quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Gato perdido foi encontrado 107 dias depois e estava a apenas alguns metros de casa

Tem duas coisas importantes para tirar dessa incrível história de reencontro: a primeira é que não se deve perder a esperança de achar um gatinho perdido e a segunda é que ele pode estar muito, mas muito perto de casa... até mesmo na casa ao lado ou nos fundos da sua.

A Luciana Atti, de SP, fez de tudo e mais um pouco para encontrar seu gatinho Gandalf que escapou de casa em fevereiro deste ano. Quem frequenta os grupos de animais perdidos do Facebook certamente se deparou com o post dele porque Luciana postou sem parar nesses meses todos. 

Também fez o trivial: cartazes, sondagem na vizinhança e foi até outros bairros conferir se o gato achado era o Gandalf. A busca só terminou depois de longos três meses e meio, na verdade, exatos 107 dias em que a tutora não desistiu de procurar.

E sabem onde Gandalf estava? 


Vivendo em quintais das casas da rua detrás, no mesmo quarteirão, a poucos metros de distância. Uma rua onde, aliás, Luciana também fazia ronda com frequência. 

Vejam que relato interessante:

"Fui guiada pela intuição. Era fim de tarde e estava em casa quando algo me disse para descer naquela rua e dar uma olhada. Então ao chegar lá comecei a ouvir uns miados e na mesma hora identifiquei que eram do meu gato. Fui olhando as casas e, de repente, vi Gandalf no quintal de uma delas. Estava na escada de um corredor".

Pausa: acham que que foi fácil? Pois anotem isso: um gatinho perdido na rua pode não atender/responder ao tutor, principalmente quando já se passaram muitos dias. Os gatos criam uma certa desconfiança que está intimamente ligada à autodefesa. 

"Comecei a chamá-lo, mas ele descia 3 degraus e em seguida subia um. Tive que ter paciência e respeitar o tempo dele até que devagar começou a vir na minha direção. Então me permitiu fazer carinho e finalmente consegui pegá-lo. Foi uma emoção que não tem preço", conta a tutora.

Klaus Porlan, Luciana Atti e Gandalf

Luciana deduziu que Gandalf, nesse tempo todo, se alimentava graças à oferta de ração colocada nos arredores por vizinhos que amam gatos. E como tem gatos vivendo soltos na vizinhança deve ter ficado difícil para alguém perceber que Gandalf andava próximo deles.

"Embora a gente coloque muitos cartazes e fale com os vizinhos, não podemos desistir de procurar. No início temos esperança, depois surgem episódios de desânimo. Por isso é fundamental ter perseverança e fé, além de contar com pessoas altruístas. Muita gente se sensibilizou com minha busca e me ajudou".

Procure pertinho de casa

Como consultora sobre gatos perdidos vejo muito as pessoas perderem a esperança de encontrar o gatinho no decorrer dos dias. Claro que muita coisa de ruim pode acontecer a um gato na rua e essas hipóteses também precisam ser checadas junto a lixeiros, varredores de rua e vizinhos.

Mas se o seu gatinho não sofreu nenhuma fatalidade, a chance dele estar nos arredores da sua casa é muito, mas muito grande. Isso porque, bem diferente dos cães, que são andarilhos por natureza e podem percorrer de 3 a 10 km  por dia, os gatos não saem andando pelo bairro. 

Uma vez perdidos, os gatos buscam abrigo ou esconderijo o mais perto possível de suas casas. A sensação de segurança é muito importante para o gato e por isso eles evitam se expor demais em busca de alimento ou de algum lugar para ficar.

Podem se distanciar até uns 500 ou 600 metros... em alguns casos até uns 800 metros, mas isso andando um pouquinho por dia até acharem um porto seguro. Mas a grande maioria das pessoas me relata que encontrou o gato em casas da vizinhança mais próxima. Foi o caso da gatinha Irene (foto), encontrada na casa que fazia fundos com a sua. Leia AQUI



Mas um gato não pode ir parar longe?

Pode, mas não andando. Um gato pode parar em outro bairro e até cidade se entrar no motor de um carro ou se for levado embora por alguém. 

Mas se você não sabe se uma dessas coisas aconteceu com ele o jeito é procurar... e manter viva a esperança porque os gatos sentem nossa intenção de encontrá-los e uma hora ou outra, se estiverem por perto, irão enviar um sinal que, aliás, pode surgir por meio de uma intuição, como foi o caso da Luciana literalmente "guiada" na direção do Gandalf depois de 107 dias.

                                            Casa telada, muro alto... como um gato escapa?

No caso do Gandalf, Luciana acredita que foi por uma árvore de seu quintal. Os muros são altos mas a árvore serviu de "trampolim" para uma aventura perigosa. Ouço muito as pessoas ficarem indignadas com as "fugas" de seus gatos de casas que, aparentemente, seriam "antifuga". 

Mas acreditem: quando eles querem sair calculam cada cantinho que possa dar acesso à rua e isso também vale para gatos castrados. O instinto explorador está no DNA dos felinos e a castração não modifica a personalidade deles.

À propósito, conheçam a história da gatinha Liz (foto) que, mesmo castrada, saiu de casa e seguiu um "gatão do pedaço", também castrado, até a casa dele. E por lá ficou até ser encontrada por sua tutora dias depois. Acesse essa curiosa história AQUI.


Então o jeito é pensar em soluções que realmente impeçam escapadas. Há redes próprias para quintais, sacadas e varandas. E nas garagens e portões da frente também se deve pensar em formas de não deixar nenhum "buraco" porque os gatos "pensam" em tudo.

Texto: Fátima ChuEcco, jornalista, escritora e fundadora da @buscacats - consultoria especializada em gatos perdidos



terça-feira, 12 de setembro de 2023

Veja videos que provam que gatos apreciam TV. Seu gato também gosta de ver TV?



Na foto está minha gatinha Dianna assistindo a um desenho. Mas percebi também que ela ficou realmente interessada num outro desenho do canal DOGTV em que uma abelhinha zumbia alto enquanto passeava de flor em flor. Então filmei e ela ficou entretida um tempão, conforme se pode ver no video abaixo postado na página dela e da Rebecca Selvagem no Facebook. 

Para ver acesse AQUI

Por conta desse interesse em ver desenhos, Dianna foi inclusive uma das personagens de matéria publicada em jornal de Minas Gerais.



O gatinho Thor também adora assistir TV... mas ele prefere documentários com peixinhos. Na foto abaixo ele assiste ao vídeo "Oceano Relaxante". Helen, sua tutora, conta que ele ficou 20 minutos firme vendo o vídeo até adormecer.

                                  Thor vendo "Oceano Relaxante" no laptop

Dianna gosta de desenho.
Reparem como ela presta muita atenção!



O DOGTV, canal para cachorros, foi desenvolvido ao longo de três anos com o objetivo de relaxar e entreter os cachorros que ficam sozinhos em casa ou que, além das dezenas de brinquedos espalhados pela casa, precisam de "algo mais". Com base em estudos o conteúdo investe em cores, temas e escalas visuais e sonoras atraentes para os cães. A sonoridade foi criada a partir de timbres, frequências e volumes agradáveis para os animais e os elementos visuais respeitam as características da visão canina.

"Música instrumental, balbucio de bebês, risadas infantis, paisagens naturais e outros cães em momentos de alegria e calma são algumas das sequências e temáticas componentes da programação. O canal conta até mesmo com uma equipe de compositores e instrumentistas, que criam as trilhas sonoras da programação de acordo com os princípios estudados", declara a assessoria de imprensa da emissora.

Diz também que a função da DOGTV é amenizar medo, ansiedade e evitar comportamentos destrutivos. 

                                                   Foto Divulgação DOGTV

Pesquisa

A Universidade Tufts, de Massachusetts, realizou um estudo comparativo entre canais de TV convencionais e a DOGTV, com base nas reações e preferências dos cães. A pesquisa foi conduzida em 38 apartamentos de Los Angeles e Nova York, com cães deixados sozinhos por seis horas e expostos a diferentes programas. Os resultados mostram que os cães assistiram à DOGTV mais do que qualquer outro canal, e que os programas de relaxamento da DOGTV foram eficientes para 70% da amostra.

A programação da DOGTV é recomendada pela The Humane Society of the United States e usa métodos aprovados pela American Veterinary Medical Association e pela American Society for the Prevention of Cruelty to Animals.

Ok... esperamos que os cães possam saborear muito essa experiência... mas e os gatos? Não seria interessante introduzir uma programação voltada para os gatos já que eles passam, em geral, a vida toda dentro de casa?



Fátima ChuEcco
Jornalista/Escritora


domingo, 3 de setembro de 2023

Gato Lelé deixou todo mundo maluco ao entrar em bueiro e seguir por tubulações


Lelé, na gíria mais antiga, significa maluco, doido. Pois foi exatamente assim, Lelés (da cuca) que todos ficaram ao descobrirem que esse antigo morador do Cemitério da Vila Mariana (SP) tinha se enfiado dentro de um bueiro e, pior, estava zanzando pelas tubulações.

Foram 37 dias de angústia atrás do bichano. No final de agosto Lelé mobilizou agentes de trânsito, policiais militares e bombeiros além, é claro, de deixar os cuidadores dos gatos do cemitério de cabelos em pé.


Felizmente ele pôde ser capturado com um estratégia criada pelo Eduardo Pedroso, especialista no resgate de gatos em situação de perigo ou para fins de castração, e com a ajuda da equipe dos profissionais citados acima. Uma armadilha própria para gatos foi colocada dentro de uma tubulação por onde Lelé circulava e... funcionou!

Leia a operação completa criada para reaver Lelé são e salvo clicando neste LINK  da FANAUE

Texto: Fátima ChuEcco e Fotos Fanauê

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Super Noopy ilustra bem o Dia Mundial do Cachorro (26 de agosto) tamanha sua alegria


Basta olhar mais atentamente para as fotos e vídeos do Super Noopy para perceber que ele parece estar rindo o tempo todo, especialmente quando ganha as ruas para um passeio. A alegria desse cãozinho que anda apenas com as patas traseiras é realmente contagiante. 

Por isso, nada mais justo ele ser a estrela do Dia Mundial do Cachorro comemorado em 26 de agosto. Além disso, esse sorridente cãozinho tem uma rede social de tirar o chapéu. São 538 mil seguidores no Facebook, 303 mil no Tik Tok e 211 mil no Instagram.


Super Noopy nasceu com atrofia nas pernas dianteiras e foi adotado pela Polly Mayer, de SP, quando já tinha seis anos de idade:

"Quando o adotei ele já andava de pé e me foi informado que ele aprendeu a andar sobre as patas traseiras sozinho. Ninguém o treinou. Foi uma adaptação natural desde novinho, com um ano de idade".

Hoje, aos 9 anos, além de ter se tornado um "ás" sobre duas patas, o Super Noopy conserva uma alma de criança. Polly conta que ele tem muita energia e é bagunceiro. Passeia três vezes por dia e frequenta creche duas vezes por semana. 


Ele se dá bem com os demais animais da casa desde que seja ele quem dê a última palavra, ops... latido.

"Ele é marrento, gosta de mandar, mas só fica bravo mesmo quando os outros animais sobem na cama dele". diz Polly.

A rotina do Super Noopy inclui, religiosamente, tomar sol pela manhã. Ele exige seu lugar ao sol. E recentemente descobriu uma maneira de garantir também seu lugar na cama da tutora:

"Por volta das três da manhã ele chega latindo bem baixinho, mas num tom suficiente para eu ouvir, acordar e, meio sonolenta, deixar ele dormir de conchinha comigo".


Além de tomar sol e passear, Super Noopy ama de paixão comer... comer de tudo e especialmente pão e banana. Por isso ele fica de prontidão do lado de qualquer pessoa que esteja comendo algo na esperança de ganhar algum "pedacinho". E, claro, quem tem coragem de negar qualquer coisa que seja para esse cão que anda como gente e conquista corações em poucos segundos?

Entrevista e Texto: Fátima Chu🌎Ecco, jornalista e escritora, consultora da @BuscaCats 😻e fundadora do editora www.miaubookecia.com  🐶🐱


QUANDO NÃO FAZER NADA É A MELHOR COISA A SER FEITA





Quantas vezes a gente não se debate como um pássaro na gaiola em busca de uma solução que não virá... pelo menos não já? Mesmo assim, o pobre pássaro tenta em vão romper barreiras além de seu controle. Muita gente confunde PACIÊNCIA com PASSIVIDADE...  e DISTANCIAMENTO com DESISTÊNCIA. Mas a verdade é que ter paciência significa se dedicar a outras atividades enquanto aquela que vc teima em realizar não está fluindo ou... buscar outra inspiração e deixar, por hora, seu antigo sonho em segundo plano. Agir pode ser, no momento, a forma mais desastrosa de afundar um barco que ainda poderia desbravar um oceano inteiro... mais adiante.

A impaciência é perigosa. Pode drenar nossa energia e levar a sorte ou oportunidade embora. “Ter paciência não se trata de desistir dos objetivos, mas perceber que é possível avançar na direção deles enquanto cuida de outros aspectos da vida”, diz a obra“Toda a Sorte do Mundo”, de Theresa Cheung...  que virou meu livro de cabeceira há algum tempo. Muitos problemas se solucionam sozinhos quando aprendemos a nos distanciar deles. Para tomar  decisões sensatas é importante deixar passar um tempinho para que o calor da emoção esfrie e não termine por queimar nossos neurônios e raciocínio. O estresse impede que as pessoas pensem direito.

Algumas vezes vale mergulhar de cabeça no exato instante em que algo que vc deseja está ao seu alcance, mas noutras ocasiões o melhor é recuar e se distanciar por algum tempo. O livro sugere que quando relaxamos escutamos nossa voz interior com maior nitidez e temos mais chance de enxergar os caminhos mais claramente. Esse distanciamento pode incluir uma viagem sozinha (o) por uma estrada vazia.  ÀS VEZES É NO MEIO DO NADA QUE A GENTE SE ACHA.  Tem uma música antiga do Titãs q diz assim: “As respostas estão no chão, vc tropeça e acha solução”. Por isso que inúmeras vezes TUDO QUE SE TEM A FAZER É NÃO FAZER NADA.

Minhas reflexões a respeito de trechos do livro Toda a Sorte do Mundo 
Fátima Chuecco, jornalista e escritora
Texto de 2013


segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Obras de arte da natureza prontas para adoção e em belíssimas fotos


Nina, Pitty, Vaquinha e Bonny nasceram no apartamento do fotógrafo Michael Hans. A mãe já tinha sido acolhida e em seguida vieram os filhotes. A especialidade de Hans é retrato e fotoarte sensual, mas ele faz muitas imagens lindas dos gatos que cruzam seu caminho e alguns das redondezas onde mora, em São José do Rio Preto, no Interior de SP.

Quanto aos quatro gatinhos que agora estão com dois meses, o fotógrafo está doando e o contato é seu facebook que pode ser acessado clicando AQUI

"Eles já comem ração, usam caixa de areia e reagem ao nome. O Vaquinha já vem quando não está brincando com as irmãs. Todos sem parasitas ou outro problema de saúde. Estão na fase de mudança de cor dos olhos. Sapatos são vitimas preferidas deles e os chinelos eles arrastram um, só um, para algum outro lugar, tipo para baixo do sofá. Devem ficar rindo quando ando pela casa procurando rsrs", conta.

Aliás, outras fotos belíssimas de animais de Hans já fizeram parte da matéria "Os gatos são muito expressivos e até Darwin notou isso" nesse blog. Acesse AQUI para ver.

No facebook Hans também conta as peripécias do quarteto por meio de fotos. Confira algumas:






Texto: Fátima Chu🌎Ecco, jornalista e escritora, consultora da @BuscaCats 😻e fundadora da Editora www.miaubookecia 🐶🐱



sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Curso Auxiliar Veterinário pode ser bem interessante para protetores de animais


Quem tem um bichinho sabe como custa caro manter sua saúde em dia. Mas quem tem vários animais resgatados muitas vezes entra em desespero porque nem sempre é possível recorrer a um hospital veterinário público. Além disso, alguns procedimentos mais simples como curativos e medição da temperatura poderiam ser realizados pelo próprio tutor, isto é, se ele estivesse treinado para isso.

Por isso, um curso de Auxiliar Veterinário pode ser uma opção bem interessante para que o protetor de animais ou tutor de vários cães e gatos possa ter uma renda e, ao mesmo tempo, dar uma assistência emergencial ou atendimento médico mais rotineiro para seus bichinhos.

Na Doctors Clínica a parte prática do curso é realizada com os pacientes "reais" do próprio consultório ou com os bichinhos dos alunos que estiverem necessitados de atendimento médico.

Tem uma turma começando no dia 19 de setembro com inscrições até o dia 10, com duração de 6 meses. Mais informações abaixo:





Foto de abertura: Pixabay Free

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

“Penso, Logo, Mio e Existo” - Descartando Descartes


                       
"Penso, Logo, Mio e Existo" é uma adaptação bem-humorada que fiz da frase do francês René Descartes “Cogito, ergo sum” e que ficou mundialmente famosa como “Penso, logo existo”. Descartes afirmava que apenas os seres humanos podiam pensar, então procurei  "atualizar" a clássica frase dizendo que os gatos também pensam (e obviamente outros animais), ao contrário do que o filósofo pregou e que foi aceito por grande parte da sociedade e de pesquisadores de seu tempo.

Descartes (1596 a 1650) chegou a essa conclusão argumentando sobre a capacidade de ter dúvidas. Para ele, as dúvidas eram a maior prova da existência do pensamento. Logo, se os seres humanos eram os únicos que tinham dúvidas e podiam pensar é porque existiam e o restante das criaturas vivas eram apenas máquinas que respiravam. 
Em sua visão os animais não tinham alma, não podiam pensar nem sentir dor e, portanto, não era errado usá-los como cobaias. Infelizmente, mais de 300 anos depois, esse argumento ainda sustenta milhares de experimentos dolorosos com cobaias  https://www.significados.com.br/penso-logo-existo/

Hoje a própria Ciência admite (e seria um fiasco não admitir) que os animais são "sencientes", ou seja, sentem dor física e psicológica, ficam alegres, tristes, com raiva, medo e que expressam inúmeros sentimentos e emoções de forma gestual, facial e por meio de uma linguagem própria. Mas essa mesma Ciência, no entanto, não acredita que isso seja motivo suficiente para abandonar o uso de cobaias. 

Admitir que os animais pensam é também ainda um tabu fora da sociedade científica! Muitos protetores e amantes de animais ainda se sentem desconfortáveis em admitir que os animais pensam ainda que numa escala diferente da nossa, mas de acordo com suas necessidades e o ambiente em que vivem. É um exercício mental quase tão difícil quanto aquele, tempos atrás, de imaginar que a Terra era redonda e não plana. Ainda há muita resistência nesse campo. Mas convido para uma reflexão:
Onde nasce o sentimento? Da onde brotam as emoções?
Não seria do pensamento? 
É impossível desconectar sentimento de pensamento, pois, sentimento é o resultado de um pensamento que formulamos sobre situações e experiências que assistimos ou que vivemos. Um depende do outro. Um não existe sem o outro.

FOTOLIVRO
“Penso, Logo, Mio e Existo” - Como diriam os gatos se pudessem miar na nossa língua 

Seu gatinho que pensa, mia e, portanto, existe e tem alma, pode ser o protagonista de um Fotolivro de luxo que fala um pouco da "filosofia felina". Seu bichano pode ilustrar a capa e páginas internas.  Parte da renda vai para ONGs de Proteção Animal. 
Veja como participar do Fotolivro "Penso, Logo Mio e  Existo" acessando o site 
 www.miaubookecia.com    

    Dianna assistindo desenho na TV - do Fotolivro "Penso, Logo, Mio e Existo"

Descartando Descartes

Mais de 100 anos depois, outro filósofo francês, François Marie Arouet, conhecido como Voltaire, dedicou uma parte de seu “Dicionário Filosófico” (1764) para rebater os argumentos de Descartes http://animaiseoespiritismo.blogspot.com/2011/04/carta-de-voltaire-descartes.html:

"Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! 
Será porque falo que julgas que tenho sentimento, memória, ideias? Pois bem, calo-me. Vês-me entrar em casa aflito, procurar um papel com inquietude, abrir a escrivaninha, onde me lembro tê-lo guardado, encontrá-lo, lê-lo com alegria. Percebes que experimentei os sentimentos de aflição e prazer, que tenho memória e conhecimento...
Vê com os mesmos olhos esse cão que perdeu o amo e procura-o por toda parte com ganidos dolorosos, entra em casa agitado, inquieto, desce e sobe e vai de aposento em aposento e enfim encontra no gabinete o ente amado, a quem manifesta sua alegria pela ternura dos ladridos, com saltos e carícias. 
Bárbaros agarram esse cão, que tão prodigiosamente vence o homem em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para mostrarem-te suas veias mesentéricas. 
Descobres nele todos os mesmos órgãos de sentimentos de que te gabas. Responde-me maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objetivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquines à natureza tão impertinente contradição."

                                Rebecca Selvagem lendo jornal - Do Fotolivro "Penso, Logo, Mio e Existo"

Foi de fato um discurso muito convincente e comprovável. Teve lá seus adeptos naquela época e tem até hoje, mas já era tarde. A sociedade científica já tinha se dado o direito de “fazer qualquer animal sofrer”. Paralelo a isso, a sociedade em geral também já tinha assimilado a ideia de que só o ser humano é capaz de pensar e isso perpetuou a escravidão e a tortura de qualquer outra criatura viva. 
Já era tarde para Descartar os argumentos de Descartes.
“Animais têm suas faculdades organizadas como nós, recebem a vida como nós e a geram da mesma maneira. Eles iniciam o movimento da mesma forma e comunicam-no. Eles têm sentidos, sensações, ideias e memórias. Animais não são totalmente sem razão. Eles possuem uma proporcional acuidade de sentidos” - Lettres de Memmius à Cicéron  (Cartas de Gaius Memmius a Cícero) em 1772.

Assim...
Descartes assinalou a dúvida como a maior prova da existência do pensamento, mas apenas em humanos. Voltaire, por sua vez, apontou que as memórias e os sentimentos estão presentes também nos demais animais. Outros cientistas e pesquisadores continuaram falando da inteligência dos animais.



"Penso, Logo, Mio e Existo" por Charles Darwin 

Charles Darwin, aliás, escreveu que os gatos são alguns dos animais mais expressivos. 

"Os gatos usam muito a voz como meio de expressão, e emitem, sob várias circunstâncias e emoções, pelo menos seis ou sete sons diferentes. Ações de todos os tipos, acompanhando regularmente algum estado de espírito, são de pronto reconhecidas como expressivas. Podem consistir de movimento de qualquer parte do corpo, como o abano da causa de um cão, o encolhimento dos ombros de um homem, o eriçamento de pelos, a exsudação de suor, o estado da circulação capilar, a respiração forçada e o uso de sons vocais ou produzidos por algum instrumento"

E acrescentou: "Até os insetos exprimem raiva, terror, ciúme e amor com sua estridulação" Charles Darwin, do livro "A expressão das emoções no homem e nos animais" http://jornalistafatima.blogspot.com/2013/07/os-gatos-sao-alguns-dos-animais-mais.html

"Penso, Logo, Mio, Existo e... Tenho Alma"



Allan Kardec, considerado pai do Espiritismo, afirmou que os animais também têm alma, entre outras coisas, no "Livro dos Espíritos" publicado em 1857, ou seja, 200 anos após os argumentos de Descartes. Um pequeno trecho:  

"Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria? Sim, e que sobrevive ao corpo. Esse princípio é uma alma semelhante à do homem? É também uma alma, se o quiserdes: isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem, tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus". 

Veja na íntegra o que diz o Livro dos Espíritos sobre os animais:

https://livrodosespiritos.wordpress.com/mundo-dos-espiritos/cap-11-os-tres-reinos/ii-os-animais-e-o-homem/

Mas era só o princípio. Inúmeros outros livros espíritas aprimoraram a questão da alma dos animais depois de Kardec como os escritos por Ernesto Bozzano e Marcel Benedeti que vale a pena consultar.

                                          Capa "modelo" do Fotolivro "Penso, Logo, Mio e Existo"

                                        Ághata Borralheira em uma das páginas do Fotolivro

Matéria de:
Fátima ChuEcco 
Jornalista ambientalista, atuante na causa animal, escritora e apaixonada por gatos
Autora dos livros:
MI-AU Book - Um livro pet-solidário
MI-AU Book & Cia
Ághata Borralheira & Amigos Tocando Corações
Encontrando Rebecca Selvagem - Uma busca intensa e cheia de fé
Penso, Logo, Mio e Existo


Artigo com Direitos Autorais: Fátima ChEcco, jornalista profissional MTB 21.012 - texto protegido por direitos autorais pode ser compartilhado/divulgado à vontade citando a autora porque isso é LEGAL. Mas não pode ser comercializado/patrocinado em portais na íntegra ou em partes sem citar a autoria por ser ILEGAL.







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