quarta-feira, 23 de julho de 2025

Incrível: Gatinho sumido há 39 dias é encontrado "vivo" trancado em casa vazia


Ele se chama Gohan e não parece mera coincidência ter os mesmos poderes de força e resistência que o personagem da série Dragon Ball, afinal, depois de 39 dias desaparecido, esse gatinho foi encontrado trancado no cômodo de uma casa vazia onde não tinha sequer acesso à agua. Sua história é incrível. Acompanhem!

Fernando Fujii, de São Paulo, tutor de Gohan, passou pela aflição de perder seu gatinho por duas vezes. Na primeira ocasião o gatinho ficou três dias sumido e foi visto na área de lazer de um prédio perto de casa:

"Espantaram ele e então Gohan conseguiu voltar para casa. Na segunda vez que ele desapareceu imaginei que teria ido parar em algum prédio novamente. Cheguei a ouvir um miado que parecia o dele num prédio de alto padrão, mas não o achei. Pensei comigo que talvez um morador de lá o tivesse adotado já que ele é manso e, nesse caso, talvez estivesse bem".


Apesar das buscas nas redondezas e pelas redes sociais, Fernando não encontrou nenhuma pista de Gohan, até que uma noite, 39 dias depois do sumiço do gato, teve uma grande surpresa: 

"Ladrões entraram numa casa desocupada  e roubaram a torneira da área de serviço. Vi durante uns cinco dias a água correndo pra calçada, mas ninguém sabia quem era o dono da casa e não havia placa de imobiliária. Até que uma noite, voltando para casa e ouvindo aquele barulho insistente de água correndo decidi tomar uma providência".

Fernando foi até sua casa e pegou um tampão de cano para pôr fim ao vazamento. Pegou uma escada, entrou na parte externa do imóvel e enquanto resolvia o problema da torneira ouviu um miado vindo de dentro da casa:

"Pensei... será que é ele? Não é possível pois já se passaram 39 dias! Deve ser outro gato!"

Mas com a dúvida martelando na cabeça, Fernando achou melhor estourar um cadeado que estava na porta com uma alavanca:

"Era ele! Não parava em pé de tão magro e fraco. Não sei dizer como sobreviveu, pois estava trancado num cômodo sem nenhum tipo de abertura e onde não chove. E ele é um gato que toma muita água normalmente, mas muita mesmo. Chega a ficar quase 5 minutos bebendo na torneira. Então como resistiu sem comer e beber?!".


Para Fernando, só existe uma coisa que pode explicar a inusitada situação:

"Por mais que a gente pense não se chega a uma explicação. Então, por eu crer em Deus, acredito que somente por meio dele meu gato conseguiu sobreviver. Creio que fui guiado pelo espírito santo para aquela casa naquela noite. Eu podia ter deixado o problema do vazamento pra lá como os demais vizinhos fizeram, mas algo me fez entrar naquela casa".

Embora, Gohan seja personagem da série Dragon Ball, como dito no início dessa matéria, o nome escolhido teve outro motivo:

"Batizamos de Gohan por ele ser branco, magro (fino como um grão de arroz) e por estar em todos os lugares que nós vamos (como arroz na comida brasileira). Gohan significa arroz cozido em Japonês. Morei seis anos no Japão". 

De volta para casa Gohan foi acolhido por sua mãe Fumaça (foto) e até já engordou.


Fotos: Arquivo Pessoal Fernando Fujii

Que sirva de exemplo

Como consultora sobre gatos perdidos e administradora do grupo Gatos Perdidos e Encontrados Brasil do facebook, insisto bastante para que as pessoas procurem seus "filhos felinos" bem perto de casa e especialmente em imóveis vazios (abandonados, para alugar ou vender). Casas em reforma e prédios em construção são outros locais onde gatos perdidos escolhem se esconder e até viver.

Acesse o grupo AQUI onde além de postar seu gatinho perdido vc pode ver muitas postagens de gatos encontrados (e um deles pode ser o seu!). No album de fotos desse grupo tem tb uma série de dicas para encontrar os gatinhos.

É muito importante espalhar cartazes, distribuir flyers e postar nas redes sociais, mas nada disso funciona se o gatinho estiver preso em algum lugar longe do alcance visual das pessoas. Tem que procurar!

Ouço muitos relatos de gatos que foram encontrados na "casa de trás", na "casa do lado", "no bueiro da rua de casa", "numa casa vazia do quarteirão" etc. 

Minha gata  Rebecca Selvagem, que foi quem me motivou a ajudar pessoas a encontrarem seus gatos perdidos, quase igual a Gohan, ficou 37 dias sumida. 

Quando a resgatei ela estava limpinha... não tinha nenhuma pulga, mas estava "pele e osso" e faltava pelo nas duas laterais do abdômen o que sugere que em algum momento ela ficou  presa, talvez até imobilizada em algum lugar limpo e do qual só conseguiu sair ao emagrecer o suficiente para passar por alguma fresta.

Conto a história dela nesse fotolivro:





Texto: Fátima ChuEcco - Jornalista e Escritora 

Instagram @miaubookecia

Autora do clássico "Mi-Au Book - Um livro pet-solidário" que reuniu cães e gatos do Brasil e exterior e teve em sua segunda edição a participação de Brigite Bardot. Jornalista ambientalista, de cultura e turismo, especializada em animais de estimação. Presta consultoria sobre gatos perdidos e desenvolve fotolivros literários com crianças e animais.  Seu cãozinho ou gatinho também pode ter um fotolivro MI-AU Book todinho inspirado nele. Saiba mais no site www.miaubookecia.com 

terça-feira, 22 de julho de 2025

PLANTAS PENSAM?



Se vc acha um absurdo "pensar" nisso sugiro continuar lendo. Em 1880 Charles Darwin já dizia que as raízes dos vegetais agem como o cérebro de animais inferiores (creio que ao usar o termo inferior Darwin se referia a animais menos evoluídos). Outros pesquisadores se debruçaram sobre essa questão e chegaram à conclusão que as plantas têm inteligência, definida como a capacidade de solucionar problemas. As plantas, segundo esses estudos recentes, teriam também formas próprias de linguagem e memória. Na veja.com tem uma nota sobre esse assunto: "O biólogo eslovaco Frantisek Baluska diz que há grande resistência a essas descobertas". Pudera... se grande parte da humanidade sequer admite que os animais pensam, que dirá as plantas.



"Parte da comunidade científica não aceita que as plantas possam ser descritas como dotadas de inteligência. Existe um bloqueio psicológico em reconhecer a existência de seres tão ou mais espertos do que nós", diz o biólogo. Bingo! É exatamente isso! No ano passado escrevi um artigo que trazia no título uma interrogação: "Seres Humanos, Seres Superiores?". Argumentei a respeito do ser humano ter uma forte resistência de aceitar a capacidade de raciocínio em outros seres vivos. Uma tendência a não descer do pedestal que o faz sentir-se como o único animal racional do planeta - como se isso fosse possível ou mesmo provável com bilhões de espécies espalhadas sobre a Terra.



Somente no final do século XX e agora no XXI é que cientistas começam a admitir que outros animais não-humanos também sentem e sofrem como nós... e, ufa!, finalmente enxergam que eles também "pensam". É difícil entender como algo tão óbvio custa a ser absorvido pelos humanos. Vamos partir do princípio básico: se o organismo de um animal reage ao frio e ao calor, obviamente reage  ao corte, à queimadura e à pancada... reage com dor. Não é preciso fazer experiências mirabolantes pra comprovar isso. É claro demais! E se esse mesmo animal expressa tristeza, alegria, raiva e medo... óbvio que é dotado de emoções. E se tem emoções, pensa a respeito do que lhe afeta, pensa a respeito do que existe a sua volta.


 Agora vamos transferir esse mesmo princípio básico as plantas: se elas reagem ao frio e ao calor também devem sentir dor. Será que cortar uma árvore, arrancar uma flor e puxar uma folha não causa incômodo? Será que sendo vegetarianos tb não estamos causando sofrimento a essas criaturas que tão pouco conhecemos e entendemos? 

Veja bem... isso não é uma crítica aos vegetarianos ou veganos. Inclusive eu não como carne. Mas talvez fosse bom a gente aceitar que em qualquer vida há o desejo latente de viver e, portanto, quando esse desejo é interrompido, pode sim haver algum tipo de sofrimento que varia em escalas dependendo da evolução do organismo (animal ou vegetal).

Talvez, para evitar qualquer dor, em qualquer espécie viva, seja necessário nos alimentarmos apenas de comida sintética. Aliás, já repararam nos filmes com temática futurística? Não vemos nesses filmes as pessoas almoçando, jantando ou fazendo um lanchinho. A alimentação é toda sintética ou o alimento é absorvido de maneiras que nem sequer conseguimos imaginar. E continuando com a reflexão... se as plantas sentem dor, talvez se comuniquem, tenham emoções e pensem.

DICA DE LEITURA: A Vida Secreta das Plantas – Peter TOMPKINS e Christopher BIRD
Texto: Fatima ChuEcco jornalista ambientalista e atuante na causa animal, escritora, consultora da @Buscacats e fundadora da @miaubookecia

quinta-feira, 17 de julho de 2025

Veja vídeo de filme de James Gunn que aborda cobaias. O melhor de sua carreira!

O novo filme de Superman encanta por conta do cãozinho Kripto, inspirado no próprio cão que o diretor James Gunn adotou em condições muitos precárias (veja matéria neste blog acessando AQUI). No entanto, na minha opinião, a obra-prima de Gunn é "Guardiões da Galáxia Volume 3". Isso porque o filme aborda, com incrível sensibilidade, o horror vivido pelas cobaias nos laboratórios de pesquisa. 

O vídeo abaixo mostra várias cenas desse contexto que deu ao filme um "propósito".


De todas as atrocidades que os humanos fazem com outros animais, a vivissecção é uma das mais longas e dolorosas porque a tortura pode durar meses e até anos. Se você se interessa por esse tema, leia também minha mais recente matéria, com a tutora de Grace - uma beagle que passou 18 meses num laboratório dos EUA quando ainda era filhote. Acesse AQUI e siga o instagram @grace_is_free_ para ajudar essa cachorrinha em campanhas contra o uso de cobaias.

Texto e pesquisa: Fátima ChuEcco, jornalista ambientalista, escritora e atuante na causa animal







De adoção de animais à crueldade com cobaias, James Gunn dá propósito ao Cinema


Muita gente foi ou ainda irá assistir Superman por conta do cachorrinho que deixa o filme bem mais carismático. Gunn aproveitou a inclusão do cãozinho Kripto (digitalizado e não interpretado por um cão de verdade), inspirado em seu próprio cão chamado Ozu, para promover campanhas de adoção. Ozu vivia com outros 60 cães em condições precárias quando foi adotado pelo diretor. O resultado das campanhas tem sido magnífico com centenas de cães sendo adotados!

O Superman original de fato tem um cãozinho com superpoderes chamado Kripto (criado em 1955) e que era o cão da família em seu planeta de origem, mas nessa versão de Gunn o público descobre, no final do filme, uma história meio diferente do cachorrinho que abre espaço para uma continuação do filme. Claro que não vou contar.

Aliás, fica a dica: não levantem da poltrona até o último letreiro porque, como é de praxe, os filmes de super-heróis nunca terminam nas cenas finais. Sempre tem uns 2 ou 3 trechinhos curtos entre os créditos. E vale ressaltar a música que coroa o encerramento do filme: Punkrocker, lindamente interpretada por Igyy Pop junto com a banda Teddybears. Veja abaixo com legenda da letra:



Kripto cumpre direitinho seu papel de herói atrapalhado (e põe atrapalhado nisso) e o filme ainda tem minúsculas cenas em que Superman salva outros animais. 

Insuperável até o momento:

Anteriormente, Gunn fez uma obra-prima da causa animal assinando o terceiro filme de "Guardiões da Galáxia" onde o tema foi vivissecção ou experimentos com animais. Não se poupou cenas para mostrar o horror vivido por animais testados em laboratórios e um desfecho feliz que fez muita gente mergulhar em prantos nos cinemas.

Também escrevi sobre os Guardiões em matéria que pode ser acessada clicando AQUI 

Vejam abaixo o vídeo onde aparecem cenas dos bichinhos feitos de cobaias. Melhor filme de Gunn de todos os tempos:


Texto e pesquisa: Fátima ChuEcco jornalista ambientalista e atuante na causa animal e que torce por um mundo sem cobaias inocentes porque de todos os horrores que os humanos cometem com os animais, a vivissecção é a forma mais longa e dolorosa de tortura animal













 

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Belíssimo filme sobre o gorila Ivan baseado em fatos reais

 

Esse é um daqueles filmes em que, ao final, muita gente agradece por ter assistido. Embora seja uma produção da Disney e isso nos leve automaticamente a pensar que se trata de um roteiro infantil e absolutamente fantasioso,  o filme "O Único Ivan" é na verdade uma crítica bem contundente ao confinamento e exploração de animais selvagens.

Por isso não espere ver um bando de animais felizes em trabalhar num circo. Os personagens demonstram tristeza e desejam a liberdade que lhes foi roubada. Eles até planejam uma fuga. 

Talvez por isso deva ser um filme importante para as crianças e adolescentes assistirem... porque mostra o lado oposto ao glamour que o picadeiro tenta passar. E como é na infância que muitos dos nossos conceitos se formam, quem sabe as novas gerações aprendam a tratar os animais com mais respeito assistindo a vida do gorila Ivan. 

Além disso, o filme tem uma menina como personagem que entende Ivan e na qual outras crianças podem se inspirar.

Angelinea Jolie é uma das produtoras e o ator Sam Rockwell interpreta com perfeição o gorila que existiu de verdade, passou 27 anos como atração de um shopping center nos EUA e morreu aos 50 num zoo onde finalmente pôde contar com área verde e outros de sua espécie (conforme retrata foto na abertura deste artigo).

Todos os animais do filme são fruto da mais avançada computação gráfica. Nota mil para todos os personagens e performances técnicas!

E uma curiosidade: são três graciosos finais. Assim como já foi padrão nos filmes da Marvel o filme continuar mais um pouco depois dos letreiros, em "Ivan" isso também acontece. 

Então preste atenção: depois dos primeiros letreiros vem mais um final. Daí novos letreiros e, de repente, um terceiro finalzinho lindo!

Outro ponto interessante do filme: no final mostra fotos e vídeos reais do Ivan junto com o resumo de sua história - um recurso raro em filmes da Disney.


Ivan  é um espetáculo de expressões faciais

Em 2020, o ator que interpreta Ivan disse em uma entrevista:

“É um ótimo roteiro e uma ótima história. Thea Sharrock é uma diretora incrível porque ela vem do teatro. Tivemos uma conversa no início, onde falamos que era uma história profunda. Não é apenas para crianças. Não é apenas uma brincadeira. Há muita potência emocional nisso. ”

E acrescentou: “Eu amo todos aqueles filmes do Planeta dos Macacos e Livro da Selva e sou obcecado por King Kong desde que era pequeno. Sempre que vou ao zoológico, vou direto aos gorilas. Quando consegui esse emprego e fui conhecer Thea, fui ao zoológico de Londres. Portanto, gorilas têm sido um tema em toda a minha vida. Eu amo sua qualidade estóica. Eu amo que eles são solitários e há algo muito trágico sobre eles para mim. Quando esse trabalho surgiu, fiquei animado para interpretar Ivan. Ele está tendo uma chance no filme de se tornar um herói".

Leia a matéria completa (em inglês) AQUI 

Conheça a verdadeira história de Ivan

Primeiro Ivan foi arrancado da sua família na República Democrática do Congo e entregue a um casal que o criou até os cinco anos de idade junto com o filho humano.

Ivan sentava na mesa, dormia na cama com seus pais adotivos e até frequentava o balanço de um parquinho infantil, mas ao se tornar mais forte e começar a quebrar tudo na casa, como reflexo de seu desenvolvimento, foi lançado numa jaula de um centro comercial nos EUA para virar atração principal.

No shopping ofereciam a ele cigarros e hambúrgueres (lembrando que gorilas são vegetarianos por natureza). Ele também podia assistir uma TV em preto e branco.

Os gorilas são 98% parecidos com os humanos. Eles são geneticamente mais parecidos com humanos do que com chimpanzés. É por isso que Ivan, da espécie “gorila da planície”, podia pintar e desenhar com lápis de cera - aliás, a única forma que ele tinha para expressar sua tristeza.



Tudo era motivo para atrair clientes e, de fato, Ivan logo ganhou milhares de fãs que o assistiam por meio de vidros que cercavam sua jaula.

Ivan não tomava sol e jamais respirava ar puro. Numa ocasião lhe deram um tapete verde supondo que assim ele se sentiria mais próximo da selva. 

Em 1991, o National Geographic Explorer lançou o documentário "The Urban Gorilla" narrado por Glenn Close e que motivou manifestações pedindo a libertação de Ivan. 

Recomendo assistir o vídeo abaixo (The Urban Gorilla) que mostra Ivan no ambiente frio onde foi obrigado a ficar por 27 anos, abandonado pela família que o fez se sentir por algum tempo amado.


Ele terminou seus dias no Zoo Atlanta, na Geórgia, onde passou 18 anos (de 1994 a 2012) e morreu devido a um tumor no peito. Embora se tratasse de um zoo, o ambiente era imensamente melhor que o shopping porque Ivan vivia solto numa minifloresta com outros gorilas. 

Veja vídeos de Ivan no zoo:





Ivan era um "dorso prateado" que, no mundo dos gorilas, significa ser um líder natural que geralmente chefia um grupo e tem muitas fêmeas. No entanto, mesmo estando com outros de sua espécie por 18 anos, Ivan não teve filhos. 

Abaixo Ivan no Zoo onde passou seus últimos anos.


Fátima ChuEcco jornalista e escritora

Site www.miaubookecia.com



segunda-feira, 14 de julho de 2025

Grace conheceu o Inferno num laboratório ainda filhote. Mas foi salva!

Essa é a Grace, que passou 18 meses em laboratório sob terríveis condições quando ainda era filhote. Convém contar sua comovente história nesse momento em que temos no Brasil o projeto de lei 3062/2022 que proíbe o uso de animais em testes de cosméticos, perfumes, ingredientes ou produtos de higiene pessoal, aprovado pela Câmara de Deputados no dia 9 deste mês e aguardando sanção do presidente. 

O doloroso drama da Grace foi também o de outros 4 mil beagles confinados num laboratório do estado de Virgínia nos EUA. Foram libertados em 2022 graças a investigações secretas feitas por organizações em defesa dos animais. 

Vídeo curtinho do resgate pela Humane World for Animals:


Grace foi adotada pela Jenna, com quem conversei e que, gentilmente, me enviou o texto abaixo contando a trajetória da cachorrinha que hoje tem um movimentado instagram onde, além de desfilar looks fofíssimos, também alavanca campanhas para terminar com os testes em animais. Visite o instagram dessa heroína @grace_is_free_ (Grace está livre) 🐶

Depoimento da Jenna:

"Prezada Fátima,

Conforme solicitado, compartilharei a história dela e seu resgate com você para que possa utilizá-la em seus artigos, periódicos ou onde desejar. Antecedentes de Grace: Grace nasceu em janeiro de 2022 em um centro de criação de animais para pesquisa localizado em Cumberland, Virgínia. O centro se chamava "Envigo". Grace nasceu com um propósito, ou seja, nasceu e passou a existir com a única intenção de que Envigo a enviasse a um laboratório para experimentos cruéis.

Algumas beagles fêmeas em Envigo são usadas para procriar filhotes, que são enviados para laboratórios; mas quase todos os beagles em Envigo, incluindo as fêmeas e os machos reprodutores, são eventualmente enviados para laboratórios nos Estados Unidos e no mundo para experimentos cruéis.

Beagles de Envigo (agora chamados de "INOTIV", em empresa ainda em operação em outros locais) foram vendidos a laboratórios para serem usados em uma variedade de experimentos diferentes, desde testes de drogas e produtos químicos, até empresas farmacêuticas, universidades, etc.

Como a maioria dos beagles criados para experimentos, os beagles de Envigo foram forçados a passar por "testes de toxicidade", "gavagem oral" (alimentação líquida forçada por meio de tubo inserido pela boca ou nariz), injeções de produtos químicos, etc., assim que chegaram aos laboratórios.

                                            Vídeo dos beagles resgatados a caminho da liberdade

Grace foi aprisionada junto com aproximadamente 4 mil outros beagles em Envigo. As condições de vida lá eram horríveis e cruéis. Os beagles eram confinados em pequenos canis, onde nunca tinham acesso ao exterior e nunca tocavam, cheiravam ou sentiam grama. Não tinham cama, apenas piso de gaiola. Não havia aquecimento ou ar condicionado, então, durante o inverno, muitos beagles morriam congelados e, durante o verão, muitos morriam devido às temperaturas insuportáveis (gravado por investigadores disfarçados a uma temperatura próxima a 35°C).

Os cães, incluindo Grace, eram forçados a viver onde defecavam e urinavam. Os funcionários abandonavam os cães por várias horas todos os dias, e a limpeza das gaiolas incluía o uso de mangueiras de alta pressão industriais, que não só aterrorizavam e machucavam os beagles, como também faziam com que a comida deles desenvolvesse mofo.

Após uma inspeção realizada durante uma investigação secreta, descobriu-se que a comida dos beagles de Envigo continha mofo, moscas e larvas. De forma devastadora, Grace e os outros beagles de Envigo foram forçados a comer essa comida horrível ou morrer de fome.

Essa marcação era feita em vários beagles, mas Grace foi marcada na orelha

Após várias investigações secretas realizadas por diversos grupos de direitos dos animais muito conhecidos e de grande porte, e apelos ao governo federal, bem como a políticos locais, ao longo de vários anos, a instalação de Envigo em Cumberland, Virgínia, foi forçada a fechar devido a diversas violações de bem-estar animal, bem como à poluição ambiental causada pelos dejetos dos cães.
A Humane Society, a PETA, o Beagle Freedom Project e vários outros grupos conseguiram, juntos, libertar aproximadamente 3.776 beagles (incluindo Grace) e enviá-los para grupos de resgate e abrigos nos Estados Unidos até o final de agosto de 2022. Gracie tinha pouco menos de 8 meses de idade. Ela conseguiu, com força e coragem, sobreviver a um inverno extremamente frio em Envigo e a um verão escaldante... forçada a comer comida mofada e infestada de larvas e a viver em seus próprios dejetos, entre outros horrores. Um dos grupos de resgate que recebeu um grande lote de beagles de Envigo foi a Michigan Humane Society, e eu adotei Grace de lá. Ela comemorou seu terceiro aniversário comigo em janeiro deste ano e agora está saudável, feliz e próspera!"



Grace vive com outros dois cães: Dora Jean, de 15 anos,
resgatada de uma organização chamada "Happy Days Dogs and Cats" e Faith, de 11 anos.


E sobre os looks fashion da Grace?


"Quanto às roupas, eu mesma escolho todas elas. Comecei uma tendência para Grace, na qual ela usa principalmente pérolas, porque seu nome do meio é Pearl, e também porque a pérola, em seu significado espiritual, simboliza pureza, sabedoria e, o mais importante, transformação! Escolhemos Grace como nome dela porque o nome está conectado ao conceito religioso da graça divina e essa graça é concedida gratuitamente àqueles que seguem a Deus! Muito obrigada por considerar a história dela para publicação; é uma grande honra. Atenciosamente, Jenna e Gracie"

Atenção:
Ao seguir o instagram @grace_is_free_ 🐶você verá lindos vídeos de Grace, mas também estará contribuindo para com as campanhas que a cachorrinha protagoniza pelo fim do uso de animais em testes de cosméticos, pesquisas, ensino etc. Clique AQUI

"Esse tipo de crueldade parece aceitável para você? Quem no mundo consegue trabalhar nesta indústria e fazer isso com animais inocentes todos os dias? Em que tipo de mundo distorcido, perturbado, pervertido e ganancioso vivemos? Seja uma voz para os que não têm voz. Experimentadores animais não estão salvando vidas humanas. Eles são monstros perturbados e malignos", diz Jenna em um dos posts do instagram da Grace.

Pesquisa e texto: Fátima ChuEcco, jornalista ambientalista e atuante na causa animal
Fotos: Cedidas pela tutora da Grace e copiadas de seu instagram @grace_is_free_ 🐶






quinta-feira, 10 de julho de 2025

Você faz ideia de como Parábola dos Talentos se aplica a nossa vida?



Está na Bíblia (Mateus 25:14 a 30) e no Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec. Parece uma história com mensagens bem restritas à época em que foi escrita, mas se a gente parar para pensar, na verdade tem a ver até com a vida corporativa dos dias de hoje, passados mais de 2 mil anos. E, além disso, pode ser uma boa sugestão para nossa vida e conduta profissional.

Vou comentar conforme entendi, mas na Internet tem muitas outras reflexões a respeito. Reflita também e, se quiser, poste nos comentários seu entendimento do tema.

Parábola
Um Senhor sai de viagem e deixa seus 3 funcionários encarregados de cuidar de seus “talentos” que, na época, eram peças de ouro e prata, como moedas. Um funcionário ficou com 5 talentos, outro com 2 e outro com um. Os dois primeiros investiram os talentos e dobraram o valor. O terceiro, que tinha só um talento, enterrou-o.
Na volta o Senhor ficou feliz com o funcionário que transformou 5 talentos em 10 e com o que tinha dobrado 2 talentos em 4. Mas chamou de inútil e preguiçoso aquele que tinha lhe devolvido o único talento do qual ficara encarregado. Condenou o homem as trevas, pegou seu talento e deu ao funcionário que estava com 10 talentos.

Parece justo? E o perdão? E a segunda chance? - podemos nos perguntar

Todo muito tem algum "talento" para doar. Foto Kimthecoach/Pixabay

Vamos transportar a cena para o cenário de negócios de hoje. Vamos imaginar que os dois funcionários que multiplicaram os talentos (dinheiro nos tempos atuais) foram “promovidos”, ao passo que aquele que não investiu seu único talento (a pequena quantia que recebeu) foi sumariamente demitido.

Vamos também analisar a postura do rapaz demitido. Ele errou, não investiu, mas não foi por mal e sim por medo de arriscar e perder o pouco que tinha.

Agora vamos analisar a postura do “chefe” da empresa. Ele contratou 3 pessoas para fazer seus “talentos” se multiplicarem. Esses 3 homens foram escolhidos porque de alguma maneira demonstraram habilidade para fazer o dinheiro da empresa crescer. Dois conseguiram isso e o terceiro apenas guardou o dinheiro. 

Bem... o chefe não precisa de um funcionário que “guarde” o dinheiro porque isso ele mesmo pode fazer ou até enfiar num cofre.

Todo mundo sempre tem algum "talento" para doar. Foto Janaaa/Pixabay

Do ponto de vista espiritual ou moral poderíamos pensar assim: mas ele merecia uma segunda chance agora que viu como deve proceder. Certamente ele aprendeu.

Só que o “chefe” da empresa não é Deus e não está ali para “ensinar” a trabalhar. Não estamos falando de um programa de estagiários onde é permitido aprender com os próprios erros. Estamos falando de 3 homens selecionados para multiplicar os talentos de uma empresa e que, portanto, devem estar preparados para tal função. A demissão é óbvia diante de um funcionário que não cumpriu com a meta, que não satisfez as expectativas do chefe.

Esse é nosso mundo. Então essa é a reflexão sobre o ponto de vista material e atual.

Agora vamos mergulhar no mundo espiritual.

A gente vem para essa vida com alguns “talentos” no duplo sentido da palavra: Talento no sentido de habilidades natas e Talento representando condição social (pobre, rico etc). Nessa grande empresa em que fomos colocados, que é a Terra, nosso dever é desenvolver e multiplicar nossos talentos para o bem dos outros e de todo o planeta.

A evolução espiritual depende disso... dessa disposição em desenvolver as habilidades com as quais já nascemos ou que tivemos oportunidade de desenvolver ao longo dos anos e multiplicar isso tornando esses “talentos” ferramentas de progresso também para os outros e para todo o planeta (recursos naturais, animais etc).

Os que conseguem multiplicar são promovidos a uma etapa mais serena nessa vida ou nas próximas (para quem acredita em reencarnação como eu). Os que “guardam” seus talentos estacionam na evolução e não contribuem para o progresso coletivo.

E como as pessoas “guardam” talentos?

Não fazendo uso do que “recebeu” (abafando uma habilidade por exemplo) ou só  utilizando seus talentos para benefício próprio - o que seria um “mau uso” de seus talentos... ou seja, não repartindo ou compartilhando com os outros.

Doar é regra básica da evolução espiritual: doa-se habilidades, dinheiro, conhecimento, palavras, bons pensamentos, ombro amigo... do pobre ao mais rico, todo mundo tem o que doar. Doar é o mesmo que multiplicar talentos.

Mesmo com bolsos vazios, todo mundo tem sempre algo para doar. Foto Tumisu/Pixabay

Mas o que acontece com aqueles que enterram os talentos?

São jogados às trevas e punidos (como na parábola)? Não têm mais chance de acertar?

Nada disso porque Deus, ou como queiram chamar uma essência divina ou uma matriz que gera e conecta tudo que vive, oferece sempre chances de evolução... uma atrás da outra.

Se você guarda talentos numa empresa é demitido porque não correspondeu as expectativas de quem o contratou (essa é resposta do mundo material/físico), mas do ponto de vista espiritual pode ter certeza que haverá outras chances de acertar... de perder o medo de arriscar... e principalmente, de doar. Até porque... lembre-se... nem sempre não responder às expectativas é necessariamente não estar apto para um determinado trabalho ou função... às vezes simplesmente vc não executa do jeito que gostariam.

Só que é preciso desapegar do que passou... e se preparar para o que virá daqui pra frente guardando consigo apenas as lições aprendidas.

Todo mundo sempre tem algum "talento" para doar. Foto Gerd Altmann/Pixabay

Agora vamos voltar à Parábola dos Talentos e imaginar o que pode ter acontecido com o rapaz demitido.

Ele poderia se revoltar e botar fogo na empresa (o que poderia gerar danos eternos a sua reputação profissional – talvez até ser preso). 

Poderia sobreviver o resto da vida com uma mágoa terrível no peito achando que aquela tinha sido sua única oportunidade de crescimento.

Mas ele também poderia buscar um novo trabalho igual ou diferente daquele e aplicar a lição de multiplicar os talentos do seu jeito ou de um novo jeito aprendido.

Vale ressaltar que, por mais que a intenção dele tenha sido boa e que sua atitude foi dominada justamente pelo medo de errar, ele errou (pelo menos diante dos olhos daquele "chefe")... mas erros a gente deixa pra trás pra poder pensar nos próximos acertos.

O pensamento “se eu tivesse feito isso ou aquilo...” não leva a lugar nenhum porque não se muda o passado. A gente tem que pensar no que dá pra fazer hoje... agora... com a consciência de que virão novos erros porque ninguém é perfeito ou infalível... ninguém... mas também virão os acertos.... e pra acertar é preciso tentar... procurando deixar essa vida com mais talentos do que a gente tinha quando aqui chegou.... obviamente talentos morais e espirituais... que são as moedas da evolução.

Foto de abertura Gerd Altmann/Pixabay

Fátima ChuEcco
Jornalista/Escritora

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