas fazer e até como pedir ajuda de forma mais eficiente. Cada orientação tinha um porquê, sempre baseada no comportamento felino e na história do meu gato, nada era aleatório.


E algo que me marcou bastante foi o cuidado com a parte emocional e energética. A Fátima trouxe dicas sobre intenção mental, conexão com o gatinho, manter o foco e não agir só pelo desespero. Parece sutil, mas fez toda a diferença. Me ajudou a manter a calma, a confiança e a sensação de que, de alguma forma, ele estava me sentindo ali, procurando por ele.

E então, depois de 15 dias, conseguimos resgatá-lo. O alívio, a felicidade, o choro… é inexplicável. Feliz demais por nossa história ter um final feliz e muito grata de ter tido essa assessoria que, sem dúvida nenhuma, foi indispensável para trazermos o Pesto para casa são e salvo.

Raquel também desenhou um daruma - boneco japonês que representa perseverança e superação. O costume é pintar um olho dele e fazer um pedido e, quando o pedido for realizado, pintar o outro olho.

Vejam:


DICA Valiosa:

Não desprezem casas com cachorros na busca por gatos perdidos. Com gatos tudo é possível.

Fátima ChuEcco - jornalista, escritora, fundadora e consultora da @BuscaCats - única consultoria especializada em gatos perdidos do Brasil http://buscacats.blogspot.com

Guia "Como encontrar Gatos Perdidos". Peça já pelo zap 11 94682-6104.



quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Por que muitos animais perdidos microchipados nunca voltam para casa no Brasil?


Se você pensa que microchipar seu cachorro ou gato garantirá que ele volte para você no caso dele se perder ... atenção ✋... leia essa matéria. O microchip aumenta "um pouco" as chances do tutor ser localizado, mas para realmente ser eficiente teria que existir um banco unificado de dados - o que não ocorre no Brasil.

Assim, caso um animal doméstico perdido nas ruas seja resgatado e levado a um veterinário que possui leitor de microchip, apenas será conseguido o número do microchip dele. Só isso. Depois será necessário descobrir onde aquele microchip foi cadastrado: pode ter sido no centro de zoonoses da cidade ou em qualquer um dos inúmeros bancos de dados espalhados pelo país.

Muita gente até procura em diversos bancos e não encontra, o que torna o microchip daquele animal totalmente inútil para que ele retorne a sua família. 

Muitos já devem ter ouvido falar de casos em que o cachorro ou gato conseguiu voltar para casa "anos" depois de perdido por meio do microchip. Mas repare onde ocorrem esses casos: são em países onde existe banco unificado de dados.

A Associação Americana de Médicos Veterinários (AVMA), por exemplo,  fez um estudo com mais de 7.700 animais de abrigos dos EUA e constatou que 52% dos que tinham microchip, com dados atualizados no banco unificado daquele país, voltaram para casa.

Gigi e Ronny

A artista plástica Karina Polycarpo, brasileira que mora na África do Sul, é tutora dos dois cachorrinhos, Ronny e Gigi, que ilustram essa matéria. Ambos microchipados num sistema nacional de dados. 

Vejam a experiência que ela teve com um cachorro perdido:

"São poucos cães que vemos nas ruas porque aqui é obrigado a microchipar. Então, quando a gente vê um cão meio desnorteado sozinho já sabemos que deve estar perdido.  Levei um cachorro perdido no meu bairro numa clínica próxima. A veterinária verificou o microchip e já teve acesso aos dados dos tutores. A própria clínica entrou em contato e deixou o animal aguardando por sua família numa sala. Eu nem precisei ficar com ele até seus tutores buscarem".

Atualmente, no Brasil, alguns convênios de saúde pet exigem microchipagem em sua rede credenciada, mas se o animal se perder, os dados dos tutores só poderão ser acessados se ele for levado numa dessas clínicas. Caso contrário será necessário pesquisar em vários bancos de dados até achar o cadastro.


Você pode mudar essa situação

Pensando na ineficiência da microchipagem no Brasil, o Sindimvet - Sindicato dos Médicos Veterinários de SP, com apoio do CRMV - Conselho Regional de Médicos Veterinários de SP e do Sindicato dos Médicos Veterinários do Rio de Janeiro, está pedindo aos tutores e amantes de animais que apoiem, por meio de votação online, a "ideia legislativa" de um banco de dados "nacional" que reúna os microchips de todos os animais do país.

"Se houver um apoio generalizado da população em favor de um banco de dados unificado, os legisladores podem se sentir inclinados a atender essa demanda. É importante envolver a sociedade civil, organizações de proteção animal e os próprios cidadãos na discussão desse assunto e mostrar o apoio público à proposta", diz Robson Léporo, presidente do Sindimvet e da instituição Santa Causa da Misericórdia Animal.

"Os benefícios do sistema de banco de dados unificado incluem: rastreamento e identificação mais eficientes de animais perdidos ou roubados, facilidade de localizar os tutores legítimos, promoção da posse responsável, melhoria da segurança pública reduzindo o comércio ilegal de animais e ajudando a combater maus-tratos, planejamento mais eficiente de recursos e serviços relacionados a animais de estimação, dentre outros", explica Léporo.


Ele cita alguns países:"O Reino Unido possui um sistema chamado Petlog, que é o maior banco de dados de animais de estimação do país. Facilita a identificação e o retorno de animais perdidos aos seus proprietários, além de ajudar no controle de doenças e na promoção da posse responsável.  Na Austrália, o National Pet Register também é um banco de dados nacional. A Suécia possui o banco de dados centralizado chamado DjurID".

AJUDE o Brasil a ter um banco de dados nacional apoiando a ideia legislativa no portal e-Cidadania AQUI 

Mas atenção: antes é preciso se cadastrar no site. É simples e rápido. 

Nem todo animal na rua é animal abandonado

São 30 milhões de animais nas ruas do Brasil segundo estatística da OMS – Organização Mundial de Saúde, sendo aproximadamente 20 milhões de cães e 10 milhões de gatos. Mas nem todos nasceram nas ruas.  Na verdade, boa parte deles foi abandonada ou se perdeu e nunca mais foi encontrada pelos tutores.

Outro levantamento, do Instituto Pet Brasil (IPB), aponta que 3,9 milhões de animais do país vivem em condição de vulnerabilidade (ACV). Isso quer dizer que estão sob o cuidado de famílias abaixo da linha da pobreza ou vivem soltos nas ruas, mas são atendidos de alguma forma por protetores e ONGs. E entre esses também estão cães e gatos que um dia se perderam de suas famílias.

As colônias de gatos, por exemplo, muito comuns, especialmente em parques, praças e terrenos baldios, geralmente também abrigam felinos que não conseguiram encontrar o caminho de volta para casa. 

Muitos cães e gatos mantidos em abrigos municipais e de ONGs, às vezes durante longos anos, na verdade se perderam e nunca mais foram achados pelos tutores. Por isso, a microchipagem pode ser vista também como um ato de amor, que visa maior segurança do animal e aumenta muito as chances de um feliz reencontro caso o bichinho se perca, DESDE que tenhamos um banco de dados unificado.

SUGESTÃO 🐶🐱: 

No site www.abrachip.com.br vc pode cadastrar GRATUITAMENTE o microchip de seu cachorro ou gato, de qualquer lugar do país, e colocar dados dele, fotos e seus contatos. Já tem mais de 700 mil cadastros. É uma opção enquanto não temos um banco nacional onde todas as prefeituras e clínicas particulares cadastrem os animais.

Entenda como funciona a microchipagem

Consiste na implantação de um dispositivo eletrônico subcutâneo do tamanho de um grão de arroz no dorso do animal. O método utiliza um aplicador especial e é indolor. O microchip não precisa de nenhum tipo de recarga e nem ser substituído de tempos em tempos (dura toda a vida), não tem restrição por idade ou condição de saúde, e não provoca alergias ou desconforto.

A microchipagem gera um número que o tutor, em seguida, cadastra em bancos de dados da sua preferência, com informações sobre o animal como idade, registro de vacinas, histórico de doenças e medicações. 

Pesquisa e texto: Fátima Chu🌎Ecco, jornalista, escritora, consultora da @buscacats e fundadora da editora @miaubookecia



 

domingo, 18 de abril de 2021

A incrível jornada de Pituca: devolvida à tutora depois de encontrada em avenida movimentada


Pituca deve inspirar muita gente que está à procura de um gatinho perdido. Ela fugiu de casa de um bairro de SP e foi parar num outro bairro próximo - o que dificultaria muito seu resgate. Mas o que aconteceu com essa gatinha foi realmente incrível e daria até um filme, pois muita coisa aconteceu em seus 20 dias de sumiço!

A tutora de Pituca, Larissa Lessa, havia deixado a gatinha, de um ano e meio e  que tem Felv (Leucemia Felina), temporariamente na casa da mãe, onde havia outros dois gatos Felv. Mas a união não deu muito certo. Larissa acredita que, aliás, foi justamente o estresse com a mudança brusca e o contato com gatos estranhos que motivou a fuga.

Pituca escapou no dia 8 de janeiro e foi encontrada por Henrique Miano no dia 27 do mesmo mês atropelada numa avenida. O rapaz parou o trânsito para resgatar a gatinha e levou-a para casa. Ele ainda a levou no veterinário e custeou inúmeros exames porque percebeu que ela estava espirrando um pouco. Fez de tudo: hemograma, exames renais e ultrassom.


A gatinha seguia tratamento veterinário na casa de Henrique enquanto ele postava fotos dela nas redes sociais  até chegar num grupo da Vila Guilherme. Foi nesse grupo que Larissa reconheceu Pituca:

"Fui buscá-la alguns dias depois. Quando ela ouviu minha voz no corredor do prédio já começou a miar. Junto com ela veio uma sacola de exames. Henrique e a esposa foram muito atenciosos com Pituca. E além do tratamento veterinário encheram ela de mimos como brinquedos e coleira. Já estavam apegados a ela. Henrique até chorou na despedida".

                                                                   Pituca e Nick

Após o resgate, Pituca foi direto para o apartamento da tutora, que é todo telado, e onde já vivia com o cãozinho Nick. É uma gatinha castrada e mansinha e que, além de voltar para casa sã e salva, ainda ganhou mais uma amiguinho:

"O Henrique estava tentando doar o Jack, que é Felv também. Então resolvi dar uma chance pro Jack na nossa casa", conta.

Uma história mais encantadora que a outra

Eu me interessei pela história do resgate da Pituca porque administro um grupo no facebook chamado Gatos Perdidos e Encontrados em SP. Os finais felizes inspiram e dão dicas para quem está à procura de um gatinho perdido. Por isso gosto de contar essas histórias.

Mas a jornada da Pituca levou a outra história igualmente inspiradora: a dela ter uma tutora que, ao adotá-la, não se importou com o fato dela ser Felv, cuja mãe também tem dois gatos Felv e por esse episódio contribuir para que mais uma gatinho Felv ganhe um lar: o Jack.

                                                                             Jack

Vale lembrar que Felv não ó fim do mundo. A doença pode ser controlada e vários gatinhos conseguem viver bem. A única restrição é que, por ser uma doença contagiosa, os gatinhos Felv só devem conviver de perto com outros na mesma condição.

Agora abram alas para a gente pensar na atuação do Henrique (que salvou a Pituca)

Só dá pra chamar de anjo, né?!

Quem que perdeu um gatinho e não sonha com isso? De ter um anjo bem no caminho do gatinho perdido?

Como encontrar gatos perdidos

Antes de ver a foto de Pituca num grupo, Larissa espalhou cartazes na região da casa de sua mãe, onde também sondou a vizinhança. O procedimento foi correto. Na maioria dos casos os gatos se escondem na vizinhança seja em casas, prédios, imóveis vazios ou em reforma. E não se deve desprezar de forma alguma casas onde tem cães porque é justamente onde os gatos podem ter entrado no desespero.

Portanto, procurar muito bem nesses locais mais próximos deve ser sempre o primeiro passo.

Mas em raras ocasiões o gato pode ir mais longe: se for bem mansinho alguém pode pegar e levar embora... ele tb pode entrar no motor de um carro e ir parar em outro lugar... ou ser perseguido por algum moleque ou cachorro e na correria alucinada ir parar algumas quadras depois de sua casa.

Os cartazes são essenciais. Para quem puder pagar disparos de alerta na região, essa opção também é bem válida. Postar nas redes sociais é outra coisa importantíssima.


PARA NÃO PERDER GATOS: 
Leia a matéria AQUI

Saiba mais:

Nesse blog tem várias outras matérias com muitos relatos de gatos perdidos e encontrados, além de inúmeras dicas. Basta procurar pelo título do lado direito da tela.

Foto de abertura: Pituca com os tutores Larissa Lessa e Nicolau Matsumoto, e o cãozinho Nick. Arquivo Pessoal

Fátima ChuEcco - jornalista, escritora e administradora do grupo Gatos Perdidos e Encontrados em SP

Site www.miaubookecia.com



quarta-feira, 14 de abril de 2021

Mantenha a esperança: Fredy foi encontrado depois de dois meses perdido


Quando os gatos se perdem duas coisas são "absolutamente" necessárias: procurar (procurar e procurar incansavelmente) e não perder a esperança. Se Sandra Guglak, de SP, tivesse desistido de achar o Fredy (foto), talvez nunca mais o visse, no entanto, depois de dois meses, os dois puderam finalmente se reencontrar e de uma forma bem inusitada. Vejam o relato dela:

"Já tinha espalhado cartazes e várias vezes saído pela rua com o potinho de ração fazendo barulho. Numa sexta-feira meu marido, durante uma volta no quarteirão, deu de cara com o nosso gato. Ficamos quase duas horas chamando por ele, pois, estava em cima do telhado de uma escola. Graças à Deus conseguimos resgatá-lo. Não percam a Esperança. Agradeço à Deus e as pessoas que ajudaram. Não percam a Fé".

Sandra conta que Fredy estava sujo, magro, desidratado e assustado: "Mas todo esforço e dedicação fizeram a diferença. Fredy já voltou ao normal e a cada dia nosso amor só aumenta".

Proteção necessária

Para evitar episódios de pura aflição, tem uma matéria minha nesse blog explicando porque as redes de proteção são fundamentais. Acesse AQUI

Conexão

A fé e a esperança nos conecta com nosso gatos, em qualquer lugar onde eles estejam!


A Lição que fica

Administro o grupo do Facebook chamado Gatos Perdidos e Encontrados em SP que é bastante movimentado e serve tanto para quem perdeu um gato quanto para quem encontrou um bichano que parece estar perdido. Acesse o grupo AQUI

Mas muitas vezes, vejo as pessoas postando fotos, pedindo orações ou que  devolvam o gato (como se pudessem adivinhar que ele está sob a guarda de alguém), mas o principal não fazem, que é "procurar".

Rezar ajuda e é muito importante manter a fé em ajuda divina, sem dúvida... mas muitos gatos, quando fogem de casa, ficam presos em imóveis vizinhos, galpões, fábricas, porões, bueiros... alguns sobem em telhados e depois não conseguem descer... outros simplesmente não conseguem achar o caminho de volta e ficam passando fome em terrenos baldios ou casas abandonadas. 

MUITA COISA pode acontecer com um gatinho perdido!

Por isso "procurar" é obrigação de quem ama seu gato. E mais que obrigação, é um "impulso natural". Alguns gatos têm a sorte de voltarem pra casa sozinhos, mas outros precisam da ajuda de seus tutores.

Tenho uma gata que ficou perdida por 37 dias. Eu precisava sair de casa por volta das 11h30 para o trabalho e só voltada de noite. No entanto, todas as manhãs e noites, finais de semana e feriados eu a procurava. Toda noite, até mesmo nas chuvosas, espalhava a ração dela em diversos pontos por três quarteirões ao redor da minha casa na esperança de conseguir alimentá-la caso ela saísse do esconderijo de madrugada.

Falei com cada vizinho (sem pular nenhum), lojas, prédios e pedi a chave de casas vazias ou para alugar no intuito de checar se ela estava escondida numa delas. Botei areia com xixi das minhas outras gatas, todas as noites, na frente e fundos do meu prédio.

ATENÇÃO: a areia com xixi é pra colocar APENAS na frente e fundo da casa e não para espalhar pela rua porque senão ao invés de ajudar o gato a voltar você o confunde.

Finalmente consegui fazê-la voltar pra perto do meu prédio, mas ela se mantinha escondida dentro de uma parede cujo acesso humano era impossível. Coloquei uma gatoeira à noite e então ela entrou na armadilha. Ufa!

Foi desgastante... mas valeu cada minuto dos 37 dias de aflição.

Eu conto essa "saga" no fotolivro "Encontrando Rebecca Selvagem - Uma busca intensa e cheia de fé" à venda no site www.miaubookecia.com 

Consultoria Personalizada

No grupo de gatos perdidos que administro, citado acima, tem muitas dicas para encontrar os bichanos e inúmeras matérias com relatos de pessoas que reencontraram seus gatos e que servem de inspiração. E eu também presto uma consultoria personalizada pelo whats app. Nessa consultoria faço uma análise da situação da fuga, personalidade do gato e perfil da vizinhança para traçar uma busca estratégica a ser realizada pelo tutor.



Fátima ChuEcco Jornalista e Escritora

Gratuito: A Magia dos Gatos e os Tarôs Felinos. Dia 01 de Novembro em SP

Adorados ou perseguidos desde os primórdios da civilização humana, os gatos ainda hoje são um mistério.... na verdade adorável mistério. Ext...