Muita gente foi ou ainda irá assistir Superman por conta do cachorrinho que deixa o filme bem mais carismático. Gunn aproveitou a inclusão do cãozinho Kripto (digitalizado e não interpretado por um cão de verdade), inspirado em seu próprio cão chamado Ozu, para promover campanhas de adoção. Ozu vivia com outros 60 cães em condições precárias quando foi adotado pelo diretor. O resultado das campanhas tem sido magnífico com centenas de cães sendo adotados!
O Superman original de fato tem um cãozinho com superpoderes chamado Kripto (criado em 1955) e que era o cão da família em seu planeta de origem, mas nessa versão de Gunn o público descobre, no final do filme, uma história meio diferente do cachorrinho que abre espaço para uma continuação do filme. Claro que não vou contar.
Aliás, fica a dica: não levantem da poltrona até o último letreiro porque, como é de praxe, os filmes de super-heróis nunca terminam nas cenas finais. Sempre tem uns 2 ou 3 trechinhos curtos entre os créditos. E vale ressaltar a música que coroa o encerramento do filme: Punkrocker, lindamente interpretada por Igyy Pop junto com a banda Teddybears. Veja abaixo com legenda da letra:
Kripto cumpre direitinho seu papel de herói atrapalhado (e põe atrapalhado nisso) e o filme ainda tem minúsculas cenas em que Superman salva outros animais.
Insuperável até o momento:
Anteriormente, Gunn fez uma obra-prima da causa animal assinando o terceiro filme de "Guardiões da Galáxia" onde o tema foi vivissecção ou experimentos com animais. Não se poupou cenas para mostrar o horror vivido por animais testados em laboratórios e um desfecho feliz que fez muita gente mergulhar em prantos nos cinemas.
Também escrevi sobre os Guardiões em matéria que pode ser acessada clicando AQUI
Vejam abaixo o vídeo onde aparecem cenas dos bichinhos feitos de cobaias. Melhor filme de Gunn de todos os tempos:
Texto e pesquisa: Fátima ChuEcco jornalista ambientalista e atuante na causa animal e que torce por um mundo sem cobaias inocentes porque de todos os horrores que os humanos cometem com os animais, a vivissecção é a forma mais longa e dolorosa de tortura animal
Esse é um daqueles filmes em que, ao final, muita gente agradece por ter assistido. Embora seja uma produção da Disney e isso nos leve automaticamente a pensar que se trata de um roteiro infantil e absolutamente fantasioso, o filme "O Único Ivan" é na verdade uma crítica bem contundente ao confinamento e exploração de animais selvagens.
Por isso não espere ver um bando de animais felizes em trabalhar num circo. Os personagens demonstram tristeza e desejam a liberdade que lhes foi roubada. Eles até planejam uma fuga.
Talvez por isso deva ser um filme importante para as crianças e adolescentes assistirem... porque mostra o lado oposto ao glamour que o picadeiro tenta passar. E como é na infância que muitos dos nossos conceitos se formam, quem sabe as novas gerações aprendam a tratar os animais com mais respeito assistindo a vida do gorila Ivan.
Além disso, o filme tem uma menina como personagem que entende Ivan e na qual outras crianças podem se inspirar.
Angelinea Jolie é uma das produtoras e o ator Sam Rockwell interpreta com perfeição o gorila que existiu de verdade, passou 27 anos como atração de um shopping center nos EUA e morreu aos 50 num zoo onde finalmente pôde contar com área verde e outros de sua espécie (conforme retrata foto na abertura deste artigo).
Todos os animais do filme são fruto da mais avançada computação gráfica. Nota mil para todos os personagens e performances técnicas!
E uma curiosidade: são três graciosos finais. Assim como já foi padrão nos filmes da Marvel o filme continuar mais um pouco depois dos letreiros, em "Ivan" isso também acontece.
Então preste atenção: depois dos primeiros letreiros vem mais um final. Daí novos letreiros e, de repente, um terceiro finalzinho lindo!
Outro ponto interessante do filme: no final mostra fotos e vídeos reais do Ivan junto com o resumo de sua história - um recurso raro em filmes da Disney.
Ivan é um espetáculo de expressões faciais
Em 2020, o ator que interpreta Ivan disse em uma entrevista:
“É um ótimo roteiro e uma ótima história. Thea Sharrock é uma diretora incrível porque ela vem do teatro. Tivemos uma conversa no início, onde falamos que era uma história profunda. Não é apenas para crianças. Não é apenas uma brincadeira. Há muita potência emocional nisso. ”
E acrescentou: “Eu amo todos aqueles filmes do Planeta dos Macacos e Livro da Selva e sou obcecado por King Kong desde que era pequeno. Sempre que vou ao zoológico, vou direto aos gorilas. Quando consegui esse emprego e fui conhecer Thea, fui ao zoológico de Londres. Portanto, gorilas têm sido um tema em toda a minha vida. Eu amo sua qualidade estóica. Eu amo que eles são solitários e há algo muito trágico sobre eles para mim. Quando esse trabalho surgiu, fiquei animado para interpretar Ivan. Ele está tendo uma chance no filme de se tornar um herói".
Primeiro Ivan foi arrancado da sua família na República Democrática do Congo e entregue a um casal que o criou até os cinco anos de idade junto com o filho humano.
Ivan sentava na mesa, dormia na cama com seus pais adotivos e até frequentava o balanço de um parquinho infantil, mas ao se tornar mais forte e começar a quebrar tudo na casa, como reflexo de seu desenvolvimento, foi lançado numa jaula de um centro comercial nos EUA para virar atração principal.
No shopping ofereciam a ele cigarros e hambúrgueres (lembrando que gorilas são vegetarianos por natureza). Ele também podia assistir uma TV em preto e branco.
Os gorilas são 98% parecidos com os humanos. Eles são geneticamente mais parecidos com humanos do que com chimpanzés. É por isso que Ivan, da espécie “gorila da planície”, podia pintar e desenhar com lápis de cera - aliás, a única forma que ele tinha para expressar sua tristeza.
Tudo era motivo para atrair clientes e, de fato, Ivan logo ganhou milhares de fãs que o assistiam por meio de vidros que cercavam sua jaula.
Ivan não tomava sol e jamais respirava ar puro. Numa ocasião lhe deram um tapete verde supondo que assim ele se sentiria mais próximo da selva.
Em 1991, o National Geographic Explorer lançou o documentário "The Urban Gorilla" narrado por Glenn Close e que motivou manifestações pedindo a libertação de Ivan.
Recomendo assistir o vídeo abaixo (The Urban Gorilla) que mostra Ivan no ambiente frio onde foi obrigado a ficar por 27 anos, abandonado pela família que o fez se sentir por algum tempo amado.
Ele terminou seus dias no Zoo Atlanta, na Geórgia, onde passou 18 anos (de 1994 a 2012) e morreu devido a um tumor no peito. Embora se tratasse de um zoo, o ambiente era imensamente melhor que o shopping porque Ivan vivia solto numa minifloresta com outros gorilas.
Veja vídeos de Ivan no zoo:
Ivan era um "dorso prateado" que, no mundo dos gorilas, significa ser um líder natural que geralmente chefia um grupo e tem muitas fêmeas. No entanto, mesmo estando com outros de sua espécie por 18 anos, Ivan não teve filhos.
Essa é a Grace, que passou 18 meses em laboratório sob terríveis condições quando ainda era filhote. Convém contar sua comovente história nesse momento em que temos no Brasil o projeto de lei 3062/2022 que proíbe o uso de animais em testes de cosméticos, perfumes, ingredientes ou produtos de higiene pessoal, aprovado pela Câmara de Deputados no dia 9 deste mês e aguardando sanção do presidente.
O doloroso drama da Grace foi também o de outros 4 mil beagles confinados num laboratório do estado de Virgínia nos EUA. Foram libertados em 2022 graças a investigações secretas feitas por organizações em defesa dos animais.
Vídeo curtinho do resgate pela Humane World for Animals:
Grace foi adotada pela Jenna, com quem conversei e que, gentilmente, me enviou o texto abaixo contando a trajetória da cachorrinha que hoje tem um movimentado instagram onde, além de desfilar looks fofíssimos, também alavanca campanhas para terminar com os testes em animais. Visite o instagram dessa heroína @grace_is_free_ (Grace está livre) 🐶
Depoimento da Jenna:
"Prezada Fátima,
Conforme solicitado, compartilharei a história dela e seu resgate com você para que possa utilizá-la em seus artigos, periódicos ou onde desejar.
Antecedentes de Grace:
Grace nasceu em janeiro de 2022 em um centro de criação de animais para pesquisa localizado em Cumberland, Virgínia.O centro se chamava "Envigo".Grace nasceu com um propósito, ou seja, nasceu e passou a existir com a única intenção de que Envigo a enviasse a um laboratório para experimentos cruéis.
Algumas beagles fêmeas em Envigo são usadas para procriar filhotes, que são enviados para laboratórios;mas quase todos os beagles em Envigo, incluindo as fêmeas e os machos reprodutores, são eventualmente enviados para laboratórios nos Estados Unidos e no mundo para experimentos cruéis.
Beagles de Envigo (agora chamados de "INOTIV", em empresa ainda em operação em outros locais) foram vendidos a laboratórios para serem usados em uma variedade de experimentos diferentes, desde testes de drogas e produtos químicos, até empresas farmacêuticas, universidades, etc.
Como a maioria dos beagles criados para experimentos, os beagles de Envigo foram forçados a passar por "testes de toxicidade", "gavagem oral" (alimentação líquida forçada por meio de tubo inserido pela boca ou nariz), injeções de produtos químicos, etc., assim que chegaram aos laboratórios.
Vídeo dos beagles resgatados a caminho da liberdade
Grace foi aprisionada junto com aproximadamente 4 mil outros beagles em Envigo.As condições de vida lá eram horríveis e cruéis.Os beagles eram confinados em pequenos canis, onde nunca tinham acesso ao exterior e nunca tocavam, cheiravam ou sentiam grama.Não tinham cama, apenas piso de gaiola.Não havia aquecimento ou ar condicionado, então, durante o inverno, muitos beagles morriam congelados e, durante o verão, muitos morriam devido às temperaturas insuportáveis(gravado por investigadores disfarçados a uma temperatura próxima a 35°C).
Os cães, incluindo Grace, eram forçados a viver onde defecavam e urinavam.Os funcionários abandonavam os cães por várias horas todos os dias, e a limpeza das gaiolas incluía o uso de mangueiras de alta pressão industriais, que não só aterrorizavam e machucavam os beagles, como também faziam com que a comida deles desenvolvesse mofo.
Após uma inspeção realizada durante uma investigação secreta, descobriu-se que a comida dos beagles de Envigo continha mofo, moscas e larvas.De forma devastadora, Grace e os outros beagles de Envigo foram forçados a comer essa comida horrível ou morrer de fome.
Essa marcação era feita em vários beagles, mas Grace foi marcada na orelha
Após várias investigações secretas realizadas por diversos grupos de direitos dos animais muito conhecidos e de grande porte, e apelos ao governo federal, bem como a políticos locais, ao longo de vários anos, a instalação de Envigo em Cumberland, Virgínia, foi forçada a fechar devido a diversas violações de bem-estar animal, bem como à poluição ambiental causada pelos dejetos dos cães.A Humane Society, a PETA, o Beagle Freedom Project e vários outros grupos conseguiram, juntos, libertar aproximadamente 3.776 beagles (incluindo Grace) e enviá-los para grupos de resgate e abrigos nos Estados Unidos até o final de agosto de 2022.
Gracie tinha pouco menos de 8 meses de idade.Ela conseguiu, com força e coragem, sobreviver a um inverno extremamente frio em Envigo e a um verão escaldante... forçada a comer comida mofada e infestada de larvas e a viver em seus próprios dejetos, entre outros horrores.
Um dos grupos de resgate que recebeu um grande lote de beagles de Envigo foi a Michigan Humane Society, e eu adotei Grace de lá.Ela comemorou seu terceiro aniversário comigo em janeiro deste ano e agora está saudável, feliz e próspera!"
Grace vive com outros dois cães: Dora Jean, de 15 anos, resgatada de uma organização chamada "Happy Days Dogs and Cats" e Faith, de 11 anos.
E sobre os looks fashion da Grace?
"Quanto às roupas, eu mesma escolho todas elas.Comecei uma tendência para Grace, na qual ela usa principalmente pérolas, porque seu nome do meio é Pearl, e também porque a pérola, em seu significado espiritual, simboliza pureza, sabedoria e, o mais importante, transformação!
Escolhemos Grace como nome dela porque o nome está conectado ao conceito religioso da graça divina e essa graça é concedida gratuitamente àqueles que seguem a Deus!
Muito obrigada por considerar a história dela para publicação;é uma grande honra.
Atenciosamente,
Jenna e Gracie"
Atenção:
Ao seguir o instagram @grace_is_free_ 🐶você verá lindos vídeos de Grace, mas também estará contribuindo para com as campanhas que a cachorrinha protagoniza pelo fim do uso de animais em testes de cosméticos, pesquisas, ensino etc. Clique AQUI
"Esse tipo de crueldade parece aceitável para você?Quem no mundo consegue trabalhar nesta indústria e fazer isso com animais inocentes todos os dias?Em que tipo de mundo distorcido, perturbado, pervertido e ganancioso vivemos? Seja uma voz para os que não têm voz.Experimentadores animais não estão salvando vidas humanas.Eles são monstros perturbados e malignos", diz Jenna em um dos posts do instagram da Grace.
Pesquisa e texto: Fátima ChuEcco, jornalista ambientalista e atuante na causa animal
Fotos: Cedidas pela tutora da Grace e copiadas de seu instagram @grace_is_free_ 🐶
Está na
Bíblia (Mateus 25:14 a 30) e no Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan
Kardec. Parece uma história com mensagens bem restritas à época em que foi
escrita, mas se a gente parar para pensar, na verdade tem a ver até com a vida
corporativa dos dias de hoje, passados mais de 2 mil anos. E, além disso, pode
ser uma boa sugestão para nossa vida e conduta profissional.
Vou comentar conforme entendi, mas na Internet tem muitas outras reflexões a respeito. Reflita também e, se quiser, poste nos comentários seu entendimento do tema.
Parábola
Um Senhor
sai de viagem e deixa seus 3 funcionários encarregados de cuidar de seus
“talentos” que, na época, eram peças de ouro e prata, como moedas. Um funcionário
ficou com 5 talentos, outro com 2 e outro com um. Os dois primeiros investiram
os talentos e dobraram o valor. O terceiro, que tinha só um talento, enterrou-o.
Na volta o
Senhor ficou feliz com o funcionário que transformou 5 talentos em 10 e com o
que tinha dobrado 2 talentos em 4. Mas chamou de inútil e preguiçoso aquele que tinha lhe
devolvido o único talento do qual ficara encarregado. Condenou o homem as
trevas, pegou seu talento e deu ao funcionário que estava com 10 talentos.
Parece justo? E o perdão? E a segunda chance? - podemos nos perguntar
Todo muito tem algum "talento" para doar. Foto Kimthecoach/Pixabay
Vamos
transportar a cena para o cenário de negócios de hoje. Vamos imaginar que os
dois funcionários que multiplicaram os talentos (dinheiro nos tempos atuais) foram “promovidos”, ao passo que
aquele que não investiu seu único talento (a pequena quantia que recebeu) foi sumariamente demitido.
Vamos também
analisar a postura do rapaz demitido. Ele errou, não investiu, mas não foi por
mal e sim por medo de arriscar e perder o pouco que tinha.
Agora vamos
analisar a postura do “chefe” da empresa. Ele contratou 3 pessoas para fazer
seus “talentos” se multiplicarem. Esses 3 homens foram escolhidos porque de
alguma maneira demonstraram habilidade para fazer o dinheiro da empresa
crescer. Dois conseguiram isso e o terceiro apenas guardou o dinheiro.
Bem... o
chefe não precisa de um funcionário que “guarde” o dinheiro porque isso ele
mesmo pode fazer ou até enfiar num cofre.
Todo mundo sempre tem algum "talento" para doar. Foto Janaaa/Pixabay
Do ponto de
vista espiritual ou moral poderíamos pensar assim: mas ele merecia uma segunda chance
agora que viu como deve proceder. Certamente ele aprendeu.
Só que o
“chefe” da empresa não é Deus e não está ali para “ensinar” a trabalhar. Não
estamos falando de um programa de estagiários onde é permitido aprender com os
próprios erros. Estamos falando de 3 homens selecionados para multiplicar os
talentos de uma empresa e que, portanto, devem estar preparados para tal
função. A demissão é óbvia diante de um funcionário que não cumpriu com a meta,
que não satisfez as expectativas do chefe.
Esse é nosso
mundo. Então essa é a reflexão sobre o ponto de vista material e atual.
Agora vamos
mergulhar no mundo espiritual.
A gente vem
para essa vida com alguns “talentos” no duplo sentido da palavra: Talento no
sentido de habilidades natas e Talento representando condição social (pobre, rico etc). Nessa
grande empresa em que fomos colocados, que é a Terra, nosso dever é desenvolver
e multiplicar nossos talentos para o bem dos outros
e de todo o planeta.
A evolução
espiritual depende disso... dessa disposição em desenvolver as
habilidades com as quais já nascemos ou que tivemos oportunidade de desenvolver
ao longo dos anos e multiplicar isso tornando esses “talentos” ferramentas de
progresso também para os outros e para todo o planeta (recursos naturais,
animais etc).
Os que conseguem
multiplicar são promovidos a uma etapa mais serena nessa vida ou nas próximas
(para quem acredita em reencarnação como eu). Os que “guardam” seus talentos
estacionam na evolução e não contribuem para o progresso coletivo.
E como as
pessoas “guardam” talentos?
Não fazendo
uso do que “recebeu” (abafando uma habilidade por exemplo) ou só utilizando seus talentos para benefício próprio - o que seria um “mau uso” de seus talentos... ou seja, não repartindo ou compartilhando com os outros.
Doar é regra
básica da evolução espiritual: doa-se habilidades, dinheiro, conhecimento, palavras, bons
pensamentos, ombro amigo... do pobre ao mais rico, todo mundo tem o que doar.
Doar é o mesmo que multiplicar talentos.
Mesmo com bolsos vazios, todo mundo tem sempre algo para doar. Foto Tumisu/Pixabay
Mas o que
acontece com aqueles que enterram os talentos?
São jogados às trevas e punidos (como na parábola)? Não têm mais chance de acertar?
Nada disso
porque Deus, ou como queiram chamar uma essência divina ou uma matriz que gera
e conecta tudo que vive, oferece sempre chances de evolução... uma atrás da
outra.
Se você
guarda talentos numa empresa é demitido porque não correspondeu as expectativas de quem o contratou (essa é resposta do mundo
material/físico), mas do ponto de vista espiritual pode ter certeza que haverá
outras chances de acertar... de perder o medo de arriscar... e principalmente,
de doar. Até porque... lembre-se... nem sempre não responder às expectativas é necessariamente não estar apto para um determinado trabalho ou função... às vezes simplesmente vc não executa do jeito que gostariam.
Só que é preciso desapegar do que passou... e se preparar para o que
virá daqui pra frente guardando consigo apenas as lições aprendidas.
Todo mundo sempre tem algum "talento" para doar. Foto Gerd Altmann/Pixabay
Agora vamos
voltar à Parábola dos Talentos e imaginar o que pode ter acontecido com o rapaz
demitido.
Ele poderia
se revoltar e botar fogo na empresa (o que poderia gerar danos eternos a sua
reputação profissional – talvez até ser preso).
Poderia sobreviver o resto da vida com uma mágoa terrível
no peito achando que aquela tinha sido sua única oportunidade de crescimento.
Mas ele também
poderia buscar um novo trabalho igual ou diferente daquele e aplicar a lição de
multiplicar os talentos do seu jeito ou de um novo jeito aprendido.
Vale ressaltar que, por mais que a intenção dele tenha sido
boa e que sua atitude foi dominada justamente pelo medo de errar, ele errou (pelo menos diante dos olhos daquele "chefe")... mas erros a gente deixa pra trás pra poder pensar nos próximos acertos.
O pensamento
“se eu tivesse feito isso ou aquilo...” não leva a lugar nenhum porque não se
muda o passado. A gente tem que pensar no que dá pra fazer hoje... agora... com
a consciência de que virão novos erros porque ninguém é perfeito ou
infalível... ninguém... mas também virão os acertos.... e pra acertar é preciso
tentar... procurando deixar essa vida com mais talentos do que a gente tinha quando
aqui chegou.... obviamente talentos morais e espirituais... que são as moedas da evolução.
Quem tem paixão por gatos vai amar o filme "A vida eletrizante de Louis Wain", em cartaz no Prime Vídeo. Wain viveu entre 1860 e 1939 numa Inglaterra que, naquela época, escolhia preferencialmente os cães como animais de estimação. No entanto, suas pinturas humanizando os bichanos, em situações cotidianas vividas pelas pessoas, correram o mundo e abriram espaço para que os gatos tomassem seu merecido lugar em lares quentinhos.
O filme acompanha toda a vida desse grande artista, seus altos e baixos na carreira e, claro, sua inspiração que teve início com Peter - um gatinho frajola adotado por Wain e a esposa quando ainda era um filhote. Os gatos de suas ilustrações são recheados de expressões faciais das mais diversas:
Eles fumam, bebem...
Jogam carta...
Vão à escola...
Fazem tudo que nós, humanos, fazemos.
Interessante também como ele desenvolveu vários estilos de traços e de pintura. Ora as ilustrações psicodélicas, ora com traços caricatos, ora meigas... é fantástico! E conseguia desenhar com as duas mãos ao mesmo tempo.
Wain, inclusive, foi convidado para ser presidente do primeiro Clube do Gato de Londres e ganhou uma legião de fãs, além de elevar os gatos a um patamar só adquirido na época do Antigo Egito. Com seus desenhos ricos em detalhes Wain ajudou o gato a ser de novo um membro das famílias humanas.
Prefiro não contar mais nada do filme e abrir espaço para seu trabalho admirável. Vejam por exemplo a preciosidade da primeira foto logo abaixo. Um cachorrinho entra equivocadamente numa sala de aula de gatos.
Texto: Fátima ChuEcco, jornalista, escritora, gatóloga e gatoróloga, consultora da @buscacats (especializada em gatos perdidos)
A animação "Cat in the bag" tem apenas poucos minutos, mas consegue nesse curto tempo abordar duas situações bem importantes que a maioria de nós já viu ou viveu: o abandono de gatos dentro de sacos, muitas vezes até jogados em lixos e a sorte que alguns têm se serem salvos e resgatados.
Quem assina esse belo trabalho feito com massinha de modelas é o diretor Nils Skapãns, da Letônia, falecido em 2021. Não vou contar o final, mas garanto que é um lindo e gracioso desfecho. Uma animação para crianças e adultos. Amei!
Tem no Prime Video e certamente vocês também conseguem encontrar na Internet.
Separei dois trechinhos:
Texto: Fátima ChuEcco, jornalista ambientalista e da causa animal, escritora e gatóloga
Eles não têm patas, mas mãos e pés muito semelhantes aos nossos. Expressões faciais, olhares e sentimentos idênticos aos nossos. Eles riem e gargalham. Aprendem a linguagem dos sinais. Sabem usar o computador. Folheiam revistas, adoram gibis, se reconhecem em fotos e no espelho. São capazes de aprender muitas coisas que fazemos. São nossos ancestrais, embora exista controvérsias sobre isso. De qualquer forma sabemos (e já foi documentado) que vários macacos podem ser mais solidários que muitos humanos. O que mais falta para os macacos também serem considerados pessoas?
Texto: Fátima Chu🌎Ecco, jornalista especializada em pets 🐶, escritora e gatóloga 😸. Editora da www.miaubookecia.com (especializada em fotolivros sobre animais e crianças) e consultora da http://buscacats.blogspot.com (única consultoria especializada em gatos perdidos). Ministra a palestra "O Poder Curativo dos Gatos", em breve em formato de livro e faz numerologia associada ao Tarô dos Gatos e dos Cachorros. 😸😻😺🐕🐈
Autora do clássico "Mi-AU Book - Um Livro Pet-Solidário" que teve participação da Brigitte Bardot em sua segunda edição e do livro "Ághata Borralheira (Cat) e Amigos tocando corações" com participação de bichinhos brasileiros e estrangeiros. Participante de várias coletâneas literárias sobre animais. 😻🐶🐒🐦🐞
Atuou com os Gorilas das Montanhas da República Democrática do Congo, Rancho dos Gnomos (Brasil) e foi por 11 anos colaboradora da Anda - Agência de Notícias de Direitos Animais, além de colunista das Revista Meu Pet e & Dias com Você, e do portal português Miaumagazine. No SBT Repórter foi editora e produtora do programa "Bichos" que destacou animais de moradores de rua. Veja trajetória completa no lado direito do blog 🐱🐶🐵🐰🐭🐾🐾🐾